{"id":20216,"date":"2015-12-14T12:37:11","date_gmt":"2015-12-14T12:37:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=204145"},"modified":"2015-12-14T12:37:11","modified_gmt":"2015-12-14T12:37:11","slug":"mudanca-climatica-africa-e-migracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2015\/12\/ultimas-noticias\/mudanca-climatica-africa-e-migracao\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a clim\u00e1tica, \u00c1frica e migra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_204146\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Lampedusa-629x415.jpg\"><img class=\"wp-image-204146\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Lampedusa-629x415.jpg\" alt=\"Refugiados africanos chegam \u00e0 ilha de Lampedusa, na It\u00e1lia. Foto: IlariaVechi\/IPS\" width=\"340\" height=\"224\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Refugiados africanos chegam \u00e0 ilha de Lampedusa, na It\u00e1lia. Foto: IlariaVechi\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Friday Phiri, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Paris, Fran\u00e7a, 14\/12\/2015 \u2013 Uma das raz\u00f5es para que milhares de africanos cheguem \u00e0 Europa a cada m\u00eas, frequentemente com risco de sofrerem a bordo de embarca\u00e7\u00f5es inst\u00e1veis para conseguir uma vida melhor, poderia ser a falta de acesso \u00e0 energia. Os problemas da \u00c1frica est\u00e3o bem documentados. Nos \u00faltimos anos, houve uma profunda discuss\u00e3o sobre a maneira como a mudan\u00e7a clim\u00e1tica agrava essa situa\u00e7\u00e3o e altera a sorte econ\u00f4mica do continente.<\/p>\n<p>A falta de acesso \u00e0 energia, por exemplo, foi mencionada na 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 21) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (CMNUCC), encerrada no dia 12, em Paris, como uma das raz\u00f5es pelas quais os jovens africanos abandonam o continente em busca de melhores oportunidades, sobretudo na Europa.<\/p>\n<p>Embora a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es afirme que os v\u00ednculos entre a mobilidade urbana e as consequ\u00eancias clim\u00e1ticas s\u00e3o muito complexos, \u00e9 bastante importante assinalar que na maioria das situa\u00e7\u00f5es as pessoas escolhem emigrar ou se ver obrigada a faz\u00ea-lo por uma s\u00e9rie de fatores, e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica poderia ser o principal ou a chave de muitos fatores secund\u00e1rios.<\/p>\n<p>AkinwumiAdesina, o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), concorda com esse argumento e disse que a falta de eletricidade na \u00c1frica \u00e9 um dos motivos que explicam o \u00eaxodo para a Europa. \u201cAs secas em toda a \u00c1frica \u2013 o Sahel est\u00e1 queimando, o lago Chade est\u00e1 seco, meios de vida devastados \u2013 fazem com que os jovens subam nos barcos rumo \u00e0 Europa porque n\u00e3o h\u00e1 oportunidades econ\u00f4micas\u201d, disse \u00e0 IPS durante a COP 21.<\/p>\n<p>O continente \u201cn\u00e3o tem eletricidade e, portanto, a industrializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece, as pequenas e m\u00e9dias empresas n\u00e3o funcionam em sua capacidade m\u00e1xima. Como resultado, a \u00c1frica hoje perde de 3% a 4% de seu produto interno bruto\u201d, acrescentou o presidente do BAD, que acredita que a eletrifica\u00e7\u00e3o poderia dar aos jovens africanos enormes oportunidades em seus pr\u00f3prios pa\u00edses.<\/p>\n<p>O problema \u201ctamb\u00e9m est\u00e1 vinculado \u00e0 migra\u00e7\u00e3o. Naturalmente. Se a luz apaga e fica escuro, voc\u00ea vai para onde h\u00e1 luz. Inclusive os insetos passam da escurid\u00e3o para a claridade\u201d, ponderou. \u201cPor isso devemos iluminar e dar eletricidade \u00e0 \u00c1frica\u201d, acrescentou se referindo \u00e0 Iniciativa de Energia Renov\u00e1vel na \u00c1frica, que foi apresentada na COP 21 e cuja meta \u00e9 alcan\u00e7ar uma capacidade de dez gigawatts (GW) nos pr\u00f3ximos cinco anos, e de 300 GW at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Essa iniciativa exigir\u00e1 milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares para ser concretizada, mas, se compararmos o custo da crise migrat\u00f3ria na Europa com o do financiamento clim\u00e1tico para a \u00c1frica, pode haver uma oportunidade para o investimento europeu de longo prazo, a fim de frear o problema migrat\u00f3rio em sua origem.<\/p>\n<p>NiclasHallstrom, diretor do Wath Next Forum, um centro de pesquisa sueco, afirmou que a iniciativa de energia renov\u00e1vel oferece uma oportunidade para que a Europa realize fortes investimentos pelo seu pr\u00f3prio bem. \u201cOs pa\u00edses desenvolvidos t\u00eam o imperativo moral de apoiar a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica na \u00c1frica, mas isso tamb\u00e9m responde ao seu pr\u00f3prio interesse\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A Iniciativa de Energia Renov\u00e1vel na \u00c1frica pretende \u201calcan\u00e7ar o acesso universal para todos os africanos no mais tardar em 2030. Requer milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares em financiamento para o clima, mas vai gerar postos de trabalho e melhorar o bem-estar das pessoas em todo o continente\u201d, pontuouHallstrom.<\/p>\n<p>Os fundos para enfrentar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica t\u00eam sido um ponto de atrito nas negocia\u00e7\u00f5es h\u00e1 anos.Sam Ogallah, da Alian\u00e7a Pan-Africana por Justi\u00e7a Clim\u00e1tica, disse que \u201ca realidade presente na confer\u00eancia confirmava que os pa\u00edses passaram a primeira semana voltando a defender suas antigas posi\u00e7\u00f5es e deixando a maior parte dos debates importantes sem resolver\u201d.<\/p>\n<p>Ogallah chegou a pedir aos ministros durante a COP 21 que injetassem energia no processo para se chegar a um acordo justo que refletisse o princ\u00edpio de responsabilidade comum mas diferenciada e abordasse as quest\u00f5es de perdas e danos, o financiamento para a adapta\u00e7\u00e3o e a mitiga\u00e7\u00e3o e que o aquecimento global fosse mantido abaixo de 1,5 grau Celsius.<\/p>\n<p>Entretanto, um informe que o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agr\u00edcola (Fida) apresentou na COP 21 acusa os principais meios de comunica\u00e7\u00e3o de n\u00e3o identificarem a mudan\u00e7a clim\u00e1tica como um fator que contribui para algumas das maiores crises do planeta, como a migra\u00e7\u00e3o, a inseguran\u00e7a alimentar e os conflitos armados.<\/p>\n<p>\u201cSe o mundo se der conta da maneira com que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica amea\u00e7a nossa seguran\u00e7a alimentar ou o motivo de ser um catalizador para a migra\u00e7\u00e3o e os conflitos (armados), ent\u00e3o poderemos esperar um maior apoio \u00e0s pol\u00edticas e aos investimentos que possam evitar as futuras crises\u201d, previu o presidente do Fida, KanayoNwanze. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Friday Phiri, da IPS &ndash;&nbsp; Paris, Fran&ccedil;a, 14\/12\/2015 &ndash; Uma das raz&otilde;es para que milhares de africanos cheguem &agrave; Europa a cada m&ecirc;s, frequentemente com risco de sofrerem a bordo de embarca&ccedil;&otilde;es inst&aacute;veis para conseguir uma vida melhor, poderia ser a falta de acesso &agrave; energia. Os problemas da &Aacute;frica est&atilde;o bem documentados. 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