{"id":19929,"date":"2015-10-02T14:25:07","date_gmt":"2015-10-02T14:25:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=201201"},"modified":"2015-10-02T14:25:07","modified_gmt":"2015-10-02T14:25:07","slug":"metas-climaticas-frustram-ambientalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/10\/ultimas-noticias\/metas-climaticas-frustram-ambientalistas\/","title":{"rendered":"Metas clim\u00e1ticas frustram ambientalistas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_201202\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/pastagens.jpg\"><img class=\"wp-image-201202\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/pastagens.jpg\" alt=\"As pastagens substitu\u00edram as florestas amaz\u00f4nicas em Brasil Novo, um munic\u00edpio da bacia do rio Xingu, onde \u00e9 constru\u00edda a gigantesca hidrel\u00e9trica de Belo Monte. A pecu\u00e1ria de baixa produtividade, com um ou dois animais por hectare, \u00e9 o grande fator do desmatamento e da degrada\u00e7\u00e3o do solo na regi\u00e3o, e a meta do governo \u00e9 recuperar apenas um quarto da \u00e1rea degradada por essa atividade. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As pastagens substitu\u00edram as florestas amaz\u00f4nicas em Brasil Novo, um munic\u00edpio da bacia do rio Xingu, onde \u00e9 constru\u00edda a gigantesca hidrel\u00e9trica de Belo Monte. A pecu\u00e1ria de baixa produtividade, com um ou dois animais por hectare, \u00e9 o grande fator do desmatamento e da degrada\u00e7\u00e3o do solo na regi\u00e3o, e a meta do governo \u00e9 recuperar apenas um quarto da \u00e1rea degradada por essa atividade. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Mario Osava, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Rio de Janeiro, Brasil, 2\/10\/2015 \u2013 O programa do Brasil de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE), que provocam o aquecimento global, deixou os ambientalistas insatisfeitos, por sua falta de ambi\u00e7\u00e3o em aspectos fundamentais. \u201c\u00c9 louv\u00e1vel a decis\u00e3o de apresentar metas absolutas de redu\u00e7\u00e3o, mas elas poderiam ser melhores e mais ambiciosas, em beneficio do pr\u00f3prio pa\u00eds e das negocia\u00e7\u00f5es mundiais sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, apontou Andr\u00e9 Ferretti, coordenador-geral do Observat\u00f3rio do Clima, uma rede de 37 organiza\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff anunciou, no dia 27 de setembro, em Nova York, durante a C\u00fapula Mundial sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel das Na\u00e7\u00f5es Unidas, que a meta brasileira \u00e9 reduzir as emiss\u00f5es nacionais de GEE em 37% at\u00e9 2025 e em 43% at\u00e9 2030, com rela\u00e7\u00e3o a 2005. Essa \u00e9 a Contribui\u00e7\u00e3o Prevista e Determinada em N\u00edvel Nacional (INDC) do Brasil para manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos dois graus Celsius, o teto que os especialistas estabelecem para evitar uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Cada pa\u00eds tinha at\u00e9 1\u00ba deste m\u00eas para apresentar sua INDC, para ser incorporado ao novo tratado universal e vinculante que deve ser aprovado na 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 21) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (CMNUCC), que acontecer\u00e1 em Paris, entre 30 de novembro e 11 de dezembro.<\/p>\n<p>Para cumprir as metas o Brasil deve ter em 2030 pelo menos 45% de sua energia gerada por fontes renov\u00e1veis, incluindo as hidrel\u00e9tricas. A m\u00e9dia mundial \u00e9 de apenas 13%, comparou a presidente Dilma. As fontes alternativas, como a e\u00f3lica, a solar, a de biomassa e o etanol, responder\u00e3o por 23% da matriz el\u00e9trica, contra os atuais 9%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se buscar\u00e1 eliminar o desmatamento ilegal na Amaz\u00f4nia e compensar as emiss\u00f5es provenientes da vegeta\u00e7\u00e3o retirada com permiss\u00e3o da lei brasileira. Reflorestar 12 milh\u00f5es de hectares e restaurar outros 15 milh\u00f5es degradados s\u00e3o outras metas anunciadas pela presidente, que assegurou que o Brasil \u00e9 dos primeiros pa\u00edses do Sul em desenvolvimento a assumir compromissos de redu\u00e7\u00e3o absoluta das emiss\u00f5es de GEE, com metas superiores inclusive \u00e0s de muitas na\u00e7\u00f5es industrializadas.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses oferecem redu\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es projetadas no futuro, se forem mantidas as atuais condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, consumo e crescimento econ\u00f4mico. O Brasil havia prometido, na COP 15, realizada em 2009 em Copenhague, reduzir suas emiss\u00f5es de GEE entre 36% e 39%, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s projetadas para 2020. Mas as metas de sua INDC \u201ccontinuam inferiores ao que o pa\u00eds pode fazer e acrescentam muito pouco ao que j\u00e1 foi feito\u201d, afirmou Ferretti \u00e0 IPS.<\/p>\n<div id=\"attachment_201203\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Dilma.jpg\"><img class=\"wp-image-201203\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Dilma.jpg\" alt=\"A presidente Dilma Rousseff anuncia a contribui\u00e7\u00e3o nacional do Brasil para reduzir as emiss\u00f5es de gases-estufa do planeta, durante a Confer\u00eancia Mundial sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, no dia 27 de setembro, em Nova York. Foto: Mark Garten\/ONU \" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A presidente Dilma Rousseff anuncia a contribui\u00e7\u00e3o nacional do Brasil para reduzir as emiss\u00f5es de gases-estufa do planeta, durante a Confer\u00eancia Mundial sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, no dia 27 de setembro, em Nova York. Foto: Mark Garten\/ONU<\/p><\/div>\n<p>Em 2012, as emiss\u00f5es de GEE j\u00e1 haviam ca\u00eddo 41% em compara\u00e7\u00e3o a 2005, devido basicamente ao menor desmatamento amaz\u00f4nico, mas aumentaram posteriormente pelo maior uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Atualmente, o Brasil, maior emissor da Am\u00e9rica Latina, libera anualmente na atmosfera 1,488 bilh\u00e3o de toneladas de GEE. Em termos de toneladas, a meta de emiss\u00f5es brutas para 2030 n\u00e3o difere muito das registradas em 2012, de 1,2 bilh\u00e3o de toneladas de di\u00f3xido de carbono, segundo dados do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia.<\/p>\n<p>\u201cA maior debilidade do compromisso brasileiro est\u00e1 na quest\u00e3o florestal. \u00c9 algo vexat\u00f3rio prometer o fim do desmatamento ilegal para 2030, admitindo que se tolerar\u00e1 a ilegalidade por uma d\u00e9cada e meia\u201d, destacou Ferretti, tamb\u00e9m gerente de Estrat\u00e9gias de Conserva\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio. \u201cJuridicamente \u00e9 um contrassenso fixar um prazo t\u00e3o longo para combater uma atividade ilegal\u201d, afirmou \u00e0 IPS o ex-deputado Liszt Vieira, que presidiu o Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro durante dez anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de as metas apenas se referirem \u00e0 Amaz\u00f4nia, omitindo outros biomas, como o Cerrado, a savana brasileira que ocupa 203,6 milh\u00f5es de hectares, ou 24% do territ\u00f3rio nacional, e sofre intenso e crescente desmatamento, pontuou Ferretti. \u201cTudo isso reflete o baixo compromisso do governo brasileiro nesse tema. O Brasil poderia assumir uma meta de desmatamento zero at\u00e9 2030, fact\u00edvel porque o pa\u00eds aprendeu muito sobre o assunto, disp\u00f5e de tecnologia e terras j\u00e1 desmatadas para a expans\u00e3o agr\u00edcola\u201d, afirmou Paulo Barreto, pesquisador s\u00eanior do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, atenta o pr\u00f3prio interesse do pa\u00eds, que depende das chuvas para sua agricultura e energia. Sua vulnerabilidade \u00e0s secas foi desnudada na atual crise h\u00eddrica e energ\u00e9tica, especialmente no Estado de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s escassas chuvas nos \u00faltimos dois anos. Por isso conv\u00e9m ao Brasil um bom acordo clim\u00e1tico em Paris\u201d, para evitar os eventos extremos como as secas, ressaltou Barreto \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Barreto e Vieira concordam que uma meta ambiciosa, como desmatamento zero em todo o pa\u00eds, daria ao Brasil condi\u00e7\u00f5es de alguma lideran\u00e7a na confer\u00eancia, para estimular contribui\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses e a concerta\u00e7\u00e3o de acordos que permitam conter a mudan\u00e7a clim\u00e1tica em n\u00edveis menos desastrosos. Hoje tamb\u00e9m se conhece melhor o papel das florestas na regulariza\u00e7\u00e3o das chuvas, especialmente da Amaz\u00f4nia florestal no clima sul-americano.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m poderia apresentar metas mais avan\u00e7adas em energia de fontes alternativas, ampliando seus investimentos em energia e\u00f3lica e solar, opinou Vieira. Na \u00e1rea energ\u00e9tica, o pa\u00eds vai na contram\u00e3o, aumentando a gera\u00e7\u00e3o termoel\u00e9trica com combust\u00edveis f\u00f3sseis e priorizando a produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal, acrescentou.<\/p>\n<p>Apesar das limita\u00e7\u00f5es do programa clim\u00e1tico brasileiro, os ambientalistas consultados pela IPS admitiram que o an\u00fancio feito por Dilma foi uma boa surpresa.<\/p>\n<p>\u201cEsperava-se algo pior de um governo \u2018desenvolvimentista\u2019, que encara o ambientalismo como uma trava ao desenvolvimento e ao crescimento econ\u00f4mico\u201d, observou Vieira, que participou desse governo at\u00e9 2013, j\u00e1 que a presid\u00eancia do Jardim Bot\u00e2nico \u00e9 um cargo de confian\u00e7a do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. \u201cFoi um al\u00edvio e uma frustra\u00e7\u00e3o a divulga\u00e7\u00e3o das metas\u201d, resumiu.<\/p>\n<p>\u201cFoi mau porque poderia ser melhor, tanto na quest\u00e3o florestal como na energ\u00e9tica, com maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 energia de biomassa e solar\u201d, explicou Ferretti. \u201cE foi bom porque, al\u00e9m de algumas boas medidas, como a recupera\u00e7\u00e3o de t\u00e9rreas degradadas, foram fixadas metas para 2025 e 2030, indicando que ser\u00e3o revisadas a cada cinco anos e poder\u00e3o ser ampliadas, abrindo uma porta de negocia\u00e7\u00e3o e emula\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses\u201d, completou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi positivo porque o Brasil abandonou sua posi\u00e7\u00e3o de defesa inflex\u00edvel das \u201cresponsabilidades diferenciadas\u201d, eximindo os pa\u00edses do Sul em desenvolvimento do cumprimento de metas e cobrando-as dos industrializados, por suas emiss\u00f5es acumuladas de GEE. Essa separa\u00e7\u00e3o entre dois blocos favoreceu a lideran\u00e7a \u201cterceiro-mundista\u201d a alguns pa\u00edses com o Brasil, mas travou as negocia\u00e7\u00f5es, concluiu Ferretti.<\/p>\n<p><strong>A lideran\u00e7a perdida<\/strong><\/p>\n<p>O ambientalista Liszt Vieira duvida que o Brasil possa recuperar o protagonismo que teve em d\u00e9cadas passadas, ao receber em 1992 a Confer\u00eancia de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Rio de Janeiro, que produziu as conven\u00e7\u00f5es sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, Biodiversidade e Desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse protagonismo se manteve na Confer\u00eancia de Johannesburgo dez anos depois, quando o pa\u00eds era o campe\u00e3o das energias renov\u00e1veis e colocava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do mundo seu conhecimento na produ\u00e7\u00e3o do etanol a partir da cana-de-a\u00e7\u00facar e de ve\u00edculos movidos por esse combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Mas j\u00e1 havia deixado de ser um ator determinante quando recebeu, em 2012, a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, conhecida como Rio+20. Os protagonistas atuais, os que decidir\u00e3o o futuro do clima global, s\u00e3o China, Estados Unidos e Europa, afirma Vieira, autor do livro <em>Cidadania e Globaliza\u00e7\u00e3o<\/em>, sobre a emerg\u00eancia de uma cidadania planet\u00e1ria. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Mario Osava, da IPS &ndash;&nbsp; Rio de Janeiro, Brasil, 2\/10\/2015 &ndash; O programa do Brasil de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa (GEE), que provocam o aquecimento global, deixou os ambientalistas insatisfeitos, por sua falta de ambi&ccedil;&atilde;o em aspectos fundamentais. &ldquo;&Eacute; louv&aacute;vel a decis&atilde;o de apresentar metas absolutas de redu&ccedil;&atilde;o, mas elas poderiam [&hellip;] <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/10\/ultimas-noticias\/metas-climaticas-frustram-ambientalistas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":131,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[27,1639,2763,2781,2846,2458,3179,2919,983,2782],"class_list":["post-19929","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias","tag-brasil","tag-clima","tag-cop21","tag-featured","tag-indc","tag-inter-press-service","tag-mario-osava","tag-metas-climaticas","tag-mudancas-climaticas","tag-news2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/131"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19929"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19929\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19930,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19929\/revisions\/19930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}