{"id":2030,"date":"2006-10-08T00:00:00","date_gmt":"2006-10-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2030"},"modified":"2006-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-08T00:00:00","slug":"inglaterra-imigrantes-ajudam-mais-do-que-investidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/inglaterra-imigrantes-ajudam-mais-do-que-investidores\/","title":{"rendered":"Inglaterra: Imigrantes ajudam mais do que investidores"},"content":{"rendered":"<p>Londres, 08\/10\/2006 &ndash; A Gr&atilde;-Bretanha n&atilde;o investe o suficiente no Sul em desenvolvimento, mas as remessas enviadas por imigrantes que trabalham neste pa&iacute;s est&atilde;o se convertendo em um importante contrapeso &agrave; pobreza no mundo, revelou uma pesquisa encomendada pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional. <!--more--> Os imigrantes procedentes da &Aacute;sia meridional, &Aacute;frica e do Caribe enviam, em m&eacute;dia, US$ 1.627 por fam&iacute;lia ao ano, segundo o estudo. \u201cReconhecemos que as pessoas que vivem na Gr&atilde;-Bretanha e procedem de outras partes do mundo geram enormes benef&iacute;cios aos seus respectivos pa&iacute;ses\u201d, disse &agrave; IPS o ministro de Desenvolvimento Internacional, Gareth Thomas.<\/p>\n<p>\u201cDamos as boas-vindas ao fato de estarem lutando contra a pobreza enviando dinheiro para suas fam&iacute;lias e seus amigos. Todos temos responsabilidades com nossos pais e familiares. Esta &eacute; claramente uma maneira que as pessoas daqui assumem essa responsabilidade\u201d, acrescentou o ministro. As remessas estimadas superam, de longe, os investimentos estrangeiros diretos em quase todos os pa&iacute;ses em desenvolvimento onde a pesquisa foi feita. Em geral, investimentos diretos s&atilde;o f&aacute;ceis de quantificar, mas o mesmo n&atilde;o ocorre com as remessas. \u201cEste estudo est&aacute; projetado para nos concentrar realmente nessa car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o sobre quanto dinheiro sai da Gr&atilde;-Bretanha para a &Aacute;sia e a &Aacute;frica\u201d, explicou Thomas.<\/p>\n<p>O Departamento para o Desenvolvimento Internacional acredita que essas remessas constituem um fator substancial no combate &agrave; pobreza no Sul. \u201cOs fluxos de remessas internacionais s&atilde;o muito grandes e crescentes, e constituem uma grande quota dos fluxos financeiros internacionais e ganham uma import&acirc;ncia ainda maior na balan&ccedil;a de pagamentos dos pa&iacute;ses receptores\u201d, diz o estudo. Al&eacute;m disso, ajudam \u201ca complementar a renda de milh&otilde;es de fam&iacute;lias em pa&iacute;ses em desenvolvimento\u201d, acrescenta. O Departamento para o Desenvolvimento Internacional disse que fez o estudo como parte de \u201cum esfor&ccedil;o comparado por organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, doadores bilaterais e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais para compreender melhor as caracter&iacute;sticas das remessas, a fim de ajudar a maximizar seus impactos no desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa, feita pela consultoria ICM Research entre fevereiro e mar&ccedil;o e divulgada no dia 27 de julho, se baseia no resultado de uma s&eacute;rie de question&aacute;rios distribu&iacute;dos em lares de imigrantes em 143 &aacute;reas da Gr&atilde;-Bretanha, incluindo os que haviam feito pelo menos uma remessa de dinheiro nos &uacute;ltimos 12 meses. No total, 1.778 question&aacute;rios foram respondidos. Os resultados do estudo lan&ccedil;aram por terra os temores de que as novas gera&ccedil;&otilde;es de imigrantes estivessem perdendo contato com seus pa&iacute;ses de origem. \u201cAo contr&aacute;rio, o que vemos &eacute; uma potencializa&ccedil;&atilde;o do processo\u201d, disse &agrave; IPS Mohmud Mohamed, vice-presidente de institui&ccedil;&otilde;es Financeiras Globais no Citigroup. \u201cEste &eacute; um processo que evolui e continuar&aacute;\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Muitas empresas encontraram uma nova fonte de recursos no neg&oacute;cio de remessas de dinheiro para o Sul. Suraj Vaghani, diretor para a Gr&atilde;-Bretanha da companhia Travelex, disse &agrave; IPS que essa atividade cresce de maneira sustentada. \u201cAntecipamos um grande crescimento a partir da Gr&atilde;-Bretanha, dos Estados Unidos e de outros paises. Muit&iacute;ssimas pessoas na di&aacute;spora ajudam suas fam&iacute;lias\u201d, disse. Os lares consultados haviam enviado dinheiro para cerca de 50 pa&iacute;ses em desenvolvimento. Quatro em cada 10 destas fam&iacute;lias enviaram o dinheiro para a &Aacute;frica, onde a Nig&eacute;ria &eacute; a principal na&ccedil;&atilde;o receptora, com 17% das remessas. Outros importantes receptores s&atilde;o &Iacute;ndia (14%), Paquist&atilde;o (10%), Jamaica (7%) e Gana (5%).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, 47% dos imigrantes enviam dinheiro aos seus pais e quase um quarto a \u201coutros familiares\u201d, como irm&atilde;os, primos, tios ou tias. Um pequeno n&uacute;mero declarou enviar para seus c&ocirc;njuges (7%), filhos (8%) ou amigos (8%). O estudo tamb&eacute;m revelou que alguns grupos &eacute;tnicos em particular tendem a enviar mais dinheiro do que outros. Mas quando se tem em conta a renda destas pessoas e outras caracter&iacute;sticas de seus lares e motiva&ccedil;&otilde;es, a condi&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica n&atilde;o parece ter forte incid&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Assim, 31% disseram que o dinheiro seria usado para comprar alimento ou atender outras necessidades b&aacute;sicas, como gastos m&eacute;dicos (21%) e comprar roupas (19%). A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; citada como um uso poss&iacute;vel por 17% dos entrevistados, seguida por moradia (17%) e compra de bens dur&aacute;veis (13%). Estes dados variam substancialmente entre as diferentes etnias. Por exemplo, 39% dos africanos brancos declararam que o dinheiro seria usado para comprar comida, enquanto 29% dos chineses disseram que o empregariam para comprar roupa, e 24% dos africanos afirmaram que seria destinado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Quatro em cada cinco pessoas que enviam remessas esperam que esse dinheiro represente \u201cuma quantidade razo&aacute;vel\u201d (36%) ou \u201cuma grande quantidade\u201d (45%) de diferen&ccedil;a no lar. Entretanto, tamb&eacute;m h&aacute; uma significativa minoria que pensa que suas remessas far&atilde;o \u201cpouco\u201d (10%) ou \u201cabsolutamente nada\u201d (3%) para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida dos que recebem o dinheiro. Trinta e quatro por cento dos que enviam dinheiro desde a Gr&atilde;-Bretanha s&atilde;o de origem negra africana, 31% s&atilde;o do sul da &Aacute;sia e 12% s&atilde;o negros caribenhos. Tamb&eacute;m h&aacute; maior propor&ccedil;&atilde;o masculina do que feminina, com a not&aacute;vel exce&ccedil;&atilde;o das mulheres negras africanas, que tendem a enviar mais dinheiro do que os homens de sua mesma condi&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica. A pesquisa revelou, ainda, que 15% das pessoas que enviam dinheiro usam exclusivamente m&eacute;todos informais, com mandar o dinheiro atrav&eacute;s de amigos ou parentes. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Londres, 08\/10\/2006 &ndash; A Gr&atilde;-Bretanha n&atilde;o investe o suficiente no Sul em desenvolvimento, mas as remessas enviadas por imigrantes que trabalham neste pa&iacute;s est&atilde;o se convertendo em um importante contrapeso &agrave; pobreza no mundo, revelou uma pesquisa encomendada pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/inglaterra-imigrantes-ajudam-mais-do-que-investidores\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":185,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,4],"tags":[18],"class_list":["post-2030","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-mundo","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/185"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2030\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}