{"id":19219,"date":"2015-06-24T12:31:58","date_gmt":"2015-06-24T12:31:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=196517"},"modified":"2015-06-24T12:31:58","modified_gmt":"2015-06-24T12:31:58","slug":"a-resiliencia-protagoniza-novo-enfoque-em-gestao-de-desastres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/06\/ultimas-noticias\/a-resiliencia-protagoniza-novo-enfoque-em-gestao-de-desastres\/","title":{"rendered":"A resili\u00eancia protagoniza novo enfoque em gest\u00e3o de desastres"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_196518\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/inundacoes1.jpg\"><img class=\"wp-image-196518\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/inundacoes1.jpg\" alt=\"Fortes inunda\u00e7\u00f5es afetaram Jacarta, na Indon\u00e9sia. Foto: Bigstock\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Fortes inunda\u00e7\u00f5es afetaram Jacarta, na Indon\u00e9sia. Foto: Bigstock<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Kitty Stapp, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 24\/6\/2015 \u2013 Os desastres naturais j\u00e1 s\u00e3o uma realidade para milh\u00f5es de pessoas em diferentes partes do mundo, e os progn\u00f3sticos s\u00f3 fazem piorar as perspectivas. Desde fortes tuf\u00f5es, passando por inunda\u00e7\u00f5es e secas, at\u00e9 deslizamentos de terra, todos s\u00e3o epis\u00f3dios que tendem a ampliar as desigualdades existentes, entre e dentro dos pa\u00edses, e a deixar as pessoas pobres literalmente sem nada.<\/p>\n<p>Somente em 2013, tr\u00eas vezes mais pessoas perderam suas casas por causa de desastres naturais do que pela guerra, segundo novo informe do Instituto para a Lideran\u00e7a em Sustentabilidade, da brit\u00e2nica Universidade de Cambridge. O documento recomenda que um seguro de risco acess\u00edvel seja incorporado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), que entrar\u00e3o em vigor no final deste ano, considerando que se trata de uma quest\u00e3o de direitos humanos.<\/p>\n<p>\u201cOs Estados e outros atores t\u00eam o dever de proteger o direito humano \u00e0 vida, ao sustento e \u00e0 moradia de seus cidad\u00e3os, que podem estar em risco por perigos naturais se a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 alta e a resili\u00eancia baixa ou inadequada\u201d, afirma a autora do informe, Ana Gonz\u00e1lez Pel\u00e1ez. \u201cO seguro \u00e9 um elemento essencial na constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia e, para que este funcione adequadamente, \u00e9 necess\u00e1rio criar um marco normativo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Pelo menos parte desses recursos pode ser destinada \u00e0s medidas de adapta\u00e7\u00e3o que os pa\u00edses discutir\u00e3o em Paris, pontuou Pel\u00e1ez, referindo-se \u00e0 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 21) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, que acontecer\u00e1 em dezembro.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, o Grupo dos Sete (G7) pa\u00edses mais ricos se comprometeu com um seguro contra riscos vinculados \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica para cerca de 400 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel. Isso pode ser conseguido mediante uma combina\u00e7\u00e3o de sistemas de seguros p\u00fablicos, privados e m\u00fatuos ou cooperativos.<\/p>\n<p>Tom Herbstein, gerente de programa da ClimateWise, que tem entre seus membros 32 das principais companhias de seguros, afirmou que muitas delas exploram formas de ampliar a cobertura nos mercados emergentes e nas comunidades vulner\u00e1veis. \u201cMas entrar nesses mercados sup\u00f5e muitos desafios\u201d, opinou \u00e0 IPS. \u201cEntre eles est\u00e3o distribui\u00e7\u00e3o de modelos inadequados para produtos com pr\u00eamios baixos, falta de dados atuariais hist\u00f3ricos, popula\u00e7\u00e3o com dificuldades para compreender produtos financeiros dos quais nunca obteria um beneficio, e uma inseguran\u00e7a pol\u00edtica e normativa generalizada\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Por fim, Herbstein acrescentou que, se a cobertura das comunidades pobres vai ser incorporada, \u201cser\u00e1 necess\u00e1ria a coordena\u00e7\u00e3o entre seguradoras, dirigentes pol\u00edticos e outros atores, a fim de reduzir os riscos, vale dizer os custos, associados ao ingresso nesse tipo de mercado novo e desafiante\u201d.<\/p>\n<p>Pel\u00e1ez disse que os microsseguros tamb\u00e9m avan\u00e7am na estrat\u00e9gia de incorpora\u00e7\u00e3o de grandes seguradoras comerciais, como a Alliance e a Swiss Re. Em janeiro deste ano, um cons\u00f3rcio de oito institui\u00e7\u00f5es globais anunciou a cria\u00e7\u00e3o do Blue Marble Microiunsurance, uma entidade formada para abrir mercados e oferecer prote\u00e7\u00e3o de riscos em pa\u00edses em desenvolvimento e de poucos recursos.<\/p>\n<p>E j\u00e1 houve \u00eaxitos. Ap\u00f3s o tuf\u00e3o Haiyan, em outubro de 2013, a Card MBA das Filipinas pagou a quase 300 mil clientes afetados pela cat\u00e1strofe nos primeiros cinco dias ap\u00f3s o epis\u00f3dio. Por\u00e9m, alguns especialistas em desastres tamb\u00e9m afirmam que mais vale prevenir do que lamentar, e que mesmo as melhores inten\u00e7\u00f5es podem levar a resultados med\u00edocres.<\/p>\n<p>O Haiti \u00e9 o principal exemplo. H\u00e1 mais de cinco anos um brutal terremoto sacudiu esse pa\u00eds do Caribe, que j\u00e1 era o mais pobre da regi\u00e3o, e deixou mais de 230 mil mortos. Um ano depois, o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha iniciou um projeto multimilion\u00e1rio chamado Lamika, para reconstruir as moradias danificadas ou destru\u00eddas, e reuniu quase US$ 500 milh\u00f5es em doa\u00e7\u00f5es. Mas, segundo uma pesquisa realizada este ano pela ProPublica, foram constru\u00eddas apenas seis casas.<\/p>\n<p>A diretora-executiva do Instituto de Recupera\u00e7\u00e3o de Desastres (DRI), Chloe Demorovsky, ressaltou que ajudar as comunidades locais depois do desastre nunca ser\u00e1 tarefa simples. \u201cO maior erro \u00e9 esperar que aconte\u00e7a algo para responder. Muitos desastres podem ser prevenidos se houver concentra\u00e7\u00e3o na prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via das comunidades. Cada desastre apresenta desafios \u00fanicos, por isso n\u00e3o existe a possibilidade de aplicar um enfoque comum para todos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo Demorovsky, \u201cpor esse motivo, a ideia de promover a resili\u00eancia ganha terreno \u00e0 frente de enfoques tradicionais de redu\u00e7\u00e3o de riscos de desastres. Resili\u00eancia se refere \u00e0 capacidade de se recuperar de um golpe. A resili\u00eancia em termos de recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s um desastre depende dos recursos, do n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o e da capacidade de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade. As comunidades fortes se recuperam mais r\u00e1pido\u201d.<\/p>\n<p>O conceito de \u201ccontinuidade operacional\u201d \u00e9 um elemento fundamental na constru\u00e7\u00e3o de sistemas resilientes, prosseguiu Demorovsky. \u201cAs comunidades vulner\u00e1veis sempre s\u00e3o as mais atingidas quando h\u00e1 um desastre em grande escala e \u00e9 importante que o governo envie recursos suficientes e rapidamente para ajudar na recupera\u00e7\u00e3o. Se o setor privado est\u00e1 bem preparado, isso reduz a carga sobre o Estado, que pode concentrar recursos nas comunidades mais prejudicadas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cO setor privado deve estar inclu\u00eddo em cada fase do processo para que seja um recurso, em lugar de um potencial difamador dos grandes objetivos de melhorar nosso enfoque a respeito da assist\u00eancia diante de um desastre\u201d, destacou Demorovsky. \u00c9 mais \u00fatil oferecer doa\u00e7\u00f5es em dinheiro do que enviar bens materiais, e \u00e9 prefer\u00edvel dar a uma organiza\u00e7\u00e3o local do que a uma internacional de renome, acrescentou.<\/p>\n<p>Para Demorovsky, \u201cas organiza\u00e7\u00f5es locais est\u00e3o acostumadas a trabalhar na comunidade, compreendem seu sistema \u00fanico e est\u00e3o capacitadas para identificar mais rapidamente as necessidades. Como s\u00e3o locais, permanecer\u00e3o na \u00e1rea por muito tempo, mesmo depois que o fluxo original de ajuda come\u00e7ar a diminuir\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor fim, precisamos aprender com as experi\u00eancias passadas e come\u00e7ar a nos preparar para o pr\u00f3ximo desastre antes que ele ocorra. Muitas trag\u00e9dias podem ser evitadas com um bom plano. As coisas passam, mas os desastres s\u00e3o produzidos por atividades humanas\u201d, recordou Demorovsky. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Kitty Stapp, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 24\/6\/2015 &ndash; Os desastres naturais j&aacute; s&atilde;o uma realidade para milh&otilde;es de pessoas em diferentes partes do mundo, e os progn&oacute;sticos s&oacute; fazem piorar as perspectivas. 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