{"id":19247,"date":"2015-07-01T12:47:29","date_gmt":"2015-07-01T12:47:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=196907"},"modified":"2015-07-01T12:47:29","modified_gmt":"2015-07-01T12:47:29","slug":"pescadores-a-mingua-por-causa-de-megaobras-como-belo-monte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/07\/ultimas-noticias\/pescadores-a-mingua-por-causa-de-megaobras-como-belo-monte\/","title":{"rendered":"Pescadores \u00e0 m\u00edngua por causa de megaobras como Belo Monte"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_196908\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pescadores.jpg\"><img class=\"wp-image-196908\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pescadores.jpg\" alt=\"Pescadores e pescadoras da ribeira do rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira, durante uma das reuni\u00f5es de supervis\u00e3o sobre os impactos para eles da constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, promovida pela Procuradoria do pa\u00eds. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Pescadores e pescadoras da ribeira do rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira, durante uma das reuni\u00f5es de supervis\u00e3o sobre os impactos para eles da constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, promovida pela Procuradoria do pa\u00eds. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Mario Osava, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Altamira, Brasil, 1\/7\/2015 \u2013 A constru\u00e7\u00e3o da central hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira, confirma os pescadores artesanais como v\u00edtimas precoces e esquecidas dos megaprojetos que avassalam as \u00e1guas do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cSou um pescador sem rio que sonha viajar, que sonha navegar em um barco de esperan\u00e7a. H\u00e1 tr\u00eas anos minha vida parece ter acabado, mas tamb\u00e9m se renovou o sonho de um novo rio\u201d, disse Elio Alves da Silva sobre o fim de sua Comunidade Santo Antonio, a primeira removida em raz\u00e3o das obras. Agora, vive isolado em uma propriedade a 75 quil\u00f4metros dali, trabalha como pedreiro \u201cpara n\u00e3o passar fome\u201d e sentir menos falta do rio e suas praias, da vida comunit\u00e1ria, da igreja demolida e do futebol no campo de Santo Antonio, agora convertido em estacionamento para os construtores.<\/p>\n<p>Seu testemunho sobre a dispers\u00e3o de 245 fam\u00edlias de sua agrovila foi ouvido por representantes da Promotoria, do Conselho Nacional de Direitos Humanos, do governo e de universidades de Bras\u00edlia e outras cidades, que se reuniram em Altamira, em junho, para inspecionar os impactos de Belo Monte sobre a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha do rio Xingu. Altamira, com 140 mil habitantes estimados, \u00e9 o maior dos 11 munic\u00edpios do Par\u00e1 afetados pela megaobra, iniciada em 2011.<\/p>\n<p>\u201cOs grupos ribeirinhos, embora sejam express\u00e3o de um modo de vida tradicional, ficaram invis\u00edveis no processo de licita\u00e7\u00e3o da central de Belo Monte, e hoje n\u00e3o encontram nesse processo solu\u00e7\u00f5es que sejam adequadas \u00e0 sua peculiaridade\u201d, diz o informe conclusivo da inspe\u00e7\u00e3o em uma de suas 55 \u201cconstata\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0s fam\u00edlias que vivem e pescam em ilhas e margens n\u00e3o urbanas do trecho afetado do rio a empresa concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica, Norte Energia, ofereceu indeniza\u00e7\u00f5es e reassentamentos de forma individual ou coletiva. Mas, em nenhum caso, s\u00e3o recompostas suas condi\u00e7\u00f5es de vida anteriores, como exigem as normas ambientais brasileiras. A empresa s\u00f3 ofereceu reassent\u00e1-los longe do rio e as indeniza\u00e7\u00f5es, em dinheiro ou carta de cr\u00e9dito, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para comprar terras ribeirinhas mais caras.<\/p>\n<p>A Norte Energia n\u00e3o reconhece a singularidade de muitos pescadores locais, que t\u00eam dupla moradia, uma ribeirinha para trabalho de pesca, que pode durar muitos dias, e outra urbana para a comercializa\u00e7\u00e3o e o acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos. Isso reduz a compensa\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias, ao obrig\u00e1-las a renunciar a uma parte de sua vida e serem separadas por sua resid\u00eancia ribeirinha ou pela urbana, critica o informe. Sua outra moradia \u00e9 indenizada como \u201cponto de apoio\u201d, pela edifica\u00e7\u00e3o e pelos equipamentos, bens simples e baratos.<\/p>\n<div id=\"attachment_196910\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/barcos.jpg\"><img class=\"wp-image-196910\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/barcos.jpg\" alt=\"Barcos de pesca j\u00e1 abandonados \u00e0 margem do rio Xingu, em um bairro da cidade de Altamira, no Par\u00e1, que foi evacuado antes de ser inundado pela represa da hidrel\u00e9trica de Belo Monte. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Barcos de pesca j\u00e1 abandonados \u00e0 margem do rio Xingu, em um bairro da cidade de Altamira, no Par\u00e1, que foi evacuado antes de ser inundado pela represa da hidrel\u00e9trica de Belo Monte. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Centenas de fam\u00edlias pescadoras foram desalojadas e quase todas preferiram as indeniza\u00e7\u00f5es, mesmo insuficientes para garantir seu modo de vida e seu futuro, porque n\u00e3o h\u00e1 alternativa satisfat\u00f3ria de reassentamento, segundo constatou a inspe\u00e7\u00e3o promovida pela Promotoria. Mas ainda h\u00e1 muitas resistindo. \u00c9 o caso de Socorro Arara, cujo sobrenome \u00e9 o mesmo de seu povo ind\u00edgena, pescadora da ilha do Padeiro, que ficar\u00e1 inundada pela represa principal de Belo Monte.<\/p>\n<p>\u201cA Norte Energia ofereceu R$ 28 mil (US$ 9 mil), n\u00e3o aceitei, \u00e9 muito pouco para as sete fam\u00edlias\u201d do grupo que engloba seus pais, tr\u00eas filhos e duas irm\u00e3s com seus companheiros, explicou Arara \u00e0 IPS. \u201cQueremos um reassentamento coletivo \u00e0 beira do Xingu, com todas as fam\u00edlias, e tem de ser rio acima, porque rio abaixo est\u00e1 tudo impactado\u201d, acrescentou, destacando que por causa dessa luta esteve em Bras\u00edlia, apresentando a situa\u00e7\u00e3o aos magistrados do Supremo Tribunal Federal e a assessores da Presid\u00eancia e de minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 dif\u00edcil, porque a empresa s\u00f3 admite registrar uma fam\u00edlia para as compensa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o as sete. Al\u00e9m disso, Arara reclama terras amplas para pequenos cultivos e extra\u00e7\u00e3o de frutos nativos, como fazia na ilha.<\/p>\n<p>Melhor sorte teve outro pescador ind\u00edgena, Jos\u00e9 Nelson Kuruaia, e sua mulher, Francisca dos Santos Silva, que viviam em um bairro de Altamira que ser\u00e1 inundado pela represa central. Eles conseguiram uma das 4.100 moradias constru\u00eddas pela Norte Energia para os deslocados urbanos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m receberam R$ 20,7 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por uma casinha e equipamentos que mantinham na ilha de Barriguda, \u00e1guas acima de Altamira, onde pescavam de segunda-feira a s\u00e1bado e conseguiam cerca de 150 quilos por semana. Agora, aposentado e com 71 anos, Kuruaia vai pescar \u201c\u00e0s vezes\u201d. Ele conta que gosta \u201cmuito do rio e se n\u00e3o trabalho adoe\u00e7o\u201d, disse \u00e0 IPS, diante da oposi\u00e7\u00e3o de seus seis filhos e da mulher que o acompanhava como \u201cboa pescadora\u201d, at\u00e9 ter problemas em seus joelhos.<\/p>\n<p>Jatob\u00e1, o novo bairro onde Kuruaia foi assentado, ocupa um monte longe do rio. Para os pescadores isso representa um custo de R$ 30 (US$ 9,6) para transportar o motor at\u00e9 \u00e0 margem, onde se deixa o barco com o risco de ser roubado. Antes, todos viviam em bairros inund\u00e1veis, mas na margem do rio.<\/p>\n<p>Diante da press\u00e3o dos pescadores, reassentados ou por serem reassentados, a Norte Energia decidiu construir outro bairro urbano perto do rio, para cerca de 500 fam\u00edlias dedicadas ao of\u00edcio. Mas \u00e9 destinado a pescadores urbanos, n\u00e3o aos ribeirinhos como Socorro Arara.<\/p>\n<div id=\"attachment_196911\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pescadores2.jpg\"><img class=\"wp-image-196911\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/pescadores2.jpg\" alt=\"Jos\u00e9 Nelson Kuruaia e Francisca dos Santos Silva, um casal de pescadores deslocados pelo megaprojeto da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, na casa nova no bairro constru\u00eddo pela empresa concession\u00e1ria, que os afastou das margens do rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira, truncando sua forma de vida. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Nelson Kuruaia e Francisca dos Santos Silva, um casal de pescadores deslocados pelo megaprojeto da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, na casa nova no bairro constru\u00eddo pela empresa concession\u00e1ria, que os afastou das margens do rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira, truncando sua forma de vida. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>A batalha dos pescadores n\u00e3o se limita ao lar e aos locais de trabalho. Muitos querem indeniza\u00e7\u00f5es por perdas nos \u00faltimos quatro anos devido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica. \u201cPesquei quatro dias, de quinta a domingo, e s\u00f3 consegui 30 quilos de tucunar\u00e9. Antes pescava de 60 a cem em um s\u00f3 dia e de peixes variados, como pacu, tucunar\u00e9, pescada, curimat\u00e1 e bagre, que havia o ano todo\u201d, contou Gi\u00e1como Dallacqua, presidente da Col\u00f4nia de Pescadores de Vit\u00f3ria do Xingu, com 1.600 membros.<\/p>\n<p>\u201cAs explos\u00f5es na margem do rio s\u00e3o nossa dor de cabe\u00e7a, porque afugentam os peixes\u201d, pontuou Dallacqua \u00e0 IPS, se referindo aos explosivos para quebrar rochas e preparar a represa e os canais que compor\u00e3o a terceira maior hidrel\u00e9trica do mundo em pot\u00eancia geradora, de 11.233 megawatts.<\/p>\n<p>A isso se somam a forte ilumina\u00e7\u00e3o durante toda a noite nas proximidades da obra, a \u00e1gua turva, a dragagem de praias para usar sua areia na constru\u00e7\u00e3o, o aterramento de igarap\u00e9s e o tr\u00e2nsito de embarca\u00e7\u00f5es pesadas para transportar os equipamentos que v\u00e3o gerar eletricidade, acrescentou a bi\u00f3loga Cristiane Costa.<\/p>\n<div id=\"attachment_196912\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ponte.jpg\"><img class=\"wp-image-196912\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ponte.jpg\" alt=\"Ponte em constru\u00e7\u00e3o na rodovia Transamaz\u00f4nica, sob a qual passar\u00e3o as \u00e1guas da central de Belo Monte, antes de desaguarem no rio Xingu, no norte do Brasil. As explos\u00f5es, a forte ilumina\u00e7\u00e3o noturna e as altera\u00e7\u00f5es do curso fluvial afugentaram os peixes, denunciam os pescadores. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Ponte em constru\u00e7\u00e3o na rodovia Transamaz\u00f4nica, sob a qual passar\u00e3o as \u00e1guas da central de Belo Monte, antes de desaguarem no rio Xingu, no norte do Brasil. As explos\u00f5es, a forte ilumina\u00e7\u00e3o noturna e as altera\u00e7\u00f5es do curso fluvial afugentaram os peixes, denunciam os pescadores. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Tais impactos ocorrem especialmente nas proximidades de Belo Monte, um distrito do munic\u00edpio de Vit\u00f3ria do Xingu, onde \u00e9 constru\u00edda a unidade principal, com 11 mil megawatts de capacidade, e onde a pesca era mais produtiva na regi\u00e3o. Mas tamb\u00e9m ocorrem em Pimental, dentro do munic\u00edpio de Altamira, onde \u00e9 instalada outra unidade geradora, de 233 megawatts, e a represa que inundar\u00e1 parte da cidade de Altamira.<\/p>\n<p>A Norte Energia n\u00e3o reconhece que suas obras tenham causado uma redu\u00e7\u00e3o na pesca. N\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, apesar das queixas generalizadas dos pescadores, dos quais h\u00e1 cerca de tr\u00eas mil diretamente afetados. Por outro lado, a empresa anunciou investimentos de US$ 7 milh\u00f5es, em um acordo de coopera\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Pesca, para implantar o Centro Integrado de Pesca Ambiental de Altamira, laborat\u00f3rios de aquicultura e criadouros de peixes ornamentais, al\u00e9m de capacitar pescadores. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Mario Osava, da IPS &ndash;&nbsp; Altamira, Brasil, 1\/7\/2015 &ndash; A constru&ccedil;&atilde;o da central hidrel&eacute;trica de Belo Monte, no rio Xingu, na Amaz&ocirc;nia brasileira, confirma os pescadores artesanais como v&iacute;timas precoces e esquecidas dos megaprojetos que avassalam as &aacute;guas do Brasil. &ldquo;Sou um pescador sem rio que sonha viajar, que sonha navegar em um barco de [&hellip;] <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/07\/ultimas-noticias\/pescadores-a-mingua-por-causa-de-megaobras-como-belo-monte\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":131,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2110,1535,2458,3179,2782],"class_list":["post-19247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias","tag-belo-monte","tag-hidreletricas","tag-inter-press-service","tag-mario-osava","tag-news2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/131"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19247"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19253,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19247\/revisions\/19253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}