{"id":18741,"date":"2015-04-01T14:42:13","date_gmt":"2015-04-01T14:42:13","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=131965"},"modified":"2015-04-01T14:42:13","modified_gmt":"2015-04-01T14:42:13","slug":"um-ano-de-avancos-chamativos-para-a-energia-renovavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/04\/ultimas-noticias\/um-ano-de-avancos-chamativos-para-a-energia-renovavel\/","title":{"rendered":"Um ano de \u201cavan\u00e7os chamativos\u201d para a energia renov\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_131967\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/renovaveis.jpg\"><img class=\"wp-image-131967\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/renovaveis.jpg\" alt=\"Os investimentos mundiais em energias renov\u00e1veis, impulsionadas pelas solar e e\u00f3lica, deram um salto em 2014. Foto: J\u00fcrgen de Sandesneben, Alemanha\/CC BY 2.0\" width=\"540\" height=\"352\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Os investimentos mundiais em energias renov\u00e1veis, impulsionadas pelas solar e e\u00f3lica, deram um salto em 2014. Foto: J\u00fcrgen de Sandesneben, Alemanha\/CC BY 2.0<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia, 1\/4\/2015 \u2013 O investimento mundial em energias renov\u00e1veis, impulsionadas pelas solar e e\u00f3lica, cresceu 17% no ano passado com rela\u00e7\u00e3o a 2013, chegando aos US$ 270 bilh\u00f5es. A recupera\u00e7\u00e3o do investimento, ap\u00f3s dois anos de queda e do desafio que implicam os baixos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, permitiu uma capacidade adicional de gera\u00e7\u00e3o de 103 gigawatts, equivalente \u00e0 energia produzida pelas usinas nucleares dos Estados Unidos em seu conjunto.<\/p>\n<p>Desta forma, 2014 foi o melhor ano para a nova capacidade energ\u00e9tica, segundo a nona edi\u00e7\u00e3o anual do informe <i>Tend\u00eancias Mundiais dos Investimentos em Energia Renov\u00e1vel 2015<\/i>, do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnud), divulgado ontem.<\/p>\n<p>Preparado pelo Centro de Coopera\u00e7\u00e3o Escola de Frankfurt-Pnuma e pela Bloomberg New Energy Finance, o documento assinala que a constante e brusca queda nos custos da tecnologia, sobretudo na energia solar mas tamb\u00e9m na e\u00f3lica, implica que cada d\u00f3lar investido em energia renov\u00e1vel adquiriu uma capacidade significativamente maior de gera\u00e7\u00e3o em 2014.<\/p>\n<p>No que denomina \u201cum ano de avan\u00e7os chamativos para a energia renov\u00e1vel\u201d, o informe afirma que as energias e\u00f3lica, solar, geot\u00e9rmica, marinha, de biomassa e de pequenas centrais hidrel\u00e9tricas contribu\u00edram com 9,1% da gera\u00e7\u00e3o mundial de eletricidade no ano passado, contra 8,5% em 2013.<\/p>\n<p>Isso significa que os sistemas de eletricidade do mundo emitiram 1,3 gigatoneladas de di\u00f3xido de carbono, aproximadamente o dobro das emiss\u00f5es dos avi\u00f5es comerciais, mas menos do que o emitido se esses 9,1% tivessem sido produzidos pela mesma mistura de combust\u00edveis f\u00f3sseis que geram os 90,9% restantes da energia mundial.<\/p>\n<p>\u201cUma vez mais, em 2014, as energias renov\u00e1veis compuserem quase metade da capacidade de energia agregada em todo o mundo\u201d, afirmou Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma. \u201cEssas tecnologias energ\u00e9ticas que respeitam o clima agora s\u00e3o um componente indispens\u00e1vel da matriz energ\u00e9tica mundial e sua import\u00e2ncia s\u00f3 aumentar\u00e1 na medida em que os mercados amadurecerem, os pre\u00e7os da tecnologia continuarem caindo e a necessidade de frear as emiss\u00f5es de carbono se tornarem cada vez mais urgente\u201d, acrescentou Steiner.<\/p>\n<p>De longe, o maior investimento em energia renov\u00e1vel em 2014 ocorreu na China, com o recorde de US$ 83,3 bilh\u00f5es, aumento de 39% em rela\u00e7\u00e3o a 2013. Os Estados Unidos v\u00eam em seguida com US$ 38,3 bilh\u00f5es, equivalentes \u00e0 alta de 7% no ano, embora abaixo de seu m\u00e1ximo hist\u00f3rico alcan\u00e7ado em 2011. Em terceiro lugar ficou o Jap\u00e3o, com US$ 35,7 bilh\u00f5es, 10% a mais do que em 2013 e sua maior marca hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Segundo o informe, uma caracter\u00edstica destacada em 2014 foi a r\u00e1pida expans\u00e3o das energias renov\u00e1veis nos mercados do Sul em desenvolvimento, onde os investimentos cresceram 36%, para US$ 131,3 bilh\u00f5es. A China com US$ 83,3 bilh\u00f5es, o Brasil com US$ 7,6 bilh\u00f5es, \u00cdndia com US$ 7,4 bilh\u00f5es e \u00c1frica do Sul com US$ 5,5 bilh\u00f5es est\u00e3o entre os dez principais pa\u00edses investidores, enquanto Chile, Qu\u00eania, M\u00e9xico e Turquia investiram mais de US$ 1 bilh\u00e3o cada um.<\/p>\n<p>Embora 2014 tenha sido um bom ano para as energias renov\u00e1veis, depois de dois anos de contra\u00e7\u00e3o, persistem os desafios em forma de incerteza pol\u00edtica, problemas estruturais no sistema el\u00e9trico e inclusive a pr\u00f3pria natureza da gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica e solar, que dependem do vento e da luz do sol. Outro desafio, segundo o informe, \u00e9 o impacto da queda superior a 50% nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo no segundo semestre do ano passado.<\/p>\n<p>Entretanto, de acordo com Udo Steffens, presidente da Escola de Finan\u00e7as e Gest\u00e3o de Frankfurt, \u00e9 prov\u00e1vel que o pre\u00e7o do petr\u00f3leo apenas diminua a confian\u00e7a dos investidores em algumas partes do setor, como a energia solar nos pa\u00edses exportadores de petr\u00f3leo e os bicombust\u00edveis na maior parte do mundo.<\/p>\n<p>\u201cO petr\u00f3leo e as energias renov\u00e1veis n\u00e3o competem diretamente pelos d\u00f3lares de investimento em energia. Os setores e\u00f3lico e solar dever\u00e3o continuar florescendo, sobretudo se continuarem reduzindo os custos por megawatt\/hora. Sua hist\u00f3ria no longo prazo \u00e9 mais convincente\u201d, destacou Steffens.<\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a eros\u00e3o da confian\u00e7a dos investidores causada pelo aumento da incerteza em torno das pol\u00edticas p\u00fablicas de apoio \u00e0s energias renov\u00e1veis. \u201cA Europa foi o primeira a impulsionar a energia limpa, mas ainda est\u00e1 em um processo de reestrutura\u00e7\u00e3o desses mecanismos de apoio iniciais\u201d, segundo Michael Liebreich, presidente da Junta Assessora da Bloomberg New Energy Finance.<\/p>\n<p>\u201cO sul da Europa continua sendo quase uma zona proibida para os investidores devido \u00e0s mudan\u00e7as retroativas de pol\u00edticas, mais recentemente, que afetam os parques solares na It\u00e1lia. Nos Estados Unidos, h\u00e1 incerteza sobre o futuro do Cr\u00e9dito Tribut\u00e1rio de Produ\u00e7\u00e3o para a energia e\u00f3lica, mas agora os custos s\u00e3o t\u00e3o baixos que o setor est\u00e1 mais protegido do que no passado. Enquanto isso, o setor dos telhados solares n\u00e3o para\u201d, assegurou Liebreich.<\/p>\n<p>Um comunicado de imprensa sobre a publica\u00e7\u00e3o do informe do Pnuma pontuou que, se continuarem as tend\u00eancias positivas de investimento de 2014, \u201c\u00e9 cada vez mais evidente que ser\u00e3o necess\u00e1rias importantes reformas do mercado el\u00e9trico do tipo que a Alemanha agora tenta com sua Energiewende\u201d, ou transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>\u201cOs desafios estruturais a serem superados n\u00e3o s\u00e3o simples, mas s\u00e3o do tipo que s\u00f3 poderiam ter surgido devido ao pr\u00f3prio \u00eaxito das energias renov\u00e1veis e seus mais de US$ 2 trilh\u00f5es de investimentos mobilizados desde 2004\u201d, afirmou Liebreich. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Roma, It&aacute;lia, 1\/4\/2015 &ndash; O investimento mundial em energias renov&aacute;veis, impulsionadas pelas solar e e&oacute;lica, cresceu 17% no ano passado com rela&ccedil;&atilde;o a 2013, chegando aos US$ 270 bilh&otilde;es. 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