{"id":20012,"date":"2015-10-26T13:17:37","date_gmt":"2015-10-26T13:17:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=202122"},"modified":"2015-10-26T13:17:37","modified_gmt":"2015-10-26T13:17:37","slug":"atencao-materna-e-infantil-e-meta-crucial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/10\/ultimas-noticias\/atencao-materna-e-infantil-e-meta-crucial\/","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o materna e infantil \u00e9 meta crucial"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_202123\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/materna-629x472.jpg\"><img class=\"wp-image-202123\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/materna-629x472.jpg\" alt=\"A aten\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e durante a gravidez, o parto e o p\u00f3s-parto s\u00e3o essenciais para reduzir a mortalidade materna. Foto: Governo do munic\u00edpio de Tigre, em Buenos Aires, na Argentina \" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A aten\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e durante a gravidez, o parto e o p\u00f3s-parto s\u00e3o essenciais para reduzir a mortalidade materna. Foto: Governo do munic\u00edpio de Tigre, em Buenos Aires, na Argentina<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Tharanga Yakupitiyage, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 26\/10\/2015 \u2013 Embora a sobreviv\u00eancia materna e infantil tenha melhorado durante os 15 anos dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM), suas correspondentes metas continuam em maior medida descumpridas, segundo um novo estudo. A Countdown To 2015 (Contagem Regressiva Para 2015) \u2013 uma alian\u00e7a de acad\u00eamicos, governos e organiza\u00e7\u00f5es internacionais, entre elas o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) \u2013 apresentou um estudo sobre o cumprimento dos ODM relacionados com a sobreviv\u00eancia materna, infantil e de rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p>Os oito ODM, cujo prazo vence este ano, foram aprovados em setembro de 2000 por 189 chefes de Estado e de governo, em uma c\u00fapula na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), e tentaram corrigir os d\u00e9ficits de desenvolvimento durante os primeiros 15 anos do novo mil\u00eanio.<\/p>\n<p>O estudo da Countdown To 2015 \u2013 apresentado na Confer\u00eancia Global Sobre Sa\u00fade Materna e Neonatal, realizada na Cidade do M\u00e9xico, no dia 19 deste m\u00eas \u2013 inclui informes de 75 pa\u00edses onde ocorrem, em conjunto, mais de 95% das mortes de m\u00e3es, rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as menores de cinco anos. O informe <em>D\u00e9cada de Acompanhamento do Progresso na Sobreviv\u00eancia Materna, Neonatal e Infantil<\/em>, revela uma mudan\u00e7a importante na mortalidade materna e de menores de cinco anos, que caiu pela metade desde 1990.<\/p>\n<p>Quase metade dos pa\u00edses estudados para esse documento conseguiu reduzir esses tipos de mortalidade, mas somente Camboja, Eritr\u00e9ia, Nepal e Ruanda cumpriram os ODM 4 e 5, cuja meta \u00e9 reduzir em dois ter\u00e7os a mortalidade infantil e em 75% a materna at\u00e9 o final deste ano. Os 71 pa\u00edses restantes n\u00e3o cumpriram esses dois ODM, segundo o estudo.<\/p>\n<p>\u201cJunto a esses \u00eaxitos h\u00e1 uma grande carteira de assuntos inconclusos: gravidez n\u00e3o desejada, beb\u00eas prematuros, crian\u00e7as sem vacina\u00e7\u00e3o e com desnutri\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, e doen\u00e7as n\u00e3o tratadas\u201d, apontou a mo\u00e7ambiquenha Gra\u00e7a Machel, presidente da Alian\u00e7a para a Sa\u00fade da M\u00e3e, do Rec\u00e9m-Nascido e da Crian\u00e7a. Essa carteira inclui \u201cenormes desigualdades que privam as pessoas dos servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade, e milh\u00f5es e milh\u00f5es de mortes evit\u00e1veis\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A sobreviv\u00eancia do rec\u00e9m-nascido, a nutri\u00e7\u00e3o infantil e a cobertura m\u00e9dica continuam sendo desafios a serem superados. Segundo a OMS, quase seis milh\u00f5es de crian\u00e7as menores de cinco anos morreram em 2015, o que representa 16 mil mortes por dia. Desta quantia, os rec\u00e9m-nascidos constituem 45%. Quase metade de todas as mortes infantis pode ser atribu\u00edda \u00e0 m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o e \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o. Em mais da metade dos pa\u00edses estudados pela Countdown To 2015, o atraso no crescimento afeta 30% dos menores de cinco anos.<\/p>\n<p>Apesar de ter diminu\u00eddo em quase 50%, a mortalidade materna tamb\u00e9m persiste nas regi\u00f5es em desenvolvimento. As taxas de redu\u00e7\u00e3o ficaram limitadas a 2,6% ao ano, longe dos 5,5% necess\u00e1rios para alcan\u00e7ar o ODM 5. A maioria das mortes maternas entre 2003 e 2009 foi causada por hemorragias e transtornos de hipertens\u00e3o. Estas mortes poderiam ter sido evitadas facilmente com o acesso a interven\u00e7\u00f5es simples e acess\u00edveis relacionadas com nutri\u00e7\u00e3o e cuidados pr\u00e9-natal e p\u00f3s-natal. Entretanto, esse tipo de interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 realizado em um ter\u00e7o das mulheres e crian\u00e7as que dela necessitam.<\/p>\n<p>O acesso ao planejamento familiar tamb\u00e9m \u00e9 limitado em muitos pa\u00edses, o que contribui com a quantidade de gravidez insegura e abortos, e reduz o empoderamento das mulheres.<\/p>\n<p>O estudo afirma que as li\u00e7\u00f5es aprendidas durante os 15 anos de vig\u00eancia dos ODM quanto \u00e0 mortalidade materna e infantil ser\u00e3o importantes para o \u00eaxito dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), aprovados em 25 de setembro por uma c\u00fapula de chefes de Estado e de governo na ONU. \u201cA Countdown To 2015 contou os dias e anos at\u00e9 o momento atual. Contamos porque cada vida conta e ningu\u00e9m deve ficar para tr\u00e1s\u201d, ressaltou Machel.<\/p>\n<p>Os 17 ODS incluem 169 metas para reduzir a propor\u00e7\u00e3o mundial da mortalidade materna, acabar com as mortes evit\u00e1veis de rec\u00e9m-nascidos e menores de cinco anos, e garantir o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade sexual e reprodutiva nos pr\u00f3ximos 15 anos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a Countdown To 2015 expressou sua preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 capacidade da Agenda dos ODS para levar a cabo o acompanhamento dos mesmos e garantir a presta\u00e7\u00e3o de contas. \u201cO grande n\u00famero de metas e objetivos no contexto dos ODS poderia tira o enfoque sustentado e acelerado sobre a sa\u00fade reprodutiva, materna, neonatal e infantil, o que deixaria muitos pa\u00edses com escassez de fundos, particularmente os que dependem em grande parte dos doadores\u201d, alerta o informe. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Tharanga Yakupitiyage, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 26\/10\/2015 &ndash; Embora a sobreviv&ecirc;ncia materna e infantil tenha melhorado durante os 15 anos dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (ODM), suas correspondentes metas continuam em maior medida descumpridas, segundo um novo estudo. 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