{"id":18753,"date":"2015-04-06T13:09:03","date_gmt":"2015-04-06T13:09:03","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=132072"},"modified":"2015-04-06T13:09:03","modified_gmt":"2015-04-06T13:09:03","slug":"india-sem-igualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/04\/ultimas-noticias\/india-sem-igualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"\u00cdndia sem igualdade de g\u00eanero no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_132074\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/india1-629x472.jpg\"><img class=\"wp-image-132074\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/india1-629x472.jpg\" alt=\"A mecaniza\u00e7\u00e3o e a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias na ind\u00fastria gerou a prefer\u00eancia por empregados homens para certas tarefas. Foto: Neeta Lal\/IPS\" width=\"540\" height=\"405\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A mecaniza\u00e7\u00e3o e a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias na ind\u00fastria gerou a prefer\u00eancia por empregados homens para certas tarefas. Foto: Neeta Lal\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nova D\u00e9lhi, \u00cdndia, 6\/4\/2015 \u2013 As \u00faltimas pesquisas na \u00cdndia mostram que apenas 125 milh\u00f5es de mulheres em idade de trabalhar est\u00e3o empregadas, embora desde 2004 seja cada vez menor o n\u00famero das que est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o. Somente se este pa\u00eds, de 1,2 bilh\u00e3o de habitantes, com 380 milh\u00f5es de mulheres em idade de trabalhar, se concentrar em oferecer \u00e0s mulheres as mesmas oportunidades profissionais que s\u00e3o dadas aos homens, conseguir\u00e1 alcan\u00e7ar os objetivos de desenvolvimento e reduzir a pobreza.<\/p>\n<p>Segundo um informe do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), a participa\u00e7\u00e3o feminina na for\u00e7a de trabalho est\u00e1 entre as mais baixas dos mercados emergentes e de outros pa\u00edses de caracter\u00edsticas similares. A participa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho (a propor\u00e7\u00e3o de mulheres em idade de trabalhar que t\u00eam ou procuram emprego) \u00e9 de 33%, quase metade da m\u00e9dia da \u00c1sia Pac\u00edfico e muito abaixo da m\u00e9dia mundial, que \u00e9 de 50%.<\/p>\n<p>Na \u00cdndia, instalou-se um debate sobre igualdade de g\u00eanero nas juntas diretoras das empresas, onde as mulheres apenas constituem 5% dos integrantes, a menor de todos os pa\u00edses do grupo de economias emergentes do Brics (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul). Uma nova lei, aprovada em 2013, exigia que todas as empresas registradas na bolsa de valores tivessem pelo menos uma mulher em sua diretoria at\u00e9 agosto de 2014. Mas o prazo precisou ser ampliado at\u00e9 este m\u00eas porque apenas umas poucas companhias atenderam a lei.<\/p>\n<p>A falta de mulheres no mercado de trabalho indiano \u00e9 uma \u201cenorme perda de oportunidades\u201d para o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds, lamentou a diretora-executiva do FMI, Christine Lagarde. A diversidade de g\u00eanero no \u00e2mbito trabalhista n\u00e3o se trata de uma corre\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas de um imperativo econ\u00f4mico, afirmam economistas.<\/p>\n<p>Um estudo do FMI divulgado em 2013 conclui que o crescimento da \u00cdndia sofreu o impacto da exclus\u00e3o trabalhista feminina. \u201cSupondo que a brecha de g\u00eanero se divida \u00e0 metade at\u00e9 2017 e diminua para um quarto do valor de 2008 at\u00e9 2027, a renda por habitante da \u00cdndia poderia ser de 10% a 13% superior \u00e0 linha de base se for mantida inalterada a desigualdade de g\u00eanero at\u00e9 2020 e 2030, respectivamente\u201d, aponta o estudo.<\/p>\n<div id=\"attachment_132075\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/india2.jpg\"><img class=\"wp-image-132075\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/india2.jpg\" alt=\"Como as mulheres costumam realizar tarefas dom\u00e9sticas n\u00e3o remuneradas, n\u00e3o \u201ccontam\u201d para a economia formal. Foto: Neeta Lal\/IPS\" width=\"540\" height=\"358\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Como as mulheres costumam realizar tarefas dom\u00e9sticas n\u00e3o remuneradas, n\u00e3o \u201ccontam\u201d para a economia formal. Foto: Neeta Lal\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma explica\u00e7\u00e3o para a aparente \u201caus\u00eancia\u201d de trabalhadoras \u00e9 a escassez de dados em n\u00edvel nacional no setor informal. Como a maioria das mulheres realiza tarefas n\u00e3o remuneradas, como as tarefas dom\u00e9sticas, sua contribui\u00e7\u00e3o para a economia \u201cn\u00e3o conta\u201d quando s\u00e3o registrados os dados do mercado trabalho.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho realizado por uma mulher em sua pr\u00f3pria casa n\u00e3o \u00e9 registrado como atividade econ\u00f4mica, e n\u00e3o \u00e9 considerado para as estat\u00edsticas nacionais de renda\u201d, explicou Preet Rustagi, diretora do Instituto para o Desenvolvimento Humano de Nova D\u00e9lhi. \u201cSua situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior do que a dos servi\u00e7os dom\u00e9sticos pagos, pois pelo menos s\u00e3o considerados como atividade econ\u00f4mica e contabilizados na renda do pa\u00eds\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>As mulheres assumem v\u00e1rias responsabilidades, como cozinhar, cuidar dos mais velhos e criar os filhos, todos trabalhos cruciais para a economia e a sociedade indianas, ressaltou Rustagi. E as mulheres tamb\u00e9m realizam tarefas vitais nos povoados rurais, como criar gado, o que est\u00e1 fora dos registros.<\/p>\n<p>H\u00e1 normas culturais que tamb\u00e9m sabotam a entrada das mulheres no mercado formal de trabalho. \u201cA cultura patriarcal arraigada idealiza as mulheres, e as limita, aos pap\u00e9is de esposa e m\u00e3e. As no\u00e7\u00f5es de superioridade sociorritual de um grupo ou fam\u00edlia podem estar vinculadas diretamente a maiores restri\u00e7\u00f5es sobre as mulheres, inclu\u00edda sua mobilidade f\u00edsica e um emprego fora de sua casa\u201d, explicou Bhim Reddy, editora-adjunta do Di\u00e1rio de Desenvolvimento Humano, que investigou muito sobre as pr\u00e1ticas de recrutamento de pessoal no mercado profissional.<\/p>\n<p>Reddy tamb\u00e9m observou que a matr\u00edcula escolar desigual, especialmente de mulheres jovens entre 14 e 21 anos, tamb\u00e9m contribuiu para a assimetria na for\u00e7a de trabalho. \u201cUma propor\u00e7\u00e3o maior de mulheres nesse grupo et\u00e1rio, que costumava fazer parte da for\u00e7a de trabalho, agora est\u00e1 nas escolas secund\u00e1rias e faculdades, e isso se reflete na redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de mulheres no mercado de trabalho\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Embora o n\u00famero de universit\u00e1rias tenha multiplicado, isto n\u00e3o se traduziu em um aumento proporcional de profissionais no mercado profissional, segundo pesquisa da a empresa de investimentos Everstone Capital. Com 22%, a propor\u00e7\u00e3o de diplomadas que entra no mercado de trabalho \u00e9 menor do que o das mulheres analfabetas que encontram emprego.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres indianas na for\u00e7a de trabalho caiu de 33,7%, em 1991, para 27%, em 2013, segundo estat\u00edsticas da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Entre 2011 e 2012, havia menos de 20% de mulheres entre os trabalhadores dos setores agr\u00edcolas. \u00c9 surpreendente que a participa\u00e7\u00e3o feminina seja particularmente baixa entre as profissionais das cidades, um setor que, se presume, tem menos barreiras sociais.<\/p>\n<p>Segundo dados oficiais, entre 2009 e 2010 a propor\u00e7\u00e3o de mulheres dedicadas a tarefas dom\u00e9sticas n\u00e3o remuneradas subiu para 57% nas cidades entre as que tinham t\u00edtulo de gradua\u00e7\u00e3o ou mais, com rela\u00e7\u00e3o a 31% registrados entre seus pares rurais com educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Os especialistas afirmam que a mecaniza\u00e7\u00e3o e a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias na agricultura e na constru\u00e7\u00e3o levaram a uma \u201cmasculiniza\u00e7\u00e3o\u201d do emprego para algumas tarefas nesses setores. Al\u00e9m disso, a explora\u00e7\u00e3o e o ass\u00e9dio no mercado profissional pioraram a situa\u00e7\u00e3o. A \u00cdndia aprovou uma lei para combater o problema, pela qual as organiza\u00e7\u00f5es com mais de dez empregados devem contar com um comit\u00ea de protestos para investigar as den\u00fancias. Por\u00e9m, segundo um estudo da Universidade de Jawaharlal Nehry, menos de 20% dos empregadores da capital cumprem a lei.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o, os ativistas pedem maior investimento em infraestrutura, seguran\u00e7a no transporte p\u00fablico, melhores centros para o cuidado infantil e redu\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias para atrair as mulheres para o mercado de trabalho. \u201cPrecisamos reconhecer que temos uma crise para depois trabalhar no empoderamento das mulheres e dessa forma ajudar a \u00cdndia a desenvolver todo seu potencial econ\u00f4mico\u201d, destacou Rustagi. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Nova D&eacute;lhi, &Iacute;ndia, 6\/4\/2015 &ndash; As &uacute;ltimas pesquisas na &Iacute;ndia mostram que apenas 125 milh&otilde;es de mulheres em idade de trabalhar est&atilde;o empregadas, embora desde 2004 seja cada vez menor o n&uacute;mero das que est&atilde;o nessa situa&ccedil;&atilde;o. 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