{"id":20214,"date":"2015-12-14T12:39:52","date_gmt":"2015-12-14T12:39:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=204149"},"modified":"2015-12-14T12:39:52","modified_gmt":"2015-12-14T12:39:52","slug":"investir-mais-em-energias-renovaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/12\/ultimas-noticias\/investir-mais-em-energias-renovaveis\/","title":{"rendered":"Investir mais em energias renov\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_204154\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/solar.jpg\"><img class=\"wp-image-204154\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/solar.jpg\" alt=\"Os pain\u00e9is solares s\u00e3o parte da geografia de variados pa\u00edses na Am\u00e9rica Latina, em particular em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, como estes instalados no teto do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente do Chile. Foto: MarianelaJarroud\" width=\"340\" height=\"191\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Os pain\u00e9is solares s\u00e3o parte da geografia de variados pa\u00edses na Am\u00e9rica Latina, em particular em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, como estes instalados no teto do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente do Chile. Foto: MarianelaJarroud<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Marianela Jarroud, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Santiago, Chile, 14\/12\/2015 \u2013 A Am\u00e9rica Latina investiu em 2015 mais de US$ 23 bilh\u00f5es em energias e\u00f3lica, solar, biomassa, geot\u00e9rmica e outras renov\u00e1veis. Mas dever\u00e1 fazer um esfor\u00e7o maior nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas nessa estrat\u00e9gia para responder aos desafios da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cPara avan\u00e7ar em mitiga\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a clim\u00e1tica ser\u00e1 preciso concretizar medidas fundamentais, como potencializar fortemente na regi\u00e3o as energias renov\u00e1veis, que por sua vez nos permitam revalorizar nossos recursos naturais\u201d, afirmou Andr\u00e9s Romero, secret\u00e1rio executivo da governamental Comiss\u00e3o Nacional de Energia do Chile.<\/p>\n<p>Junto a isso, acrescentou Romero em conversa com a IPS, \u201cdeve-se alcan\u00e7ar uma integra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica que nos permita a complementariedade de recursos na regi\u00e3o, e trabalhar por uma integra\u00e7\u00e3o que nos permita usar o g\u00e1s natural como combust\u00edvel de transi\u00e7\u00e3o para uma matriz energ\u00e9tica mais limpa\u201d.<\/p>\n<p>As energias renov\u00e1veis s\u00e3o consideradas um dos mecanismos mais importantes para limitar o aquecimento global e reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). Segundo um informe do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), se a Am\u00e9rica Latina explorasse uma pequena parte de sua capacidade renov\u00e1vel hidr\u00e1ulica, poderia atender o aumento da demanda por energia nas suas economias.<\/p>\n<p>O tema foi protagonista nos discursos dos mandat\u00e1rios latino-americanos quando participaram da 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 21) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (CMNUCC), realizada em Paris entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro.<\/p>\n<p>Em seu discurso na c\u00fapula, o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, assegurou que seu pa\u00eds tem abund\u00e2ncia de recursos naturais e \u00e9 o maior produtor e exportador de energia renov\u00e1vel do mundo. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, por sua vez, pontuou que desde 2013 a capacidade de energia renov\u00e1vel em seu pa\u00eds triplicou, e que as \u00faltimas licita\u00e7\u00f5es de energia fizeram com que os custos sejam at\u00e9 50% menores do que h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a presidente Dilma Rousseff ratificou que o Brasil tem uma \u201cambi\u00e7\u00e3o\u201d de conseguir 43% de redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es at\u00e9 2030,com o aumento da disponibilidade de energias renov\u00e1veis, como solar, e\u00f3lica e biomassa, e pela redu\u00e7\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Segundo o informe <em>Climasc\u00f3pio 2015<\/em>, elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pela Bloomberg, a Am\u00e9rica Latina investiu,no \u00faltimo ano, mais de US$ 23 bilh\u00f5es em energia e\u00f3lica, solar, biomassa, geot\u00e9rmica e outras renov\u00e1veis. E, embora a maior parte da atividade na regi\u00e3o se concentre nas economias maiores, alguns pa\u00edses de menor dimens\u00e3o tamb\u00e9m se destacaram entre os l\u00edderes de energias limpas. Brasil, Chile, M\u00e9xico e Uruguai est\u00e3o entre os dez primeiros do ranking mundial nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p>De acordo com o documento, o Brasil, que est\u00e1 atualmente entre os maiores emissores de GEE vem sendo l\u00edder regional no desenvolvimento de energias limpas nos \u00faltimos quatro anos. J\u00e1 o M\u00e9xico, a segunda economia regional, est\u00e1 abrindo oportunidades para os geradores privados e mais capacidade para as energias limpas.<\/p>\n<p>O Uruguai dever\u00e1 terminar 2015 com quase 30% de sua capacidade el\u00e9trica instalada procedente de parques e\u00f3licos.O Chile possui um total de 19.725,72 megawatts de pot\u00eancia instalada. Destes, 58,4% prov\u00eam de gera\u00e7\u00e3o a diesel, carv\u00e3o e g\u00e1s natural, e o restante corresponde a energias renov\u00e1veis que incluem, em sua grande maioria, a mega hidroeletricidade.Apenas 13,5% do total corresponde a energias renov\u00e1veis n\u00e3o convencionais, como e\u00f3lica (4,57%), solar fotovoltaica (3,79%), mini-hidrel\u00e9tricas (2,8%) e biomassa (2,34%).<\/p>\n<p>O governo de Bachelet prop\u00f4s uma nova agenda energ\u00e9tica, na qual se considera vi\u00e1vel que, em 2050, 70% da gera\u00e7\u00e3o de energia no Chile provenha de fontes renov\u00e1veis, indicou \u00e0 IPS o ministro do Meio Ambiente, Pablo Badenier. \u201cNo Chile, 70% das emiss\u00f5es de gases-estufa prov\u00eam do setor energ\u00e9tico. Assim, s\u00e3o os compromissos em energia que nos permitir\u00e3o chegar \u00e0 meta de redu\u00e7\u00e3o em 30% das emiss\u00f5es at\u00e9 2030\u201d, como ratificou a presidente em Paris, ressaltou o ministro.<\/p>\n<p>\u201cSe olharmos o mapa do caminho da energia 2050, estima-se vi\u00e1vel que, em 2050, 70% da gera\u00e7\u00e3o de energia no Chile provenham de energias renov\u00e1veis. Isso \u00e9 o que faz poss\u00edvel e serio comprometer essa meta de GEE\u201d, acrescentou Badenier.<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9s Romero, o caminho para a massifica\u00e7\u00e3o das energias renov\u00e1veis na Am\u00e9rica Latina implica, primeiro, avan\u00e7ar para o desenvolvimento da efici\u00eancia energ\u00e9tica, entendendo-a como a primeira e mais limpa fonte de energia. Junto a isso \u201cser\u00e1 necess\u00e1rio acabar com os subs\u00eddios ao uso de hidrocarbonos, que pressionam os or\u00e7amentos fiscais e geram inadequados sinais para os consumidores\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Romero alertou que um novo modelo de desenvolvimento energ\u00e9tico latino-americano, baseado em uma pol\u00edtica clim\u00e1tica e, portanto, sem carbono, poder\u00e1 ser um sucesso desde que tamb\u00e9m esteja conectado com os demais aspectos sociais e culturais da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cDeve continuar avan\u00e7ando na redu\u00e7\u00e3o da pobreza energ\u00e9tica, na desigualdade no acesso a fontes de energia, no aprofundamento dos espa\u00e7os de participa\u00e7\u00e3o, na prote\u00e7\u00e3o dos bens naturais, no ambiente e na biodiversidade entre outros temas relevantes para a Am\u00e9rica Latina\u201d, explicou o especialista.<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m do pr\u00e9-requisito de resolver essas brechas, estima-se que nos pr\u00f3ximos anos a capacidade instalada de energias renov\u00e1veis na regi\u00e3o aumentar\u00e1 consideravelmente pelas m\u00e3os das empresas mundiais do setor, que voltaram sua aten\u00e7\u00e3o para a regi\u00e3o devido ao grande potencial para seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, por exemplo, a empresa Enel Green Power iniciou em julho a constru\u00e7\u00e3o de um novo parque e\u00f3lico de cem megawatts de capacidade instalada na regi\u00e3o de Zacatecas, enquanto a companhia alem\u00e3 Siemens anunciou no mesmo m\u00eas sua decis\u00e3o de aumentar sua capacidade e\u00f3lica na regi\u00e3o, especialmente com projetos no Brasil e no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o grupo espanhol Iberdrola informou que investir\u00e1 cerca de US$ 4 bilh\u00f5es em projetos para a expans\u00e3o da rede de distribui\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o de sete parques e\u00f3licos no Brasil, nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>No Chile, outro exemplo, empresas de energias renov\u00e1veis ganharam em outubro uma licita\u00e7\u00e3o para desenvolver 1.200 gigawatts\/hora por ano, durante 20 anos, a partir de janeiro de 2017. O governo espera que no pr\u00f3ximo processo de licita\u00e7\u00e3o do fornecimento el\u00e9trico, que acontecer\u00e1 em abril de 2016 e incluir\u00e1 30% da demanda em energia (13.750 gigawatts\/hora\/ano por 20 anos), se mantenha a consolida\u00e7\u00e3o das renov\u00e1veis. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Marianela Jarroud, da IPS &ndash;&nbsp; Santiago, Chile, 14\/12\/2015 &ndash; A Am&eacute;rica Latina investiu em 2015 mais de US$ 23 bilh&otilde;es em energias e&oacute;lica, solar, biomassa, geot&eacute;rmica e outras renov&aacute;veis. 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