{"id":19409,"date":"2015-07-31T13:23:08","date_gmt":"2015-07-31T13:23:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=198290"},"modified":"2015-07-31T13:23:08","modified_gmt":"2015-07-31T13:23:08","slug":"belo-monte-ditara-rumos-energeticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/07\/ultimas-noticias\/belo-monte-ditara-rumos-energeticos\/","title":{"rendered":"Belo Monte ditar\u00e1 rumos energ\u00e9ticos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_198291\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/bairroJatoba.jpg\"><img class=\"wp-image-198291\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/bairroJatoba.jpg\" alt=\"Rua do bairro Jatob\u00e1, o primeiro dos cinco constru\u00eddos pela empresa Norte Energia para reassentar os deslocados pela represa da hidrel\u00e9trica de Belo Monte na cidade de Altamira, no Par\u00e1, na Amaz\u00f4nia brasileira. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Rua do bairro Jatob\u00e1, o primeiro dos cinco constru\u00eddos pela empresa Norte Energia para reassentar os deslocados pela represa da hidrel\u00e9trica de Belo Monte na cidade de Altamira, no Par\u00e1, na Amaz\u00f4nia brasileira. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Mario Osava, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Altamira, Brasil, 31\/7\/2015 \u2013 Paulo de Oliveira trabalha como taxista na cidade de Altamira, norte do Brasil, mas s\u00f3 quando est\u00e1 desempregado do que considera sua verdadeira profiss\u00e3o, operador de ve\u00edculos pesados, como betoneiras, caminh\u00f5es e tratores especiais para grandes obras. H\u00e1 alguns meses dirige o t\u00e1xi de um amigo durante \u00e0 noite, enquanto espera emprego na constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte, uma gigantesca hidrel\u00e9trica que divide opini\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es no Brasil, por aproveitar as \u00e1guas do rio Xingu.<\/p>\n<p>Pequeno, em contraste com os ve\u00edculos que maneja, Oliveira viveu em muitos lugares da Amaz\u00f4nia. \u201cComecei na For\u00e7a A\u00e9rea, um civil entre militares, construindo aeroportos, quart\u00e9is e estradas em Itaituba, Jacareacanga, Oriximin\u00e1, Humait\u00e1 e outros munic\u00edpios\u201d, contou \u00e0 IPS. A morte de uma irm\u00e3 em um acidente automobil\u00edstico o devolveu a Altamira, onde se dedicou a ser garimpeiro. \u201cUma vez fiquei soterrado a dez metros de profundidade em um t\u00fanel\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ele se salvou desse e de outros perigos e ganhou muito dinheiro com o ouro e o t\u00e1xi em que transportava mineradores que lhe pagavam fortunas para ir e vir entre a cidade e o garimpo. \u201cMas gastei tudo co mulheres\u201d, confessou. Depois foi para Manaus, capital do Amazonas, com dois milh\u00f5es de habitantes, para a constru\u00e7\u00e3o da monumental ponte sobre o rio Negro.<\/p>\n<p>Na etapa seguinte, Porto Velho, perto da fronteira com a Bol\u00edvia, desconfiou que algo ruim aconteceria nas obras da hidrel\u00e9trica de Jirau e abandonou o posto onde estava h\u00e1 alguns meses. Dias depois, em mar\u00e7o de 2011, estourou a rebeli\u00e3o dos trabalhadores, que queimaram 60 \u00f4nibus e quase todos os alojamentos para 16 mil oper\u00e1rios, paralisando por v\u00e1rios meses a constru\u00e7\u00e3o de Jirau e de outra grande central vizinha, Santo Antonio, ambas no rio Madeira.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar por outras obras, aos 50 anos, Oliveira regressou a Altamira, cidade de 140 mil habitantes a 55 quil\u00f4metros de Belo Monte, onde procura voltar a trabalhar depois de estar parado desde 2013. Mas est\u00e1 dif\u00edcil, porque a ocupa\u00e7\u00e3o nessa obra est\u00e1 em queda, devido \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o do fim da constru\u00e7\u00e3o das estruturas de concreto. E \u00e9 poss\u00edvel que oper\u00e1rios de sua estirpe, especializados em constru\u00e7\u00e3o pesada, j\u00e1 n\u00e3o tenham futuro em grandes hidrel\u00e9tricas. Belo Monte, por suas controv\u00e9rsias, dificultar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de projetos semelhantes.<\/p>\n<div id=\"attachment_198292\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ponte1.jpg\"><img class=\"wp-image-198292\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ponte1.jpg\" alt=\"Ponte em constru\u00e7\u00e3o na cidade amaz\u00f4nica de Altamira, para evitar inunda\u00e7\u00f5es durante a cheia de um rio. Obras como esta integram o plano b\u00e1sico ambiental, destinado a compensar os impactos da gigantesca hidrel\u00e9trica de Belo Monte, a 55 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, no norte do Brasil. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Ponte em constru\u00e7\u00e3o na cidade amaz\u00f4nica de Altamira, para evitar inunda\u00e7\u00f5es durante a cheia de um rio. Obras como esta integram o plano b\u00e1sico ambiental, destinado a compensar os impactos da gigantesca hidrel\u00e9trica de Belo Monte, a 55 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, no norte do Brasil. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o que se imponha no caso de Belo Monte ditar\u00e1 o destino dos planos do governo para aproveitamento energ\u00e9tico dos rios amaz\u00f4nicos, os \u00fanicos ainda com potencial para gera\u00e7\u00e3o em grande escala, j\u00e1 esgotada em outras partes do Brasil.<\/p>\n<p>Um estudo do n\u00e3o governamental Instituto Socioambiental indica que, completados os planos de constru\u00e7\u00e3o do governo para o per\u00edodo 2005-2030, as hidrel\u00e9tricas amaz\u00f4nicas fornecer\u00e3o 67,5% da nova gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica desse pa\u00eds com 203 milh\u00f5es de habitantes. O pr\u00f3ximo projeto dessa magnitude, S\u00e3o Luiz, no rio Tapaj\u00f3s, a oeste do Xingu, enfrenta um obst\u00e1culo aparentemente insuper\u00e1vel: a necess\u00e1ria inunda\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas para formar sua represa, o que \u00e9 proibido pela Constitui\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Belo Monte, cujo projeto original foi modificado para n\u00e3o inundar terras ind\u00edgenas, \u00e9 duramente criticada por afetar o modo de vida ind\u00edgena. A promotoria acusa a concession\u00e1ria Norte Energia de etnoc\u00eddio e de n\u00e3o cumprir obriga\u00e7\u00f5es com comunidades origin\u00e1rias, que em protesto ocuparam e danificaram v\u00e1rias vezes algumas de suas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00e3o Luiz, projetada para gerar 8.040 megawatts, e outras centrais previstas para o rio Tapaj\u00f3s, enfrentam uma resist\u00eancia potencialmente mais eficaz, encabe\u00e7ada por um povo significativo na bacia, o munduruku, com cerca de 12 mil integrantes. Na \u00e1rea de influ\u00eancia de Belo Monte vivem pouco mais de seis mil ind\u00edgenas divididos em nove grupos e quase a metade em cidades, segundo disse \u00e0 IPS o especialista Francisco Brasil de Moraes, coordenador substituto no Meio Xingu da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), o \u00f3rg\u00e3o estatal de prote\u00e7\u00e3o aos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n<div id=\"attachment_198293\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Francisco.jpg\"><img class=\"wp-image-198293\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Francisco.jpg\" alt=\"Francisco Assis Cardoso, no centro, de camiseta escura, em seu novo com\u00e9rcio de alimentos. Este jovem empreendedor instalou um supermercado e uma farm\u00e1cia em Jatob\u00e1, o novo bairro de Altamira em que toda sua fam\u00edlia foi reassentada devido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da central de Belo Monte, na Amaz\u00f4nia brasileira. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Francisco Assis Cardoso, no centro, de camiseta escura, em seu novo com\u00e9rcio de alimentos. Este jovem empreendedor instalou um supermercado e uma farm\u00e1cia em Jatob\u00e1, o novo bairro de Altamira em que toda sua fam\u00edlia foi reassentada devido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da central de Belo Monte, na Amaz\u00f4nia brasileira. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Outra batalha, a do desenvolvimento local, tem menos repercuss\u00e3o internacional do que a quest\u00e3o ind\u00edgena, mas tamb\u00e9m pode ser decisiva para a aceita\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia. A Norte Energia, um cons\u00f3rcio de dez empresas estatais e privadas e fundos de investimento, destina cerca de US$ 1,1 bilh\u00e3o para a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o dos impactos sociais e ambientais em 11 munic\u00edpios no entorno da megaobra. Esta quantia, sem precedentes em projetos deste tipo, equivale a 12% do total do investimento.<\/p>\n<p>A empresa reassentou 4.100 fam\u00edlias, desalojadas de suas casas para a constru\u00e7\u00e3o da represa, indenizou outras milhares, reurbanizou parte de Altamira e do munic\u00edpio de Vit\u00f3ria de Xingu, incluindo obras de saneamento b\u00e1sico, e construiu ou remodelou seis hospitais, 30 centros de sa\u00fade e 270 salas de aula. Apesar destes n\u00fameros, as queixas chovem de todos os lados.<\/p>\n<p>A Norte Energia instalou o esgoto e as tubula\u00e7\u00f5es nas ruas de Altamira, com modernas instala\u00e7\u00f5es para tratamento de \u00e1gua pot\u00e1vel e de esgoto. Mas atrasou em dez meses o acordo assinado em junho para conectar essas redes \u00e0s moradias, com a prefeitura administrando e a empresa financiando. E levar\u00e1 outro tempo mais para a C\u00e2mara de Vereadores criar uma empresa municipal de saneamento e que o servi\u00e7o comece a funcionar.<\/p>\n<p>\u201cPara minha fam\u00edlia prometeram tr\u00eas casas, porque temos dois filhos casados, mas depois retiraram o direito a duas, talvez porque eu, doente, n\u00e3o possa reclamar\u201d, lamentou Jos\u00e9 de Ribamar do Nascimento, de 62 anos, reassentado no bairro de Jatob\u00e1, ao norte de Altamira, o primeiro constru\u00eddo para as fam\u00edlias desalojadas de \u00e1reas que ser\u00e3o inundadas. Cada casa tem tr\u00eas dormit\u00f3rios, sala, cozinha e banheiro em 63 metros quadrados, mais 300 metros quadrados de terreno, e suas ruas est\u00e3o pavimentadas.<\/p>\n<div id=\"attachment_198294\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/estacao.jpg\"><img class=\"wp-image-198294\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/estacao.jpg\" alt=\"Esta\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00e1gua de Altamira, constru\u00edda pela Norte Energia, concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, na Amaz\u00f4nia brasileira. No momento est\u00e1 ociosa porque os encanamentos instalados na cidade n\u00e3o est\u00e3o conectados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o. O saneamento urbano faz parte das contrapartidas exigidas da empresa. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Esta\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00e1gua de Altamira, constru\u00edda pela Norte Energia, concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, na Amaz\u00f4nia brasileira. No momento est\u00e1 ociosa porque os encanamentos instalados na cidade n\u00e3o est\u00e3o conectados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o. O saneamento urbano faz parte das contrapartidas exigidas da empresa. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Com c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, Nascimento tem dificuldades para caminhar e vive com uma pequena pens\u00e3o, mas acredita em um futuro melhor para a popula\u00e7\u00e3o local gra\u00e7as aos empregos que a hidrel\u00e9trica gera. \u201cAqui se vive muito melhor, nossa velha casa ficava alagada com as chuvas, and\u00e1vamos na \u00e1gua, sobre pontes de madeira podre\u201d, disse sua mulher, Anerita Trindade, de 61 anos. \u201c\u00c0s vezes falta \u00e1gua e n\u00e3o h\u00e1 transporte para o centro da cidade, mas agora estamos em terra firme\u201d, comemorou.<\/p>\n<p>Melhor sorte teve Francisco Assis Cardoso, que aos 32 anos se converteu no maior comerciante de Jatob\u00e1. Sua fam\u00edlia de quatro irm\u00e3os obteve cinco casas cont\u00edguas, isso lhe permitiu construir um supermercado em sociedade com sua m\u00e3e e uma farm\u00e1cia. \u201cEu trabalhava em uma farm\u00e1cia, \u00e9 o que sei fazer\u201d, afirmou. Mas critica a Norte Energia por demorar paraa cumprir as promessas de escola, \u00f4nibus e postos de sa\u00fade nos cinco novos bairro e \u201cpelas injusti\u00e7as\u201d na distribui\u00e7\u00e3o de moradias.<\/p>\n<p>Um Plano de Desenvolvimento Regional Sustent\u00e1vel do Xingu busca ir al\u00e9m das compensa\u00e7\u00f5es por despejo e outros impactos das reservas. Uma coordena\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria entre sociedade e governos escolhe projetos que s\u00e3o financiados pela Norte Energia. A Agenda de Desenvolvimento Territorial foi elaborada com estudos e consultas de uma equipe contratada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), que financiou 80% da constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte.<\/p>\n<p>Um terceiro desafio de Belo Monte \u00e9 provar sua validade a cr\u00edticos de seu pr\u00f3prio setor el\u00e9trico, que se op\u00f5em a centrais de passagem, as que aproveitam a \u00e1gua sem ret\u00ea-la, t\u00eam pequenas represas e baixa gera\u00e7\u00e3o na \u00e9poca de estiagem. Belo Monte vai gerar, em m\u00e9dia, apenas 40% de seus 11.233 megawatts de capacidade instalada. Para n\u00e3o inundar terras ind\u00edgenas, reduziu sua represa para 478 quil\u00f4metros quadrados, 39% do previsto no projeto original da d\u00e9cada de 1980. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Mario Osava, da IPS &ndash;&nbsp; Altamira, Brasil, 31\/7\/2015 &ndash; Paulo de Oliveira trabalha como taxista na cidade de Altamira, norte do Brasil, mas s&oacute; quando est&aacute; desempregado do que considera sua verdadeira profiss&atilde;o, operador de ve&iacute;culos pesados, como betoneiras, caminh&otilde;es e tratores especiais para grandes obras. 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