{"id":19487,"date":"2015-08-12T13:16:07","date_gmt":"2015-08-12T13:16:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=198705"},"modified":"2015-08-12T13:16:07","modified_gmt":"2015-08-12T13:16:07","slug":"artistas-caribenhos-pela-justica-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/08\/ultimas-noticias\/artistas-caribenhos-pela-justica-climatica\/","title":{"rendered":"Artistas caribenhos pela justi\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_198706\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/stalucia1-629x420.jpg\"><img class=\"wp-image-198706\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/stalucia1-629x420.jpg\" alt=\"O premiado poeta Kendel Hippolyte, de Santa L\u00facia, afirma que os seres humanos tratariam a Terra de outra maneira se a vissem como sua \u201cm\u00e3e\u201d. Foto: Kenton X. Chance\/IPS\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O premiado poeta Kendel Hippolyte, de Santa L\u00facia, afirma que os seres humanos tratariam a Terra de outra maneira se a vissem como sua \u201cm\u00e3e\u201d. Foto: Kenton X. Chance\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Kenton X. Chance, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Castries, Santa L\u00facia, 12\/8\/2015 \u2013 O premiado poeta e dramaturgo Kendel Hippolyte, de Santa L\u00facia, considera que para cuidar do planeta \u00e9 necess\u00e1rio que os cidad\u00e3os do Caribe considerem a Terra como sua m\u00e3e. \u201cPara mim \u00e9 t\u00e3o b\u00e1sico: a Terra da qual dependemos e na qual vivemos \u00e9 nossa m\u00e3e e h\u00e1 formas de tratar nossas m\u00e3es e nos relacionarmos com elas\u201d, disse \u00e0 IPS o escritor de 64 anos, ganhador da Medalha de Ouro ao M\u00e9rito por sua Contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s Artes de Santa L\u00facia.<\/p>\n<p>\u201cSe tratamos nossas m\u00e3es como se sup\u00f5e que as pessoas devem tratar suas m\u00e3es, tudo tem sentido\u201d, afirmou Hippolyte na confer\u00eancia clim\u00e1tica Voc\u00eas e a Imagina\u00e7\u00e3o Juntos Pela Justi\u00e7a Clim\u00e1tica, realizada em julho. Esse poeta \u00e9 um dos muitos artistas do Caribe insular que concordaram em utilizar sua influ\u00eancia na sociedade para educar a popula\u00e7\u00e3o dessa vulner\u00e1vel regi\u00e3o sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e as a\u00e7\u00f5es que podem ser adotadas a t\u00edtulo pessoal.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia tratou da cria\u00e7\u00e3o de um grupo informal de artistas e jornalistas caribenhos, que ser\u00e3o preparados para que somem sua voz, de forma individual ou coletiva, para defender e participar de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o, se concentrando inicialmente nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais que ocorrer\u00e3o durante a 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 21) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (CMNUCC). A COP 21 dever\u00e1 conseguir um acordo universal e vinculante e acontecer\u00e1 em Paris, entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro.<\/p>\n<p>Entre os artistas que aderiram \u00e0 iniciativa estavam o m\u00fasico de Trinidad e Tobago dedicado ao g\u00eanero calipso, David Michael Rudder, a artista brit\u00e2nica nascida em Barbados, Alison Hinds, dedicada ao g\u00eanero soca, e Gamal Doyle, de S\u00e3o Vicente e Granadinas, conhecido com Skinhy Fabulous (Fabuloso Fraco).<\/p>\n<p>Pensando na COP 21, os negociadores do Caribe buscam o apoio de artistas da regi\u00e3o para divulgar a mensagem de justi\u00e7a clim\u00e1tica, cujo principal argumento \u00e9 que a contribui\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a clim\u00e1tica dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento (Peid) \u00e9 m\u00ednimo e, no entanto, s\u00e3o os mais afetados pelos seus efeitos negativos. Por isso, os pa\u00edses que s\u00e3o respons\u00e1veis em grande parte pelo aquecimento global devem ajud\u00e1-los a financiar os esfor\u00e7os de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ministro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, Energia, Ci\u00eancia e Tecnologia de Santa L\u00facia, James Fletcher, apontou \u00e0 IPS que na COP 21 os Peid pressionar\u00e3o para conseguir um acordo s\u00f3lido e vinculante que mantenha o aumento da temperatura global abaixo de 1,5 a 2 graus cent\u00edgrados, com rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. De fato, os negociadores marcaram o limite de forma determinante com o <em>slogan<\/em> \u201c1,5 para sobreviver\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo se for limitado o aumento da temperatura a dois graus, os pa\u00edses da Comunidade do Caribe (Caricom) registrar\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o entre 10% e 20% nas precipita\u00e7\u00f5es, afirmou Fletcher. O Caricom \u00e9 integrado por 15 membros: Antiga e Barbuda, Bahamas, Barbados, Dominica, Granada, Haiti, S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o e Neves, Santa L\u00facia, S\u00e3o Vicente e Granadinas, Montserrat, e Trinidad e Tobago, al\u00e9m de Guiana e Suriname, na Am\u00e9rica do Sul, Jamaica, na parte norte do Caribe, e Belize, na Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<div id=\"attachment_198707\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/stalucia2.jpg\"><img class=\"wp-image-198707\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/stalucia2.jpg\" alt=\"Os negociadores do Caribe afirmam que \u00e9 necess\u00e1rio limitar o aumento da temperatura global em 1,5 grau cent\u00edgrado, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca pr\u00e9-industrial, para proteger a infraestrutura, como em Kingstown, capital de S\u00e3o Vicente e Granadinas. Foto: Kenton X. Chance\/IPS\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Os negociadores do\u00a0Caribe afirmam que \u00e9 necess\u00e1rio limitar o aumento da temperatura global em 1,5\u00a0grau cent\u00edgrado, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca pr\u00e9-industrial, para proteger a\u00a0infraestrutura, como em Kingstown, capital de S\u00e3o Vicente e Granadinas. Foto:\u00a0Kenton X. Chance\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Com um aumento de dois graus cent\u00edgrados, o Caribe registrar\u00e1 uma eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar superior ao de outras regi\u00f5es do mundo. H\u00e1 modelos sustentando que com dois graus mais em escala global, o n\u00edvel do mar aumentar\u00e1 um metro no Caribe, segundo Fletcher. Isso se traduz na perda de 1.300 quil\u00f4metros quadrados de terras, equivalentes \u00e0 superf\u00edcie de Barbados, Antiga e Barbuda, Anguila, S\u00e3o Vicente e Granadinas somadas, acrescentou. Al\u00e9m disso, cerca de 110 mil pessoas, o equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Vicente e as Granadinas, ficar\u00e3o deslocadas.<\/p>\n<p>Em uma regi\u00e3o t\u00e3o dependente do turismo, 149 centros tur\u00edsticos sofrer\u00e3o danos, cinco centrais de energia e 21 aeroportos da Caricom ficar\u00e3o danificados ou destru\u00eddos, e 1% das terras cultiv\u00e1veis, bem como o entorno dos aeroportos e 567 quil\u00f4metros de estradas ser\u00e3o perdidos. Os pa\u00edses do Caribe, famosos pelo sol, o mar e a areia, se apressem em tomar medidas de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o ao aquecimento global.<\/p>\n<p>No entanto, Hippolyte acredita que as pessoas podem fazer muito mais e, embora exista muita informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o do Caribe, \u00e9 necess\u00e1rio conseguir uma mudan\u00e7a de atitude. \u201cSe a informa\u00e7\u00e3o chegar ao cora\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o seguir\u00e1 de m\u00e3os e depois de corpo com o que fizermos e n\u00e3o fizermos\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Na confer\u00eancia sobre justi\u00e7a clim\u00e1tica, Didacus Jules, diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o de Estados do Caribe Oriental (Oeco), pontuou \u00e0 IPS que \u201ca justi\u00e7a radica na prote\u00e7\u00e3o doa mais vulner\u00e1veis, sejam pessoas ou Estados marginalizados\u201d. A Oeco \u00e9 um grupo econ\u00f4mico e pol\u00edtico dentro da Caricom, com nove membros.<\/p>\n<p>A maior parte da infraestrutura dos Peid est\u00e1 na faixa costeira e corre perigo por causa do aumento do n\u00edvel do mar, afirmou Jules \u00e0 IPS, acrescentando que \u201cas consequ\u00eancias negativas da mudan\u00e7a clim\u00e1tica tamb\u00e9m incidem em como interagirmos entre n\u00f3s, enquanto pessoas, pois temos que competir por recursos limitados\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Jules, \u201ca mensagem de justi\u00e7a clim\u00e1tica deve chegar a todos os rinc\u00f5es da regi\u00e3o e n\u00e3o apenas o que \u00e9 mostrado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o globais, que nem sempre d\u00e3o destaque aos interesses dos Peid. Vemos o poder de nossos artistas. A m\u00fasica do Caribe \u00e9 uma for\u00e7a global, cujo impacto supera o de qualquer furac\u00e3o que j\u00e1 tenha nos afetado\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Apesar da vulnerabilidade e dos desafios, \u201cnos unirmos e utilizarmos nossas vozes pode enviar um forte sinal para que o mundo saiba que somos totalmente conscientes das consequ\u00eancias de n\u00e3o contar com um acordo internacional vinculante em mat\u00e9ria de mudan\u00e7a clim\u00e1tica e do impacto nos Peid de nossa regi\u00e3o. O importante \u00e9 que as consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica amea\u00e7am nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia. V\u00e3o nos ouvir\u201d, enfatizou Jules.<\/p>\n<p>\u201cA alian\u00e7a dos pequenos Estados insulares deixou claro que aspira que se tenha 1,5 grau cent\u00edgrado como objetivo e limite de temperatura para a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica no acordo de Paris\u201d, ressaltou o diretor da Oeco. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Kenton X. 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