{"id":18725,"date":"2015-03-30T12:46:33","date_gmt":"2015-03-30T12:46:33","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=131776"},"modified":"2015-03-30T12:46:33","modified_gmt":"2015-03-30T12:46:33","slug":"terramerica-desmatamento-amazonico-agrava-crise-energetica-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/03\/ultimas-noticias\/terramerica-desmatamento-amazonico-agrava-crise-energetica-no-brasil\/","title":{"rendered":"Terram\u00e9rica \u2013 Desmatamento amaz\u00f4nico agrava crise energ\u00e9tica no Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_131778\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Ter715Brasil1.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-131778\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Ter715Brasil1.jpg\" alt=\"Aldeia dos ind\u00edgenas araras na chamada Grande Volta do Rio Xingu, que n\u00e3o ser\u00e1 inundada mas ver\u00e1 seu fluxo reduzido com o desvio de grande parte da \u00e1gua por um canal que servir\u00e1 \u00e0 central hidrel\u00e9trica de Belo Monte, encravada na Amaz\u00f4nia brasileira e que ser\u00e1 a terceira maior do mundo. Foto: Mario Osava\/IPS \" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Aldeia dos ind\u00edgenas araras na chamada Grande Volta do Rio Xingu, que n\u00e3o ser\u00e1 inundada mas ver\u00e1 seu fluxo reduzido com o desvio de grande parte da \u00e1gua por um canal que servir\u00e1 \u00e0 central hidrel\u00e9trica de Belo Monte, encravada na Amaz\u00f4nia brasileira e que ser\u00e1 a terceira maior do mundo. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Rio de Janeiro, Brasil, 30 de mar\u00e7o de 2015 (Terram\u00e9rica).- No Brasil, \u00e1gua e eletricidade seguem unidas, assim, dois anos de chuvas escassas deixaram dezenas de milh\u00f5es de pessoas \u00e0 beira do racionamento h\u00eddrico e energ\u00e9tico, fortalecendo os argumentos contra o desmatamento da Amaz\u00f4nia. Dois ter\u00e7os da energia el\u00e9trica nacional prov\u00eam de rios represados, cujos fluxos baixaram a n\u00edveis alarmantes. A crise reativou preocupa\u00e7\u00f5es sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a necessidade de reflorestar as margens fluviais e novas teses sobre o sistema el\u00e9trico.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso diversificar as fontes e reduzir a depend\u00eancia de centrais hidrel\u00e9tricas e termoel\u00e9tricas movidas por combust\u00edveis f\u00f3sseis, para enfrentar eventos extremos do clima que s\u00e3o cada vez mais frequentes\u201d, afirmou ao Terram\u00e9rica o vice-presidente do n\u00e3o governamental Instituto Vitae Civilis, Delcio Rodrigues.<\/p>\n<p>A fonte hidr\u00e1ulica fornecia quase 90% da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica at\u00e9 o apag\u00e3o de 2001, que for\u00e7ou a um racionamento durante oito meses. Desde ent\u00e3o a termoeletricidade avan\u00e7ou, mais cara e contaminante, para compensar instabilidades h\u00eddricas. Atualmente, as centrais t\u00e9rmicas, operadas majoritariamente com petr\u00f3leo, alcan\u00e7am 28% da capacidade nacional de gera\u00e7\u00e3o, contra 66,3% das hidrel\u00e9tricas. As demais fontes continuam marginais.<\/p>\n<p>Partid\u00e1rios da energia hidr\u00e1ulica defendem um retorno \u00e0s grandes represas, com capacidade para resistir a secas prolongadas. Eles argumentam que a inseguran\u00e7a de fornecimento se deve \u00e0s centrais de passagem, com pequena capacita\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, impostas por raz\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>\u201cMas o maior reservat\u00f3rio de \u00e1gua \u00e9 a floresta\u201d, contrap\u00f5e Rodrigues, para explicar que sem o desmatamento, que afeta todas as bacias, haveria mais \u00e1gua retida no solo sustentando a corrente fluvial. \u201cAs florestas constituem fonte, meio e fim do fluxo, porque produzem a umidade atmosf\u00e9rica continental, a infiltra\u00e7\u00e3o da chuva no solo acumulando \u00e1gua e a prote\u00e7\u00e3o das represas\u201d, afirmou Antonio Donato Nobre, pesquisador de temas clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201cA Amaz\u00f4nia j\u00e1 tem 47% de sua floresta impactada, somando o corte total que chega a quase 20% e a degrada\u00e7\u00e3o\u201d, destacou Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amaz\u00f4nia e do Instituto Nacional de Estudos Espaciais. Isso favorece os inc\u00eandios. \u201cAntes n\u00e3o penetravam em \u00e1reas \u00famidas de florestas ainda verdes, agora penetram, avan\u00e7am floresta adentro, queimando imensas extens\u00f5es\u201d, ressaltou ao Terram\u00e9rica. \u201cAs \u00e1rvores amaz\u00f4nicas n\u00e3o t\u00eam toler\u00e2ncia ao fogo, ao contr\u00e1rio das existentes na ecorregi\u00e3o do Cerrado, adaptadas a inc\u00eandios peri\u00f3dicos. As florestas amaz\u00f4nicas demoram s\u00e9culos para se recompor\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O cientista teme que o desmatamento esteja afetando o clima sul-americano, inclusive tirando chuvas do sudeste brasileiro, a regi\u00e3o mais povoada e que mais hidreletricidade gera no pa\u00eds. \u201cFaltam estudos para quantificar a umidade transportada para diferentes bacias\u201d, para precisar a rela\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica entre a Amaz\u00f4nia e outras regi\u00f5es, explicou Nobre. E ressaltou que na regi\u00e3o amaz\u00f4nica oriental, onde se concentram a destrui\u00e7\u00e3o e a degrada\u00e7\u00e3o florestal, j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, como a redu\u00e7\u00e3o das chuvas e a amplia\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de estiagem.<\/p>\n<p>Na bacia do rio Xingu, este pode ser o ano com menor precipita\u00e7\u00e3o em 14 anos de medi\u00e7\u00e3o em Canarana, munic\u00edpio que fica em sua cabeceira, segundo o Instituto Socioambiental (ISA), que desenvolve um programa de sustentabilidade para povos ind\u00edgenas e ribeirinhos da bacia. Se isso se fixar como tend\u00eancia, afetar\u00e1 a hidrel\u00e9trica de Belo Monte, em constru\u00e7\u00e3o 1.200 quil\u00f4metros rio abaixo, que ter\u00e1 capacidade de gera\u00e7\u00e3o de 11.233 megawatts (MW), o que a converter\u00e1 na terceira maior do mundo quando estiver plenamente operacional, a partir de 2019.<\/p>\n<p>Mas sua gera\u00e7\u00e3o efetiva poder\u00e1 cair 38% at\u00e9 2050, com rela\u00e7\u00e3o ao previsto, se o desmatamento prosseguir no ritmo atual, segundo um estudo realizado por oito pesquisadores brasileiros e norte-americanos, publicado em 2013 pela revista da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos Estados Unidos. Esse ano, o desmatamento na bacia do Xingu j\u00e1 atingiu 21,3% de seu territ\u00f3rio, estimou o ISA.<\/p>\n<div id=\"attachment_131779\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Ter715Brasil2.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-131779\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Ter715Brasil2.jpg\" alt=\"A hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, durante sua constru\u00e7\u00e3o em 2010. Quando estava praticamente conclu\u00edda, no ano passado, a obra foi afetada por uma cheia excepcional do rio Madeira, na bacia amaz\u00f4nica brasileira, em um fen\u00f4meno atribu\u00eddo, ao menos em parte, ao desmatamento. \" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, durante sua constru\u00e7\u00e3o em 2010. Quando estava praticamente conclu\u00edda, no ano passado, a obra foi afetada por uma cheia excepcional do rio Madeira, na bacia amaz\u00f4nica brasileira, em um fen\u00f4meno atribu\u00eddo, ao menos em parte, ao desmatamento.<\/p><\/div>\n<p>Na Amaz\u00f4nia s\u00e3o constru\u00eddas outras grandes hidrel\u00e9tricas que tamb\u00e9m poder\u00e3o sofrer perdas. No rio Madeira, fluxos torrenciais de seus afluentes da Bol\u00edvia e do Peru submergiram em 2014 a zona onde est\u00e3o as centrais de Jirau e Santo Antonio, afetando suas opera\u00e7\u00f5es rec\u00e9m-iniciadas.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia na parte sul da bacia amaz\u00f4nica \u00e9 de \u201ceventos mais intensos, com estiagens e cheias mais fortes\u201d, como as intensas secas de 2005 e 2010 e cheias anormais em 2009 e 2012, pontuou Naziano Filizola, hidr\u00f3logo da Universidade Federal do Amazonas. \u201cAl\u00e9m de alterar o fluxo, o desmatamento se vincula \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que lan\u00e7a pesticidas no rio, como ocorre no alto Xingu. A \u00e1gua perde qualidade, segundo notam os ind\u00edgenas\u201d, afirmou o especialista ao Terram\u00e9rica.<\/p>\n<p>Filizola afirmou que o mesmo projeto energ\u00e9tico realimenta esse processo, ao atrair trabalhadores migrantes, aumentando a popula\u00e7\u00e3o local sem oferecer condi\u00e7\u00f5es adequadas. De todo modo, o impacto energ\u00e9tico mais intenso por chuvas insuficientes ocorre, no momento, na regi\u00e3o do Planalto Central, onde predomina o Cerrado, um bioma de savana e o segundo mais extenso do Brasil, atr\u00e1s da Amaz\u00f4nia. Ali nascem as principais bacias com aproveitamentos hidrel\u00e9tricos.<\/p>\n<p>A do rio Paran\u00e1, que corre para o sul e concentra a maior capacidade geradora do pa\u00eds, recebe do Cerrado metade de suas \u00e1guas, o que sobe para 60% na bacia do rio Tocantins, que flui para o norte amaz\u00f4nico, afirmou Jorge Werneck, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa).<\/p>\n<p>Esses rios impulsionam as duas maiores hidrel\u00e9tricas brasileiras atuais: Itaipu, compartilhada com o Paraguai, e Tucuru\u00ed. Ambas est\u00e3o entre as cinco maiores do mundo. Outro exemplo \u00e9 o rio S\u00e3o Francisco, principal fonte el\u00e9trica da regi\u00e3o Nordeste, com 94% de seu fluxo h\u00eddrico proveniente do Cerrado.<\/p>\n<div id=\"attachment_131780\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Ter715Brasil3.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-131780\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Ter715Brasil3.jpg\" alt=\"Mapa da bacia do rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira. O verde das terras ind\u00edgenas e \u00e1reas oficiais protegidas est\u00e1 cercado por zonas desmatadas e apresenta pontos vermelhos. A bacia tem 511.149 quil\u00f4metros quadrados, mais do que a Espanha, e sua parte desmatada, de 109.166 quil\u00f4metros, iguala-se a Cuba. Foto: Cortesia do Instituto Socioambiental \" width=\"340\" height=\"653\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Mapa da bacia do rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira. O verde das terras ind\u00edgenas e \u00e1reas oficiais protegidas est\u00e1 cercado por zonas desmatadas e apresenta pontos vermelhos. A bacia tem 511.149 quil\u00f4metros quadrados, mais do que a Espanha, e sua parte desmatada, de 109.166 quil\u00f4metros, iguala-se a Cuba. Foto: Cortesia do Instituto Socioambiental<\/p><\/div>\n<p>Em seu campo de observa\u00e7\u00e3o, os arredores de Bras\u00edlia, onde nascem v\u00e1rios rios, Werneck, especialista em hidrologia da Embrapa Cerrados, notou uma tend\u00eancia geral ao prolongamento da estiagem. \u201cMas faltam dados e estudos para comprovar a rela\u00e7\u00e3o entre desmatamento amaz\u00f4nico e mudan\u00e7as no regime de chuvas nas regi\u00f5es Centro-Oeste e Sudeste do Brasil\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Em 2014, houve seca nessas regi\u00f5es, que compreendem a maior parte do Cerrado, mas \u201cn\u00e3o faltou umidade na Amaz\u00f4nia e, de fato, choveu muito nos Estados de Rond\u00f4nia e Acre\u201d, na fronteira com a Bol\u00edvia e o Peru e v\u00edtimas de fortes inunda\u00e7\u00f5es, argumentou.<\/p>\n<p>As florestas prestam variados servi\u00e7os ecol\u00f3gicos, mas ainda assim n\u00e3o se pode afirmar que produzem e conservam \u00e1gua em grande escala. Suas copas \u201cimpedem que 25% da chuva chegue ao solo\u201d e sua evapotranspira\u00e7\u00e3o retira do solo a \u00e1gua que deixa de alimentar os rios, \u201conde a necessitamos\u201d, acrescentou Werneck, concluindo que \u201cavaliar a hidrologia das florestas continua sendo um desafio\u201d.<\/p>\n<p>Nobre, pelo contr\u00e1rio, defende as grandes florestas como \u201cbombas bi\u00f3ticas\u201d, que atraem e produzem chuvas. Em sua opini\u00e3o, n\u00e3o basta evitar o desmatamento da Amaz\u00f4nia, sendo urgente reflorest\u00e1-la, para recuperar seus servi\u00e7os clim\u00e1ticos. Um exemplo a ser seguido \u00e9 o de Itaipu, que reflorestou sua \u00e1rea de influ\u00eancia direta na bacia paranaense, revitalizando afluentes, mediante seu programa Cultivando \u00c1gua Boa. #Envolverde\/Terram\u00e9rica<\/p>\n<p><em>* O autor \u00e9 correspondente da IPS.<\/em><\/p>\n<p><strong><strong>\u00a0<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><b>Artigos relacionados da IPS<\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/terramerica-brasil-passa-das-secas-no-nordeste-sede-em-sao-paulo\/\" >Brasil passa das secas no Nordeste \u00e0 sede em S\u00e3o Paulo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ips\/inter-press-service-reportagens\/cuidar-da-agua-e-um-dever-energetico-brasil\/\" >Cuidar da \u00e1gua \u00e9 um dever energ\u00e9tico do Brasil<\/a><\/p>\n<p><a href=\"\" >Rio Xingu entre a eletricidade e a diversidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ips\/inter-press-service-reportagens\/uma-maldicao-afeta-hidreletricas-amazonicas\/\" >Uma maldi\u00e7\u00e3o afeta hidrel\u00e9tricas amaz\u00f4nicas<\/a><\/p>\n<p><em><strong>Artigo produzido para o Terram\u00e9rica, projeto de comunica\u00e7\u00e3o dos Programas das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu\u00eddo pela Ag\u00eancia Envolverde.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 30 de mar&ccedil;o de 2015 (Terram&eacute;rica).- No Brasil, &aacute;gua e eletricidade seguem unidas, assim, dois anos de chuvas escassas deixaram dezenas de milh&otilde;es de pessoas &agrave; beira do racionamento h&iacute;drico e energ&eacute;tico, fortalecendo os argumentos contra o desmatamento da Amaz&ocirc;nia. Dois ter&ccedil;os da energia el&eacute;trica nacional prov&ecirc;m de rios represados, cujos [&hellip;] <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/03\/ultimas-noticias\/terramerica-desmatamento-amazonico-agrava-crise-energetica-no-brasil\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":131,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[978,1],"tags":[1005,27,2400,1173,3179],"class_list":["post-18725","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-terramerica","category-ultimas-noticias","tag-amazonia","tag-brasil","tag-crise-energetica","tag-desmatamento","tag-mario-osava"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18725","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/131"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18725"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18725\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20285,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18725\/revisions\/20285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}