{"id":19245,"date":"2015-06-30T12:29:55","date_gmt":"2015-06-30T12:29:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=196873"},"modified":"2015-06-30T12:29:55","modified_gmt":"2015-06-30T12:29:55","slug":"mulheres-negras-das-americas-lancam-decada-de-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/06\/ultimas-noticias\/mulheres-negras-das-americas-lancam-decada-de-luta\/","title":{"rendered":"Mulheres negras das Am\u00e9ricas lan\u00e7am d\u00e9cada de luta"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_196874\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/delegadas.jpg\"><img class=\"wp-image-196874\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/delegadas.jpg\" alt=\"Delegadas presentes na Primeira C\u00fapula de L\u00edderes Afrodescendentes das Am\u00e9ricas participam de um dos grupos de trabalho durante o encontro realizado em Man\u00e1gua, na Nicar\u00e1gua, entre os dias 26 e 28 deste m\u00eas. Foto: Jos\u00e9 Ad\u00e1n Silva\/IPS\" width=\"340\" height=\"191\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Delegadas presentes na Primeira C\u00fapula de L\u00edderes Afrodescendentes das Am\u00e9ricas participam de um dos grupos de trabalho durante o encontro realizado em Man\u00e1gua, na Nicar\u00e1gua, entre os dias 26 e 28 deste m\u00eas. Foto: Jos\u00e9 Ad\u00e1n Silva\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Jos\u00e9 Ad\u00e1n Silva, IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Man\u00e1gua, Nicar\u00e1gua, 30\/6\/2015 \u2013 Dizem que se cansaram de esperar por justi\u00e7a ap\u00f3s tr\u00eas s\u00e9culos de esquecimento e desprezo por causa da cor de sua pele. Mulheres l\u00edderes afrodescendentes de 22 pa\u00edses das Am\u00e9ricas acordaram criar uma plataforma pol\u00edtica que busca, no prazo de dez anos, empoderar as mulheres negras da regi\u00e3o e superar a discrimina\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o v\u00edtimas.<\/p>\n<p>\u201cLutaremos com todas as nossas for\u00e7as para romper as cadeias do racismo e da viol\u00eancia por motivos raciais\u201d, afirmou \u00e0 IPS a colombiana Shary Garc\u00eda, ao fim da Primeira C\u00fapula de L\u00edderes Afrodescendentes das Am\u00e9ricas, realizada em Man\u00e1gua entre os dias 26 e 28 deste m\u00eas, da qual participaram 270 delegadas.<\/p>\n<p>Segundo Garc\u00eda, dos tr\u00eas dias de debate nasceu uma plataforma de 17 demandas e eixos de luta, colocada na Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica de Man\u00e1gua e destinada a desterrar no continente toda forma de discrimina\u00e7\u00e3o por uma combina\u00e7\u00e3o de motivos raciais e de g\u00eanero.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o foi f\u00e1cil resumir em 17 ideias as queixas e demandas de 270 mulheres e suas fam\u00edlias, que levam uma vida inteira de discrimina\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e nega\u00e7\u00e3o de direitos, mas todas, e cada uma das que aqui vieram, sabemos que assim \u00e9 o in\u00edcio do fim da discrimina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d, ressaltou Garc\u00eda.<\/p>\n<p>A dominicana Altagracia Balc\u00e1cer afirmou \u00e0 IPS que esses 17 eixos cortam transversalmente conceitos como combater o racismo, exigir vida digna, pol\u00edticas de supera\u00e7\u00e3o da pobreza, direito de decidir sobre seu futuro e liberdade para decidir sobre direitos sexuais reprodutivos.<\/p>\n<p>\u201cAs demandas incluem deter a viol\u00eancia contra as mulheres negras e tornar vis\u00edveis as popula\u00e7\u00f5es afrodescendentes em censos e estat\u00edsticas nacionais, proteger e dar oportunidades para a inf\u00e2ncia, a juventude e a adolesc\u00eancia dessas popula\u00e7\u00f5es\u201d, acrescentou Balc\u00e1cer, lembrando que tamb\u00e9m incorporam \u201cproteger o ambiente, ampliar o acesso aos recursos naturais e econ\u00f4micos, garantir a seguran\u00e7a e a soberania alimentar\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Balc\u00e1cer, al\u00e9m disso \u201cexige prote\u00e7\u00e3o e tratamento digno aos migrantes, resgate e reconhecimento do nosso patrim\u00f4nio cultural, respeito por parte dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, defesa da n\u00e3o estigmatiza\u00e7\u00e3o das pessoas negras, amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 justi\u00e7a e garantia de seguran\u00e7a social para as mulheres e suas comunidades\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_196875\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Nica.jpg\"><img class=\"wp-image-196875\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Nica.jpg\" alt=\"Abertura da Primeira C\u00fapula das L\u00edderes Afrodescendentes das Am\u00e9ricas, realizada em Man\u00e1gua, que terminou com a declara\u00e7\u00e3o de uma d\u00e9cada de luta por seus direitos. Foto: Cortesia da RMAAD\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Abertura da Primeira C\u00fapula das L\u00edderes Afrodescendentes das Am\u00e9ricas, realizada em Man\u00e1gua, que terminou com a declara\u00e7\u00e3o de uma d\u00e9cada de luta por seus direitos. Foto: Cortesia da RMAAD<\/p><\/div>\n<p>A nicaraguense Dorotea Wilson, coordenadora-geral da Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Di\u00e1spora (RMAAD), explicou \u00e0 IPS que a plataforma n\u00e3o exige o reconhecimento de direitos, mas a aplica\u00e7\u00e3o de todos os tratados, de todas as leis e conven\u00e7\u00f5es internacionais sobre as mulheres afro que foram subscritos ap\u00f3s a Confer\u00eancia Mundial Contra o Racismo, realizada na cidade sul-africana de Durban, em 2001.<\/p>\n<p>O de Man\u00e1gua \u201cn\u00e3o \u00e9 um documento de boas inten\u00e7\u00f5es, \u00e9 um documento oficial de exig\u00eancia e demanda de implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas em todos os pa\u00edses americanos, para finalmente se come\u00e7ar a reconhecer e dar lugar \u00e0s popula\u00e7\u00f5es negras do continente\u201d, destacou Wilson. \u201cCom essa plataforma, queremos avan\u00e7ar no cumprimento de todos os nossos direitos no contexto da D\u00e9cada Internacional da Popula\u00e7\u00e3o Afrodescendente da ONU\u201d, acrescentou a l\u00edder da RMAAD, que tem sede central em Man\u00e1gua e est\u00e1 presente em 24 pa\u00edses.<\/p>\n<p>A ONU declarou em janeiro o per\u00edodo 2015-2024 como D\u00e9cada Internacional dos Afrodescendentes, centrado na prote\u00e7\u00e3o dos direitos das pessoas de ascend\u00eancia africana, reconhecendo sua contribui\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o de seu rico patrim\u00f4nio cultural. Segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas, na Am\u00e9rica vivem 200 milh\u00f5es de pessoas que se identificam como descendentes de africanos.<\/p>\n<p>Wilson explicou que, no encerramento da d\u00e9cada, as mulheres latino-americanas esperam ter reduzido o n\u00edvel de pobreza e documentado com dados confi\u00e1veis e indicadores verific\u00e1veis a situa\u00e7\u00e3o real da popula\u00e7\u00e3o afrodescendente do continente. \u201cSe falamos em dados confi\u00e1veis \u00e9 porque n\u00f3s n\u00e3o existimos nas estat\u00edsticas atuais, somos invis\u00edveis, por isso outro \u00eaxito dessa c\u00fapula \u00e9 que em cada pa\u00eds da Am\u00e9rica vamos implantar um observat\u00f3rio de acompanhamento das demandas dessa reuni\u00e3o em Man\u00e1gua\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Para esse outro objetivo, elas garantem contar com apoio t\u00e9cnico e institucional de ag\u00eancias da ONU, pa\u00edses cooperantes europeus, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, defensores dos direitos humanos e promotores de direito de g\u00eanero. Tamb\u00e9m tentar\u00e3o fazer com que sua plataforma de demandas seja acolhida pela Organiza\u00e7\u00e3o de Estados Americanos para seu acompanhamento.<\/p>\n<div id=\"attachment_196876\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Nica-2.jpg\"><img class=\"wp-image-196876\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Nica-2.jpg\" alt=\"A nicaraguense Dorotea Wilson, coordenadora-geral da Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Di\u00e1spora, durante uma sess\u00e3o de trabalho na c\u00fapula americana realizada em Man\u00e1gua. Foto: Cortesia da RMAAD\" width=\"340\" height=\"191\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A nicaraguense Dorotea Wilson, coordenadora-geral da Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Di\u00e1spora, durante uma sess\u00e3o de trabalho na c\u00fapula americana realizada em Man\u00e1gua. Foto: Cortesia da RMAAD<\/p><\/div>\n<p>Segundo Wilson, a ideia \u00e9 incidir nos Estados para obrig\u00e1-los a definir pol\u00edticas p\u00fablicas a favor das mulheres e da popula\u00e7\u00e3o afrodescendente, e criar m\u00e9todos de observa\u00e7\u00e3o e verifica\u00e7\u00e3o das demandas que permitam, quando acontecer a pr\u00f3xima c\u00fapula, dentro de cinco anos, analisar o desenvolvimento das propostas.<\/p>\n<p>A coordenadora-geral da RMAAD contou que os depoimentos das mulheres participantes revelam uma percep\u00e7\u00e3o de aumento da viol\u00eancia por parte de policias e grupos raciais contra pessoas negras, sobretudo nos Estados Unidos e no Brasil, dois pa\u00edses representados na c\u00fapula. \u201cNos Estados Unidos os crimes por \u00f3dio racial s\u00e3o conhecidos mundialmente, mas, pela mesma condi\u00e7\u00e3o de invisibilidade da popula\u00e7\u00e3o afrodescendente da Am\u00e9rica Latina, as mortes violentas por raz\u00f5es raciais na regi\u00e3o n\u00e3o v\u00eam a p\u00fablico\u201d, destacou Wilson.<\/p>\n<p>Nilza Iriaci reafirmou, durante sua participa\u00e7\u00e3o na mesa sobre direitos humanos, que \u201cem meu pa\u00eds, o Brasil, os crimes de \u00f3dio acontecem diariamente, mas n\u00e3o h\u00e1 esc\u00e2ndalo por isso\u201d, e que a viol\u00eancia racial est\u00e1 aumentando no contexto regional. O Brasil \u00e9 o pa\u00eds latino-americano com maior popula\u00e7\u00e3o afro.<\/p>\n<p>Em 2010, um estudo do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento, intitulado <i>Popula\u00e7\u00e3o Afrodescendente da Am\u00e9rica Latina<\/i>, atualizado dois anos depois, revela que, apesar de haver progressos legais e institucionais quanto aos direitos deste segmento populacional, suas condi\u00e7\u00f5es de vida eram, em sua maioria, de pobreza e discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Vicenta Camusso, representante das mulheres afrodescendentes do Uruguai, o contexto segue sendo o mesmo de quando foi realizado o estudo. \u201c\u00c9 o mesmo de sempre: nossos direitos e nossas condi\u00e7\u00f5es de pobreza n\u00e3o melhoraram nem um pingo\u201d, afirmou \u00e0 IPS. Para ela, apesar de em todos os pa\u00edses da regi\u00e3o existirem marcos legais a favor dos direitos das mulheres e das popula\u00e7\u00f5es afro, n\u00e3o existe destina\u00e7\u00e3o de recursos para sua implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Camusso, \u201cem parte por isso, a maioria das mulheres afro continua vivendo em condi\u00e7\u00f5es de vida inferiores em rela\u00e7\u00e3o a mulheres de outras ra\u00e7as, e a juventude negra vive o mesmo processo de exclus\u00e3o e viol\u00eancia que seus antepassados contempor\u00e2neos\u201d. Tamb\u00e9m denunciou que, \u201cdepois de Durban, pouco ou nada mudou para a popula\u00e7\u00e3o feminina afrodescendente das Am\u00e9ricas, e mais de 80% dos afrodescendentes da regi\u00e3o vivem em estado de pobreza e desigualdade social, com poucas oportunidades de supera\u00e7\u00e3o por raz\u00f5es \u00e9tnico-raciais\u201d.<\/p>\n<p>Camusso recordou que a confer\u00eancia contra o racismo, realizada nessa cidade da \u00c1frica do Sul, surgiu a partir dos esfor\u00e7os oficiais da comunidade internacional para estabelecer a\u00e7\u00f5es a fim de combater o racismo, a discrimina\u00e7\u00e3o racial, os conflitos \u00e9tnicos e a viol\u00eancia associada a essas formas de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Declara\u00e7\u00e3o e o Programa de A\u00e7\u00e3o de Durban estabeleceram o compromisso dos Estados, das ag\u00eancias da ONU, da coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento e de organiza\u00e7\u00f5es privadas e da sociedade em geral, de \u201clutar contra o racismo, a discrimina\u00e7\u00e3o racial, a xenofobia e todas as formas conexas de intoler\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p>Do total de popula\u00e7\u00e3o negra americana estimada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, pouco mais de cem milh\u00f5es seriam mulheres que \u201ccontinuam submetidas a deslocamentos for\u00e7ados, emigra\u00e7\u00f5es ilegais, criminaliza\u00e7\u00e3o de jovens e abusos sexuais\u201d. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Jos&eacute; Ad&aacute;n Silva, IPS &ndash;&nbsp; Man&aacute;gua, Nicar&aacute;gua, 30\/6\/2015 &ndash; Dizem que se cansaram de esperar por justi&ccedil;a ap&oacute;s tr&ecirc;s s&eacute;culos de esquecimento e desprezo por causa da cor de sua pele. 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