{"id":18556,"date":"2015-02-24T13:16:11","date_gmt":"2015-02-24T13:16:11","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=129725"},"modified":"2015-02-24T13:16:11","modified_gmt":"2015-02-24T13:16:11","slug":"2015-sera-um-ano-decisivo-para-o-desenvolvimento-a-onu-diz-que-sim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/02\/ultimas-noticias\/2015-sera-um-ano-decisivo-para-o-desenvolvimento-a-onu-diz-que-sim\/","title":{"rendered":"2015 ser\u00e1 um ano decisivo para o desenvolvimento? A ONU diz que sim"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_129727\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/davos-629x420-629x420.jpg\"><img class=\"wp-image-129727\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/davos-629x420-629x420.jpg\" alt=\"O secret\u00e1rio-geral Ban Ki-moon no F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em Davos, na Su\u00ed\u00e7a, em 23 de janeiro. Foto: Mark Garten\/ONU\" width=\"540\" height=\"361\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O secret\u00e1rio-geral Ban Ki-moon no F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em Davos, na Su\u00ed\u00e7a, em 23 de janeiro. Foto: Mark Garten\/ONU<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 24\/2\/2015 \u2013 A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) n\u00e3o deixa de promover 2015 como um ano decisivo em v\u00e1rios setores fundamentais, como os fundos para o Sul em desenvolvimento, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o desenvolvimento sustent\u00e1vel, a redu\u00e7\u00e3o do risco de desastres naturais e a prolifera\u00e7\u00e3o nuclear. Ao mesmo tempo este ano o f\u00f3rum mundial comemora 70 anos, o vig\u00e9simo da hist\u00f3rica Confer\u00eancia de Pequim sobre a Mulher.<\/p>\n<p>Em um documento intitulado <em>O Caminho Para a Dignidade em 2030: O Fim da Pobreza, a Transforma\u00e7\u00e3o de Todas as Vidas e a Prote\u00e7\u00e3o do Planeta<\/em>, divulgado em dezembro, o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que 2015 \u00e9 \u201co momento para a a\u00e7\u00e3o mundial\u201d.<\/p>\n<p>Entre as pr\u00f3ximas reuni\u00f5es est\u00e3o a terceira confer\u00eancia mundial sobre Redu\u00e7\u00e3o do Risco de Desastres, em mar\u00e7o, em Sendai, no Jap\u00e3o, o exame quinquenal do tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o Nuclear, em abril e maio, em Nova York, e a terceira confer\u00eancia internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em julho, em Adis Abeba.<\/p>\n<p>Ban destacou tr\u00eas prioridades em declara\u00e7\u00f5es aos meios de comunica\u00e7\u00e3o este m\u00eas. \u201cTemos de fazer o m\u00e1ximo esfor\u00e7o para alcan\u00e7ar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM)\u201d, cujo prazo vence no final deste ano, afirmou. Os Estados membros trabalham com afinco para dar forma \u00e0 agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015 antes de setembro, acrescentou.<\/p>\n<p>A ONU ser\u00e1 sede de uma c\u00fapula de governantes de todo o mundo, entre 25 e 27 de setembro, na qual est\u00e1 previsto que os l\u00edderes \u201cadotem e declarem como sua vis\u00e3o para o mundo, apontando para 2030, os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS)\u201d, disse Ban Ki-moon.<\/p>\n<p>Em dezembro deste ano \u201cdevemos contar com um acordo sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica que seja universal e significativo\u201d, que ser\u00e1 adotado em Paris durante a 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, acrescentou o secret\u00e1rio-geral.<\/p>\n<p>Em cada um desses \u201cmarcos vamos ser ambiciosos para acabar com a pobreza, reduzir a desigualdade e aproveitar as oportunidades que acompanham o desafio da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, afirmou Ban. Quanto aos 70 anos da ONU, o anivers\u00e1rio ser\u00e1 \u201cum momento importante para refletir seriamente sobre nossos \u00eaxitos e retrocessos\u201d, reconheceu.<\/p>\n<p>Entretanto, Jim Paul, diretor do Global Policy Forum, uma organiza\u00e7\u00e3o independente cuja sede fica em Nova York, que analisa as pol\u00edticas das Na\u00e7\u00f5es Unidas, disse \u00e0 IPS desconfiar do espalhafato pol\u00edtico que existe em torno das pr\u00f3ximas confer\u00eancias. A ONU \u201capregoa os encontros mundiais de 2015 como eventos revolucion\u00e1rios, mas as expectativas do mundo real est\u00e3o atrasadas diante do discurso do secret\u00e1rio-geral e de sua equipe\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Paul, h\u00e1 v\u00e1rios temas a serem considerados. Enquanto as c\u00fapulas da ONU abordam alguns dos problemas mais urgentes do mundo, pa\u00edses poderosos, como os Estados Unidos, em geral tentam enfraquecer essas reuni\u00f5es e impedir que tenham consequ\u00eancias de peso. Essa tend\u00eancia j\u00e1 era vis\u00edvel nos anos 1990, a d\u00e9cada dourada das c\u00fapulas da ONU, quando Washington come\u00e7ou a insistir que as mesmas eram muito \u201ccaras\u201d e tratavam de tudo, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cEssa pol\u00edtica atingiu sua forma mais extrema no per\u00edodo anterior \u00e0 c\u00fapula de 2005, quando os Estados Unidos insistiram em uma reformula\u00e7\u00e3o total e de \u00faltima hora do texto acordado, mas pode-se encontrar em muitos outros casos, antes e depois, afirmou Paul, acrescentando que os Estados poderosos, tendo os Estados Unidos na primeira fila, n\u00e3o gostam que as decis\u00f5es da ONU os limitem.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, existe o problema da falta de obrigatoriedade das decis\u00f5es adotadas nessas reuni\u00f5es internacionais, disse Paul. As declara\u00e7\u00f5es finais das mesmas costumam incluir grandiosas aspira\u00e7\u00f5es, e em algumas ocasi\u00f5es usa-se a palavra \u201cvinculante\u201d, mas todos os participantes sabem que o resultado continuar\u00e1 sendo um desejo e n\u00e3o uma pol\u00edtica obrigat\u00f3ria, acrescentou.<\/p>\n<p>Isso gera a desconfian\u00e7a dos diplomatas e especialmente das pessoas comuns. Os governos costumam culpar a ONU por sua conduta supostamente irrespons\u00e1vel, algo do que eles mesmos costumam ser respons\u00e1veis, destacou Paul.<\/p>\n<p>Em uma entrevista coletiva no dia 15 de janeiro, o presidente da Assembleia Geral da ONU, o ugandense Sam Kutesa, disse que, 70 anos depois da cria\u00e7\u00e3o da ONU, \u201ctemos a oportunidade verdadeiramente hist\u00f3rica de acordar um programa inspirador que possa energizar a comunidade internacional, os governos de todas as partes e os cidad\u00e3os do mundo\u201d.<\/p>\n<p>Chee Yoke Ling, diretora de programas da Rede do Terceiro Mundo, com sede em Penang, na Mal\u00e1sia, disse \u00e0 IPS que a incorpora\u00e7\u00e3o dos ODS \u00e9 uma parte importante da agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015. Mas \u201cdevemos colocar a agenda econ\u00f4mica como uma prioridade na C\u00fapula de desenvolvimento\u201d, ressaltou. A instabilidade financeira \u201ccontinuou pendente diante de n\u00f3s, enquanto os grandes pa\u00edses desenvolvidos imp\u00f5em cada vez mais normas comerciais contra as pessoas e contra o desenvolvimento nos acordos bilaterais e plurilaterais, como o Acordo de Associa\u00e7\u00e3o Transpac\u00edfico\u201d, afirmou Ling.<\/p>\n<p>Segundo a ativista, as demandas judiciais \u201cpor investidores transnacionais contra governos nacionais por centenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares em virtude de acordos bilaterais de investimento provocou protestos em muitos pa\u00edses, e alguns governos de na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento modificaram e inclusive cancelaram esses tratados manifestamente injustos\u201d.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia de Adis Abeba \u00e9 crucial para abordar v\u00e1rias quest\u00f5es financeiras e econ\u00f4micas fundamentais, afirmou Chee. Sem reformas estruturais que respeitem o espa\u00e7o normativo nacional e garantam a estabilidade, o desenvolvimento sustent\u00e1vel continuar\u00e1 sendo dif\u00edcil de alcan\u00e7ar, ressaltou.<\/p>\n<p>Para Paul, os Estados Unidos, por serem o pa\u00eds maior e mais rico, tem a inclina\u00e7\u00e3o mais pronunciada de trabalhar segundo seus pr\u00f3prios interesses e n\u00e3o em um processo de consulta amplo. A cria\u00e7\u00e3o de uma ordem econ\u00f4mica justa e est\u00e1vel regida pelos ODS parece quase imposs\u00edvel em uma economia mundial com trope\u00e7os e cada vez maior desigualdade. Paul se pergunta se os oligarcas do mundo ceder\u00e3o seu poder e sua renda.<\/p>\n<p>Isso significa que as c\u00fapulas da ONU em 2015 ser\u00e3o in\u00fateis? N\u00e3o necessariamente. \u201cSaber que n\u00e3o podemos esperar um milagre talvez seja uma maneira de pensar mais realista sobre o que se pode e o que n\u00e3o se pode conseguir\u201d, explicou Paul. \u201cAcima de tudo, h\u00e1 uma recorda\u00e7\u00e3o de que os Estados do mundo atuam, como de costume, de maneira irrespons\u00e1vel. E que precisamos de um mundo que funcione muito melhor se temos que sobreviver \u00e0s amea\u00e7as e aos desafios do s\u00e9culo 21\u201d, concluiu Paul. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 24\/2\/2015 &ndash; A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) n&atilde;o deixa de promover 2015 como um ano decisivo em v&aacute;rios setores fundamentais, como os fundos para o Sul em desenvolvimento, a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, o desenvolvimento sustent&aacute;vel, a redu&ccedil;&atilde;o do risco de desastres naturais e a prolifera&ccedil;&atilde;o nuclear. 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