{"id":19052,"date":"2015-05-08T12:34:48","date_gmt":"2015-05-08T12:34:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=193396"},"modified":"2015-06-04T21:14:51","modified_gmt":"2015-06-04T21:14:51","slug":"queda-no-preco-do-petroleo-beneficia-ilhas-do-pacifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/05\/ultimas-noticias\/queda-no-preco-do-petroleo-beneficia-ilhas-do-pacifico\/","title":{"rendered":"Queda no pre\u00e7o do petr\u00f3leo beneficia ilhas do Pac\u00edfico"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_193397\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Catherine_OilPrices-629x472-629x472.jpg\"><img class=\"wp-image-193397\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Catherine_OilPrices-629x472-629x472.jpg\" alt=\"O transporte nas ilhas do Pac\u00edfico, inclu\u00eddo o dos navios cargueiros, depende em grande parte dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Foto: Catherine Wilson\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O transporte nas ilhas do Pac\u00edfico, inclu\u00eddo o dos navios cargueiros, depende em grande parte dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Foto: Catherine Wilson\/IPS<\/p><\/div>\r\n<p><em>Por Catherine Wilson, da IPS<\/em><\/p>\r\n<p>Canberra, Austr\u00e1lia, 8\/5\/2015 \u2013 A recente e dr\u00e1stica queda dos pre\u00e7os mundiais do petr\u00f3leo, de US$ 115, em junho de 2014, para US$ 66, ao final de abril, para o barril do tipo Brent, come\u00e7a a beneficiar as ilhas do Pac\u00edfico, que agora pagam menos pelo combust\u00edvel e pela energia que consomem.<\/p>\r\n<p>Embora o pre\u00e7o mundial do barril (159 litros) tenha subido para US$ 68 nos primeiros dias dessem\u00eas, os especialistas seguem prognosticando ganhos fiscais para a regi\u00e3o porque a tend\u00eancia geral reduz os custos operacionais e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os estatais.<\/p>\r\n<p>A realidade \u201csugere que os custos reduzidos de combust\u00edvel t\u00eam impacto positivo em todos os mercados insulares do Pac\u00edfico, ao menos mediante os pre\u00e7os menores cobrados, mas o impacto nos mercados secund\u00e1rios, como alimenta\u00e7\u00e3o e transporte, pode demorar mais para se concretizar\u201d, disse Alan Bartmanovich, assessor da Secretaria da Comunidade do Pac\u00edfico em Fiji. Isso se deve \u00e0 complexidade das cadeias de fornecimento e a outros fatores, como regulamenta\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do combust\u00edvel dentro dos pa\u00edses, acrescentou.<\/p>\r\n<p>O excesso da oferta mundial de petr\u00f3leo, devido ao aumento da produ\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do consumo devido ao crescimento reduzido de Europa e \u00c1sia, foram as principais causas da tend\u00eancia \u00e0 baixa dos pre\u00e7os. A decis\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o de Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (Opep), que fornece 40% da oferta mundial de petr\u00f3leo, de manter seu n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o reduziu a possibilidade de uma alta dos pre\u00e7os no curto prazo.<\/p>\r\n<p>Na regi\u00e3o insular do Pac\u00edfico vivem 10 milh\u00f5es de pessoas em 22 pa\u00edses e territ\u00f3rios que somam milhares de ilhas repartidas ao longo de 180 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados de oceano. Segundo o Banco Mundial, mais de 20% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o n\u00e3o t\u00eam como pagar suas necessidades b\u00e1sicas, enquanto entre 30% e 50%, apenas, possuem emprego em Fiji, Micron\u00e9sia, Kiribati, Ilhas Marshall, Nauru, Samoa, Tonga e Tuvalu.<\/p>\r\n<p>O baixo pre\u00e7o do petr\u00f3leo \u00e9 de vital import\u00e2ncia para melhorar a vida e o desenvolvimento de milh\u00f5es de pessoas, j\u00e1 que a grande maioria vive em zonas rurais com pouco acesso aos servi\u00e7os b\u00e1sicos e aos mercados de trabalho internacionais.<\/p>\r\n<p>Muitos pa\u00edses se preparam para a transi\u00e7\u00e3o a energias renov\u00e1veis, mas a regi\u00e3o ainda depende dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, sobretudo para a energia e o transporte. A importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel equivale a 10% do produto interno bruto e regional, e nas Ilhas Cook, Guam, Nauru, Niue e Tuvalu ainda se usa diesel para gerar energia.<\/p>\r\n<div id=\"attachment_193399\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Catherine_OilPrices2.jpg\"><img class=\"wp-image-193399\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Catherine_OilPrices2.jpg\" alt=\"As comunidades rurais nas Ilhas Salom\u00e3o utilizam combust\u00edveis f\u00f3sseis para suas canoas motorizadas. Foto: Catherine Wilson\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As comunidades rurais nas Ilhas Salom\u00e3o utilizam combust\u00edveis f\u00f3sseis para suas canoas motorizadas. Foto: Catherine Wilson\/IPS<\/p><\/div>\r\n<p>O transporte do petr\u00f3leo \u00e0s pequenas ilhas do Pac\u00edfico, dispersas em grandes dist\u00e2ncias mar\u00edtimas, implica complexas e caras cadeias de fornecimento. Dentro dos pr\u00f3prios pa\u00edses o transporte \u00e0s zonas afastadas pode encarecer o pre\u00e7o final para o consumidor de 20% a 40%.<\/p>\r\n<p>\u201cH\u00e1 apenas um m\u00eas o povo de Fiji come\u00e7ou a desfrutar dos benef\u00edcios reais da baixa do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, em particular nas bombas de gasolina, mas tamb\u00e9m para as necessidades b\u00e1sicas, como o querosene\u201d, explicou Maureen Penjueli, coordenadora da organiza\u00e7\u00e3o independente Rede do Pac\u00edfico sobre Globaliza\u00e7\u00e3o. Desde 2014, o pre\u00e7o do diesel, usado nos geradores de energia, caiu de US$ 1,17 para US$ 0,82 o litro, em abril, em Fiji. Nesse per\u00edodo, o custo do querosene baixou de US$ 1,09 para US$ 0,62 por litro. \u201cA maioria das pessoas depende do querosene como fonte de energia para cozinhar\u201d, disse Penjueli.<\/p>\r\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 bem-vinda depois que os crescentes pre\u00e7os do petr\u00f3leo em 2002-2008 e a crise financeira mundial exacerbaram a press\u00e3o fiscal, o que custou a muitos pa\u00edses da regi\u00e3o cerca de 10% de sua renda nacional bruta. O aumento da infla\u00e7\u00e3o e dos d\u00e9ficits comerciais reduziu a capacidade dos governos para combater a pobreza e oferecer programas de desenvolvimento e servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\r\n<p>A popula\u00e7\u00e3o sofreu altas em alimentos, eletricidade e transporte. Entre 2009 e 2010, os pre\u00e7os de alguns alimentos b\u00e1sicos subiram entre 50% e 100% em pelo menos seis pa\u00edses insulares do Pac\u00edfico. Segundo Penjueli, a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do combust\u00edvel ainda n\u00e3o alterou o pre\u00e7o dos alimentos.<\/p>\r\n<p>O Banco Mundial afirma que uma queda de 10% no pre\u00e7o mundial do petr\u00f3leo provavelmente impulsione um crescimento econ\u00f4mico de 0,1% a 0,5% nos pa\u00edses importadores de petr\u00f3leo.<\/p>\r\n<p>Apesar de os pre\u00e7os baixarem entre 30% e 40% em 2014-2015, as previs\u00f5es atuais de crescimento para a regi\u00e3o seguem reduzidas. A previs\u00e3o \u00e9 de que o crescimento do PIB nas Ilhas Salom\u00e3o, Fiji e Vanuatu este ano se mantenha em 3,5%, 2,5% e 3,2%, respectivamente. Os pre\u00e7os mundiais do petr\u00f3leo continuar\u00e3o baixos durante este ano e aumentar\u00e3o marginalmente em 2016, segundo as previs\u00f5es.<\/p>\r\n<p>Dibyendu Maitim, professor da Escola de Economia da Universidade do Pac\u00edfico Sul, em Fiji, destacou a import\u00e2ncia de os governos responderem \u00e0s mudan\u00e7as do pre\u00e7o. \u201cComo e em qual medida poder\u00e3o obter benef\u00edcios a partir da dr\u00e1stica queda no pre\u00e7o do petr\u00f3leo depende da rapidez com que ajustarem sua meta de infla\u00e7\u00e3o e canalizarem o gasto p\u00fablico para a infraestrutura e outros programas de desenvolvimento\u201d, afirmou.<\/p>\r\n<p>Algumas das prioridades s\u00e3o investir mais em educa\u00e7\u00e3o superior e capacita\u00e7\u00e3o e \u201cincentivar o setor privado a participar com mais investimento. Isto teria um efeito de expans\u00e3o no longo prazo, com aumento no emprego\u201d, disse Maiti \u00e0 IPS.<\/p>\r\n<p>Al\u00e9m do mercado do petr\u00f3leo, a redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade das ilhas do Pac\u00edfico diante das crises econ\u00f4micas, junto com a redu\u00e7\u00e3o da carga financeira que implica a importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, exige que os pa\u00edses se convertam \u00e0 energia renov\u00e1vel gerada localmente.<\/p>\r\n<p>Em 2012 o pequeno territ\u00f3rio polin\u00e9sio de Tokelau liderou o caminho ao se converter em 100% a um sistema de energia renov\u00e1vel solar que fornece energia aos seus 1.411 habitantes. Foi uma medida fundamental para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, j\u00e1 que o PIB de Tokelau chega a US$ 1,5 milh\u00e3o, enquanto sua conta anual de importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel atingia US$ 754 mil. 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