{"id":19260,"date":"2015-07-03T14:43:57","date_gmt":"2015-07-03T14:43:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=196986"},"modified":"2015-07-03T14:43:57","modified_gmt":"2015-07-03T14:43:57","slug":"banheiros-uma-meta-de-desenvolvimento-mais-do-que-pendente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/07\/ultimas-noticias\/banheiros-uma-meta-de-desenvolvimento-mais-do-que-pendente\/","title":{"rendered":"Banheiros, uma meta de desenvolvimento mais do que pendente"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_196987\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/banheiros.jpg\"><img class=\"wp-image-196987\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/banheiros.jpg\" alt=\"Meninas e meninos visitam os novos banheiros melhorados em sua comunidade, um dos \u201cprojetos de r\u00e1pido impacto\u201d da Opera\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas na Costa do Marfim (Onuci), que apoiou a recupera\u00e7\u00e3o de escolas e sanit\u00e1rios em Abidjan. Foto Patricia Esteve\/ONU\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Meninas e meninos visitam os novos banheiros melhorados em sua comunidade, um dos \u201cprojetos de r\u00e1pido impacto\u201d da Opera\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas na Costa do Marfim (Onuci), que apoiou a recupera\u00e7\u00e3o de escolas e sanit\u00e1rios em Abidjan. Foto Patricia Esteve\/ONU<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Thalif Deen, da IPS &#8211;<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 3\/7\/2015 \u2013 A maioria das na\u00e7\u00f5es do Sul est\u00e1 perto de cumprir as metas de desenvolvimento em mat\u00e9ria de saneamento, mas as mais pobres delas continuam muito atrasadas, segundo um novo documento da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Uma em cada tr\u00eas pessoas, cerca de 2,4 bilh\u00f5es no mundo, continuam n\u00e3o contando com instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e, entre estas, 946 milh\u00f5es defecam ao ar livre, destaca o informe <em>Avan\u00e7os em Saneamento e \u00c1gua Pot\u00e1vel: Atualiza\u00e7\u00e3o de 2015 e Avalia\u00e7\u00e3o dos ODM<\/em>.<\/p>\n<p>O documento foi preparado de forma conjunta pelo Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). \u201cO que os dados mostram \u00e9 a necessidade de se concentrar nas desigualdades como a \u00fanica forma de conseguir um progresso sustent\u00e1vel\u201d, afirmou Sanjay Wijesekera, diretor dos programas de \u00e1gua, saneamento e higiene do Unicef.<\/p>\n<p>\u201cO modelo global at\u00e9 agora tem sido os ricos tomarem a dianteira, e s\u00f3 quando eles t\u00eam acesso, os pobres os alcan\u00e7am. Se pretendemos conseguir um acesso universal ao saneamento at\u00e9 2030, precisamos garantir que os mais pobres comecem a conseguir progressos agora\u201d, acrescentou Wijesekera.<\/p>\n<p>O obst\u00e1culo pela universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento reside nos investimentos inadequados nas campanhas para mudar comportamentos, na falta de produtos acess\u00edveis para os pobres, bem como a exist\u00eancia de normas sociais que aceitam, ou at\u00e9 incentivam, a defeca\u00e7\u00e3o ao ar livre. E, embora cerca de 2,1 bilh\u00f5es de pessoas tenham conseguido melhores condi\u00e7\u00f5es de saneamento desde 1990, o mundo n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1 uma das metas dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM) porque ainda h\u00e1 700 milh\u00f5es carecendo desses servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Atualmente, apenas 68% da popula\u00e7\u00e3o mundial t\u00eam servi\u00e7os sanit\u00e1rios melhorados, nove pontos percentuais abaixo da meta de 77%. Mas tamb\u00e9m cabe destacar \u201cavan\u00e7os espetaculares\u201d, segundo disse \u00e0 imprensa, no dia 30 de junho, Jeffrey O\u2019Malley, diretor de dados da divis\u00e3o de Pesquisa e Pol\u00edtica do Unicef. Em 2015, 91% da popula\u00e7\u00e3o mundial utilizou uma fonte melhor de \u00e1gua pot\u00e1vel, contra 76% em 1990. Agora, cerca de 6,6 bilh\u00f5es de pessoas t\u00eam acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel melhorada.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas sem \u00e1gua pot\u00e1vel atualmente \u00e9 de 663 milh\u00f5es, quase cem milh\u00f5es a menos do que no ano passado. \u00c9 a primeira vez que este \u00edndice fica abaixo dos 700 milh\u00f5es. Este ano vence o prazo para alcan\u00e7ar os ODM e j\u00e1 se atingiu a meta do acesso a \u00e1gua, embora restem v\u00e1rios buracos, especialmente na \u00c1frica subsaariana. Entretanto, houve um tremendo fracasso no cumprimento da meta do saneamento. Neste ritmo, ser\u00e3o necess\u00e1rios 300 anos para que todas as pessoas da \u00c1frica subsaariana disponham de um banheiro, diz o informe.<\/p>\n<p>Tim Brewer, analista pol\u00edtico sobre monitoramento e responsabilidade, da organiza\u00e7\u00e3o WaterAid, com sede em Londres, disse \u00e0 IPS que a meta da \u00e1gua foi atingida, em grande parte, gra\u00e7as ao fato de ter chegado onde era mais f\u00e1cil. \u201cOs mais pobres costumam ficar para tr\u00e1s. O que temos de fazer com os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), atualmente em negocia\u00e7\u00e3o, \u00e9 garantir que o \u00edndice a considerar seja o do avan\u00e7o dos mais pobres\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo Brewer, \u201cn\u00e3o podemos ter outra situa\u00e7\u00e3o na qual parece termos \u00eaxito porque melhorou a situa\u00e7\u00e3o dos que comparativamente est\u00e3o melhores, mesmo quando milh\u00f5es de pessoas ainda adoecem por beberem \u00e1gua contaminada ou por ambientes contaminados por fezes. Precisamos medir o acesso b\u00e1sico dos pobres, assim como medir outros indicadores, por exemplo, se a \u00e1gua \u00e9 pot\u00e1vel e acess\u00edvel e se o esgoto \u00e9 tratado adequadamente. \u00c9 a \u00fanica forma de garantirmos chegar a todos e em todos os cantos at\u00e9 2030, e que os governos sejam respons\u00e1veis por suas promessas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de defecar ao ar livre tamb\u00e9m se relaciona a um alto risco de atrofia, ou m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, que afeta 161 milh\u00f5es de meninas e meninos no mundo, deixando-os com danos f\u00edsicos e cognitivos irrevers\u00edveis. \u201cPara beneficiar a sa\u00fade humana, \u00e9 vital acelerar mais os avan\u00e7os em mat\u00e9ria de saneamento, especialmente em \u00e1reas rurais e desfavorecidas\u201d, apontou Maria Neira, diretora na OMS do departamento de Sa\u00fade P\u00fablica, Ambiente e Determinantes Sociais da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Wijesekera, do Unicef, disse \u00e0 IPS que foi fixada uma meta de saneamento ainda mais ambiciosa para os novos ODS, a fim de eliminar a defeca\u00e7\u00e3o ao ar livre e conseguir um acesso universal a servi\u00e7os sanit\u00e1rios. \u201cCreio que conseguir o acesso a saneamento universal at\u00e9 2030 \u00e9 poss\u00edvel, mas somente se come\u00e7armos agora a nos concentrar nos mais pobres e mais vulner\u00e1veis\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Segundo Wijesekera, \u201cpodemos aprender com os \u00eaxitos dos \u00faltimos 25 anos, e em especial dos \u00faltimos 15. Alguns pa\u00edses conseguiram progressos muito r\u00e1pidos na \u00e1rea dos ODM\u201d. Citou como exemplo que a Eti\u00f3pia reduziu a defeca\u00e7\u00e3o ao ar livre em 64% e a Tail\u00e2ndia fechou a brecha de acesso entre os mais ricos e os mais pobres. Para o diretor do Unicef, isso mostra que \u00e9 poss\u00edvel quando os pa\u00edses reconhecem a import\u00e2ncia de abordar as desigualdades no acesso a \u00e1gua, saneamento e higiene (Wash), o que deriva em benef\u00edcios para a sa\u00fade, nutri\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e produtividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Consultado sobre a solu\u00e7\u00e3o, Wijesekera afirmou \u00e0 IPS que \u201co saneamento n\u00e3o \u00e9 f\u00edsica qu\u00e2ntica, a maioria dos pa\u00edses mais ricos a d\u00e3o como assentada\u201d, respondeu, e acrescentou: \u201cnossa experi\u00eancia no terreno nos pa\u00edses em desenvolvimento mostra que n\u00e3o se trata de os governos investirem dinheiro e tecnologia. Tamb\u00e9m se trata de mudar atitudes e comportamentos das pessoas, e isso leva tempo\u201d.<\/p>\n<p>O saneamento pode ser melhor atendido se houver investimento nas pessoas e nos sistemas em escala local para mudar o comportamento das pessoas, e o setor privado se envolver em oferecer produtos de boa qualidade e acess\u00edveis, al\u00e9m de servi\u00e7os para os pobres. Os pr\u00f3prios pa\u00edses devem estar \u00e0 frente da iniciativa, bem como os doadores, as organiza\u00e7\u00f5es internacionais e o setor privado, todos t\u00eam um papel a cumprir para oferecer fundos e experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 maior consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia do saneamento como base para o desenvolvimento humano e econ\u00f4mico. Muitos governantes falam disso, e tamb\u00e9m altos funcion\u00e1rios internacionais, como o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, ou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. \u201cPrecisamos traduzir o apoio de alto n\u00edvel em medidas concretas para que as pessoas tenham acesso ao que \u00e9 seu direito humano: \u00e1gua pot\u00e1vel e saneamento adequado\u201d, destacou Wijesekera. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Thalif Deen, da IPS &ndash; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 3\/7\/2015 &ndash; A maioria das na&ccedil;&otilde;es do Sul est&aacute; perto de cumprir as metas de desenvolvimento em mat&eacute;ria de saneamento, mas as mais pobres delas continuam muito atrasadas, segundo um novo documento da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). 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