{"id":18581,"date":"2015-02-27T13:15:12","date_gmt":"2015-02-27T13:15:12","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=129974"},"modified":"2015-02-27T13:15:12","modified_gmt":"2015-02-27T13:15:12","slug":"tecnologia-movel-instrumento-para-empoderar-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/02\/ultimas-noticias\/tecnologia-movel-instrumento-para-empoderar-as-mulheres\/","title":{"rendered":"Tecnologia m\u00f3vel, instrumento para empoderar as mulheres"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_129976\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/blair-629x472.jpg\"><img class=\"wp-image-129976\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/blair-629x472.jpg\" alt=\"\u201cEmpoderar as mulheres e as meninas para que tenham acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 algo bom que se tenha que fazer, mas \u00e9 indispens\u00e1vel\u201d, afirma Cherie Blair (esquerda). Foto: A. D. McKenzie\/IPS\" width=\"540\" height=\"405\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">\u201cEmpoderar as mulheres e as meninas para que tenham acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 algo bom que se tenha que fazer, mas \u00e9 indispens\u00e1vel\u201d, afirma Cherie Blair (esquerda). Foto: A. D. McKenzie\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paris, Fran\u00e7a, 27\/2\/2015 \u2013 Dar \u00e0s mulheres maior acesso \u00e0 tecnologia m\u00f3vel melhoraria a alfabetiza\u00e7\u00e3o, aprofundaria o desenvolvimento e permitiria oportunidades de educa\u00e7\u00e3o e emprego, segundo especialistas participantes da quarta Semana do Aprendizado Mediante Dispositivos M\u00f3veis, que acontece em Paris.<\/p>\n<p>\u201cA tecnologia m\u00f3vel pode oferecer aprendizado onde n\u00e3o h\u00e1 livros, nem escolas, nem professores. Isto \u00e9 especialmente importante para as mulheres e meninas que abandonam a escola e precisam de uma segunda oportunidade\u201d, afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.<\/p>\n<p>Essa ag\u00eancia, dedicada a promover a igualdade de g\u00eanero e o empoderamento das mulheres, somou for\u00e7as com sua \u201cirm\u00e3\u201d, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), para organizar a confer\u00eancia iniciada no dia 23, que termina hoje.<\/p>\n<p>O objetivo do encontro \u00e9 dar aos participantes um f\u00f3rum \u201cpara aprender e debater sobre programas, iniciativas e conte\u00fados tecnol\u00f3gicos que est\u00e3o reduzindo os d\u00e9ficits de g\u00eanero na educa\u00e7\u00e3o\u201d, informou a Unesco. Participantes de mais de 70 pa\u00edses compartilharam as chamadas melhores pr\u00e1ticas do setor e apresentaram uma s\u00e9rie de iniciativas, inclu\u00edda a redu\u00e7\u00e3o de custos no acesso aos servi\u00e7os m\u00f3veis em alguns pa\u00edses em desenvolvimento, e dar capacita\u00e7\u00e3o e computadores port\u00e1teis gratuitamente \u00e0s mulheres docentes em pa\u00edses como Israel.<\/p>\n<p>\u201cContinua existindo uma brecha de g\u00eanero persistente no acesso \u00e0 tecnologia m\u00f3vel\u201d, recordou a principal oradora, Cherie Blair, fundadora da Funda\u00e7\u00e3o Cherie Blair para as Mulheres e esposa do ex-primeiro-ministro brit\u00e2nico Tony Blair. \u201cQualquer coisa que fomente a educa\u00e7\u00e3o das meninas \u00e9 importante\u201d, afirmou em entrevista \u00e0 IPS. E \u00e9 \u201cparticularmente importante\u201d que a Unesco e a ONU Mulheres tenham unido suas for\u00e7as para colaborar e conseguir resultados nessa \u00e1rea, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cDevemos incentivar as mulheres a usarem a tecnologia e tamb\u00e9m temos que envolver os homens para oferecer apoio\u201d, argumentou Blair. Uma mulher em um pa\u00eds de renda baixa ou m\u00e9dia tem 21% menos probabilidades do que um homem de possuir um telefone celular, segundo uma pesquisa \u00e0 qual se referiu. Na \u00c1frica t\u00eam menos 23% de probabilidades, e, no Oriente M\u00e9dio e sul da \u00c1sia, 24% e 37% menos, respectivamente, apontou.<\/p>\n<p>Blair explicou que, \u201centre as raz\u00f5es mencionadas pelas mulheres para n\u00e3o terem um celular, est\u00e3o os custos dos aparelhos e dos planos, a falta de necessidade e o medo de n\u00e3o serem capazes de dominar a tecnologia\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, segundo a Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (UIT), os telefones celulares s\u00e3o a \u201ctecnologia mais generalizada e de mais r\u00e1pida ado\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria\u201d, j\u00e1 que seis bilh\u00f5es dos sete bilh\u00f5es de habitantes do planeta t\u00eam acesso a eles. Se houvesse paridade de g\u00eanero nesse acesso, as mulheres poderiam se beneficiar da tecnologia de diferentes maneiras, inclu\u00edda a obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o sobre sa\u00fade e outros servi\u00e7os, segundo os especialistas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m poderiam realizar os chamados cursos de massa abertos online, como os oferecidos cada vez mais por universidades e outros centros de ensino. Atualmente, a maioria dos estudantes matriculados nesse tipo de curso \u00e9 de homens, e muitos deles com renda alta, indicam as pesquisas.<\/p>\n<p>O aprendizado dessa tecnologia por parte das mulheres traria benef\u00edcios no futuro, especialmente em mat\u00e9ria de emprego, afirmou Mark West, da Unesco. \u201cDos empregos no futuro, 90% exigir\u00e3o conhecimentos em tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Assim, toda ideia que diga que n\u00e3o \u00e9 social ou culturalmente aceit\u00e1vel que as mulheres utilizem a tecnologia \u00e9 extremamente perigosa\u201d, ressaltou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>O fato de 25% menos mulheres do que homens terem acesso atualmente \u00e0 internet \u00e9 \u201calarmante\u201d, pontuou West. \u00c9 necess\u00e1rio realizar mudan\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o para que as meninas n\u00e3o fiquem exclu\u00eddas dos postos de trabalho no futuro, recomendou. \u201cN\u00e3o \u00e9 comum nos darmos conta de como o g\u00eanero determina nossas percep\u00e7\u00f5es sobre a tecnologia. \u00c0s mulheres \u00e9 ensinado desde pequenas a n\u00e3o gostarem da tecnologia, que matem\u00e1tica e ci\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o para elas, e esse \u00e9 um grande problema\u201d, opinou.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito universit\u00e1rio, somente cerca de 20% das alunas estudam ci\u00eancias da informa\u00e7\u00e3o, e apenas 6% das diretoras de empresas no setor da tecnologia s\u00e3o mulheres, segundo dados da UIT. \u201cDevemos fazer mais para que as mulheres ingressem nesses campos, isto \u00e9, nas disciplinas acad\u00eamicas de ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1ticas\u201d, afirmou Doreen Bogdan, diretora do Departamento de Planejamento Estrat\u00e9gico e Membros da UIT.<\/p>\n<p>Alguns participantes se referiram a programas atuais para manter o interesse das meninas na ci\u00eancia, como os acampamentos administrados pela empresa norte-americana de semicondutores Qualcomm, que re\u00fane alunas da sexta s\u00e9rie para aprenderem codifica\u00e7\u00e3o e outros conhecimentos de tecnologia.<\/p>\n<p>\u201cTodas as empresas de tecnologia competem pelo mesmo grupo de talentos e n\u00e3o h\u00e1 mulheres suficientes nesse grupo porque n\u00e3o existem suficientes meninas estudando\u201d nesses campos, explicou Angela Baker, executiva da Qualcomm. \u201cH\u00e1 um grande n\u00famero de pesquisas mostrando que, quando se tem mais mulheres no setor, as empresas tendem a ter melhores resultados, assim, temos um interesse pr\u00f3prio em conseguir a participa\u00e7\u00e3o das meninas e das mulheres\u201d, destacou.<\/p>\n<p>\u201cAs meninas avan\u00e7aram muito em sua educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 30 anos, mas \u201cainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer\u201d, segundo os especialistas reunidos na capital francesa, que citaram dados da ONU que mostram que, para cada dez meninos que frequentam a escola, apenas sete meninas o fazem.<\/p>\n<p>Tanto a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, quanto Blair qualificaram a educa\u00e7\u00e3o como um \u201celemento indispens\u00e1vel de direitos humanos\u201d, bem como para o desenvolvimento e a seguran\u00e7a. Ambas destacaram que o objetivo de conseguir igualdade de g\u00eanero na educa\u00e7\u00e3o se manter\u00e1 na agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015, e que a tecnologia ter\u00e1 um papel importante.<\/p>\n<p>\u201cEmpoderar as mulheres e as meninas para que tenham acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 algo bom que precisa ser feito, mas sim algo indispens\u00e1vel\u201d, ressaltou Blair. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Paris, Fran&ccedil;a, 27\/2\/2015 &ndash; Dar &agrave;s mulheres maior acesso &agrave; tecnologia m&oacute;vel melhoraria a alfabetiza&ccedil;&atilde;o, aprofundaria o desenvolvimento e permitiria oportunidades de educa&ccedil;&atilde;o e emprego, segundo especialistas participantes da quarta Semana do Aprendizado Mediante Dispositivos M&oacute;veis, que acontece em Paris. &ldquo;A tecnologia m&oacute;vel pode oferecer aprendizado onde n&atilde;o h&aacute; livros, nem escolas, nem professores. 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