{"id":18691,"date":"2015-03-23T14:44:39","date_gmt":"2015-03-23T14:44:39","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=131313"},"modified":"2015-03-23T14:44:39","modified_gmt":"2015-03-23T14:44:39","slug":"a-chave-para-prevenir-os-desastres-e-entende-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/03\/ultimas-noticias\/a-chave-para-prevenir-os-desastres-e-entende-los\/","title":{"rendered":"\u201cA chave para prevenir os desastres \u00e9 entend\u00ea-los\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_131315\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/inundacoes.jpg\"><img class=\"wp-image-131315\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/inundacoes.jpg\" alt=\"As inunda\u00e7\u00f5es em Brisbane, na Austr\u00e1lia, foram declaradas um desastre natural, em janeiro de 2011. Foto: Bigstock\" width=\"540\" height=\"361\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As inunda\u00e7\u00f5es em Brisbane, na Austr\u00e1lia, foram declaradas um desastre natural, em janeiro de 2011. Foto: Bigstock<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sendai, Jap\u00e3o, 23\/3\/2015 \u2013 A Terceira Confer\u00eancia Mundial sobre Redu\u00e7\u00e3o do Risco de Desastres terminou no dia 18, nesta cidade do Jap\u00e3o, depois que os representantes de 187 Estados membros da ONU acordaram um novo marco para reduzir nos pr\u00f3ximos 15 anos a mortalidade e as perdas econ\u00f4micas produzidas por esse tipo de fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Resta saber se a ado\u00e7\u00e3o do Marco de Sendai para Redu\u00e7\u00e3o de Riscos de Desastres representa uma nova era, um cumprimento das expectativas do secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, quando declarou na inaugura\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia de alto n\u00edvel, no dia 14, que \u201ca sustentabilidade come\u00e7a em Sendai\u201d.<\/p>\n<p>Margareta Wahlstr\u00f6m, representante de Ban para Redu\u00e7\u00e3o do Risco de Desastres e diretora do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Redu\u00e7\u00e3o do Risco de Desastres, insistiu que o marco acordado \u201cabre um novo e importante cap\u00edtulo no desenvolvimento sustent\u00e1vel, j\u00e1 que esbo\u00e7a objetivos claros e prioridades de a\u00e7\u00e3o que conduzir\u00e3o a uma redu\u00e7\u00e3o substancial dos riscos de desastres e perdas em vidas, meios de vida e sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>Mas Wahlstr\u00f6m advertiu, no dia 18, que a aplica\u00e7\u00e3o do novo marco \u201crequer um forte compromisso e lideran\u00e7a pol\u00edtica e ser\u00e1 vital para o \u00eaxito de futuros acordos sobre os objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d, em setembro, \u201ce do clima\u201d, em dezembro, em Paris. O novo marco aponta sete metas mundiais e quatro prioridades para os pr\u00f3ximos 15 anos.<\/p>\n<p>As metas mundiais s\u00e3o redu\u00e7\u00e3o substancial da mortalidade mundial produzida pelos desastres, do n\u00famero de pessoas afetadas, das perdas econ\u00f4micas em rela\u00e7\u00e3o ao produto interno bruto nacional, dos danos \u00e0 infraestrutura fundamental e da interrup\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os b\u00e1sicos, inclu\u00eddos os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, bem como o aumento no n\u00famero de pa\u00edses com estrat\u00e9gias nacionais e locais para redu\u00e7\u00e3o do risco de desastres at\u00e9 2020. Tamb\u00e9m incluem maior coopera\u00e7\u00e3o internacional e maior acesso aos sistemas de alerta, al\u00e9m de mais informa\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00f5es sobre o risco de desastres.<\/p>\n<p>As quatro prioridades de a\u00e7\u00e3o s\u00e3o melhor compreens\u00e3o do risco, gest\u00e3o fortalecida do risco com mais investimento, prepara\u00e7\u00e3o mais eficaz diante dos desastres e incorpora\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio de \u201creconstru\u00e7\u00e3o melhorada\u201d \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o, reabilita\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o. A seguir, fragmentos de uma entrevista que a IPS fez com Wahlstr\u00f6m durante a confer\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>IPS: A senhora acredita que essa confer\u00eancia fornecer\u00e1 solu\u00e7\u00f5es para reduzir o risco de desastres?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MARGARETA WAHLSTR\u00d6M: <\/strong>A confer\u00eancia e a experi\u00eancia coletiva t\u00eam todas as solu\u00e7\u00f5es. Esse n\u00e3o \u00e9 nosso problema, mas sim ter um argumento convincente para aplicar o conhecimento que j\u00e1 temos. Tem a ver com as pessoas, a sociedade, as empresas, etc. N\u00e3o \u00e9 o caso de simplificar a agenda, porque \u00e9 bastante complexa. Se, na verdade, se quer reduzir os riscos de forma sustent\u00e1vel, \u00e9 preciso olhar muitos setores diferentes, e n\u00e3o de forma individual, mas trabalhando juntos&#8230; Houve um grande progresso nestes dez anos. Um dos umbrais cr\u00edticos que deve ser cruzado \u00e9 passar do desastre para a compreens\u00e3o do risco. Creio que todos podemos entender o desastre superficialmente, mas n\u00e3o \u00e9 isso que realmente vai reduzir o risco no futuro. O que o reduzir\u00e1 \u00e9 entendermos os riscos, n\u00e3o apenas um risco, mas v\u00e1rios riscos atuando em conjun\u00e7\u00e3o para debilitar a sociedade. \u00c9 disso que se trata essa confer\u00eancia por mais que se tente negociar um documento, de assentar agora as bases para o trabalho das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, tamb\u00e9m se trata de pessoas que aprendem muito rapidamente umas com as outras, deixando-se inspirar.<\/p>\n<p><strong>IPS: Uma quest\u00e3o importante \u00e9 a resili\u00eancia, ou capacidade de recupera\u00e7\u00e3o. Os pobres e vulner\u00e1veis sempre a tiveram, mas para fortalec\u00ea-la falta dinheiro e tecnologia. Isso ser\u00e1 poss\u00edveis gra\u00e7as a essa confer\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MW: <\/strong>N\u00e3o s\u00f3 em raz\u00e3o da confer\u00eancia. Em todo caso, a confer\u00eancia apresenta as prioridades, melhora a compreens\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria do planejamento. A experi\u00eancia hist\u00f3rica demonstra que a pedra fundamental da resili\u00eancia \u00e9 o desenvolvimento social e econ\u00f4mico. As pessoas precisam estar sadias, bem educadas, ter op\u00e7\u00f5es, empregos. Com isso, naturalmente, surgem novos riscos. Creio que a tecnologia j\u00e1 existe. O problema \u00e9 sua disponibilidade, que pode ser uma quest\u00e3o de dinheiro, mas tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de capacidade para o uso da tecnologia. O que, para muitos pa\u00edses e pessoas, \u00e9 realmente um problema. Temos que olhar para n\u00f3s mesmos. A tecnologia evolui mais rapidamente do que a capacidade das pessoas para us\u00e1-la. Os recursos financeiros para adquiri-la podem ser definitivamente uma limita\u00e7\u00e3o, mas uma ainda maior, em muitos casos, \u00e9 a capacidade. Se pensar no dinheiro dos investimentos pr\u00f3prios do governo, que \u00e9 o mais importante, creio que veremos um aumento, bem como da compreens\u00e3o do que implica gerar resili\u00eancia, que significa infraestrutura sens\u00edvel ao risco, agricultura sens\u00edvel ao risco, sistemas de gest\u00e3o da \u00e1gua. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o independente. Creio que o investimento crescer\u00e1. Investimento para as pessoas, para o lado social da resili\u00eancia, em particular, o enfoque nas pessoas mais pobres, o que exigir\u00e1 uma decis\u00e3o mais clara da dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, que muito provavelmente ter\u00e1 a ajuda, com sorte, mais adiante este ano, do acordo sobre a agenda de desenvolvimento universal p\u00f3s-2015. Isso ajudar\u00e1 a se concentrar no que \u00e9 preciso fazer para continuar com a redu\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/p>\n<p><strong>IPS: Acredita que a quest\u00e3o da ajuda oficial ao desenvolvimento (AOD) tem relev\u00e2ncia nesses dias?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MW: <\/strong>Em termos de seu tamanho e escala, provavelmente n\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com o investimento direto estrangeiro, o crescimento do setor privado. Mas, naturalmente, tem um importante valor simb\u00f3lico, e valor pol\u00edtico, como express\u00e3o concreta da solidariedade. Por\u00e9m, para ser muito, muito justa, ainda h\u00e1 muitos pa\u00edses que dependem em grande parte da AOD, nos quais de 30% a 40% de seus PIB se baseiam nas AOD, de uma forma ou de outra. O que provavelmente n\u00e3o seja muito bom quanto \u00e0s suas op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, mas essa \u00e9 a realidade econ\u00f4mica atual. Na verdade, a necessidade de desenvolvimento econ\u00f4mico, o tipo de investimento que estimula o pr\u00f3prio crescimento econ\u00f4mico dos pa\u00edses, o crescimento das pessoas, deve continuar sendo uma prioridade fundamental. Por isso creio que se v\u00ea, tanto no debate dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) e nesta discuss\u00e3o, uma forte \u00eanfase na base de recursos nacionais, inclusive para a coopera\u00e7\u00e3o internacional. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>* <strong>Josh Butler <\/strong>transcreveu esta entrevista. Para v\u00ea-la completa (em ingl\u00eas), clique <\/em><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/122454693\" ><em>aqui<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Sendai, Jap&atilde;o, 23\/3\/2015 &ndash; A Terceira Confer&ecirc;ncia Mundial sobre Redu&ccedil;&atilde;o do Risco de Desastres terminou no dia 18, nesta cidade do Jap&atilde;o, depois que os representantes de 187 Estados membros da ONU acordaram um novo marco para reduzir nos pr&oacute;ximos 15 anos a mortalidade e as perdas econ&ocirc;micas produzidas por esse tipo de fen&ocirc;meno. 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