{"id":18775,"date":"2015-04-09T13:46:27","date_gmt":"2015-04-09T13:46:27","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=132296"},"modified":"2015-04-09T13:46:27","modified_gmt":"2015-04-09T13:46:27","slug":"aumenta-a-campanha-contra-o-glifosato-em-cultivos-latino-americanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/04\/ultimas-noticias\/aumenta-a-campanha-contra-o-glifosato-em-cultivos-latino-americanos\/","title":{"rendered":"Aumenta a campanha contra o glifosato em cultivos latino-americanos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_132298\" style=\"width: 522px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/KillingRainforest.jpg\"><img class=\"wp-image-132298 size-full\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/KillingRainforest.jpg\" alt=\"A fumiga\u00e7\u00e3o de cultivos il\u00edcitos com glifosato prejudicou o ambiente da selva colombiana. Foto: Dom\u00ednio p\u00fablico \" width=\"512\" height=\"364\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A fumiga\u00e7\u00e3o de cultivos il\u00edcitos com glifosato prejudicou o ambiente da selva colombiana. Foto: Dom\u00ednio p\u00fablico<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Buenos Aires, Argentina, 9\/4\/2015 \u2013 Ap\u00f3s o pronunciamento da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) sobre os efeitos \u201cprovavelmente cancer\u00edgenos\u201d do glifosato, intensifica-se a campanha na Am\u00e9rica Latina para proibir, \u201cantes que seja tarde\u201d, esse herbicida, o mais vendido na regi\u00e3o e usado maci\u00e7amente nos cultivos transg\u00eanicos.<\/p>\n<p>Em uma publica\u00e7\u00e3o do dia 20 de mar\u00e7o, os cientistas da Ag\u00eancia Internacional para Pesquisa sobre o C\u00e2ncer, da OMS, inclu\u00edram o herbicida mais usado no mundo como \u201cprov\u00e1vel\u201d causa da doen\u00e7a, como resultado de numerosos estudos. Com esse informe, organiza\u00e7\u00f5es sociais e cient\u00edficas latino-americanas consideram que os governos n\u00e3o t\u00eam mais desculpas para n\u00e3o intervir, depois de anos de investiga\u00e7\u00e3o sobre o dano \u00e0 sa\u00fade e ao ambiente do glifosato em n\u00edveis regional e mundial.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que se deve aplicar o princ\u00edpio de precau\u00e7\u00e3o, evitar continuar acumulando informa\u00e7\u00e3o de pesquisas, e tomar decis\u00f5es que n\u00e3o cheguem muito tarde\u201d, afirmou \u00e0 IPS Javier Souza, coordenador da Rede de A\u00e7\u00e3o em Praguicidas e suas Alternativas na Am\u00e9rica Latina (Rap-AL). \u201cDefendemos a proibi\u00e7\u00e3o do glifosato que deveria come\u00e7ar no curto prazo com restri\u00e7\u00f5es \u00e0 compra, suas aplica\u00e7\u00f5es e embalagens\u201d, explicou Souza, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias Apropriadas da Argentina.<\/p>\n<p>Carlos Vicente, dirigente da Grain, organiza\u00e7\u00e3o internacional que promove a atividade camponesa e a agricultura sustent\u00e1vel, recordou \u00e0 IPS que o herbicida entrou no mercado em meados da d\u00e9cada de 1970 e se estendeu maci\u00e7amente pelo Cone Sul americano, promovido pela corpora\u00e7\u00e3o de biotecnologia Monsanto, dos Estados Unidos. \u201cSeu crescimento sustentado se deve em grande parte aos cultivos transg\u00eanicos, geneticamente modificados para tolerar o glifosato, como a soja RR (Roundup Ready), introduzida na Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e em outros pa\u00edses\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A soja transg\u00eanica ocupa 50 milh\u00f5es de hectares na regi\u00e3o e em seu cultivo s\u00e3o usados 600 milh\u00f5es anuais do herbicida, assegurou Vicente. No total, segundo dados de Souza, h\u00e1 83 milh\u00f5es de hectares de cultivos transg\u00eanicos apenas na Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Paraguai e Uruguai. A publica\u00e7\u00e3o da OMS \u201c\u00e9 muito importante por demonstrar que, apesar das press\u00f5es da Monsanto, \u00e9 poss\u00edvel pensar em uma ci\u00eancia independente a servi\u00e7o do bem comum e n\u00e3o dos interesses corporativos\u201d, assegurou Vicente.<\/p>\n<p>A Monsanto vende o glifosato com a marca Roundup, mas tamb\u00e9m \u00e9 comercializado sob os nomes Cosmoflux, Baundap, Glyphogan, Panzer, Potenza, Rango, e em alguns setores camponeses \u00e9 conhecido como \u201crandal\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos cultivos transg\u00eanicos, esse herbicida \u00e9 aplicado em setores da agricultura tradicional, para hortali\u00e7as, tabaco, frutas e monocultivos florestais de pinho ou de eucalipto, bem como em jardins e outras \u00e1reas urbanas ou em vias f\u00e9rreas. Mas na agricultura tradicional \u00e9 aplicado ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o das sementes e antes de plantar, enquanto nos transg\u00eanicos se aplica durante a planta\u00e7\u00e3o, atuando de forma n\u00e3o seletiva e assim destruindo variedade de plantas e pastos, segundo a Rap-Al.<\/p>\n<div id=\"attachment_132299\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Argentina-chica.jpg\"><img class=\"wp-image-132299\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Argentina-chica.jpg\" alt=\"Os habitantes de Malvinas Argentinas, povoado da prov\u00edncia de C\u00f3rdoba, na Argentina, mant\u00eam bloqueada desde 2013 a constru\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de sementes de milho transg\u00eanico da corpora\u00e7\u00e3o Monsanto, em uma longa mobiliza\u00e7\u00e3o contra alegados efeitos nocivos para a popula\u00e7\u00e3o e o ambiente. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS\" width=\"540\" height=\"405\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Os habitantes de Malvinas Argentinas, povoado da prov\u00edncia de C\u00f3rdoba, na Argentina, mant\u00eam bloqueada desde 2013 a constru\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de sementes de milho transg\u00eanico da corpora\u00e7\u00e3o Monsanto, em uma longa mobiliza\u00e7\u00e3o contra alegados efeitos nocivos para a popula\u00e7\u00e3o e o ambiente. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEssa chuva de glifosato impacta diretamente os ecossistemas, as comunidades, o solo e a \u00e1gua, com consequ\u00eancias que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esconder\u201d, destacou Vicente. \u201cN\u00e3o podemos admitir mais o uso desses venenos porque destroem a biodiversidade, causando altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, acabando com a fertilidade do solo, contaminando as \u00e1guas e inclusive o ar. E, sobretudo, provocam mais doen\u00e7as e c\u00e2ncer\u201d, enfatizou \u00e0 IPS o dirigente do Movimento dos Sem-Terra, do Brasil, Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile.<\/p>\n<p>O argentino Rafael Lajmanovich, especialista em ecotoxicologia, da Universidade Nacional do Litoral, investigou amplamente o glifosato. \u201cEmbora n\u00e3o se referira \u00e0 sa\u00fade ou carcinog\u00eanese humana, demonstra em modelos animais (embri\u00f5es de anf\u00edbios) que o glifosato \u00e9 teratog\u00eanico, isto \u00e9, produz m\u00e1s-forma\u00e7\u00f5es durante o desenvolvimento desses vertebrados\u201d, destacou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, nesses modelos, comprovamos que ocorrem efeitos sobre a atividade de sistemas enzim\u00e1ticos muito importantes (colinesterasas), o que indica certo grau de neurotoxidade\u201d, acrescentou Lajmanovich, tamb\u00e9m integrante do governamental Conselho Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas e T\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>Estudos epidemiol\u00f3gicos indicaram efeitos em comunidades afetadas por pulveriza\u00e7\u00f5es de glifosato. \u201cAs principais afec\u00e7\u00f5es que cientistas e m\u00e9dicos rurais vinculam a essas aplica\u00e7\u00f5es se referem especificamente a doen\u00e7as respirat\u00f3rias, alergias, abortos espont\u00e2neos, aumento do caso de beb\u00eas com m\u00e1s-forma\u00e7\u00f5es e maior incid\u00eancia de doen\u00e7as tumorais\u201d, detalhou Lajmanovich.<\/p>\n<p>Vicente, por sua vez, destacou que h\u00e1 pesquisas aplicadas em v\u00e1rios pa\u00edses latino-americanos, que v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o da OMS. Na Argentina, por exemplo, estudos realizados nas prov\u00edncias de Ros\u00e1rio e C\u00f3rdoba \u201ctestemunham claramente o aumento dos casos de c\u00e2ncer, que em certas situa\u00e7\u00f5es chegam a triplicar ou quintuplicar a m\u00e9dia nacional\u201d.<\/p>\n<p>Outro exemplo: na Col\u00f4mbia, o informe <i>Glifosato, Prontu\u00e1rio de Um Praguicida<\/i>, elaborado pela Rap-AL, as fumiga\u00e7\u00f5es com Roundup em grandes \u00e1reas para erradicar cultivos de coca e papoula causaram incidentes de envenenamento em mais de quatro mil pessoas e animais. Esse estudo inclui casos de intoxica\u00e7\u00e3o no Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.<\/p>\n<p>Souza criticou o fato de na Am\u00e9rica Latina o herbicida ser vendido sem restri\u00e7\u00f5es em lojas de forragens, agroqu\u00edmicos, ferragens e com\u00e9rcios semelhantes, muitas vezes \u201cfracionado e em embalagens de refrigerante\u201d. St\u00e9dile, tamb\u00e9m integrante da organiza\u00e7\u00e3o internacional Via Camponesa, espera que essa regi\u00e3o e tamb\u00e9m a Europa pro\u00edbam sua aplica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, como fez a Holanda.<\/p>\n<p>Ele prop\u00f4s como alternativa \u201cuma produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, que combine o conhecimento cient\u00edfico com a sabedoria milenar dos camponeses, para desenvolver cultivos sem uso de venenos, adequados a cada bioma\u201d. Essa metodologia aumentou \u201ca produtividade do solo e do trabalho, melhor do que as pr\u00e1ticas que utilizam venenos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Vicente refor\u00e7ou que n\u00e3o se trata de substituir o glifosato por novos herbicidas, v\u00e1rios ainda mais t\u00f3xicos, \u201cmas de mudar para um modelo de agricultura agroecol\u00f3gica de base camponesa, que se oriente para a soberania alimentar de nossos povos\u201d.<\/p>\n<p>Para St\u00e9dile, os governos sul-americanos mant\u00eam o apoio \u00e0 agricultura transg\u00eanica, apesar das evid\u00eancias dos danos sanit\u00e1rios e ambientais, porque pensam que \u201co agroneg\u00f3cio pode ajudar a economia aumentando as exporta\u00e7\u00f5es de <i>commodities<\/i> (mat\u00e9rias-primas), contribuindo para o desequil\u00edbrio de suas balan\u00e7as comerciais\u201d. Essa \u201cilus\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es\u201d impede os governos de enfrentarem o que qualificou de \u201cverdadeiro genoc\u00eddio\u201d, lamentou.<\/p>\n<p>Vicente pediu que, agora que a OMS ratifica investiga\u00e7\u00f5es regionais, isso \u201cse reflita em medidas concretas\u201d governamentais.<\/p>\n<p>Em um comunicado a Monsanto criticou o informe dos cientistas da OMS como \u201cci\u00eancia lixo\u201d e pediu uma retifica\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, ao que os cientistas recordaram que sua indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que o glifosato \u00e9 \u201cprov\u00e1vel\u201d cancer\u00edgeno, e n\u00e3o dando isso como certo. A companhia considerou que \u00e9 \u201cincompat\u00edvel\u201d com d\u00e9cadas de \u201ccont\u00ednuos exames exaustivos de seguran\u00e7a\u201d realizados sobre o glifosato por \u201cautoridades reguladoras de l\u00edderes de todo o mundo, que o qualificaram de seguro para a sa\u00fade humana\u201d.<\/p>\n<p>Para Lajmanovich, a posi\u00e7\u00e3o de uma empresa \u201cn\u00e3o pode prevalecer sobre a de uma institui\u00e7\u00e3o internacional de reconhecido prest\u00edgio e reitora do cuidado da sa\u00fade mundial como a OMS\u201d. Tamb\u00e9m recordou que a Monsanto considerava os informes da OMS como \u201cboa ci\u00eancia\u201d quando apontavam que o glifosato era \u201cin\u00f3cuo\u201d.<\/p>\n<p><b>Consumo de glifosato no Cone Sul<\/b><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9, desde 2008, o maior consumidor mundial por pessoa de pesticidas e absorve 20% de sua demanda mundial. O glifosato representa quase 40% de suas aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A Argentina consumiu, em 2011, 238 milh\u00f5es de litros de glifosato, aumento de 1.190% em rela\u00e7\u00e3o a 1996, quando o pa\u00eds come\u00e7ou a produzir soja transg\u00eanica.<\/p>\n<p>No Paraguai, sexto produtor mundial de soja transg\u00eanica, foram aplicados mais de 13 milh\u00f5es de litros de glifosato em 2007.<\/p>\n<p>No Uruguai, onde tamb\u00e9m avan\u00e7a esse cultivo transg\u00eanico, foram aplicados em 2012 pelo menos de 12 milh\u00f5es de litros. (Fonte: Grain) Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Buenos Aires, Argentina, 9\/4\/2015 &ndash; Ap&oacute;s o pronunciamento da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) sobre os efeitos &ldquo;provavelmente cancer&iacute;genos&rdquo; do glifosato, intensifica-se a campanha na Am&eacute;rica Latina para proibir, &ldquo;antes que seja tarde&rdquo;, esse herbicida, o mais vendido na regi&atilde;o e usado maci&ccedil;amente nos cultivos transg&ecirc;nicos. 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