{"id":20187,"date":"2015-12-08T11:48:17","date_gmt":"2015-12-08T11:48:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=203878"},"modified":"2015-12-08T11:48:17","modified_gmt":"2015-12-08T11:48:17","slug":"africa-busca-justica-para-sua-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/12\/ultimas-noticias\/africa-busca-justica-para-sua-agricultura\/","title":{"rendered":"\u00c1frica busca justi\u00e7a para sua agricultura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_203879\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/agriculturaAfrica.jpeg\"><img class=\"wp-image-203879\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/agriculturaAfrica.jpeg\" alt=\"\u201cO perigo de a \u00c1frica n\u00e3o ser capaz de alimentar a si mesma \u00e9 real e, se n\u00e3o tivermos os recursos para nos adaptarmos \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o continente n\u00e3o ser\u00e1 capaz de liberar o potencial de sua agricultura\u201d, afirmou Akinwumi Adesina, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento. Foto Busani Bafana\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">\u201cO perigo de a \u00c1frica n\u00e3o ser capaz de alimentar a si mesma \u00e9 real e, se n\u00e3o tivermos os recursos para nos adaptarmos \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o continente n\u00e3o ser\u00e1 capaz de liberar o potencial de sua agricultura\u201d, afirmou Akinwumi Adesina, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento. Foto Busani Bafana\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Friday Phiri, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Paris, Fran\u00e7a, 8\/12\/2015 \u2013 A quem muito \u00e9 dado, muito se exigir\u00e1. Esta \u00e9 a mensagem que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) levou em nome da \u00c1frica \u00e0 confer\u00eancia mundial sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica que acontece at\u00e9 o dia 11, em Paris.\u201cOs dedos n\u00e3o s\u00e3o todos iguais. Os que contaminam mais devem fazer mais para salvar nosso planeta\u201d, afirmou o presidente do BAD, Akinwumi Adesina, que lidera a delega\u00e7\u00e3o de sua institui\u00e7\u00e3o na 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 21) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (CMNUCC).<\/p>\n<p>Ex-ministro da Agricultura da Nig\u00e9ria, Adesina sabe o que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica fez e quais ser\u00e3o suas consequ\u00eancias para o desenvolvimento agr\u00edcola da \u00c1frica se nada for feito para deter o aquecimento global. \u201cO perigo de a \u00c1frica n\u00e3o ser capaz de alimentar a si mesma \u00e9 real e, se n\u00e3o tivermos os recursos para nos adaptarmos \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a \u00c1frica n\u00e3o ser\u00e1 capaz de liberar o potencial da agricultura\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A mensagem do BAD na COP 21 \u00e9 clara. Se o novo acordo clim\u00e1tico que surgir\u00e1 em Paris n\u00e3o funcionar para a \u00c1frica, ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 um acordo em absoluto, apontou Adesina. Para ele, os grandes contaminadores hist\u00f3ricos devem assumir a parte que lhes cabe da responsabilidade, n\u00e3o s\u00f3 para reduzir suas emiss\u00f5es de gases-estufa, mas tamb\u00e9m para ajudar os que sofrem a se adaptarem aos impactos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>A postura do BAD est\u00e1 em linha com a postura hist\u00f3rica do Grupo Africano de Negocia\u00e7\u00f5es, que defende um princ\u00edpio comum mas diferenciado, no sentido de exigir que os pa\u00edses contaminadores reduzam suas emiss\u00f5es para manter o aquecimento do planeta abaixo de 1,5 grau Celsius e deem financiamento para a adapta\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses vulner\u00e1veis, a maioria dos quais localizados na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Os impactos variam entre as secas e as inunda\u00e7\u00f5es que afetam a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a disponibilidade de \u00e1gua nas regi\u00f5es do sul e do Sahel, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do caudal dos rios. Os pa\u00edses africanos esperam que na COP 21 se chegue a um acordo clim\u00e1tico que aborde esses problemas, no curto e longo prazos.<\/p>\n<p>\u201cA adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para a \u00c1frica, mas dessa vez estamos exigindo um alto n\u00edvel de adapta\u00e7\u00e3o igual \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o, porque sabemos que ambas est\u00e3o estreitamente ligadas\u201d, afirmou o presidente do Grupo Africano de Negociadores, Nagmeldin Elhassan, em um painel de discuss\u00e3o de alto n\u00edvel na capital francesa. Ele pontuou que os chefes de Estado e de governo africanos esperam nada menos que um acordo justo e equitativo para o continente, que \u00e9 uma v\u00edtima de circunst\u00e2ncias que n\u00e3o provocou.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema fundamental para a \u00c1frica na mesa de negocia\u00e7\u00f5es da COP 21, j\u00e1 que ao longo dos anos o Grupo Africano de Negociadores busca a paridade entre mitiga\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00f5es relativas para melhorar os meios de aplica\u00e7\u00e3o.\u201cQuando falamos de adapta\u00e7\u00e3o, a vinculamos aos meios de implanta\u00e7\u00e3o como uma forma de conseguir que os pa\u00edses desenvolvidos envolvidos proporcionem seu apoio\u201d, explicou Elhassan.<\/p>\n<p>\u201cA menos que consigamos um bom acordo aqui, que ajude com a tecnologia adequada, n\u00e3o poderemos modernizar e transformar a agricultura\u201d, disse, categoricamente, em Paris, a comiss\u00e1ria da Uni\u00e3o Africana para a Economia Rural e a Agricultura, Rhoda Peace Tumutsime, A quest\u00e3o dos meios de implanta\u00e7\u00e3o \u00e9 um ponto cr\u00edtico da COP 21.<\/p>\n<p>Segundo o Centro Africano de Pol\u00edtica Clim\u00e1tica da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a \u00c1frica (Cepa), a mudan\u00e7a clim\u00e1tica poderia fomentar a ado\u00e7\u00e3o de vias de desenvolvimento sustent\u00e1vel nas economias do Sul, por meio de oportunidades empresariais e espa\u00e7os para que as autoridades abordem os problemas de igualdade de g\u00eanero e pol\u00edticas de juventude.<\/p>\n<p>Carlos L\u00f3pez, da Cepa, afirma que,\u201capesar de todas as not\u00edcias negativas sobre a \u00c1frica, h\u00e1 oportunidades que podemos aproveitar. \u00c9 muito importante interpretar bem as percep\u00e7\u00f5es sobre os desafios e as oportunidades dispon\u00edveis&#8230; Em todas as m\u00e1s not\u00edcias existem \u00e1reas potenciais para o crescimento\u201d.A \u00c1frica tem uma vantagem enorme para se desenvolver de maneira diferente ao apoiar as oportunidades que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica oferece para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m \u00e9 importante nos darmos conta de que n\u00e3o vamos consegui-lo mediante o mesmo modelo ostensivo de carbono, por exemplo, no contexto da agenda 2063, temos que criar 122 milh\u00f5es de postos de trabalho. Seguindo o caminho do carbono, criaremos apenas 54 milh\u00f5es de postos&#8230; mas o que acontece com o d\u00e9ficit?\u201d, perguntouL\u00f3pez.<\/p>\n<p>L\u00f3pez mencionou v\u00e1rios exemplos de oportunidades, entre elas a energia renov\u00e1vel devido ao potencial natural africano em energia solar. O continente deve ser parte da solu\u00e7\u00e3o e \u201cconseguir uma industrializa\u00e7\u00e3o que seja mais limpa, mais verde, sem seguir o modelo do carbono\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Entretanto, o problema dos recursos segue de p\u00e9. O acordo clim\u00e1tico de Paris oferecer\u00e1 uma oportunidade \u00e0 \u00c1frica? Os pr\u00f3ximos dias decidir\u00e3o. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Friday Phiri, da IPS &ndash;&nbsp; Paris, Fran&ccedil;a, 8\/12\/2015 &ndash; A quem muito &eacute; dado, muito se exigir&aacute;. 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