{"id":19162,"date":"2015-06-12T12:43:22","date_gmt":"2015-06-12T12:43:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=195906"},"modified":"2015-06-12T12:43:22","modified_gmt":"2015-06-12T12:43:22","slug":"a-pesca-e-a-agricultura-sao-oficios-de-alto-risco-em-gaza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/06\/ultimas-noticias\/a-pesca-e-a-agricultura-sao-oficios-de-alto-risco-em-gaza\/","title":{"rendered":"A pesca e a agricultura s\u00e3o of\u00edcios de alto risco em Gaza"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_195908\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Gazapescadores.jpg\"><img class=\"wp-image-195908\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Gazapescadores.jpg\" alt=\"Os pescadores de Gaza, Ibrahim Al Quka e seu irm\u00e3o Sami Al Quka, que perdeu a m\u00e3o quando a marinha israelense disparou contra ele, embora estivesse dentro da zona de pesca restringida por Israel. Foto: Mel Frykberg\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Os pescadores de Gaza, Ibrahim Al Quka e seu irm\u00e3o Sami Al Quka, que perdeu a m\u00e3o quando a marinha israelense disparou contra ele, embora estivesse dentro da zona de pesca restringida por Israel. Foto: Mel Frykberg\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por<strong>\u00a0<\/strong>Mel Frykberg, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Ramal\u00e1, Cisjord\u00e2nia, 12\/6\/2015 \u2013 Tr\u00eas palestinos ficaram feridos quando for\u00e7as navais israelenses abriram fogo contra barcos de pesca diante das costas de Al Sudaniyya, no norte da Faixa de Gaza, elevando para 15 o n\u00famero de agricultores e pescadores baleados pela marinha de Israel. Este pa\u00eds restringe o trabalho dos pescadores de Gaza a uma zona de tr\u00eas milhas n\u00e1uticas da costa de Gaza. Por\u00e9m, mesmo dentro dessa \u00e1rea a marinha israelense feriu ou matou v\u00e1rios trabalhadores, ou destruiu ou confiscou suas embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como a maioria dos bancos de pesca fica mar adentro, a ind\u00fastria pesqueira de Gaza tem sido dizimada e milhares de seus moradores s\u00e3o privados dos meios para manterem suas fam\u00edlias. Os agricultores que tentam chegar aos seus campos agr\u00edcolas dentro da zona de separa\u00e7\u00e3o da fronteira com Israel, que varia de 500 metros a um quil\u00f4metro, tamb\u00e9m s\u00e3o alvos habituais das for\u00e7as israelenses, que os ferem e, em certas ocasi\u00f5es, os matam.<\/p>\n<p>As limita\u00e7\u00f5es israelenses \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de Gaza tamb\u00e9m prejudicaram dois dos seus principais mercados, a ocupada Cisjord\u00e2nia e Israel. Os produtos agr\u00edcolas e bens manufaturados eram a base da economia do territ\u00f3rio costeiro, antes que Israel e Egito impusessem o bloqueio a Gaza.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o conflito armado de julho e agosto de 2014, entre o movimento isl\u00e2mico Hamas e Israel, que registrou o bombardeio inclemente sobre o territ\u00f3rio palestino por militares de Tel Aviv, uma das condi\u00e7\u00f5es para o cessar-fogo foi a flexibiliza\u00e7\u00e3o do bloqueio. Embora Israel tenha permitido algumas exporta\u00e7\u00f5es de Gaza, estas n\u00e3o foram suficientes para revitalizar a deca\u00edda econ\u00f4mica local.<\/p>\n<p>Analistas e comentaristas pol\u00edticos alertaram repetidamente que o cont\u00ednuo ass\u00e9dio e as restri\u00e7\u00f5es de Israel sobre Gaza poderiam desestabilizar ainda mais a regi\u00e3o, o que provocaria mais viol\u00eancia e, possivelmente, uma nova guerra. Um informe sobre a situa\u00e7\u00e3o, realizado pelo Comit\u00ea Ad Hoc de Liga\u00e7\u00e3o do Escrit\u00f3rio do Representante do Quarteto de Paz para o Oriente M\u00e9dio, integrado por Estados Unidos, R\u00fassia, Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e Uni\u00e3o Europeia, foi divulgado ap\u00f3s uma reuni\u00e3o realizada em Bruxelas, no dia 27 de maio.<\/p>\n<p>Segundo o documento, \u201cmais de um ano depois do rompimento das conversa\u00e7\u00f5es entre Israel e os palestinos, ainda n\u00e3o existe um horizonte pol\u00edtico tang\u00edvel \u00e0 vista. O \u00faltimo ano nos recordou em v\u00e1rias ocasi\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 onde persistem os focos de tens\u00e3o e as dificuldades, com tamb\u00e9m que, na falta de um horizonte pol\u00edtico, o vazio \u00e9 preenchido rapidamente de animosidade e viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_195909\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gazadestruicao.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-195909\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gazadestruicao.jpg\" alt=\"A destrui\u00e7\u00e3o em Gaza ap\u00f3s o conflito armado de 2014 entre o Hamas e Israel. Foto: Mel Frykberg\/IPS\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A destrui\u00e7\u00e3o em Gaza ap\u00f3s o conflito armado de 2014 entre o Hamas e Israel. Foto: Mel Frykberg\/IPS<\/p><\/div>\n<p>O informe descreve como a elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es israelenses ao movimento, com\u00e9rcio e acesso dos palestinos \u00e9 essencial para garantir o crescimento econ\u00f4mico. \u201cAs restri\u00e7\u00f5es ao movimento e acesso, tanto f\u00edsicas como normativas, s\u00e3o obst\u00e1culos ao desenvolvimento econ\u00f4mico na Cisjord\u00e2nia e na Faixa de Gaza, e afetam quase todos os aspectos da vida palestina\u201d, acrescenta o documento.<\/p>\n<p>Israel ajudaria o emprego e a economia de Gaza se aliviasse o bloqueio, o que fortaleceria o setor privado. Isto, por sua vez, reduziria as tens\u00f5es e contribuiria para as necessidades de seguran\u00e7a israelenses. A falta de acordo entre Hamas e Israel \u00e9 agravada pela paralisa\u00e7\u00e3o dentro do governo de unidade palestino, porque n\u00e3o existe consenso entre o Hamas e o Fatah para governar de maneira conjunta em Gaza e Cisjord\u00e2nia. Esta rivalidade atrasou a ajuda internacional, sem a qual n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel a reconstru\u00e7\u00e3o, remodela\u00e7\u00e3o e o crescimento econ\u00f4mico de Gaza.<\/p>\n<p>O Escrit\u00f3rio do Representante do Quarteto destacou cinco \u00e1reas de desenvolvimento que devem receber aten\u00e7\u00e3o para melhorar a situa\u00e7\u00e3o: um governo palestino eficaz, movimento e com\u00e9rcio, infraestrutura confi\u00e1vel, investimento e uso sustent\u00e1vel da terra. No entanto, o governo de Israel continua com o plano de reassentar milhares de bedu\u00ednos na Cisjord\u00e2nia e em Israel, depois de receber a aprova\u00e7\u00e3o da Suprema Corte. Cerca de sete mil bedu\u00ednos do centro da Cisjord\u00e2nia, em sua maioria residentes ao leste de Jerusal\u00e9m, e mais 450 no sul de Hebron ser\u00e3o \u201creassentados\u201d \u00e0 for\u00e7a.<\/p>\n<p>Os traslados for\u00e7ados s\u00e3o acompanhados de outras medidas coercitivas, como demoli\u00e7\u00e3o de casas e de obras de infraestreutura com o argumento de que foram constru\u00eddas sem autoriza\u00e7\u00e3o, segundo o Escrit\u00f3rio da ONU para a Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Humanit\u00e1rios. Entretanto, na zona C da Cisjord\u00e2nia, que compreende 60% do territ\u00f3rio, pouqu\u00edssimas autoriza\u00e7\u00f5es foram emitidas pela Administra\u00e7\u00e3o Civil de Israel, que controla a Cisjord\u00e2nia, porque a maior parte da terra foi apropriada para a expans\u00e3o dos assentamentos israelenses.<\/p>\n<p>\u201cOs bedu\u00ednos e pastores correm risco de traslado for\u00e7ado, em uma grave viola\u00e7\u00e3o do Quarto Conv\u00eanio de Genebra (relativo \u00e0 prote\u00e7\u00e3o devida \u00e0s pessoas civis em tempo de guerra), bem como m\u00faltiplas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos\u201d, afirmou o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon. Os bedu\u00ednos do assentamento n\u00e3o reconhecido de Umm al Hiran, no deserto de Neguev, em Israel, tamb\u00e9m podem ser reassentados pela for\u00e7a depois que a Suprema Corte rejeitou sua apela\u00e7\u00e3o para que pudessem ficar.<\/p>\n<p>\u201cEste tribunal n\u00e3o \u00e9 o lugar para criar o caos\u201d, afirmou o juiz Elyakjim Rubinstein recentemente, ao rejeitar a apela\u00e7\u00e3o dos residentes bedu\u00ednos no assentamento, informou o jornal israelense <em>Haaretz<\/em>. Na senten\u00e7a, Rubinstein diz que os residentes, que ser\u00e3o desalojados de suas casas demolidas para dar lugar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da cidade judia de Hiran, vivem no lugar h\u00e1 60 anos, ap\u00f3s se mudarem para a zona de Nahal Yatir em 1956 por ordem do governador militar, e que o despejo e a demoli\u00e7\u00e3o das aproximadamente 50 estruturas que constru\u00edram afetar\u00e1 a vida de centenas de pessoas.<\/p>\n<p>No entanto, o juiz acrescenta na senten\u00e7a que o despejo \u00e9 razo\u00e1vel e proporcional, porque a terra em quest\u00e3o era propriedade o Estado e que as constru\u00e7\u00f5es foram erguidas sem permiss\u00e3o. Cidad\u00e3os judeus conseguiram o direito de propriedade sobre a terra onde haviam se estabelecido, mas os direitos dos bedu\u00ednos \u00e0s suas terras nunca foram formalizados. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>A pesca e a agricultura s\u00e3o of\u00edcios de alto risco em Gaza<\/p>\n<p>Mel Frykberg, da IPS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FOTO<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/2015\/06\/la-pesca-y-la-agricultura-son-oficios-de-alto-riesgo-en-gaza\/\">http:\/\/www.ipsnoticias.net\/2015\/06\/la-pesca-y-la-agricultura-son-oficios-de-alto-riesgo-en-gaza\/<\/a><\/p>\n<p>LEGENDA 1<\/p>\n<p>Os pescadores de Gaza, Ibrahim Al Quka e seu irm\u00e3o Sami Al Quka, que perdeu a m\u00e3o quando a marinha israelense disparou contra ele, embora estivesse dentro da zona de pesca restringida por Israel. Foto: Mel Frykberg\/IPS<\/p>\n<p>LEGENDA 2<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o em Gaza ap\u00f3s o conflito armado de 2014 entre o Hamas e Israel. Foto: Mel Frykberg\/IPS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ramal\u00e1, Cisjord\u00e2nia, 12\/6\/2015 \u2013 Tr\u00eas palestinos ficaram feridos quando for\u00e7as navais israelenses abriram fogo contra barcos de pesca diante das costas de Al Sudaniyya, no norte da Faixa de Gaza, elevando para 15 o n\u00famero de agricultores e pescadores baleados pela marinha de Israel. Este pa\u00eds restringe o trabalho dos pescadores de Gaza a uma zona de tr\u00eas milhas n\u00e1uticas da costa de Gaza. Por\u00e9m, mesmo dentro dessa \u00e1rea a marinha israelense feriu ou matou v\u00e1rios trabalhadores, ou destruiu ou confiscou suas embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como a maioria dos bancos de pesca fica mar adentro, a ind\u00fastria pesqueira de Gaza tem sido dizimada e milhares de seus moradores s\u00e3o privados dos meios para manterem suas fam\u00edlias. Os agricultores que tentam chegar aos seus campos agr\u00edcolas dentro da zona de separa\u00e7\u00e3o da fronteira com Israel, que varia de 500 metros a um quil\u00f4metro, tamb\u00e9m s\u00e3o alvos habituais das for\u00e7as israelenses, que os ferem e, em certas ocasi\u00f5es, os matam.<\/p>\n<p>As limita\u00e7\u00f5es israelenses \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de Gaza tamb\u00e9m prejudicaram dois dos seus principais mercados, a ocupada Cisjord\u00e2nia e Israel. Os produtos agr\u00edcolas e bens manufaturados eram a base da economia do territ\u00f3rio costeiro, antes que Israel e Egito impusessem o bloqueio a Gaza.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o conflito armado de julho e agosto de 2014, entre o movimento isl\u00e2mico Hamas e Israel, que registrou o bombardeio inclemente sobre o territ\u00f3rio palestino por militares de Tel Aviv, uma das condi\u00e7\u00f5es para o cessar-fogo foi a flexibiliza\u00e7\u00e3o do bloqueio. Embora Israel tenha permitido algumas exporta\u00e7\u00f5es de Gaza, estas n\u00e3o foram suficientes para revitalizar a deca\u00edda econ\u00f4mica local.<\/p>\n<p>Analistas e comentaristas pol\u00edticos alertaram repetidamente que o cont\u00ednuo ass\u00e9dio e as restri\u00e7\u00f5es de Israel sobre Gaza poderiam desestabilizar ainda mais a regi\u00e3o, o que provocaria mais viol\u00eancia e, possivelmente, uma nova guerra. Um informe sobre a situa\u00e7\u00e3o, realizado pelo Comit\u00ea Ad Hoc de Liga\u00e7\u00e3o do Escrit\u00f3rio do Representante do Quarteto de Paz para o Oriente M\u00e9dio, integrado por Estados Unidos, R\u00fassia, Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e Uni\u00e3o Europeia, foi divulgado ap\u00f3s uma reuni\u00e3o realizada em Bruxelas, no dia 27 de maio.<\/p>\n<p>Segundo o documento, \u201cmais de um ano depois do rompimento das conversa\u00e7\u00f5es entre Israel e os palestinos, ainda n\u00e3o existe um horizonte pol\u00edtico tang\u00edvel \u00e0 vista. O \u00faltimo ano nos recordou em v\u00e1rias ocasi\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 onde persistem os focos de tens\u00e3o e as dificuldades, com tamb\u00e9m que, na falta de um horizonte pol\u00edtico, o vazio \u00e9 preenchido rapidamente de animosidade e viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>O informe descreve como a elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es israelenses ao movimento, com\u00e9rcio e acesso dos palestinos \u00e9 essencial para garantir o crescimento econ\u00f4mico. \u201cAs restri\u00e7\u00f5es ao movimento e acesso, tanto f\u00edsicas como normativas, s\u00e3o obst\u00e1culos ao desenvolvimento econ\u00f4mico na Cisjord\u00e2nia e na Faixa de Gaza, e afetam quase todos os aspectos da vida palestina\u201d, acrescenta o documento.<\/p>\n<p>Israel ajudaria o emprego e a economia de Gaza se aliviasse o bloqueio, o que fortaleceria o setor privado. Isto, por sua vez, reduziria as tens\u00f5es e contribuiria para as necessidades de seguran\u00e7a israelenses. A falta de acordo entre Hamas e Israel \u00e9 agravada pela paralisa\u00e7\u00e3o dentro do governo de unidade palestino, porque n\u00e3o existe consenso entre o Hamas e o Fatah para governar de maneira conjunta em Gaza e Cisjord\u00e2nia. Esta rivalidade atrasou a ajuda internacional, sem a qual n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel a reconstru\u00e7\u00e3o, remodela\u00e7\u00e3o e o crescimento econ\u00f4mico de Gaza.<\/p>\n<p>O Escrit\u00f3rio do Representante do Quarteto destacou cinco \u00e1reas de desenvolvimento que devem receber aten\u00e7\u00e3o para melhorar a situa\u00e7\u00e3o: um governo palestino eficaz, movimento e com\u00e9rcio, infraestrutura confi\u00e1vel, investimento e uso sustent\u00e1vel da terra. No entanto, o governo de Israel continua com o plano de reassentar milhares de bedu\u00ednos na Cisjord\u00e2nia e em Israel, depois de receber a aprova\u00e7\u00e3o da Suprema Corte. Cerca de sete mil bedu\u00ednos do centro da Cisjord\u00e2nia, em sua maioria residentes ao leste de Jerusal\u00e9m, e mais 450 no sul de Hebron ser\u00e3o \u201creassentados\u201d \u00e0 for\u00e7a.<\/p>\n<p>Os traslados for\u00e7ados s\u00e3o acompanhados de outras medidas coercitivas, como demoli\u00e7\u00e3o de casas e de obras de infraestreutura com o argumento de que foram constru\u00eddas sem autoriza\u00e7\u00e3o, segundo o Escrit\u00f3rio da ONU para a Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Humanit\u00e1rios. Entretanto, na zona C da Cisjord\u00e2nia, que compreende 60% do territ\u00f3rio, pouqu\u00edssimas autoriza\u00e7\u00f5es foram emitidas pela Administra\u00e7\u00e3o Civil de Israel, que controla a Cisjord\u00e2nia, porque a maior parte da terra foi apropriada para a expans\u00e3o dos assentamentos israelenses.<\/p>\n<p>\u201cOs bedu\u00ednos e pastores correm risco de traslado for\u00e7ado, em uma grave viola\u00e7\u00e3o do Quarto Conv\u00eanio de Genebra (relativo \u00e0 prote\u00e7\u00e3o devida \u00e0s pessoas civis em tempo de guerra), bem como m\u00faltiplas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos\u201d, afirmou o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon. Os bedu\u00ednos do assentamento n\u00e3o reconhecido de Umm al Hiran, no deserto de Neguev, em Israel, tamb\u00e9m podem ser reassentados pela for\u00e7a depois que a Suprema Corte rejeitou sua apela\u00e7\u00e3o para que pudessem ficar.<\/p>\n<p>\u201cEste tribunal n\u00e3o \u00e9 o lugar para criar o caos\u201d, afirmou o juiz Elyakjim Rubinstein recentemente, ao rejeitar a apela\u00e7\u00e3o dos residentes bedu\u00ednos no assentamento, informou o jornal israelense <em>Haaretz<\/em>. Na senten\u00e7a, Rubinstein diz que os residentes, que ser\u00e3o desalojados de suas casas demolidas para dar lugar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da cidade judia de Hiran, vivem no lugar h\u00e1 60 anos, ap\u00f3s se mudarem para a zona de Nahal Yatir em 1956 por ordem do governador militar, e que o despejo e a demoli\u00e7\u00e3o das aproximadamente 50 estruturas que constru\u00edram afetar\u00e1 a vida de centenas de pessoas.<\/p>\n<p>No entanto, o juiz acrescenta na senten\u00e7a que o despejo \u00e9 razo\u00e1vel e proporcional, porque a terra em quest\u00e3o era propriedade o Estado e que as constru\u00e7\u00f5es foram erguidas sem permiss\u00e3o. Cidad\u00e3os judeus conseguiram o direito de propriedade sobre a terra onde haviam se estabelecido, mas os direitos dos bedu\u00ednos \u00e0s suas terras nunca foram formalizados. 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