{"id":18703,"date":"2015-03-24T12:26:18","date_gmt":"2015-03-24T12:26:18","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=131392"},"modified":"2015-03-24T12:26:18","modified_gmt":"2015-03-24T12:26:18","slug":"csw-termina-com-meta-na-igualdade-de-genero-ate-2030","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/03\/ultimas-noticias\/csw-termina-com-meta-na-igualdade-de-genero-ate-2030\/","title":{"rendered":"CSW termina com meta na igualdade de g\u00eanero at\u00e9 2030"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_131394\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/csw-629x419.jpg\"><img class=\"wp-image-131394\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/csw-629x419.jpg\" alt=\"A diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, fala na Comiss\u00e3o da Condi\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica e Social da Mulher. Foto: Ryan Brown\/ONU Mulheres\" width=\"540\" height=\"360\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, fala na Comiss\u00e3o da Condi\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica e Social da Mulher. Foto: Ryan Brown\/ONU Mulheres<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 24\/3\/2015 \u2013 O 59\u00ba per\u00edodo de sess\u00f5es da Comiss\u00e3o da Condi\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica e Social da Mulher (CSW) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) terminou com a meta de alcan\u00e7ar a igualdade de g\u00eanero nos pr\u00f3ximos 15 anos, resumida no lema \u201c50.50 em 2030\u201d.<\/p>\n<p>Entre os dias 9 e 20 deste m\u00eas, milhares de delegadas e delegados, governantes, embaixadores, especialistas e ativistas inundaram Nova York, com mais de 650 eventos, palestras, sess\u00f5es informativas, reuni\u00f5es, apresenta\u00e7\u00f5es e pain\u00e9is para consolidar esse objetivo, como assinalou Ban Ki-moon, secret\u00e1rio-geral da ONU, durante as sess\u00f5es, tamb\u00e9m conhecidas como CSW 59.<\/p>\n<p>Soon Young Yoon, representante junto \u00e0 ONU da Alian\u00e7a Internacional da Mulher e presidente do Comit\u00ea de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais sobre a Condi\u00e7\u00e3o da Mulher, calcula que mais de 11 mil pessoas participaram da CSW deste ano. \u201cFoi o maior movimento na hist\u00f3ria da ONU em Nova York\u201d, afirmou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Yoon atribuiu a enorme participa\u00e7\u00e3o \u00e0s tentativas que em 2014 pretenderam reduzir os direitos das mulheres, como as atividades fundamentalistas no Oriente M\u00e9dio e na \u00c1frica, o sequestro de 270 estudantes na Nig\u00e9ria pelo grupo extremista Boko Haram, e a crescente cultura de hostilidade e ass\u00e9dio na internet. \u201cO movimento de mulheres redobrou a aposta contra tudo isso. A CSW \u00e9 uma peregrina\u00e7\u00e3o para o movimento internacional da mulher\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A CSW deste ano procurou comemorar e reafirmar os compromissos internacionais assumidos na Plataforma de A\u00e7\u00e3o de Pequim e na resolu\u00e7\u00e3o 1325 do Conselho de Seguran\u00e7a, respectivamente em 1995 e 2000.<\/p>\n<p>Em lugar de desenhar uma agenda audaciosa ou lutar por reformas pol\u00edticas, era importante fazer um balan\u00e7o dos avan\u00e7os e avaliar quais a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o necess\u00e1rias no futuro, disse Christine Brautigam, diretora da Divis\u00e3o de Apoio Intergovernamental da ONU Mulheres. \u201cNossa tarefa era a revis\u00e3o integral da plataforma de Pequim, de como est\u00e1 sua implanta\u00e7\u00e3o. Obtivemos boas indica\u00e7\u00f5es de como seguir adiante\u201d, detalhou \u00e0 IPS, no \u00faltimo dia do encontro.<\/p>\n<p>A CSW se \u201cbeneficiou enormemente\u201d de uma quantidade \u201csem precedentes\u201d de informes dos Estados membros, j\u00e1 que 167 pa\u00edses apresentaram relat\u00f3rios sobre as reformas em mat\u00e9ria de igualdade de g\u00eanero que adotaram, explicou Brautigam. Os Estados membros haviam acordado que a CSW produziria uma \u201cbreve e sucinta declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d que reafirmaria o compromisso de cumprir a plataforma de Pequim e conseguir a igualdade de g\u00eanero at\u00e9 2030. \u201cA conclus\u00e3o mais importante \u00e9 esse resultado pol\u00edtico adotado no primeiro dia\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o tem seis pontos de a\u00e7\u00e3o, pedindo um enfoque renovado e um progresso mais r\u00e1pido rumo aos ideais estabelecidos na plataforma de Pequim.<\/p>\n<p>Os Estados membros pediram o fortalecimento de leis e pol\u00edticas, maior apoio aos mecanismos institucionais que defendem a igualdade de g\u00eanero, transforma\u00e7\u00e3o das normas discriminat\u00f3rias e estere\u00f3tipos de g\u00eanero, maior investimento para fechar as brechas de recursos, presta\u00e7\u00e3o de contas no cumprimento dos compromissos, e melhor capacidade de coleta de dados, monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma base formid\u00e1vel para que todos, desde os governos at\u00e9 o sistema da ONU e a sociedade civil, partam para a a\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou Brautigam. Embora reafirmar os compromissos anteriores e analisar o progresso fosse o objetivo oficial da CSW, n\u00e3o foi sua \u00fanica fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Liesl Gerntholtz, diretora da Divis\u00e3o de Direitos da Mulher da organiza\u00e7\u00e3o Human Rights Watch, disse que a CSE anual se converteu em um importante ponto de encontro para o interc\u00e2mbio de ideias, energia e inspira\u00e7\u00e3o de mulheres de todo o mundo. \u201cO valor da CSW saiu das negocia\u00e7\u00f5es e dos documentos finais, para ser um espa\u00e7o para a sociedade civil se relacionar com os Estados membros e entre si\u201d, afirmou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Segundo Gerntholtz, \u201co trabalho da rede \u00e9 fundamental, e se converteu na parte mais valiosa da Confer\u00eancia. \u00c9 a oportunidade para que o movimento se re\u00fana e desenhe estrat\u00e9gias, para fazer alian\u00e7as mais fortes e ter discuss\u00f5es muito ricas e interessantes sobre quais s\u00e3o os problemas\u201d.<\/p>\n<p>O car\u00e1ter inclusivo da CSW, onde os ativistas podem se misturar com os embaixadores e os pol\u00edticos compartilham pain\u00e9is com acad\u00eamicos e celebridades, fomenta o interc\u00e2mbio de ideias e inquieta\u00e7\u00f5es entre os estratos sociais, pontuou Gerntholtz. \u201cFoi fascinante ouvir as pessoas falarem de formas de ass\u00e9dio das quais antes n\u00e3o se falava, como o ass\u00e9dio cibern\u00e9tico, as mulheres amea\u00e7adas pela viol\u00eancia sexual nas redes sociais\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Brautigam compartilhou dessa opini\u00e3o. \u201cPara mim, a CSW sempre foi uma das reuni\u00f5es mais din\u00e2micas do calend\u00e1rio da ONU. \u00c9 um mercado primordial de ideias e li\u00e7\u00f5es aprendidas, para a solidariedade e uni\u00e3o de for\u00e7as para o trabalho do pr\u00f3ximo ano\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Mas, ressaltou Gerntholtz, tamb\u00e9m h\u00e1 cr\u00edticas. Nos \u00faltimos anos alguns Estados membros pretenderam reverter avan\u00e7os obtidos e descumprir as promessas de reformas futuras. \u201cHouve inquieta\u00e7\u00e3o sobre o valor da CSW. Houve algumas tentativas nos \u00faltimos anos de fazer retroceder a linguagem da plataforma de Pequim, especialmente sobre a viol\u00eancia contra a mulher e os direitos reprodutivos. Essa continua sendo uma grande preocupa\u00e7\u00e3o para este f\u00f3rum\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Gerntholtz recordou que em 2014 houve uma ofensiva nesse sentido dos representantes do Ir\u00e3, Egito, Vaticano e v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es africanas, um grupo ao qual se referiu como a \u201calian\u00e7a pouco santa\u201d. Em \u201cqualquer outra circunst\u00e2ncia, n\u00e3o se falariam entre si, mas se agrupam para diluir importantes direitos das mulheres\u201d, destacou.<\/p>\n<p>No dia 20, durante o encerramento da CSW, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, declarou que a sess\u00e3o deste ano foi \u201cen\u00e9rgica, din\u00e2mica e orientada pra o futuro\u201d. \u201cTodos estamos conscientes de que n\u00e3o h\u00e1 atalhos para conseguir a igualdade de g\u00eanero, o empoderamento da mulher e os direitos humanos das mulheres e meninas. Com base no caminho que percorremos, sabemos que h\u00e1 mais desafio pela frente\u201d, afirmou durante a sess\u00e3o de encerramento, na qual o Brasil foi eleito para a presid\u00eancia do pr\u00f3ximo per\u00edodo de sess\u00f5es. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 24\/3\/2015 &ndash; O 59&ordm; per&iacute;odo de sess&otilde;es da Comiss&atilde;o da Condi&ccedil;&atilde;o Jur&iacute;dica e Social da Mulher (CSW) da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) terminou com a meta de alcan&ccedil;ar a igualdade de g&ecirc;nero nos pr&oacute;ximos 15 anos, resumida no lema &ldquo;50.50 em 2030&rdquo;. 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