{"id":19442,"date":"2015-08-06T12:46:59","date_gmt":"2015-08-06T12:46:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=198480"},"modified":"2015-08-06T12:46:59","modified_gmt":"2015-08-06T12:46:59","slug":"paquistao-proporciona-refugio-seguro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/08\/ultimas-noticias\/paquistao-proporciona-refugio-seguro\/","title":{"rendered":"Paquist\u00e3o proporciona ref\u00fagio seguro"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_198481\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/paki-629x420.jpg\"><img class=\"wp-image-198481\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/paki-629x420.jpg\" alt=\"Um grupo de refugiadas afeg\u00e3s e seus filhos esperam a chegada do ent\u00e3o secret\u00e1rio-geral da ONU, Kofi Annan, no acampamento paquistan\u00eas de Shamshatoo, em dezembro de 2001. Foto: Eskinder Debebe\/ONU\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um grupo de refugiadas afeg\u00e3s e seus filhos esperam a chegada do ent\u00e3o secret\u00e1rio-geral da ONU, Kofi Annan, no acampamento paquistan\u00eas de Shamshatoo, em dezembro de 2001. Foto: Eskinder Debebe\/ONU<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Thalif Deen, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 6\/8\/2015 \u2013 A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) declarou que 2015 j\u00e1 \u00e9 \u201co ano mais mortal\u201d para milh\u00f5es de migrantes e solicitantes de asilo que fogem de situa\u00e7\u00f5es de guerra e persegui\u00e7\u00e3o em seus pa\u00edses de origem. Mas o Paquist\u00e3o proporciona ref\u00fagio seguro. \u201cEm todo o mundo, um em cada 122 seres humanos \u00e9 atualmente refugiado, ou deslocado ou solicitante de asilo\u201d, afirmou o escrit\u00f3rio do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (Acnur).<\/p>\n<p>Mas um dos fatos menos divulgados \u00e9 que o Paquist\u00e3o foi um dos primeiros pa\u00edses a dar prote\u00e7\u00e3o segura a milh\u00f5es de pessoas que fogem de um conflito militar em um pa\u00eds vizinho, o Afeganist\u00e3o. Segundo o Acnur, esse pa\u00eds vem abrigando mais de 1,5 milh\u00e3o de refugiados afeg\u00e3os registrados desde a invas\u00e3o sovi\u00e9tica ao territ\u00f3rio afeg\u00e3o, em 1980.<\/p>\n<p>Atualmente, a Turquia ocupa o primeiro lugar, pois tem registrados mais de 1,7 milh\u00e3o de refugiados, principalmente da S\u00edria, que est\u00e1 devastada pela guerra. O Paquist\u00e3o vem em segundo lugar e Jord\u00e2nia em terceiro, com 800 mil. Os pa\u00edses em desenvolvimento agora recebem mais de 86% dos refugiados do mundo, em compara\u00e7\u00e3o com os 70% de h\u00e1 dez anos.<\/p>\n<p>Diante da consulta sobre como seu pa\u00eds enfrentou essa crise nos anos 1980, a representante permanente do Paquist\u00e3o junto \u00e0 ONU, Maleeha Lodhi, explicou \u00e0 IPS que, na realidade, seu pa\u00eds recebeu muito mais de tr\u00eas milh\u00f5es de refugiados no momento mais \u00e1lgido do conflito, em 1990. Um censo de 2005 confirmou esse n\u00famero, do qual 1,5 milh\u00e3o de registrados, enquanto o restante estava sem documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA ONU e a comunidade internacional tiveram um papel importante no apoio aos esfor\u00e7os do Paquist\u00e3o para cuidar de nossas irm\u00e3s e irm\u00e3os afeg\u00e3os\u201d, pontuou Lodhi. \u201cMas boa parte desse esfor\u00e7o se deveu aos nossos pr\u00f3prios modestos recursos, porque consideramos que esta \u00e9 nossa responsabilidade humanit\u00e1ria\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cFoi o povo do Paquist\u00e3o que mostrou uma generosidade e uma compaix\u00e3o exemplares ao abra\u00e7ar os refugiados afeg\u00e3os e estender-lhes sua ajuda e seu apoio, e isso por mais de tr\u00eas d\u00e9cadas\u201d, ressaltou a embaixadora. Em um painel da ONU sobre a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados e migrantes, realizado na \u00faltima semana de julho, Lodhi afirmou que \u201cnunca tentamos devolver nenhum, nem erguemos barreiras ou muros, mas os abra\u00e7amos como parte de nossa responsabilidade humana\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto centenas de milhares de refugiados continuam fugindo para a Europa, alguns pa\u00edses desse continente tentam limitar a quantidade entradas ou proibi-las completamente. Peter Sutherland, representante especial da ONU para as Migra\u00e7\u00f5es Internacionais, disse \u00e0 imprensa que a tentativa de proibir a entrada de imigrantes e refugiados, especialmente os procedentes de S\u00edria, L\u00edbia, Eritreia, Som\u00e1lia, Sud\u00e3o e Afeganist\u00e3o, \u00e9 \u201cuma resposta xen\u00f3foba \u00e0 quest\u00e3o da livre circula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A crise humanit\u00e1ria se derramou sobre a Europa, especialmente a Alemanha: s\u00e3o registrados cerca de 175 mil pedidos de asilo, contra os 25 mil apresentados na Gr\u00e3-Bretanha no ano passado. Segundo a ONU, a Uni\u00e3o Europeia (UE), com 28 pa\u00edses membros, recebeu 570.800 solicita\u00e7\u00f5es de asilo no ano passado, o que representa aumento de quase 44% em rela\u00e7\u00e3o a 2013.<\/p>\n<p>O ponto cr\u00edtico, segundo o jornal norte-americano <em>The New York Times<\/em>, est\u00e1 nas principais autopistas brit\u00e2nicas, lotadas de tr\u00e1fego, onde os imigrantes abrem passagem atrav\u00e9s do T\u00fanel do Canal da Mancha desde a cidade portu\u00e1ria francesa de Calais. \u201cOs brit\u00e2nicos culpam os franceses, os franceses culpam os brit\u00e2nicos, e ambos culpam a UE por uma pol\u00edtica incoerente para as milhares de pessoas, muitas delas fugindo de horrores pol\u00edticos em seus pa\u00edses e que na Europa tentam encontrar emprego e um futuro melhor para elas suas fam\u00edlias\u201d, afirmou o jornal.<\/p>\n<p>Enquanto a \u00c1ustria anunciou medidas de emerg\u00eancia para resolver a crise de refugiados na frente nacional, o chanceler desse pa\u00eds, Werner Faymann, declarou que dar acolhida aos refugiados \u00e9 um direito humano que seu Estado est\u00e1 obrigado legal e moralmente a cumprir. A \u00c1ustria tem cerca de 8,5 milh\u00f5es de habitantes, e na primeira metade deste ano recebeu mais de 28 mil pedidos de asilo, pouco mais do que em 2014.<\/p>\n<p>Acredita-se que no ano passado morreram 3.072 imigrantes que tentavam cruzar o Mar Mediterr\u00e2neo, enquanto estima-se que esse n\u00famero foi de 700 em 2013, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM). No mundo, esta ag\u00eancia estima que morreram pelo menos 4.077 migrantes no ano passado, e pelo menos 40 mil desde 2000.<\/p>\n<p>\u201cA verdadeira quantidade de v\u00edtimas mortais provavelmente seja maior, pois muitas mortes ocorrem em regi\u00f5es afastadas e nunca s\u00e3o registradas. Alguns especialistas sugerem que para cada cad\u00e1ver encontrado h\u00e1 pelo menos outros dois que nunca ser\u00e3o descobertos\u201d, apontou a OIM.<\/p>\n<p>Lodhi afirmou \u00e0 IPS que, \u201cembora os desafios atuais n\u00e3o tenham precedentes quanto ao seu alcance e sua natureza, eles exigem respostas ancoradas nos valores da compaix\u00e3o e da empatia, bem com estar \u00e0 altura de nossa responsabilidade humanit\u00e1ria coletiva\u201d. No painel da ONU, a embaixadora afirmou que metade dos refugiados do mundo atualmente s\u00e3o meninos e meninas, e que esse n\u00famero aumenta exponencialmente.<\/p>\n<p>As mortes no Mediterr\u00e2neo se somam aos falecimentos ou desaparecimentos de mu\u00e7ulmanos rohingyas enquanto fugiam da persegui\u00e7\u00e3o, do confinamento e das ondas de viol\u00eancia mortal que sofriam. \u201cComo a comunidade internacional respondeu a tudo isso?\u201d, perguntou Lodhi.<\/p>\n<p>\u201cFrancamente, n\u00e3o fazendo o suficiente e n\u00e3o agindo de modo decisivo em vista dessa emerg\u00eancia humanit\u00e1ria. De modo vergonhoso, a comunidade internacional ignorou no passado enormes sofrimentos humanos. Nos lembramos de Ruanda e Srebrenica, entre outras crises\u201d. E, ressaltou Lodhi, a atual crise de refugiados pode assinalar um novo motivo de vergonha. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Thalif Deen, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 6\/8\/2015 &ndash; A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) declarou que 2015 j&aacute; &eacute; &ldquo;o ano mais mortal&rdquo; para milh&otilde;es de migrantes e solicitantes de asilo que fogem de situa&ccedil;&otilde;es de guerra e persegui&ccedil;&atilde;o em seus pa&iacute;ses de origem. 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