{"id":18407,"date":"2015-01-21T13:13:42","date_gmt":"2015-01-21T13:13:42","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=128103"},"modified":"2015-01-21T13:13:42","modified_gmt":"2015-01-21T13:13:42","slug":"um-ano-letal-para-o-pessoal-da-onu-em-missoes-internacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/01\/ultimas-noticias\/um-ano-letal-para-o-pessoal-da-onu-em-missoes-internacionais\/","title":{"rendered":"Um ano letal para o pessoal da ONU em miss\u00f5es internacionais"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_128105\" style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/cascos-629x419.jpg\"><img class=\"wp-image-128105\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/cascos-629x419.jpg\" alt=\"cascos 629x419 Um ano letal para o pessoal da ONU em miss\u00f5es internacionais\" width=\"580\" height=\"386\" title=\"Um ano letal para o pessoal da ONU em miss\u00f5es internacionais\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As for\u00e7as de paz da miss\u00e3o da ONU na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (Monuc) d\u00e3o seguran\u00e7a a um julgamento. V\u00e1rios membros do pessoal das Na\u00e7\u00f5es Unidas foram assassinados nesse pa\u00eds africano nos \u00faltimos anos. Foto: Martine Perret\/ONU<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 21\/1\/2015 \u2013 No ano passado, perderam a vida 61 membros do pessoal da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) no cumprimento de seu dever em miss\u00f5es internacionais, sobretudo em zonas de conflito na \u00c1frica, \u00c1sia e Oriente M\u00e9dio. O perigo que implicam essas miss\u00f5es \u00e9 t\u00e3o previs\u00edvel que a ONU e suas diferentes ag\u00eancias recomendam sutilmente aos seus funcion\u00e1rios que redijam um testamento antes de partir.<\/p>\n<p>Trabalhar na ONU foi especialmente letal em 2014, j\u00e1 que seu pessoal \u201ccontinuou sendo alvo de ataques deliberados e exposto a contextos perigosos\u201d, segundo a Comiss\u00e3o Permanente para a Seguran\u00e7a e a Independ\u00eancia da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Internacional do sindicato dos empregados das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Barbara Tavora-Jainchill, presidente do sindicato, ao ser perguntada se a ONU faz o suficiente para proteger seus empregados nas opera\u00e7\u00f5es no exterior, afirmou que \u201c\u00e9 uma pergunta dif\u00edcil, j\u00e1 que em princ\u00edpio a responsabilidade da prote\u00e7\u00e3o cabe principalmente ao pa\u00eds de acolhida, isto \u00e9, onde o membro do pessoal trabalha e vive. Creio que a pergunta mais adequada seria: deve a ONU enviar membros do pessoal a lugares onde n\u00e3o pode garantir sua seguran\u00e7a?\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Dos 61 funcion\u00e1rios da ONU e pessoal associado que morreram no desempenho de suas fun\u00e7\u00f5es em 2014, 33 eram soldados de miss\u00f5es de paz, 16 civis, nove contratados e tr\u00eas consultores. Em 2013, morreram 58 no total, sendo 33 soldados de miss\u00f5es de paz e 25 civis e pessoal associado. Em 2012, 37 empregados da ONU \u2013 20 civis e 17 soldados de miss\u00f5es de paz, dois deles policiais \u2013 morreram realizando seu trabalho.<\/p>\n<p>Segundo o Comit\u00ea Permanente do sindicato, o incidente com mais v\u00edtimas aconteceu no norte de Mali, onde nove capacetes azuis morreram em outubro ap\u00f3s uma emboscada ao seu comboio. O norte de Mali foi o lugar mais letal para o pessoal da ONU: 28 soldados morreram nessa \u00e1rea entre junho e outubro, enquanto Gaza foi a zona mais perigosa para o pessoal civil, com 11 mortos em julho e agosto.<\/p>\n<p>As mortes, algumas delas classificadas de \u201cintencionais\u201d, foram registradas no Afeganist\u00e3o, Camboja, Rep\u00fablica Centro-Africana, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, norte de Darfur, Gaza, Mali, Paquist\u00e3o, Som\u00e1lia e Sud\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Ban Ki-moon, expressou sua profunda preocupa\u00e7\u00e3o pela cont\u00ednua perda de vidas entre o pessoal internacional nas opera\u00e7\u00f5es de campo. \u201cEstou consternado pelo n\u00famero de trabalhadores humanit\u00e1rios e for\u00e7as de paz que foram atacados de maneira deliberada nos \u00faltimo ano, enquanto tentavam ajudar pessoas em crise\u201d, disse Ban no dia 8 deste m\u00eas em uma cerim\u00f4nia em homenagem aos funcion\u00e1rios mortos.<\/p>\n<p>No ano passado, membros do pessoal da ONU morreram quando jantavam em um restaurante de Cabul, enquanto dois de seus companheiros foram atacados ap\u00f3s descerem de um avi\u00e3o na Som\u00e1lia, recordou o secret\u00e1rio-geral.<\/p>\n<p>\u201cPedem para trabalharmos em alguns dos lugares mais dif\u00edceis e perigosos do mundo\u201d, afirmou Ian Richards, presidente da Coordenadoria de Sindicatos do Pessoal Internacional, na mesma cerim\u00f4nia. \u201cO trabalho \u00e9 satisfat\u00f3rio e o fazemos de boa vontade\u201d, afirmou. \u201cMas s\u00f3 pedimos em troca que a organiza\u00e7\u00e3o fa\u00e7a seu melhor esfor\u00e7o para nos proteger, cuidar de nossas fam\u00edlias e responsabilizar os que nos atacam, incluindo os governos, por suas a\u00e7\u00f5es\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Em um comunicado, o Comit\u00ea Permanente do sindicato informou que o Sud\u00e3o do Sul foi o pa\u00eds com maior n\u00famero de membros do pessoal detidos ou sequestrados. Em maio foi denunciado que as for\u00e7as de seguran\u00e7a desse pa\u00eds agrediram e detiveram ilegalmente dois membros do pessoal da ONU em incidentes separados, na cidade de Juba.<\/p>\n<p>Em agosto, o Servi\u00e7o de Seguran\u00e7a Nacional do Sud\u00e3o do Sul deteve dois funcion\u00e1rios nacionais. E, em outubro, oito homens armados vestidos de civis sequestraram um funcion\u00e1rio do Programa Mundial de Alimentos, que estava na fila para pegar um voo no aeroporto de Malakal e o levaram para um lugar desconhecido. Segundo o comunicado, dezenas de funcion\u00e1rios e pessoal associado da ONU tamb\u00e9m foram feitos ref\u00e9ns e sequestrados.<\/p>\n<p>Os piores incidentes aconteceram nas Colinas de Golan, onde 44 soldados das for\u00e7as de paz de Fiji foram detidos por elementos armados da oposi\u00e7\u00e3o, entre 28 de agosto e 11 de setembro. Membros do pessoal da ONU tamb\u00e9m foram sequestrados no I\u00eamen, na regi\u00e3o sudanesa de Darfur, no Paquist\u00e3o e no Sud\u00e3o do Sul. Um funcion\u00e1rio contratado da \u00cdndia, que trabalha para a miss\u00e3o da ONU em Darfur (Unamid), foi libertado no dia 12 de junho, depois de 94 dias de cativeiro.<\/p>\n<p>Tavora-Jainchill disse que os membros do pessoal da ONU recebem uma \u201ccompensa\u00e7\u00e3o pelo risco\u201d em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es do lugar de destino que lhes cabe. Al\u00e9m disso, os funcion\u00e1rios da ONU t\u00eam um fundo de pens\u00e3o que leva em conta a morte e o pagamento de pens\u00e3o ou indeniza\u00e7\u00e3o aos familiares sobreviventes, acrescentou.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do testamento \u201c\u00e9 muito interessante&#8230; h\u00e1 algum tempo perguntei a algu\u00e9m da administra\u00e7\u00e3o da ONU se era realmente assim\u201d, disse a presidente do sindicato. A resposta foi que se pede aos membros do pessoal que considerem \u201ccolocar seus neg\u00f3cios e documenta\u00e7\u00e3o em ordem. Minha interpreta\u00e7\u00e3o dessa resposta \u00e9 que essa papelada poderia incluir o testamento\u201d, indicou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 21\/1\/2015 &ndash; No ano passado, perderam a vida 61 membros do pessoal da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) no cumprimento de seu dever em miss&otilde;es internacionais, sobretudo em zonas de conflito na &Aacute;frica, &Aacute;sia e Oriente M&eacute;dio. 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