{"id":18842,"date":"2015-04-24T12:35:58","date_gmt":"2015-04-24T12:35:58","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=132989"},"modified":"2015-04-24T12:35:58","modified_gmt":"2015-04-24T12:35:58","slug":"erradicar-a-malaria-continua-como-meta-pendente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/04\/ultimas-noticias\/erradicar-a-malaria-continua-como-meta-pendente\/","title":{"rendered":"Erradicar a mal\u00e1ria continua como meta pendente"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_132991\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/malaria.jpg\"><img class=\"wp-image-132991 size-full\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/malaria.jpg\" alt=\"Fatomata Nafo-Traor\u00e9, diretora-executiva da Associa\u00e7\u00e3o Roll Back Malaria (RBM). Foto: Cortesia da autora\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Fatomata Nafo-Traor\u00e9, diretora-executiva da Associa\u00e7\u00e3o Roll Back Malaria (RBM). Foto: Cortesia da autora<\/p><\/div>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 24\/4\/2015 \u2013 Amanh\u00e3, 25 de abril, ser\u00e1 celebrado o \u00faltimo Dia Mundial da Mal\u00e1ria** antes do vencimento do prazo para cumprir os oito Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM), um dos quais \u00e9 combater o HIV\/aids, a mal\u00e1ria e outras enfermidades.<\/p>\n<p>A maioria dos 189 governantes presentes \u00e0 C\u00fapula do Mil\u00eanio, como s\u00e3o conhecidas as inst\u00e2ncias inaugurais da Assembleia Geral de 2000, quando acordaram os oito grandes objetivos de desenvolvimento, j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o em seus cargos, mas o compromisso permitiu unir esfor\u00e7os para um futuro melhor para a humanidade.<\/p>\n<p>Os ODM propunham reduzir pela metade a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que vivem na indig\u00eancia e sofrem fome, alcan\u00e7ar educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria universal, promover a igualdade de g\u00eanero, reduzir a mortalidade infantil em dois ter\u00e7os e a materna em tr\u00eas quartos, entre 1990 e 2015, lutar contra a expans\u00e3o do v\u00edrus HIV, causador da aids, a mal\u00e1ria e outras enfermidades, assegurar a sustentabilidade ambiental, e gerar uma alian\u00e7a mundial para o desenvolvimento entre o Norte e o Sul.<\/p>\n<p>No caso do controle e da elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria o \u00eaxito foi exponencial. Desde come\u00e7o do novo mil\u00eanio, mais de quatro milh\u00f5es de vidas foram salvas gra\u00e7as \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o em massa de mosquiteiros tratados com inseticida, fumiga\u00e7\u00e3o de interiores, melhorias no tratamento e r\u00e1pido diagn\u00f3stico no local. Nos \u00faltimos 15 anos, a mortalidade por essa doen\u00e7a diminuiu 47% no mundo e 55% na \u00c1frica.<\/p>\n<p>De fato, 64 pa\u00edses conseguiram cumprir a meta espec\u00edfica de \u201cter detido e come\u00e7ado a reduzir, em 2015, a incid\u00eancia da mal\u00e1ria e de outras doen\u00e7as graves\u201d. Isso significa menos mortalidade neonatal e materno-infantil, menos dias perdidos de escola e trabalho, comunidades mais produtivas, sistemas de sa\u00fade mais fortes e economias mais pujantes.<\/p>\n<p>Mas os \u00eaxitos s\u00e3o fr\u00e1geis e seu impacto \u00e9 desigual. Agora que passamos dos ODM para os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) n\u00e3o devemos esquecer as tarefas pendentes nem as metas n\u00e3o cumpridas. Ainda h\u00e1 popula\u00e7\u00f5es em risco que continuam sofrendo mortes desnecess\u00e1rias, sofrendo e perdendo o sustento devido a essa doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A iniciativa da Associa\u00e7\u00e3o Rol Back Malaria (RBM) conseguiu importantes avan\u00e7os nos \u00faltimos 15 anos, mas h\u00e1 muito por fazer. Ainda n\u00e3o se conseguiu uma cobertura universal de mosquiteiros com inseticida, tratamento efetivo, r\u00e1pido diagn\u00f3stico e fumiga\u00e7\u00e3o de interiores. Ocorre frequentemente que trabalhadores migrantes, comunidades n\u00f4mades e outras popula\u00e7\u00f5es afastadas n\u00e3o recebem os servi\u00e7os adequados contra a mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>Estima-se que na \u00c1frica morrem dez mil mulheres por ano e entre 75 mil e 200 mil menores de um ano, al\u00e9m de muitos beb\u00eas que sofrem as consequ\u00eancias de terem contra\u00eddo a doen\u00e7a durante a gravidez da m\u00e3e. \u00c9 inaceit\u00e1vel que as pessoas mais vulner\u00e1veis de nossa sociedade continuem sendo as menos protegidas. Destinar muito mais recurso \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de m\u00e3es e fetos \u00e9 um imperativo moral. Podemos e devemos fazer mais.<\/p>\n<p>Neste importante ano de transi\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o RBM lan\u00e7ar\u00e1 seu segundo plano mundial: A\u00e7\u00e3o e Investimento para Derrotar a Mal\u00e1ria 2016-2030: Um Mundo Livre de Mal\u00e1ria\u201d. \u00c9 uma oportunidade para eliminar esse flagelo nos pr\u00f3ximos 15 anos e evitar seu ressurgimento, que traz junto um agonizante custo para a economia e um sofrimento de mortes devastadoras.<\/p>\n<p>O plano, conhecido por sua sigla em ingl\u00eas AIM, pede o aumento do investimento dentro dos novos ODS e destaque para um enfoque centrado nas pessoas, que n\u00e3o deixe ningu\u00e9m de fora. Tamb\u00e9m mostra claramente que, ao envolver todos os setores da sociedade, ser\u00e3o fomentados os esfor\u00e7os globais e gerados os t\u00e3o necess\u00e1rios recursos humanos e econ\u00f4micos para ganhar a luta contra a mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com a resist\u00eancia aos medicamentos e inseticidas prejudicando as ferramentas efetivas, os esfor\u00e7os para eliminar e controlar a mal\u00e1ria necessitar\u00e3o investimentos mais inteligentes e maior gasto internacional e nacional na medida em que os pa\u00edses onde a doen\u00e7a \u00e9 end\u00eamica passem de baixa para m\u00e9dia renda e mudem sua vis\u00e3o por objetivos mais ambiciosos.<\/p>\n<p>Investir no controle e na elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria \u00e9 investir no futuro, e sem d\u00favida \u00e9 uma das melhores aquisi\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de sa\u00fade mundial. As ferramentas s\u00e3o acess\u00edveis e a rentabilidade sobre o investimento \u00e9 alta. Se pudermos eliminar a doen\u00e7a somente na \u00c1frica subsaariana at\u00e9 2030, o mundo ganhar\u00e1 cerca de US$ 270 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Se vamos escrever a hist\u00f3ria da mal\u00e1ria, precisaremos de novas ferramentas, inova\u00e7\u00f5es que nos ajudem a concretizar nosso objetivo de um mundo livre de mal\u00e1ria, especialmente daquelas capazes de acelerar em um futuro pr\u00f3ximo a erradica\u00e7\u00e3o e atender os desafios que enfrentamos hoje em dia, como a resist\u00eancia a medicamentos e inseticidas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m precisaremos de tecnologias transformadoras, vacinas efetivas e exames cl\u00ednicos r\u00e1pidos que possam ser usados em zonas isoladas e sejam capazes de detectar casos assintom\u00e1ticos. Daqui em diante, a luta contra a mal\u00e1ria vai precisar de novas \u00eanfases, fortalecer a participa\u00e7\u00e3o nacional, empoderar as comunidades, melhorar a qualidade dos dados para a tomada de decis\u00f5es, envolver v\u00e1rios setores al\u00e9m da sa\u00fade e explorar formas de melhorar as coisas em todos os n\u00edveis, com m\u00e1xima rentabilidade.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o RBM estar\u00e1 pronta para adaptar estrat\u00e9gias e enfoques, amplificar a vontade pol\u00edtica e a disposi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds para que juntos possamos derrotar a mal\u00e1ria. A busca da humanidade por uma sociedade global sustent\u00e1vel, mais justa e saud\u00e1vel n\u00e3o ter\u00e1 \u00eaxito sem medidas para o controle e a erradica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, efetiva e de longo prazo da mal\u00e1ria nos pa\u00edses end\u00eamicos.<\/p>\n<p>Ganhar a luta contra essa doen\u00e7a significa que fam\u00edlias, comunidades e pa\u00edses v\u00e3o prosperar como nunca antes. Trabalhando juntos podemos p\u00f4r fim ao desnecess\u00e1rio sofrimento e fortalecer o potencial de pessoas, comunidades e pa\u00edses para conseguir nosso objetivo final: um mundo livre de mal\u00e1ria. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>* <strong>Fatoumata Nafo-Traor\u00e9 <\/strong>\u00e9 diretora-executiva da Associa\u00e7\u00e3o Roll Back Malaria (RBM).<\/em><\/p>\n<p><em>** O Dia Mundial da Mal\u00e1ria foi criado pelos Estados membros da OMS durante a Assembleia Mundial da Sa\u00fade, em 2007, e \u00e9 celebrado anualmente no dia 25 de abril para real\u00e7ar a necessidade de continuar investindo e de um compromisso pol\u00edtico sustent\u00e1vel para o controle e a erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. O lema da campanha 2013-2015 \u00e9 Investir no Futuro. Derrotar a Mal\u00e1ria.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 24\/4\/2015 &ndash; Amanh&atilde;, 25 de abril, ser&aacute; celebrado o &uacute;ltimo Dia Mundial da Mal&aacute;ria** antes do vencimento do prazo para cumprir os oito Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (ODM), um dos quais &eacute; combater o HIV\/aids, a mal&aacute;ria e outras enfermidades. 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