{"id":1885,"date":"2006-06-19T00:00:00","date_gmt":"2006-06-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1885"},"modified":"2006-06-19T00:00:00","modified_gmt":"2006-06-19T00:00:00","slug":"educacao-universitarios-rompem-barreiras-geograficas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/06\/mundo\/educacao-universitarios-rompem-barreiras-geograficas\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o: Universit\u00e1rios rompem barreiras geogr\u00e1ficas"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, 19\/06\/2006 &ndash; Procurar educa\u00e7\u00e3o superior no exterior n\u00e3o \u00e9 um luxo exclusivo de habitantes de pa\u00edses ricos. <!--more--> Os estudantes das regi\u00f5es mais pobres do mundo tamb\u00e9m o fazem, e, inclusive, superam em n\u00famero seus colegas do Norte industrializado. Os estudantes da \u00c1frica subsaariana s\u00e3o os que mais viajam: Um em cada 16 chega a se matricular em uma universidade estrangeira, segundo informe da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).            <\/p>\n<p>Por outro lado, apenas um em cada 250 estudantes da Am\u00e9rica do Norte, incluindo o M\u00e9xico, cursa estudos superiores no exterior. Essa regi\u00e3o tem o &quot;grupo menos m\u00f3vel&quot;, segundo o relat\u00f3rio, inclu\u00eddo no Comp\u00eandio Mundial da Educa\u00e7\u00e3o 2006, do Instituto de Estat\u00edstica da Unesco. O trabalho segue o passo dos chamados &quot;estudantes m\u00f3veis&quot; e analisa as \u00faltimas tend\u00eancias nos planos educacionais do ensino de segundo grau e de ensino superior de mais de 200 na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre 1999 e 2004, o n\u00famero de estudantes m\u00f3veis em todo o mundo aumentou de 1,75 milh\u00e3o para 2,5 milh\u00f5es, o que revela uma &quot;expans\u00e3o r\u00e1pida e generalizada da educa\u00e7\u00e3o superior&quot;, segundo os pesquisadores. &quot;Este informe demonstra que a din\u00e2mica real na educa\u00e7\u00e3o superior vem dos alunos africanos, \u00e1rabes e chineses. Eles s\u00e3o a for\u00e7a motora por tr\u00e1s da internacionaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o superior&quot;, destacou o diretor do Instituto, Hendrick van der Pol. Cerca de 14% dos universit\u00e1rios estudam nos Estados Unidos, Jap\u00e3o e Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Unesco consideram que a distribui\u00e7\u00e3o global do ensino universit\u00e1rio &quot;mudou drasticamente&quot;. Em 1999, houve tantos estudantes da \u00c1frica oriental quanto da Europa ocidental matriculados fora de seus pa\u00edses. Mas quatro anos depois, os primeiros passaram dos segundos em um ter\u00e7o. Os estudantes da \u00c1frica subsaariana ainda s\u00e3o os mais m\u00f3veis do mundo. V\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o t\u00eam menos estudantes fora do que dentro de suas fronteiras.<\/p>\n<p>Os pesquisadores indicam que a maioria dos estudantes subsaarianos \u00e9 obrigada a viajar diante do limitado acesso \u00e0s universidades locais e \u00e0 baixa qualidade destas. Seus principais destinos s\u00e3o Fran\u00e7a, que recebe 21% do total; Gr\u00e3-Bretanha com 12%; Alemanha com 6%, e Portugal com 5%. O relat\u00f3rio diz que, na maioria dos casos, esses jovens raramente s\u00e3o inclu\u00eddos nas estat\u00edsticas nacionais. Em Cabo Verde, por exemplo, apenas 6% da popula\u00e7\u00e3o em idade universit\u00e1ria est\u00e1 matriculada em cursos universit\u00e1rios. Esse numero duplicaria se fossem contabilizados os que estudam no exterior.<\/p>\n<p>De modo semelhante, a propor\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas aumentaria de 17% para 24% em Mauricio, e de 6% para 11% em Botswana se os estudantes em universidades estrangeiras fossem inclu\u00eddos nos censos. Em uma tentativa de conseguir uma perspectiva global, os pesquisadores da Unesco usam novos indicadores para avaliar o fluxo de estudantes dentro e fora de mais de 100 pa\u00edses. Segundo seus estudos, cerca de 23% dos estudantes m\u00f3veis do mundo v\u00e3o para os Estados Unidos, 12% para a Gr\u00e3-Bretanha, 11% para a Alemanha, 10% para a Fran\u00e7a, 7% para a Austr\u00e1lia e 5% para o Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m revela que os estudantes m\u00f3veis representam, pelo menos, 17% dos matriculados em universidades australianas e 13% nas brit\u00e2nicas. Nos Estados Unidos e no Canad\u00e1, diminu\u00edram 3%. O estudo n\u00e3o explica a raz\u00e3o para a queda de matr\u00edculas de estrangeiros nos Estados Unidos, mas v\u00e1rios informes a atribuem \u00e0s r\u00edgidas pol\u00edticas de vistos e \u00e0s medidas de seguran\u00e7a adotadas depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington.<\/p>\n<p>No ano escolar de 2002, quase 600 mil estrangeiros estudaram em universidades norte-americanas. Entre 2003 e 2004, esse n\u00famero caiu para 14 mil e, entre 2004 e 2005, se matricularam 560 mil. Por outro lado, os pa\u00edses \u00e1rabes registraram um aumento constante na mobilidade durante os \u00faltimos cinco anos. Os estudantes dessas na\u00e7\u00f5es agora representam 7% do total mundial de inscritos em centros acad\u00eamicos fora de seus pa\u00edses. Em Djibuti, por exemplo, h\u00e1 tr\u00eas estudantes no exterior para cada dois que ficam no pa\u00eds. O estudo mostra tend\u00eancias similares na Maurit\u00e2nia, no Marrocos e Qatar, onde a propor\u00e7\u00e3o de universit\u00e1rios fora das fronteiras \u00e9 de 22%, 15% e 13%, respectivamente.<\/p>\n<p>Por sua vez, os pa\u00edses da Europa ocidental, principalmente Fran\u00e7a, Alemanha, It\u00e1lia e Gr\u00e9cia, enviam mais de 400 mil estudantes para o exterior, o que representa 17% do total global. Tamb\u00e9m h\u00e1 mais estudantes no estrangeiro do que em casa em Chipre, Andorra e Luxemburgo. Os da \u00c1sia meridional e ocidental constituem cerca de 8% do total global de matriculados fora de seus pa\u00edses. Dois ter\u00e7os procedem da \u00cdndia e a metade busca educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria na Am\u00e9rica do Norte, principalmente nos Estados Unidos, enquanto 25% preferem Gr\u00e3-Bretanha e Austr\u00e1lia. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, 19\/06\/2006 &ndash; Procurar educa\u00e7\u00e3o superior no exterior n\u00e3o \u00e9 um luxo exclusivo de habitantes de pa\u00edses ricos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/06\/mundo\/educacao-universitarios-rompem-barreiras-geograficas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":87,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,4],"tags":[20,21],"class_list":["post-1885","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-mundo","tag-educacion","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1885","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/87"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1885"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1885\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}