{"id":18871,"date":"2015-04-29T13:35:32","date_gmt":"2015-04-29T13:35:32","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=133268"},"modified":"2015-06-15T10:49:05","modified_gmt":"2015-06-15T10:49:05","slug":"oceanos-teriam-riqueza-de-us-24-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/04\/ultimas-noticias\/oceanos-teriam-riqueza-de-us-24-trilhoes\/","title":{"rendered":"Oceanos teriam riqueza de US$ 24 trilhoes"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_133270\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/coral.jpg\"><img class=\"wp-image-133270\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/coral.jpg\" alt=\"Ecossistema de arrecifes coralinos no Ref\u00fagio Nacional de Vida Silvestre do Atol de Palmyra, nos Estados Unidos. Foto: Jim Maragos\/Servi\u00e7os de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos\u00a0\" width=\"540\" height=\"360\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Ecossistema de arrecifes coralinos no Ref\u00fagio Nacional de Vida Silvestre do Atol de Palmyra, nos Estados Unidos. Foto: Jim Maragos\/Servi\u00e7os de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos<\/p><\/div>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 29\/4\/2015 \u2013 As riquezas sem aproveitar dos oceanos teriam um valor aproximado de US$ 24 trilh\u00f5es, equivalente a v\u00e1rias das maiores economias do mundo, segundo um informe do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) publicado na segunda quinzena de abril. O estudo, que descreve os oceanos como pot\u00eancias econ\u00f4micas, alerta que a superexplora\u00e7\u00e3o, o uso indevido e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e3o solapando rapidamente os recursos de alto mar.<\/p>\r\n<p>\u201cO oceano rivaliza com a riqueza dos pa\u00edses mais ricos do mundo, mas estamos permitindo que se afunde nas profundidades de uma economia falida\u201d, afirmou Marco Lambertini, diretor-geral da WWF Internacional. \u201cComo acionistas respons\u00e1veis, n\u00e3o podemos esperar com seriedade continuar extraindo imprudentemente os valiosos bens do oceano sem investir em seu futuro\u201d, acrescentou.<\/p>\r\n<p>Se compararmos com as 10 maiores economias do planeta, os oceanos ocupariam o s\u00e9timo lugar, com um valor anual de bens e servi\u00e7os de US$ 2,5 trilh\u00f5es, segundo o informe <em>Reativar a economia oce\u00e2nica<\/em>, elaborado pelo WWF em associa\u00e7\u00e3o com o Instituto da Mudan\u00e7a Mundial, da Universidade de Queensland, da Austr\u00e1lia, e a consultoria <em>The Boston Consulting Group<\/em>. O valor atual dos oceanos em sua totalidade chegaria a US$ 24 trilh\u00f5es, calcula o estudo.<\/p>\r\n<p>Ap\u00f3s nove anos de intensas negocia\u00e7\u00f5es, um Grupo de Trabalho da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), integrado pelos 193 Estados membros, acordou em janeiro convocar uma confer\u00eancia intergovernamental para redigir um tratado juridicamente vinculante com a finalidade de conservar a vida marinha e os recursos gen\u00e9ticos dos oceanos, que agora est\u00e3o, em grande parte, fora do alcance da lei.<\/p>\r\n<p>Palitha Kohona, um dos presidentes do Grupo de Trabalho, que foi embaixador do Sri Lanka junto \u00e0 ONU, disse \u00e0 IPS que os oceanos s\u00e3o a pr\u00f3xima fronteira para a explora\u00e7\u00e3o comercial de grandes empresas, sobretudo aquelas que buscam desenvolver produtos farmac\u00eauticos lucrativos a partir de organismos vivos e n\u00e3o vivos que existem em grande quantidade nas \u00e1guas de alto mar.<\/p>\r\n<p>\u201cOs pa\u00edses tecnicamente avan\u00e7ados, que j\u00e1 est\u00e3o com seus navios de pesquisa nos oceanos, e alguns dos quais desenvolvem produtos, inclu\u00eddos valiosos medicamentos, com base no material biol\u00f3gico extra\u00eddo de alto mar, resistem \u00e0 ideia de regular a explora\u00e7\u00e3o deste tipo de material e compartilhar seus benef\u00edcios\u201d, acrescentou Kohona.<\/p>\r\n<p>Segundo a ONU, as \u00e1guas de alto mar s\u00e3o aquelas que ficam fora das zonas de exclus\u00e3o econ\u00f4mica nacionais, que constituem 64% dos oceanos, e o leito marinho que est\u00e1 al\u00e9m das plataformas continentais de cada pa\u00eds. Estas \u00e1reas representam quase 50% da superf\u00edcie da Terra, e incluem alguns dos ecossistemas mais importantes para o ambiente, criticamente amea\u00e7ados e menos protegidos do planeta.<\/p>\r\n<p>O tratado internacional proposto, o <em>Acordo sobre a Biodiversidade em Alto Mar<\/em>, abordaria o marco legal e institucional insuficiente, fragmentado e mal implementado que, atualmente, n\u00e3o protege os mares internacionais das numerosas amea\u00e7as que enfrentam no s\u00e9culo XXI. Segundo o informe do WWF, mais de dois ter\u00e7os do valor anual dos oceanos dependem do estado saud\u00e1vel das \u00e1guas para manter sua produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\r\n<p>A pesca minguante, o desmatamento dos mangues, bem com o desaparecimento dos corais e da vegeta\u00e7\u00e3o marinha amea\u00e7am a potencialidade econ\u00f4mica dos oceanos que sustenta os meios de vida de milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo. O informe tamb\u00e9m alerta que o oceano est\u00e1 mudando mais rapidamente do que em qualquer outro momento da hist\u00f3ria. Ao mesmo tempo, o crescimento demogr\u00e1fico e a depend\u00eancia humana do mar fazem com que a restaura\u00e7\u00e3o da econ\u00f4mica oce\u00e2nica e de seus principais recursos seja um assunto de urg\u00eancia internacional.<\/p>\r\n<p>O estudo do WWF especificamente indica a mudan\u00e7a clim\u00e1tica como principal causa da decad\u00eancia da sa\u00fade dos oceanos. No ritmo atual do aquecimento global, os arrecifes de coral, que proporcionam alimentos, emprego e prote\u00e7\u00e3o contra as tempestades a centenas de milh\u00f5es de pessoas, desaparecer\u00e3o completamente at\u00e9 2050. Mais do que aquecer as \u00e1guas, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica provoca o aumento da acidez dos oceanos, algo que o meio ambiente demorar\u00e1 centenas de gera\u00e7\u00f5es para remediar.<\/p>\r\n<p>A superexplora\u00e7\u00e3o \u00e9 outra das principais causas da decad\u00eancia oce\u00e2nica, j\u00e1 que 90% da popula\u00e7\u00e3o mundial de peixes foi superexplorada ou explorada em 100%, afirma o estudo. A popula\u00e7\u00e3o de atum vermelho do Pac\u00edfico diminuiu 96%, segundo o WWF.<\/p>\r\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 muito tarde para reverter estas tend\u00eancias preocupantes e garantir um oceano saud\u00e1vel que beneficie as pessoas, as empresas e a natureza\u201d, afirma o documento, ao mesmo tempo em que prop\u00f5e um plano de a\u00e7\u00e3o de oito pontos que restauraria os recursos oce\u00e2nicos em todo seu potencial.<\/p>\r\n<p>Entre as solu\u00e7\u00f5es mais urgentes est\u00e1 a incorpora\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o dos oceanos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) que a ONU propor\u00e1 este ano, a ado\u00e7\u00e3o de medidas internacionais contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e o cumprimento dos compromissos assumidos para proteger as \u00e1reas costeiras marinhas.<\/p>\r\n<p>\u201cO oceano nos alimenta, nos d\u00e1 emprego e sustenta nossa sa\u00fade e nosso bem-estar. Mas, estamos permitindo que se desmorone diante de nossos olhos. Se os relatos cotidianos sobre a m\u00e1 sa\u00fade dos oceanos n\u00e3o inspiram nossos dirigentes, talvez o fa\u00e7a a dura an\u00e1lise econ\u00f4mica\u201d, afirmou Lambertini. \u201cTemos que trabalhar seriamente para proteger os oceanos, come\u00e7ando por compromissos mundiais reais sobre o clima e o desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 29\/4\/2015 &ndash; As riquezas sem aproveitar dos oceanos teriam um valor aproximado de US$ 24 trilh&otilde;es, equivalente a v&aacute;rias das maiores economias do mundo, segundo um informe do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) publicado na segunda quinzena de abril. 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