{"id":18291,"date":"2014-10-31T17:42:56","date_gmt":"2014-10-31T17:42:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=18291"},"modified":"2014-12-23T14:05:08","modified_gmt":"2014-12-23T14:05:08","slug":"mocambique-faz-frente-ao-duplo-fardo-do-cancro-do-colo-do-utero-e-vih","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/10\/africa\/mocambique-faz-frente-ao-duplo-fardo-do-cancro-do-colo-do-utero-e-vih\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique Faz Frente ao Duplo Fardo do Cancro do Colo do \u00datero e VIH"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18291\" style=\"width: 629px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/cdn.ipsnews.net\/Library\/2014\/10\/moz-girl-599x472.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-107003\" alt=\"In 2014,  Mozambique vaccinated 8,500 10-year-old girls against the human papilloma virus (HPV) that causes cervical cancer. Vaccination will gradually be extended nationwide. Credit: Mercedes Sayagues\/IPS\" src=\"http:\/\/cdn.ipsnews.net\/Library\/2014\/10\/moz-girl-599x472.jpg\" width=\"629\" title=\"In 2014,  Mozambique vaccinated 8,500 10-year-old girls against the human papilloma virus (HPV) that causes cervical cancer. Vaccination will gradually be extended nationwide. Credit: Mercedes Sayagues\/IPS\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">In 2014,  Mozambique vaccinated 8,500 10-year-old girls against the human papilloma virus (HPV) that causes cervical cancer. Vaccination will gradually be extended nationwide. Credit: Mercedes Sayagues\/IPS<\/p>\n<\/div>\n<p>MAPUTO, 31 de Outubro de 2014 (IPS) \u2013 A mulher na cama 27 da enfermaria de oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM) n\u00e3o tem ideia alguma da sorte que teve. Em Janeiro, quando dores abominais a atormentavam, um farmac\u00eautico sugeriu-lhe a toma de analg\u00e9sicos. Durante meses \u201ca dor desaparecia e depois voltava a aparecer,\u201d contou \u00e0 IPS. <\/p>\n<p>Em Abril visitou a cl\u00ednica local na Matola, a 15 quil\u00f3metros de Maputo, cujas enfermeiras receberam forma\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para detectar o cancro do colo do \u00fatero. Foi-lhe detectado um tumor invasivo e a paciente encaminhada para o Hospital Central de Maputo (HCM). A quimioterapia teve in\u00edcio em Junho. Quando a IPS se encontrou com ela, tinha acabado de terminar o terceiro m\u00eas de quimioterapia. Os m\u00e9dicos est\u00e3o optimistas.<\/p>\n<div class=\"simplePullQuote\"><strong>A preven\u00e7\u00e3o salva vidas <\/strong><br \/>\nEste ano, em tr\u00eas distritos no sul, centro e norte de Mo\u00e7ambique, foram vacinadas 8.500 raparigas com 10 anos para as proteger do v\u00edrus do papiloma humano (HPV), durante um projecto-piloto. \u00c9 preciso administrar a vacina antes das jovens se tornarem sexualmente activas e ficarem expostas ao HPV. <\/p>\n<p>As jovens v\u00e3o receber a terceira e \u00faltima dose este m\u00eas, explicaou \u00e0 IPS Khatia Munguambe, investigadora junto do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade de Manhi\u00e7a (CISM). <\/p>\n<p>Manhi\u00e7a est\u00e1 localizada a 90 quil\u00f3metros a norte de Maputo e \u00e9 um dos s\u00edtios-piloto. O Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade de Manhi\u00e7a estuda os tipos de HPV que s\u00e3o comuns em Mo\u00e7ambique e d\u00e1 forma\u00e7\u00e3o ao pessoal respons\u00e1vel pela vacina\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Munguambe est\u00e1 a investigar a aceita\u00e7\u00e3o, por parte das comunidades, da vacina e encontrou \u201cmuitas poucas rejei\u00e7\u00f5es em Manhi\u00e7a\u201d. <\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 a expans\u00e3o do programa. Em 2015, todas as jovens nascidas em 2005 em Manhi\u00e7a e Vila de Manica no Sul e ainda em Mocimboa da Praia no Norte v\u00e3o ser vacinadas. <\/p>\n<p>A Jhpiego, filiada da Universidade John Hopkins em Maputo, d\u00e1 forma\u00e7\u00e3o a enfermeiras e m\u00e9dicos sobre os rastreios de rotina com uma t\u00e9cnica inovadora \u2013 a inspec\u00e7\u00e3o visual com \u00e1cido ac\u00e9tico (VIA).<\/p>\n<p>Antes do VIA, a detec\u00e7\u00e3o implicava o uso do teste Papanicolau ou esfrega\u00e7o cervical, que exige pessoal especializado e laborat\u00f3rios dispendiosos, e cujo resultado pode demorar semanas devido \u00e0 falta de t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Com o VIA, a enfermeira esfrega o colo do \u00fatero com \u00e1cido ac\u00e9tico ou vinagre branco e o tecido danificado fica branco. A enfermeira pode remov\u00ea-lo imediatamente com criocirurgia (congelamento) ou pedir uma bi\u00f3psia e encaminhar o caso para um m\u00e9dico. <\/p>\n<p>Uma vez que \u00e9 f\u00e1cil, r\u00e1pido e barato, o VIA exige pouco pessoal e equipamento. A detec\u00e7\u00e3o e o tratamento ocorrem durante a mesma visita, reduzindo o peso econ\u00f3mico e pessoal dos cuidados de sa\u00fade. Em zonas rurais e pobres, isto \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Os principais problemas com que a Jhpiego se depara s\u00e3o as avarias frequentes do equipamento de crioterapia, a rotatividade de pessoal formado e a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade durante o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<\/div>\n<p>O que a salvou foi algo novo em Mo\u00e7ambique \u2013 o rastreio de rotina para o cancro do colo do \u00fatero efectuado por enfermeiras em instala\u00e7\u00f5es de sa\u00fade b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres procuram ajuda quando sentem dor, e a dor indica que o cancro j\u00e1 est\u00e1 num estado avan\u00e7ado,\u201d explicou Ana Mafalda Chissano, enfermeira. \u201cMas se forem ao ginecologista para fazer o teste Papanicolau isso demora meses, al\u00e9m do tempo despendido e do custo do bilhete de autocarro. Nessa altura j\u00e1 \u00e9 tarde demais.\u201d<\/p>\n<p>Mo\u00e7ambique tem a taxa de risco e mortalidade acumulada devido ao cancro do colo do \u00fatero mais elevada de \u00c1frica \u2014 sete em cada 100 rec\u00e9m-nascidas ir\u00e3o contrair este cancro e cinco v\u00e3o morrer devido a ele \u2014 e est\u00e1 em segundo lugar em termos de incid\u00eancia depois do Malawi, de acordo com a coliga\u00e7\u00e3o \u00c1frica sobre sa\u00fade materna, neonatal e infantil.<\/p>\n<p>Todos os anos, 5.600 mo\u00e7ambicanas s\u00e3o diagnosticadas com cancro do colo do \u00fatero. Deste n\u00famero, 4.000 morrem \u2013 11 todos os dias. N\u00e3o h\u00e1 radioterapia paliativa; \u00e9 uma morte dolorosa. <\/p>\n<p>Estas s\u00e3o apenas as mortes registadas. S\u00f3 um pouco mais de metade dos mo\u00e7ambicanos tem acesso a cuidados m\u00e9dicos, e portanto muitos morrem em casa sem serem diagnosticados.<\/p>\n<p><strong>O VIH como factor de risco<\/strong><\/p>\n<p>A elevada taxa de preval\u00eancia do VIH \u2013 um em cada 10 mo\u00e7ambicanos \u00e9 seropositivo\u2013 agrava o problema. As mulheres seropositivas t\u00eam um risco mais elevado de desenvolverem este cancro, e a uma velocidade letal.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais fraco estiver o sistema imunit\u00e1rio, mais r\u00e1pida a expans\u00e3o do cancro do colo do \u00fatero,\u201d explicou o Dr. Amir Modan, que trabalha junto do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Popula\u00e7\u00e3o em Maputo.<\/p>\n<p>Chissano trabalha com a organiza\u00e7\u00e3o M\u00e9dicos Sem Fronteiras (MSF) no Alto Ma\u00e9, uma cl\u00ednica governamental em Maputo onde a taxa de preval\u00eancia do VIH \u00e9 20 por cento. Entre as mulheres seropositivas que s\u00e3o diagnosticadas aqui, um ter\u00e7o indica a presen\u00e7a de les\u00f5es pr\u00e9-cancerosas ou cancro do colo do \u00fatero, disse Chissano \u00e0 IPS. <\/p>\n<p>O cancro do colo do \u00fatero \u00e9 o cancro mais frequente nas mulheres mo\u00e7ambicanas entre os 15-44 anos, afirmou Modan. <\/p>\n<p>As autoridades de sa\u00fade est\u00e3o a lidar com o problema atrav\u00e9s de campanhas de informa\u00e7\u00e3o e da integra\u00e7\u00e3o de rastreios de rotina nos servi\u00e7os de planeamento familiar. Esperam chegar a todos os distritos at\u00e9 2017.<\/p>\n<p>Cerca de 1.000 enfermeiras receberam forma\u00e7\u00e3o, afirmou a Dr\u00aa. Aventina Cardoso, assessora de cancro cervical na Jhpiego, grupo na \u00e1rea de sa\u00fade em Mo\u00e7ambique. \u201cMas a procura e as necessidades s\u00e3o superiores aos recursos humanos.\u201d<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o da Jhpiego mostra que dez por cento das mulheres que fazem os rastreios indicam les\u00f5es pr\u00e9-cancerosas e cinco por cento t\u00eam cancro do colo do \u00fatero. <\/p>\n<p>Depois do tratamento com criocirurgia (congelamento), a mulher deve abster-se de ter rela\u00e7\u00f5es sexuais durante 30 dias. Isto pode ser complicado, disse Janet Gibunda, enfermeira do MSF na cl\u00ednica do Alto Ma\u00e9, porque muitas mulheres t\u00eam de informar os maridos sobre a proibi\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es sexuais antes de avan\u00e7arem com o tratamento.<\/p>\n<p>\u201cMas elas regressam, e n\u00e3o as perdemos,\u201d afirmou. \u201cPenso que as fotos chocantes do cancro em estado avan\u00e7ado que lhes mostramos as fazem regressar.\u201d<\/p>\n<p><strong>Sexo prematuro e bruxaria<\/strong><\/p>\n<p>O cancro do colo do \u00fatero \u00e9 provocado pelo v\u00edrus do papiloma humano (HPV), que \u00e9 transmitido principalmente durante as rela\u00e7\u00f5es sexuais. \u00c9 um v\u00edrus comum; muitas pessoas s\u00e3o portadoras do v\u00edrus mas em estado dormente. Dos 40 tipos de HPV, alguns desaparecem espontaneamente enquanto outros causam verrugas na \u00e1rea genital e outros provocam o cancro. <\/p>\n<p>Os factores de risco do cancro do colo do \u00fatero incluem o VIH, as primeiras rela\u00e7\u00f5es sexuais prematuras, infec\u00e7\u00f5es transmitidas por via sexual, parceiros sexuais m\u00faltiplos, uso de contraceptivos orais a longo prazo, fumar e uma hist\u00f3ria de cancro na fam\u00edlia.<br \/>\nOutro factor de risco \u00e9 a reduzida utiliza\u00e7\u00e3o de preservativos. <\/p>\n<p>Menos de um quarto das pessoas usa preservativos durante as rela\u00e7\u00f5es sexuais de risco, contou Modan, aumentando a exposi\u00e7\u00e3o tanto ao HPV como ao VIH. A infec\u00e7\u00e3o do HPV duplica o risco de aquisi\u00e7\u00e3o do VIH, enquanto o VIH acelera a progress\u00e3o do cancro do colo do \u00fatero. <\/p>\n<p>A elevada fertilidade numa idade precoce e um elevado n\u00famero de nados-vivos aumentam o risco. Isto s\u00e3o m\u00e1s not\u00edcias para as crian\u00e7as casadas em Mo\u00e7ambique. Quatro em cada dez raparigas s\u00e3o m\u00e3es aos 19 anos de idade e em m\u00e9dia uma mulher d\u00e1 \u00e0 luz mais de cinco filhos, afirmou Modan.<\/p>\n<p>\u201cAs raparigas come\u00e7am a ter rela\u00e7\u00f5es sexuais muito cedo; aos 25 anos j\u00e1 podem ter 12 anos de sexo,\u201d explicou Cardoso.<br \/>\nSegundo o inqu\u00e9rito demogr\u00e1fico e de sa\u00fade relativo a 2011, um ter\u00e7o das mulheres tem as suas primeiras rela\u00e7\u00f5es sexuais antes dos 15 anos.<br \/>\nA paciente na cama 27, que agora tem 52 anos, casou-se aos 15 anos e deu \u00e0 luz sete filhos. <\/p>\n<p>Layne Heller \u00e9 uma volunt\u00e1ria crist\u00e3 na enfermaria de oncologia do Hospital Central de Maputo. \u00c9 o quinto ano que d\u00e1 apoio emocional aos pacientes durante os longos e solit\u00e1rios meses de quimioterapia, que s\u00e3o especialmente dif\u00edceis para as mulheres provenientes das prov\u00edncias. <\/p>\n<p>\u201cElas t\u00eam muito medo,\u201d contou Heller. \u201cEm casa, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 que as mulheres s\u00e3o enviadas para o HCM para morrer. Ficam apavoradas.\u201d<\/p>\n<p>At\u00e9 certo ponto isto era verdade. As mulheres chegavam ao hospital na fase terminal do cancro e morriam. Mas agora, com a detec\u00e7\u00e3o antecipada e melhor tratamento, um maior n\u00famero de mulheres sobrevive. <\/p>\n<div class=\"simplePullQuote\"><strong>Factos R\u00e1pidos Sobre o Cancro do Colo do \u00datero em Mo\u00e7ambique<\/strong><br \/>\n&#8211; 7.3 milh\u00f5es de mulheres com mais de 15 anos podem contrair o HPV<br \/>\n820.000 mulheres seropositivas com elevado risco de cancro do colo do \u00fatero<br \/>\n&#8211; 5.600 mulheres diagnosticadas com cancro do colo do \u00fatero todos os anos<br \/>\n&#8211; 4.000 mulheres morrem com cancro do colo do \u00fatero todos os anos<br \/>\nUm ter\u00e7o das mulheres s\u00e3o portadoras do HPV<\/p>\n<p>Fontes: ONUSIDA, OMS, CISM, JHPIEGO\n<\/p><\/div>\n<p>Um estudo efectuado por Cardoso na prov\u00edncia da Zamb\u00e9zia em 2010 constatou que metade das mulheres entrevistadas associava o cancro do colo do \u00fatero \u00e0 promiscuidade e 42 por cento \u00e0 bruxaria.<\/p>\n<p>\u201cO cancro do colo do \u00fatero era denominado \u2018a doen\u00e7a do vizinho\u2019 porque as pessoas acreditavam que algum vizinho lan\u00e7ara uma maldi\u00e7\u00e3o sobre a mulher,\u201d explica Cardoso. \u201cMas isso est\u00e1 a mudar devido \u00e0 campanha de informa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Lan\u00e7ada em 2013 e liderada pela anterior Primeira-Dama, Maria da Luz Guebuza, a campanha saturou a imprensa e toda a esp\u00e9cie de eventos, desde o dia da m\u00e3e at\u00e9 desfiles de moda.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o importante, apontou Cardoso, \u00e9 refor\u00e7ar o conceito de preven\u00e7\u00e3o nos cuidados de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cA preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz parte da nossa cultura,\u201d referiu. \u201cS\u00f3 vamos para o hospital quando estamos doentes. Esta atitude est\u00e1 a mudar lentamente \u00e0 medida que as pessoas come\u00e7am a perceber a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>(FIM)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>In 2014, Mozambique vaccinated 8,500 10-year-old girls against the human papilloma virus (HPV) that causes cervical cancer. Vaccination will gradually be extended nationwide. 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