{"id":19925,"date":"2015-10-01T13:54:47","date_gmt":"2015-10-01T13:54:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=201176"},"modified":"2015-10-01T13:54:47","modified_gmt":"2015-10-01T13:54:47","slug":"africa-muito-dependente-da-ajuda-externa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/10\/ultimas-noticias\/africa-muito-dependente-da-ajuda-externa\/","title":{"rendered":"\u00c1frica muito dependente da ajuda externa"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_201177\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Africa.jpg\"><img class=\"wp-image-201177\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Africa.jpg\" alt=\"Granja Sidemane, a poucos quil\u00f4metros de Mbabane, em Suazil\u00e2ndia. Foto: Mantoe Phakathi\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Granja Sidemane, a poucos quil\u00f4metros de Mbabane, em Suazil\u00e2ndia. Foto: Mantoe Phakathi\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Thalif Deen, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 1\/10\/2015 \u2013 O prazo para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) vence em dezembro, e uma das perguntas pendentes \u00e9 por que os pa\u00edses africanos conseguiram avan\u00e7os em alguns, mas n\u00e3o na maioria. Um novo estudo, intitulado <em>Avalia\u00e7\u00e3o do Progresso na \u00c1frica para os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio<\/em>, publicado em Nova York, indica que os deficientes mecanismos de aplica\u00e7\u00e3o e a excessiva depend\u00eancia da ajuda ao desenvolvimento prejudicaram a sustentabilidade econ\u00f4mica de v\u00e1rios dos oito ODM, inclu\u00edda a erradica\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o da pobreza extrema e da fome.<\/p>\n<p>O documento, preparado por Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a \u00c1frica, Uni\u00e3o Africana, Banco Africano de Desenvolvimento e Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), diz que, \u201cap\u00f3s ter feito progressos animadores a respeito dos ODM, os pa\u00edses africanos t\u00eam a oportunidade de usar os rec\u00e9m-apresentados Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) para enfrentar os desafios pendentes e conseguir um grande progresso\u201d.<\/p>\n<p>Os 17 ODS, adotados no dia 27 de setembro por governantes de todo o mundo, em uma reuni\u00e3o de c\u00fapula na ONU, t\u00eam como meta o ano de 2030 para erradicar a pobreza e a fome no planeta.<\/p>\n<p>Se prev\u00ea que a assist\u00eancia oficial para o desenvolvimento (AOD) na \u00c1frica se manter\u00e1 baixa at\u00e9 2018, com m\u00e9dia de US$ 47 bilh\u00f5es anuais. Portanto, recomenda o informe, a aten\u00e7\u00e3o deveria se voltar para o aumento e a diversifica\u00e7\u00e3o das economias, mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos internos e novos s\u00f3cios, desatar o potencial econ\u00f4mico das mulheres e combater os movimentos financeiros il\u00edcitos.<\/p>\n<p>Abdoulaye Mar Dieye, diretor do Escrit\u00f3rio Regional para a \u00c1frica do Pnud, explicou \u00e0 IPS que a falta de recursos financeiros tem sido um dos maiores obst\u00e1culos para que os pa\u00edses africanos possam cumprir os ODM. E a AOD parece estar chegando a uma estagna\u00e7\u00e3o, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, existe a necessidade de os pa\u00edses realizarem esfor\u00e7os concertados para mobilizar os recursos nacionais, construir infraestrutura financeira e garantir que sejam implantadas medidas e institui\u00e7\u00f5es reguladoras apropriadas\u201d, acrescentou Dieye. Ainda assim, n\u00e3o basta a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos, pois deve estar acompanhada de pol\u00edticas adequadas para um emprego eficaz dos fundos nas finalidades previstas, ressaltou.<\/p>\n<p>Segundo Dieye, \u201cdevemos conceber estrat\u00e9gias para superar o desafio do financiamento. A AOD dever servir como um catalisador\u201d. Por exemplo, uma propor\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel da AOD deve ser usada para desenvolver capacidade institucional para a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos internos nos pa\u00edses menos adiantados, sugeriu. E acrescentou que \u00e9 preciso mobilizar outras fontes de financiamento, como as remessas, o setor privado, a coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul, os fundos do setor minerador e demais setores.<\/p>\n<p>Embora as taxas globais de pobreza sigam em torno de 48%, segundo c\u00e1lculos mais recentes, a maioria dos pa\u00edses avan\u00e7ou pelo menos em uma das metas. G\u00e2mbia reduziu a pobreza em 32% entre 1990 e 2010, enquanto a Eti\u00f3pia o fez em um ter\u00e7o.<\/p>\n<p>Algumas pol\u00edticas e iniciativas foram pioneiras, segundo o documento, como a Escola para Maridos, em N\u00edger, que conseguiu transformar os homens em aliados na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade reprodutiva das mulheres, no planejamento familiar e na mudan\u00e7a de atitude em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 igualdade de g\u00eanero. E em Cabo Verde foram plantados milh\u00f5es de \u00e1rvores nos \u00faltimos anos, e sua cobertura florestal aumentou 6%.<\/p>\n<p>Ainda assim, o informe alerta que falta muito trabalho para garantir uma melhora no n\u00edvel de vida de todas as mulheres e todos os homens africanos. \u201cEmbora o crescimento econ\u00f4mico tenha sido relativamente forte, n\u00e3o foi r\u00e1pido nem includente o suficiente para criar postos de trabalho. Do mesmo modo, muitos pa\u00edses conseguiram o acesso ao ensino prim\u00e1rio, mas ainda devem ser abordados problemas consider\u00e1veis de qualidade e igualdade\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>O estudo alerta que o desenvolvimento sustent\u00e1vel ser\u00e1 imposs\u00edvel, a menos que os pa\u00edses e as comunidades africanas sejam resistentes, capazes de antecipar, dar forma e se adaptar aos desafios que enfrentam, que incluem os desastres relacionados com o clima, as crises sanit\u00e1rias, como a epidemia de ebola na \u00c1frica ocidental, os conflitos armados e a instabilidade. O investimento em preven\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o minimizar\u00e1 os riscos e os custos futuros.<\/p>\n<p>A \u00c1frica experimentou uma acelera\u00e7\u00e3o no crescimento econ\u00f4mico, instalou redes de seguran\u00e7a social ambiciosas e pol\u00edticas concebidas para impulsionar a educa\u00e7\u00e3o e combater o v\u00edrus HIV, causador da aids, e outras enfermidades. O continente tamb\u00e9m incorporou cotas de mulheres no parlamento, est\u00e1 na lideran\u00e7a em n\u00edvel internacional em mat\u00e9ria de igualdade de g\u00eanero, e melhorou a paridade de g\u00eanero nas escolas prim\u00e1rias. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Thalif Deen, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 1\/10\/2015 &ndash; O prazo para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (ODM) da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) vence em dezembro, e uma das perguntas pendentes &eacute; por que os pa&iacute;ses africanos conseguiram avan&ccedil;os em alguns, mas n&atilde;o na maioria. 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