{"id":20091,"date":"2015-11-13T12:39:11","date_gmt":"2015-11-13T12:39:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=202809"},"modified":"2015-11-13T12:39:11","modified_gmt":"2015-11-13T12:39:11","slug":"novas-tecnicas-ajudam-pescadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/11\/ultimas-noticias\/novas-tecnicas-ajudam-pescadores\/","title":{"rendered":"Novas t\u00e9cnicas ajudam pescadores"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_202810\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Hadon.jpg\"><img class=\"wp-image-202810\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Hadon.jpg\" alt=\"Hadon Sichali em seu ponto de venda no mercado de Z\u00e2mbia. Foto: Friday Phiri\/IPS\" width=\"340\" height=\"191\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Hadon Sichali em seu ponto de venda no mercado de Z\u00e2mbia. Foto: Friday Phiri\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Friday Phiri, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Mongu, Z\u00e2mbia, 13\/11\/2015 \u2013 Hadon Sichali vende pescado h\u00e1 22 anos, mas s\u00f3 agora se sente um verdadeiro empres\u00e1rio, \u201cporque agora tenho uma renda razo\u00e1vel depois de lutar durante tantos anos\u201d, disse o comerciante de 55 anos, nessa localidade ocidental de Z\u00e2mbia. At\u00e9 se capacitar em t\u00e9cnicas de manejo posterior \u00e0 captura, Sichali (um dos demitidos pelo Programa de Ajuste Estrutural recomendado pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional nesse pa\u00eds do centro-sul da \u00c1frica), a duras penas, conseguia se manter em seu neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Agora chega a ganhar at\u00e9 US$ 417 por m\u00eas, sendo de US$ 58a m\u00e9dia mensal anterior. \u201cDurante anos ganhei apenas o suficiente para manter minha fam\u00edlia. Mas diria que, desde que me encontrei com o pessoal da WorldFish e CultiAF, reduzi minhas perdas com as t\u00e9cnicas de melhora do manejo posterior \u00e0 captura, com a conserva\u00e7\u00e3o no sal. Meu capital aumentou e at\u00e9 me diversifiquei com o neg\u00f3cio de arroz e amendoim\u201d, disse Sichali \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Esse pescador trabalha com pesquisadores de um novo projeto para limitar a perda do pescado ap\u00f3s a captura, com apoio do Fundo Cultivar o Futuro da \u00c1frica (CultiAF), uma iniciativa financiada pelo Centro de Pesquisas para o Desenvolvimento Internacional, do Canad\u00e1 e pelo Centro Australiano para a Pesquisa Agr\u00edcola Internacional.<\/p>\n<p>O projeto, de tr\u00eas anos de dura\u00e7\u00e3o, pretende melhorar a efic\u00e1cia, reduzir as perdas e promover maior igualdade entre os homens e as mulheres que trabalham no setor pesqueiro. \u00c9 dirigido por cientistas do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria, pela Universidade de Z\u00e2mbia e pela organiza\u00e7\u00e3o internacional WorldFish.<\/p>\n<p>A \u00c1frica subsaariana tem a menor provis\u00e3o de pescado por pessoa do mundo, e calcula-se que a oferta cair\u00e1 20% nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas. As defici\u00eancias no processamento e na gest\u00e3o s\u00e3o os principais motivos, com perdas de at\u00e9 US$ 5 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>O manejo mal feito ap\u00f3s \u00e0 captura \u00e9 um dos motivos da redu\u00e7\u00e3o no consumo de pescado em Malawi e Z\u00e2mbia, mas o problema recebe pouca aten\u00e7\u00e3o. Por isso o projeto faz an\u00e1lises da cadeia de valor do pescado, para entender as perdas e as mudan\u00e7as no valor econ\u00f4mico e no conte\u00fado de nutrientes, bem como as rela\u00e7\u00f5es de poder e entre os g\u00eaneros.<\/p>\n<p>\u201cAlguns textos indicam que as perdas posteriores \u00e0 captura s\u00e3o de 30% em todo o pa\u00eds, mas na prov\u00edncia ocidental poderia ser um pouco mais\u201d, assegurou Alex Chilala, j\u00e1 que, nessa zona de plan\u00edcie de inunda\u00e7\u00e3o, os pescadores precisam se deslocar a p\u00e9 at\u00e9 25 quil\u00f4metros para chegar ao porto depois da pesca.<\/p>\n<p>\u201cA maioria dos que processam e vendem o pescado \u00e9 de mulheres. E pode-se imaginar o estresse que passam ao caminhar longas dist\u00e2ncias para chegar ao porto. Assim, as interven\u00e7\u00f5es procuram minimizar as perdas nesse processo\u201d, explicou Chilala, destacando que a dimens\u00e3o de g\u00eanero \u00e9 uma caracter\u00edstica fundamental na cadeia de valor que o projeto busca entender e fortalecer. No trabalho com as comunidades pesqueiras da plan\u00edcie de Barotse, em Z\u00e2mbia, e do lago Chilwa, no Malawi, os pesquisadores desenvolveram interven\u00e7\u00f5es-piloto para reduzir as perdas identificadas.<\/p>\n<p>Kate Longley, da WorldFish, considera que a pesquisa participativa tem algumas vantagens importantes sobre outros m\u00e9todos de introdu\u00e7\u00e3o da tecnologia. \u201cA melhor maneira para as pessoas aprenderem novas tecnologias \u00e9 testando-as. Em grande parte \u00e9 um enfoque de aprender-fazendo, pelo qual basicamente lhe damos as ideias e eles as colocam em pr\u00e1tica, e depois as adaptam segundo seu contexto local para atender suas necessidades\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O l\u00edder do projeto, Alexander Shula Kefi, do Departamento de Pesca, concorda. \u201cSempre \u00e9 importante as pessoas discutirem os pontos fracos e os pontos fortes das inova\u00e7\u00f5es entre si, claro que com orienta\u00e7\u00e3o dos pesquisadores\u201d, afirmou. Em geral, o pescado na regi\u00e3o \u00e9 preservado mediante t\u00e9cnicas de defuma\u00e7\u00e3o e secagem ao sol, e apenas pequenas quantidades s\u00e3o vendidas frescas. Entretanto, o pescado processado dessa maneira \u00e9 muito fr\u00e1gil e acaba prejudicado facilmente durante o transporte, levando \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de sua qualidade e de seu valor.<\/p>\n<p>O projeto est\u00e1 testando quatro tecnologias, inclu\u00edda a secagem em barraca solar, que utiliza uma barraca de campanha com l\u00e2minas de pl\u00e1stico. Dessa maneira se protege o pescado do p\u00f3 e das moscas durante a secagem e se acelera o processo devido \u00e0s elevadas temperaturas alcan\u00e7adas. \u201cOs materiais est\u00e3o dispon\u00edveis na regi\u00e3o e s\u00e3o baratos\u201d, afirmou o instrutor Robert Lubilo.<\/p>\n<p>Segundo o t\u00e9cnico, outro m\u00e9todo com boa recep\u00e7\u00e3o entre os moradores do lugar \u00e9 a salga\u00e7\u00e3o, uma t\u00e9cnica antiga que \u201clamentavelmente \u00e9 ignorada pela comunidade local. As pessoas aqui na prov\u00edncia ocidental n\u00e3o utilizam a salga\u00e7\u00e3o, que deixa o pescado firme e aborda o problema da fragmenta\u00e7\u00e3o\u201d do produto.<\/p>\n<p>Sichali conhece o valor de salgar a produ\u00e7\u00e3o. \u201cPerd\u00edamos at\u00e9 um quarto de nossas capturas devido \u00e0 fragilidade durante o transporte, especialmente nas longas dist\u00e2ncias. Mas agora que aprendemos a salgar, o pescado n\u00e3o quebra\u201d, afirmou, visivelmente encantado. Ele, que agora integra uma cooperativa de comerciantes de pescado da regi\u00e3o, acredita que as perdas posteriores \u00e0 captura obrigaram os pescadores a recorrerem a m\u00e9todos de pesca destrutiva e desacatar a proibi\u00e7\u00e3o imposta pelo governo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de peixes.<\/p>\n<p>Com as duas t\u00e9cnicas restantes, a chamada Choka-Kiun, que usa menos lenha para defumar o pescado, e o uso do gelo, que n\u00e3o \u00e9 comum, e a f\u00e1brica de gelo que logo o setor privado vai inaugurar com apoio do projeto, a comunidade pesqueira de Z\u00e2mbia ocidental poder\u00e1 em breve sair da pobreza. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Friday Phiri, da IPS &ndash;&nbsp; Mongu, Z&acirc;mbia, 13\/11\/2015 &ndash; Hadon Sichali vende pescado h&aacute; 22 anos, mas s&oacute; agora se sente um verdadeiro empres&aacute;rio, &ldquo;porque agora tenho uma renda razo&aacute;vel depois de lutar durante tantos anos&rdquo;, disse o comerciante de 55 anos, nessa localidade ocidental de Z&acirc;mbia. 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