{"id":2019,"date":"2006-10-07T00:00:00","date_gmt":"2006-10-07T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2019"},"modified":"2006-10-07T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-07T00:00:00","slug":"lbano-israel-comete-crimes-de-guerra-afirma-hrw","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/direitos-humanos\/lbano-israel-comete-crimes-de-guerra-afirma-hrw\/","title":{"rendered":"L&iacute;bano: Israel comete crimes de guerra, afirma HRW"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 07\/10\/2006 &ndash; As for&ccedil;as de Israel cometem crimes de guerra no L&iacute;bano quando n&atilde;o distinguem em seus bombardeios combatentes do movimento isl&acirc;mico xiita Hezbollah (Partido de Deus) e popula&ccedil;&atilde;o civil, disse a organiza&ccedil;&atilde;o Human Rights Watch (HRW). <!--more--> Em seu informe de 50 p&aacute;ginas \u201cGolpes fatais: Os ataques contra civis no L&iacute;bano\u201d, o grupo detalha cerca de 20 casos nos quais a ofensiva das for&ccedil;as de defesa israelenses mataram 153 civis, entre eles 63 crian&ccedil;as, que estavam em suas casas ou dentro de ve&iacute;culos. Os investigadores da Human Rights Watch n&atilde;o encontraram evid&ecirc;ncia, em nenhum dos casos, de que houvesse um objetivo militar justificado para realizar os ataques apesar dos riscos para a popula&ccedil;&atilde;o civil.<\/p>\n<p>Em muitas ocasi&otilde;es, nem mesmo havia um objetivo militar identific&aacute;vel, e em outros as for&ccedil;as israelenses pareceram atacar deliberadamente os civis, segundo o relat&oacute;rio, divulgado na quarta-feira. \u201cAo falar constantemente em distinguir entre combatentes e civis, Israel violou um dos princ&iacute;pios fundamentais das leis da guerra: o dever de realizar ataques somente contra objetivos militares\u201d, diz o informe da Human Rights Watch. \u201cO padr&atilde;o dos ataques durante a ofensiva israelense no L&iacute;bano sugere que as falhas n&atilde;o podem ser explicadas ou desculpadas como meros acidentes. A extens&atilde;o do padr&atilde;o e a gravidade das conseq&uuml;&ecirc;ncias indicam que foram cometidos crimes de guerra\u201d, conclui o documento.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio, baseado em entrevistas com v&iacute;timas e testemunhas independentes dos bombardeios, bem como em uma investiga&ccedil;&atilde;o nos locais atacados, faz um chamado aos Estados Unidos para que suspenda imediatamente a transfer&ecirc;ncia de armas, muni&ccedil;&otilde;es e outros materiais b&eacute;licos. Al&eacute;m disso, exortou o secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Kofi Annan, a criar uma comiss&atilde;o formal que investigue os crimes de guerra com a vontade de apontar os respons&aacute;veis. Essa comiss&atilde;o tamb&eacute;m deveria investigar o Hezbollah pelos m&iacute;sseis lan&ccedil;ados contra Israel, e que foram tema central de outros informes da HRW.<\/p>\n<p>Desde o come&ccedil;o do conflito no dia 12 passado, o Hezbollah lan&ccedil;ou cerca de dois mil m&iacute;sseis em &aacute;reas israelenses predominantemente civis, matando, pelo menos, 19 pessoas e ferindo outras 300. Devido &agrave; inerente natureza indiscriminada dos m&iacute;sseis, estes ataques constituem tamb&eacute;m crimes de guerra, diz a Human Rights Watch, com sede em Nova York. O relat&oacute;rio, cujas conclus&otilde;es coincidiram com uma declara&ccedil;&atilde;o feita pela Anistia Internacional h&aacute; alguns dias, foi divulgado depois que a HRW revelou os resultados preliminares de sua investiga&ccedil;&atilde;o sobre o bombardeio israelense do dia 30 de julho contra um edif&iacute;cio na cidade libanesa de Qana, quando morreram, pelo menos 54 civis, metade deles meninas e meninos.<\/p>\n<p>A HRW contou com testemunhos de alguns dos nove sobreviventes identificados da trag&eacute;dia de Qana e disse que confirmou a morte de 28 pessoas, incluindo 16 crian&ccedil;as. Outras 13 continuam desaparecidas, embora se suspeite que seus corpos estejam enterrados sob os escombros do edif&iacute;cio. Outras 22 pessoas teriam sobrevivido e fugido do lugar. Um dos sobreviventes, Muhammad Mahmud Shalhub, morador em Qana e que ajudou no resgate, negou enfaticamente as acusa&ccedil;&otilde;es de Israel de que havia lan&ccedil;a-m&iacute;sseis do Hezbollah no edif&iacute;cio.<\/p>\n<p>A HRW concluiu em sua investiga&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s entrevistar dezenas de jornalistas internacionais, socorristas e observadores internacionais que visitaram Qana nos dias 30 e 31 de julho, que n&atilde;o havia evid&ecirc;ncia da presen&ccedil;a do grupo islamita nesse lugar \u201cAs mortes nessa cidade foram o resultado previs&iacute;vel da campanha de bombardeios indiscriminados de Israel contra o L&iacute;bano\u201d, disse a diretora da Divis&atilde;o da Human Rights Watch para o Oriente M&eacute;dio e a &Aacute;frica do Norte, Sarah Leah Whitson, que pediu uma investiga&ccedil;&atilde;o indepentende internacional.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Anistia divulgou nesta quinta-feira um novo comunicado dizendo que a investiga&ccedil;&atilde;o feita pelas for&ccedil;as de Israel sobre o ocorrido em Qana foi \u201cclaramente inadequada\u201d, e destacou a necessidade urgente do envio de uma comiss&atilde;o internacional. \u201cN&atilde;o podemos permitir que alguma investiga&ccedil;&atilde;o sobre Quana acabe com resultados encobertos. O que se precisa aqui &eacute; de uma investiga&ccedil;&atilde;o independente que possa estudar todos os informes cr&iacute;veis sobre as graves viola&ccedil;&otilde;es do direito humanit&aacute;rio internacional cometidas neste conflito\u201d, disse a secret&aacute;ria-geral da Anistia, Kate Gilmore.<\/p>\n<p>Israel insiste em dizer que procura evitar v&iacute;timas civis, embora a grande maioria dos mais de 500 libaneses mortos n&atilde;o fossem combatentes. O governo israelense responsabiliza o movimento isl&acirc;mico, acusando-o de se escudar na popula&ccedil;&atilde;o civil e lan&ccedil;ar m&iacute;sseis desde zonas urbanas. Mas, a HRW destacou que em suas investiga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o encontrou provas de que o Hezbollah estivesse operando em &aacute;reas povoadas bombardeadas por Israel.<\/p>\n<p>\u201cOs combatentes do Hezbollah n&atilde;o devem se esconder atr&aacute;s de civis. Isso est&aacute; fora de d&uacute;vida. Mas a id&eacute;ia divulgada por Israel de que esse &eacute; o motivo de t&atilde;o alto n&uacute;mero de mortes civis &eacute; totalmente errada\u201d, disse o diretor-executivo da HRW, Kenneth Roth. \u201cEm muitos dos casos de mortes de civis que analisamos, a localiza&ccedil;&atilde;o das tropas e armas do Hezbollah n&atilde;o tinham nenhuma rela&ccedil;&atilde;o, porque o Hezbollah n&atilde;o estava perto\u201d, acrescentou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 07\/10\/2006 &ndash; As for&ccedil;as de Israel cometem crimes de guerra no L&iacute;bano quando n&atilde;o distinguem em seus bombardeios combatentes do movimento isl&acirc;mico xiita Hezbollah (Partido de Deus) e popula&ccedil;&atilde;o civil, disse a organiza&ccedil;&atilde;o Human Rights Watch (HRW). <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/direitos-humanos\/lbano-israel-comete-crimes-de-guerra-afirma-hrw\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,11],"tags":[16],"class_list":["post-2019","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-politica","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2019\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}