{"id":18428,"date":"2015-01-23T12:28:10","date_gmt":"2015-01-23T12:28:10","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=128239"},"modified":"2015-01-23T12:28:10","modified_gmt":"2015-01-23T12:28:10","slug":"desenvolvimento-da-africa-passa-por-energias-renovaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/01\/ultimas-noticias\/desenvolvimento-da-africa-passa-por-energias-renovaveis\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento da \u00c1frica passa por energias renov\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_128241\" style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yumk-629x419.jpg\"><img class=\"wp-image-128241\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yumk-629x419.jpg\" alt=\"yumk 629x419 Desenvolvimento da \u00c1frica passa por energias renov\u00e1veis\" width=\"580\" height=\"386\" title=\"Desenvolvimento da \u00c1frica passa por energias renov\u00e1veis\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Kandeh Yumkella, representante especial da ONU para a Energia Sustent\u00e1vel, acredita que a \u00c1frica deve apostar nas op\u00e7\u00f5es de energia renov\u00e1vel pequenas e mais descentralizadas que cheguem rapidamente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o rural. Foto: Wambi Michael\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abu Dhabi, Emirados \u00c1rabes Unidos, 23\/1\/2015 \u2013 A diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de eletricidade na \u00c1frica mediante solu\u00e7\u00f5es de energia renov\u00e1vel, como solar, e\u00f3lica, geot\u00e9rmica e hidrel\u00e9trica, \u00e9 anunciada como uma solu\u00e7\u00e3o para a pobreza energ\u00e9tica do continente. Entretanto, as delega\u00e7\u00f5es presentes \u00e0 Confer\u00eancia sobre Energia Renov\u00e1vel, realizada em Abu Dhabi entre os dias 15 e 17 deste m\u00eas, observaram que apenas um punhado de pa\u00edses africanos aproveita esses tipos de recurso.<\/p>\n<p>Alguns dos obst\u00e1culos poss\u00edveis s\u00e3o falta de financiamento, escasso interesse dos investidores e prefer\u00eancia de alguns governos pelos megaprojetos que poderiam n\u00e3o receber a aten\u00e7\u00e3o dos investidores privados.<\/p>\n<p>Davis Chirchir, ministro de Energia do Qu\u00eania, afirmou \u00e0 IPS que para muitos pa\u00edses subsaarianos o acesso ao financiamento para projetos de combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 muito mais f\u00e1cil do que para os de energias renov\u00e1veis. \u201c\u00c9 um grande problema, inclusive quando os pre\u00e7os da energia renov\u00e1vel, como a solar e a e\u00f3lica, est\u00e3o baixando\u201d, apontou. Os custos energ\u00e9ticos de seu pa\u00eds come\u00e7aram a cair ap\u00f3s seu investimento em energia geot\u00e9rmica. O Qu\u00eania projeta gerar, somente no Vale do Rift, at\u00e9 tr\u00eas gigawatts de energia geot\u00e9rmica.<\/p>\n<p>Apesar dos benef\u00edcios de longo prazo, muitos dos pa\u00edses da regi\u00e3o carecem de recursos pr\u00f3prios para come\u00e7ar a investir nesse tipo de projeto, explicou o ministro. \u201cos grandes projetos renov\u00e1veis costumam ser mais baratos, mas tendem a exigir custos de capital adiantado. Por isso, para muitos, necessitaremos de um financiamento mais espec\u00edfico\u201d para seguir adiante, afirmou. \u201cNo Qu\u00eania, nosso investimento em energia geot\u00e9rmica deslocou 65% dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e baixou o custo para o cliente em 30%\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Kandeh Yumkella, representante especial do secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para a Energia Sustent\u00e1vel e presidente da iniciativa Energia Sustent\u00e1vel para Todos, disse que, apesar de as fontes de energia renov\u00e1vel diminu\u00edrem os custos de gera\u00e7\u00e3o de energia, a \u00c1frica consome apenas um quarto da m\u00e9dia mundial de energia por habitante. \u201cComo podemos ajudar a maioria das pessoas na \u00c1frica que depende do carv\u00e3o de lenha e do esterco bovino para suas necessidades prim\u00e1rias? Como fazer?\u201d, perguntou.<\/p>\n<p>Segundo Yumkella, a \u00c1frica deve apostar nas op\u00e7\u00f5es de energia renov\u00e1vel pequenas e descentralizadas que cheguem rapidamente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o rural, em lugar de esperar at\u00e9 se obter o financiamento dos grandes projetos. \u201c\u00c0s vezes os custos de prepara\u00e7\u00e3o dos projetos antes da chegada dos investimentos variam de 3% a 10% do custo total. Para muitos pa\u00edses africanos isso \u00e9 muito dinheiro\u201d, acrescentou.<\/p>\n<div id=\"attachment_128242\" style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/amin.jpg\"><img class=\"wp-image-128242\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/amin.jpg\" alt=\"amin Desenvolvimento da \u00c1frica passa por energias renov\u00e1veis\" width=\"580\" height=\"575\" title=\"Desenvolvimento da \u00c1frica passa por energias renov\u00e1veis\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Adnan Z. Amin, diretor-geral da Ag\u00eancia Internacional de Energias Renov\u00e1veis (Irena). Foto: Wambi Michael\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os governos africanos devem aplicar pol\u00edticas que apoiem a gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel utilizando o investimento privado para a constru\u00e7\u00e3o de centrais de energia fora da rede, especialmente nas regi\u00f5es onde \u00e9 dif\u00edcil a conex\u00e3o \u00e0s redes principais, sugeriu Yumkella.<\/p>\n<p>\u201cMilh\u00f5es de empreendedores podem estender as solu\u00e7\u00f5es de energia fora da rede enquanto esperamos pelos grandes projetos\u201d, acrescentou o funcion\u00e1rio da ONU. \u201cAs pessoas n\u00e3o precisam esperar na escurid\u00e3o a chegada dos grandes projetos. Podemos aplicar essas solu\u00e7\u00f5es hoje mesmo porque as tecnologias est\u00e3o a\u00ed\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Internacional das Energias Renov\u00e1veis (Irena), inclusive com seu potencial atual, a \u00c1frica continua tendo a menor taxa de eletrifica\u00e7\u00e3o rural em compara\u00e7\u00e3o com os demais continentes. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a eletrifica\u00e7\u00e3o rural em n\u00edvel mundial cresceu de 61% a 70%, mas h\u00e1 grandes diferen\u00e7as no acesso. Na \u00c1frica subsaariana, por exemplo, a taxa \u00e9 de apenas 18%, em compara\u00e7\u00e3o a mais de 70% na \u00c1sia em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A \u00c1frica deve duplicar o ritmo de expans\u00e3o da eletrifica\u00e7\u00e3o rural e mudar a forma como aborda o tema para conseguir o acesso universal \u00e0 eletricidade at\u00e9 2030, segundo a Irena. \u201cNesta expans\u00e3o calcula-se que cerca de 60% da gera\u00e7\u00e3o adicional vir\u00e1 de solu\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas e de redes \u00a0m\u00ednimas, sendo a maior parte de energias renov\u00e1veis, j\u00e1 que estas podem aproveitar os recursos locais de energia\u201d, afirmou Rabia Ferroukhi, subdiretora de Conhecimento, Tecnologia e Financiamento da Irena.<\/p>\n<p>Os ministros de Energia e os delegados africanos na confer\u00eancia de Abu Dhabi pediram a ajuda da Irena e dos pa\u00edses com maior conhecimento das energias renov\u00e1veis para realizar a iniciativa do Corredor de Energia Limpa da \u00c1frica. Esta iniciativa fomenta o uso de energia hidrel\u00e9trica, geot\u00e9rmica, de biomassa, e\u00f3lica e solar nos pa\u00edses africanos, do Egito, no norte, at\u00e9 a \u00c1frica do Sul, no sul, para aumentar a capacidade, estabilizar a rede e reduzir a depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis no continente.<\/p>\n<p>A Eti\u00f3pia, um dos pa\u00edses que investe em energias renov\u00e1veis, \u00e9 um dos que prop\u00f5e o financiamento para o Corredor. O pa\u00eds projeta a gera\u00e7\u00e3o de 800 megawatts de energia e\u00f3lica e um gigawatt de energia geot\u00e9rmica, e est\u00e1 construindo uma usina hidrel\u00e9trica de seis mil megawatts, que ser\u00e1 a maior de seu tipo na \u00c1frica, ao custo de US$ 4,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O ministro de \u00c1gua, Irriga\u00e7\u00e3o e Energia da Eti\u00f3pia, Alemayehu Tegenu, ressaltou \u00e0 IPS que o Corredor de Energia Limpa ajudar\u00e1 a impulsionar as solu\u00e7\u00f5es de energia renov\u00e1vel no continente. O projeto acumulou forte apoio pol\u00edtico tanto na \u00c1frica como no \u00e2mbito da ONU, assegurou Adnan Amin, diretor-geral da Irena. \u201cQueremos interligar os mercados africanos, criar um mercado regulado maior, porque quando se tem mercados grandes se pode ter grandes projetos que fa\u00e7am avan\u00e7ar a tecnologia\u201d, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Abu Dhabi, Emirados &Aacute;rabes Unidos, 23\/1\/2015 &ndash; A diversifica&ccedil;&atilde;o das fontes de eletricidade na &Aacute;frica mediante solu&ccedil;&otilde;es de energia renov&aacute;vel, como solar, e&oacute;lica, geot&eacute;rmica e hidrel&eacute;trica, &eacute; anunciada como uma solu&ccedil;&atilde;o para a pobreza energ&eacute;tica do continente. 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