{"id":19399,"date":"2015-07-29T12:36:58","date_gmt":"2015-07-29T12:36:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=198125"},"modified":"2015-07-29T12:36:58","modified_gmt":"2015-07-29T12:36:58","slug":"sudao-do-sul-lidera-indice-de-estados-frageis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/07\/ultimas-noticias\/sudao-do-sul-lidera-indice-de-estados-frageis\/","title":{"rendered":"Sud\u00e3o do Sul lidera \u00cdndice de Estados Fr\u00e1geis"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_198126\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/south-sudan-629x420-1-629x420.jpg\"><img class=\"wp-image-198126\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/south-sudan-629x420-1-629x420.jpg\" alt=\"Cadetes da pol\u00edcia do Sud\u00e3o do Sul prestam juramento durante a cerim\u00f4nia de formatura, em 17 de setembro de 2012. Foto: Isaac Billy Gede\u00f3n Lu\u2019b\/ONU\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Cadetes da pol\u00edcia do Sud\u00e3o do Sul prestam juramento durante a cerim\u00f4nia de formatura, em 17 de setembro de 2012. Foto: Isaac Billy Gede\u00f3n Lu\u2019b\/ONU<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Beatrice Paez, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Saint John, Canad\u00e1, 29\/7\/2015 \u2013 Pelo segundo ano consecutivo, o Sud\u00e3o do Sul ocupa o primeiro lugar na lista dos pa\u00edses mais fr\u00e1geis do mundo, em raz\u00e3o da guerra civil que obrigou mais de dois milh\u00f5es, de seus 11,5 milh\u00f5es, de habitantes a abandonarem suas casas. Fatos que despertaram o interesse dos meios de comunica\u00e7\u00e3o em 2014 geraram grande parte do movimento, para o bem ou para o mal, dos pa\u00edses no \u00cdndice de Estados Fr\u00e1geis (FSI).<\/p>\n<p>O informe \u00e9 publicado anualmente, desde 2005, pela revista <em>Foreign Policy <\/em>e pelo centro de pesquisa Fundo para a Paz (FFP), ambos com sede nos Estados Unidos, e analisa o progresso de 178 pa\u00edses em sua \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, divulgada em junho.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o da \u00c1frica subsaariana lidera a lista, com sete de seus pa\u00edses entre os dez mais fr\u00e1geis do \u00cdndice. O avan\u00e7o do grupo extremista Estado Isl\u00e2mico influiu para que Iraque, L\u00edbia, S\u00edria e I\u00eamen fa\u00e7am parte da dezena de Estados cuja situa\u00e7\u00e3o se agravou mais no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Cuba se destacou como o pa\u00eds que melhorou mais na \u00faltima d\u00e9cada, devido ao degelo de suas rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos e a gradual abertura de sua economia ao investimento estrangeiro. Embora as tend\u00eancias sugiram que o Estado caribenho est\u00e1 no caminho para melhorar sua situa\u00e7\u00e3o, ainda resta o desafio do acesso de sua popula\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os p\u00fablicos e a defesa dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Para medir a fragilidade de um Estado, o \u00cdndice considera 12 indicadores sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos para determinar como as guerras, os acordos de paz, as calamidades ambientais e os movimentos pol\u00edticos contribuem com sua estabilidade ou instabilidade. Entre esses indicadores est\u00e3o a legitimidade do Estado, as press\u00f5es demogr\u00e1ficas, o desempenho da economia, a interven\u00e7\u00e3o de atores estatais ou n\u00e3o estatais, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos e o deslocamento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cada indicador \u00e9 atribu\u00eddo o mesmo peso e os pa\u00edses recebem uma pontua\u00e7\u00e3o num\u00e9rica que vai de um a dez, na qual um equivale ao melhor rendimento e dez ao pior. As autoridades podem utilizar o \u00edndice para preparar suas perguntas em pesquisas a fim de ajudar a definir a assist\u00eancia humanit\u00e1ria. \u201cNa parte superior do \u00cdndice, os pa\u00edses tendem a se deslocar minimamente, mas no centro tende-se a ver muito mais movimento. Em parte isso se deve ao fato de a fragilidade engendrar fragilidade e a estabilidade engendrar estabilidade\u201d, afirmou Nate Haken, do FFP.<\/p>\n<p>Entretanto, o informe diz que h\u00e1 casos que desafiam a categoriza\u00e7\u00e3o, como o da Nig\u00e9ria, cujos indicadores pol\u00edticos, sociais e econ\u00f4micos indicariam um pa\u00eds \u00e0 beira do conflito. \u201cPara mim, a Nig\u00e9ria foi uma das hist\u00f3rias mais interessantes do ano. Todos os indicadores mostraram press\u00f5es intensas em todas as frentes. Os pre\u00e7os do petr\u00f3leo baixaram, houve mais assassinatos no ano passado\u201d, apontou Haken \u00e0 IPS. Mas, em uma virada inesperada, a oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica liderada por Muhammadu Buhari surgiu como uma amea\u00e7a cr\u00edvel para o ent\u00e3o presidente Goodluck Jonathan, a quem finalmente venceu, nas elei\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o de 2015.<\/p>\n<p>Haken afirmou que muitos esperavam que o resultado eleitoral, independente de quem ganhasse, polarizaria o norte contra o sul do pa\u00eds. \u201cCreio que a maioria dos observadores pensava que isso estava destinado a ser um desastre. Todas as medi\u00e7\u00f5es emp\u00edricas mostravam um alto grau de risco e, no entanto, as pessoas foram capazes de se manifestar seriamente em n\u00edveis nacional e local\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ge\u00f3rgia e Portugal, junto com Cuba, s\u00e3o os pa\u00edses com maiores melhoras devido aos seus avan\u00e7os econ\u00f4micos. Embora alguns pa\u00edses permane\u00e7am no mesmo lugar, um olhar mais atento pode ser revelador, pontuou Haken. Ano ap\u00f3s ano, a pontua\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, que figura em 158\u00ba lugar, se mant\u00e9m igual, mas as tens\u00f5es entre grupos raciais e sociais aumentaram desde 2007, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as da Am\u00e9rica Central e aos protestos contra o suposto racismo policial.<\/p>\n<p>Longe de ser uma ferramenta de previs\u00e3o, o \u00cdndice funciona como um diagn\u00f3stico para que as autoridades que trabalham com direitos humanos e desenvolvimento econ\u00f4mico identifiquem as \u00e1reas de prioridade, explicou Haken. Al\u00e9m disso, serve para chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre aqueles pa\u00edses que ocupam um lugar marginal no interesse da comunidade internacional.<\/p>\n<p>No caso da crise provocada pelo v\u00edrus ebola na \u00c1frica ocidental, pa\u00edses como Guin\u00e9, Lib\u00e9ria e Serra Leoa n\u00e3o receberam muitas manchetes, mas o \u201cefeito domin\u00f3 em toda a regi\u00e3o\u201d tamb\u00e9m repercutiu na comunidade internacional, j\u00e1 que o mundo reagiu para conter o foco, segundo Haken. As press\u00f5es demogr\u00e1ficas, a forte migra\u00e7\u00e3o da \u00e1rea rural para a urbana, junto com a defici\u00eancia da infraestrutura vi\u00e1ria ajudaram a propagar a enfermidade.<\/p>\n<p>\u201cUma coisa que surgiu do \u00cdndice \u00e9 a import\u00e2ncia que tem a infraestrutura para a seguran\u00e7a humana sustent\u00e1vel\u201d, afirmou Haken. \u201cUma vez que o ebola come\u00e7ou a se espalhar, houve dificuldades para que o pessoal m\u00e9dico e os suprimentos chegassem \u00e0s zonas rurais\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo o informe, essa crise regional, em particular, serviu para lembrar que as na\u00e7\u00f5es \u201cp\u00f3s-conflito no caminho da recupera\u00e7\u00e3o\u201d ainda sofrem vulnerabilidades. At\u00e9 2014, o \u00cdndice se referia a pa\u00edses \u201cfalidos\u201d, mas desde ent\u00e3o emprega o termo \u201cfr\u00e1gil\u201d, como forma de reconhecer que, em alguns casos, as press\u00f5es que um Estado recebe podem transcender seu controle, explicou Haken. Como exemplo, mencionou as crises de refugiados nas quais governos, preparados ou n\u00e3o, recebem uma grande quantidade de pessoas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Beatrice Paez, da IPS &ndash;&nbsp; Saint John, Canad&aacute;, 29\/7\/2015 &ndash; Pelo segundo ano consecutivo, o Sud&atilde;o do Sul ocupa o primeiro lugar na lista dos pa&iacute;ses mais fr&aacute;geis do mundo, em raz&atilde;o da guerra civil que obrigou mais de dois milh&otilde;es, de seus 11,5 milh&otilde;es, de habitantes a abandonarem suas casas. 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