{"id":19569,"date":"2015-08-27T13:33:01","date_gmt":"2015-08-27T13:33:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=199512"},"modified":"2015-08-27T13:33:01","modified_gmt":"2015-08-27T13:33:01","slug":"linha-telefonica-de-ajuda-a-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/08\/ultimas-noticias\/linha-telefonica-de-ajuda-a-refugiados\/","title":{"rendered":"Linha telef\u00f4nica de ajuda a refugiados"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_199513\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/iraquies-629x420.jpg\"><img class=\"wp-image-199513\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/iraquies-629x420.jpg\" alt=\"As crian\u00e7as suportam o peso do conflito armado no Iraque. Foto: Departamento da Gr\u00e3-Bretanha para o Desenvolvimento Internacional\/CC-BY-2.0\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As crian\u00e7as suportam o peso do conflito armado no Iraque. Foto: Departamento da Gr\u00e3-Bretanha para o Desenvolvimento Internacional\/CC-BY-2.0<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Kanya D\u2019Almeida, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 27\/8\/2015 \u2013 Ag\u00eancias da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) lan\u00e7aram, no dia 25, uma linha telef\u00f4nica de ajuda aos mais de tr\u00eas milh\u00f5es de refugiados no Iraque, para fornecer informa\u00e7\u00e3o sobre servi\u00e7os humanit\u00e1rios de emerg\u00eancia, como distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, sa\u00fade e moradia.<\/p>\n<p>O Iraque vive uma crise \u201csem precedentes\u201d desde janeiro de 2014, com mais de 3,1 milh\u00f5es de pessoas refugiadas devido \u00e0 viol\u00eancia e aos enfrentamentos vinculados ao avan\u00e7o territorial do grupo extremista Estado Isl\u00e2mico e \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de contra-insurg\u00eancia do governo, segundo o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (Acnur).<\/p>\n<p>Os refugiados est\u00e3o dispersos em mais de tr\u00eas mil locais por todo o pa\u00eds, e v\u00e1rios milhares de pessoas se encontram em zonas remotas de dif\u00edcil acesso para os trabalhadores humanit\u00e1rios, afirma um comunicado divulgado no dia 24 deste m\u00eas pelo Acnur, Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Escrit\u00f3rio para a Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Humanit\u00e1rios (Ocha). No total, 8,2 milh\u00f5es de iraquianos, quase 25% da popula\u00e7\u00e3o de 33 milh\u00f5es precisam de assist\u00eancia humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em conversa telef\u00f4nica com a IPS desde a cidade iraquiana de Erbil, Kareem Elbayar, diretor de programa do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Servi\u00e7os para Projetos (Unops), encarregado da linha telef\u00f4nica de ajuda, explicou que o novo servi\u00e7o busca oferecer informa\u00e7\u00e3o que salve vidas nas opera\u00e7\u00f5es de socorro realizadas pelas ag\u00eancias da ONU e por organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Ainda em fase-piloto, qualquer telefone celular iraquiano pode se comunicar com o centro de informa\u00e7\u00e3o, cuja sede fica em Erbil, pelo n\u00famero 6999. \u201cTemos sete pessoas que trabalham em um dia normal de expediente, das 8h30 \u00e0s 17h30, de domingo a quinta-feira. Falam \u00e1rabe, ingl\u00eas e as variedades sorani e badini do curdo\u201d, afirmou Elbayar.<\/p>\n<p>O n\u00famero de chamadas que o centro de informa\u00e7\u00e3o pode administrar em determinado momento depende da rede telef\u00f4nica de cada usu\u00e1rio individual. Por exemplo, a Korek, principal empresa de telefonia m\u00f3vel no norte do Iraque, colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o 20 linhas para essa finalidade. \u201cIsso significa que 20 pessoas podem ligar ao mesmo tempo, mas a pessoa n\u00famero 21 receber\u00e1 sinal de ocupado\u201d, explicou Elbayar. Mas outras companhias de telefonia podem oferecer apenas um punhado de linhas ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>De acordo com estat\u00edsticas de um informe de 2014 realizado pela rede de Comunica\u00e7\u00e3o com Comunidades Afetadas pelos Desastres (CDAC), Elbayar destacou que a penetra\u00e7\u00e3o da telefonia m\u00f3vel no pa\u00eds devastado pela guerra supera os 90%, o que significa que \u201cquase todos os refugiados t\u00eam acesso a um telefone celular\u201d.<\/p>\n<p>Uma recomenda\u00e7\u00e3o feita por esse informe lan\u00e7ou a ideia de uma linha de ajuda centralizada, poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es financeiras do Acnur, PMA e Ocha. Elbayar informou que o financiamento da fase-piloto, que chegou a US$ 750 mil, permitiu que o Unops aumentasse o pessoal e adquirisse equipamentos, de forma a garantir um ano de funcionamento b\u00e1sico.<\/p>\n<p>O centro foi constru\u00eddo com \u201ccapacidade de expans\u00e3o\u201d e tem capacidade para abrigar 250 operadores por turno, mas ser\u00e1 necess\u00e1rio um financiamento adicional para ampliar a iniciativa, detalhou Elbayar. A linha direta \u00e9 apenas o primeiro passo, a parte mais dif\u00edcil \u00e9 divulgar a not\u00edcia de sua exist\u00eancia, acrescentou.<\/p>\n<p>As ag\u00eancias de ajuda colocaram folhetos e cartazes nos acampamentos de refugiados, mas 90% destes vivem fora dos mesmos em comunidades que fazem o poss\u00edvel para proteger e manter essa popula\u00e7\u00e3o civil afetada pela guerra, segundo o \u00faltimo Plano de Resposta Humanit\u00e1ria para o Iraque, realizado pelo Ocha.<\/p>\n<p>\u201cTanto o governo federal iraquiano como o governo regional do Curdist\u00e3o ofereceram-se para fazer uma campanha por mensagens de texto para os propriet\u00e1rios de telefone celular em certas \u00e1reas, por isso esperamos enviar uma mensagem a todos os celulares no Iraque com informa\u00e7\u00e3o sobre o centro de chamadas\u201d, pontuou Elbayar.<\/p>\n<p>O Plano de Resposta Humanit\u00e1ria para 2015 estima que cerca de 6,7 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade, e que 4,1 milh\u00f5es dos 7,1 milh\u00f5es de pessoas que atualmente n\u00e3o contam com servi\u00e7os de \u00e1gua, saneamento e higiene, sofrem uma \u201cnecessidade extrema\u201d.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as s\u00e3o as mais afetadas, muitas delas feridas, maltratadas, traumatizadas ou perto de morrer de fome. Quase tr\u00eas milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes afetados pelo conflito n\u00e3o frequentam uma escola. Dos refugiados, 50% necessitam de abrigo com urg\u00eancia e 700 mil sobrevivem em barracas de campanha improvisadas ou constru\u00e7\u00f5es abandonadas.<\/p>\n<p>Em junho, o Ocha informou que \u201cgrande parte do cintur\u00e3o cerealista iraquiano est\u00e1 sob controle direto dos grupos armados. A infraestrutura foi destru\u00edda e a produ\u00e7\u00e3o de cultivos diminuiu sensivelmente\u201d. Assim, cerca de 4,4 milh\u00f5es de pessoas precisam de ajuda alimentar de emerg\u00eancia. Muitas est\u00e3o desnutridas e dezenas de milhares pulam pelo menos uma refei\u00e7\u00e3o por dia, enquanto outras passam o dia inteiro sem comer.<\/p>\n<p>Resta saber se a linha de ajuda conseguir\u00e1 mitigar no longo prazo a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o dos refugiados, enquanto as ag\u00eancias humanit\u00e1rias lidam com grande d\u00e9ficit de financiamento e a quantidade de pessoas necessitadas n\u00e3o d\u00e1 sinais de diminuir. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Kanya D&rsquo;Almeida, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 27\/8\/2015 &ndash; Ag&ecirc;ncias da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) lan&ccedil;aram, no dia 25, uma linha telef&ocirc;nica de ajuda aos mais de tr&ecirc;s milh&otilde;es de refugiados no Iraque, para fornecer informa&ccedil;&atilde;o sobre servi&ccedil;os humanit&aacute;rios de emerg&ecirc;ncia, como distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos, sa&uacute;de e moradia. 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