{"id":20337,"date":"2016-01-12T11:48:27","date_gmt":"2016-01-12T11:48:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=204783"},"modified":"2016-01-12T11:48:27","modified_gmt":"2016-01-12T11:48:27","slug":"entrega-de-ajuda-humanitaria-autorizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/01\/ultimas-noticias\/entrega-de-ajuda-humanitaria-autorizada\/","title":{"rendered":"Entrega de ajuda humanit\u00e1ria autorizada"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_204784\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-204784\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/map_syria_-629x421-629x421.jpg\" alt=\"Foto: OpenStreetMap e MapQuest\" width=\"340\" height=\"228\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/map_syria_-629x421-629x421-300x201.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/map_syria_-629x421-629x421.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Foto: OpenStreetMap e MapQuest<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Katherine Mackenzie, da IPS<\/em> &#8211;<\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia, 12\/1\/2016 \u2013 O governo da S\u00edria permitir\u00e1 a entrega de ajuda humanit\u00e1ria \u00e0 cidade de Madaya, controlada por for\u00e7as rebeldes e assediada pelo governo h\u00e1 seis meses, depois que um informe jornal\u00edstico revelou que v\u00e1rios de seus habitantes morreram de inani\u00e7\u00e3o. Esperava-se que a ajuda \u00e0 cidade, que fica a 40 quil\u00f4metros de Damasco, chegasse ontem com comida suficiente para cerca de 40 mil pessoas ao longo de um m\u00eas. H\u00e1 previs\u00e3ode que no final dessa semana cheguem medicamentos.<\/p>\n<p>A dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de Madaya ficou conhecida recentemente, quando a ITV,uma rede de televis\u00e3o independente da Gr\u00e3-Bretanha, divulgou um v\u00eddeo com imagens de crian\u00e7as esquel\u00e9ticas. Muitos dos habitantes nada tinham para comer al\u00e9m de terra e mato, e o desespero levou alguns a comerem c\u00e3es e gatos, segundo a ITV.<\/p>\n<p>\u201cO povo da S\u00edria est\u00e1 de joelhos. A economia desmoronou, a infraestrutura essencial, como redes de \u00e1gua e eletricidade, est\u00e1 por um fio e, como se isso n\u00e3o bastasse, avizinha-se um inverno muito forte\u201d, afirmou o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICR), acrescentando que \u201ch\u00e1 12 milh\u00f5es de pessoas na S\u00edria que precisam de ajuda com extrema urg\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e o CICR conseguiram acesso \u00e0 regi\u00e3o no dia 7. O CICR informou que sua prioridade, em conjunto com a Meia-Lua Vermelha S\u00edria, \u00e9 levar assist\u00eancia a 500 mil pessoas que vivem em zonas assediadas ou de dif\u00edcil acesso, como Madaya, Zabadani, Foua e Kefraya.<\/p>\n<p>Quase 42 mil pessoas que permanecem em Madaya correm o risco de sofrer mais fome e inani\u00e7\u00e3o. A ONU recebeu informes confi\u00e1veis de pessoas que morrem de fome ou s\u00e3o mortas ao tentar sair da regi\u00e3o, afirmou o f\u00f3rum mundial tamb\u00e9m no dia 7. \u201cNo dia 5, um homem de 53 anos teria morrido de inani\u00e7\u00e3o enquanto sua fam\u00edlia de cinco pessoas continua sofrendo desnutri\u00e7\u00e3o grave\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas informaram que receberam do governo de Bashar al Assad permiss\u00e3o de acesso a Kefraya e Foua, no norte do pa\u00eds, assediadas pelas for\u00e7as rebeldes, enquanto Madaya e Zabadani est\u00e3o sitiadas pelas for\u00e7as governamentais. Calcula-se que 4,5 milh\u00f5es de pessoas vivem em zonas de dif\u00edcil acesso, inclu\u00eddas 400 mil em 15 localidades assediadas que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 ajuda humanit\u00e1ria que necessitam urgentemente.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o M\u00e9dicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou que o cerco a Madaya \u00e9 \u201cum s\u00edtio de estrangulamento total\u201d, e acrescentou que \u201ccerca de 20 mil residentes sofrem a priva\u00e7\u00e3o, com risco para suas vidas, dos elementos b\u00e1sicos para a sobreviv\u00eancia, e 23 pacientes no centro de sa\u00fade apoiado pela MSF morreram de fome desde 1\u00ba de setembro\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA MSF recebe com satisfa\u00e7\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es de que o governo s\u00edrio permitir\u00e1 o fornecimento de alimentos na regi\u00e3o, mas insiste que a entrega imediata de rem\u00e9dios que possam salvar vidas tamb\u00e9m deve ser uma prioridade\u201d, e pede que \u201cseja permitida a evacua\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de urg\u00eancia dos pacientes para lugares seguros de tratamento\u201d.Das 23 pessoas que morreram de inani\u00e7\u00e3o, seis eram menores de um ano de idade, cinco tinham mais de 60 anos e os 12 restantes estavam na faixa et\u00e1ria entre os 5 e 60 anos, detalhoua MSF.<\/p>\n<p>A cidade recebeu ajuda pela \u00faltima vez em outubro, quando v\u00e1rios caminh\u00f5es entregaram suprimentos m\u00e9dicos. Algumas pessoas foram evacuadas em dezembro, mas, apesar dos reiterados pedidos, n\u00e3o era permitido o acesso humanit\u00e1rio desde ent\u00e3o.Segundo o comunicado da ONU, \u201co conflito continua criando obst\u00e1culo \u00e0 resposta humanit\u00e1ria e a liberdade de movimento est\u00e1 restrita pela presen\u00e7a de atores armados e minas terrestres\u201d.<\/p>\n<p>O novo titular do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (Acnur), Filippo Grandi, no dia 7afirmou que, com o n\u00famero sem antecedentes de refugiados e pessoas deslocadas em todo o mundo, \u00e9 necess\u00e1rio maior esfor\u00e7o diplom\u00e1tico para encontrar solu\u00e7\u00f5es para os conflitos e os abusos que expulsam as pessoas de suas casas.<\/p>\n<p>\u201cO Acnur navega por \u00e1guas extraordinariamente dif\u00edceis\u201d, afirmou o italiano Grandi em sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu o cargo, no dia 1\u00ba deste m\u00eas. \u201cDevemos pensar, antes de tudo, nos pr\u00f3prios deslocados pela for\u00e7a, mas tamb\u00e9m devemos pensar nos Estados que buscam desesperadamente solu\u00e7\u00f5es para as situa\u00e7\u00f5es que implicam refugiados. Mesmo nas circunst\u00e2ncias mais desesperadoras, temos que pensar na solu\u00e7\u00e3o dos deslocamentos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Grandi insistiu em que os pa\u00edses que abrigam um grande n\u00famero de refugiados, como o L\u00edbano, onde h\u00e1 mais de um milh\u00e3o de s\u00edrios, precisam de maior ajuda. Tamb\u00e9m destacou que o reassentamento, os vistos humanit\u00e1rios e a reunifica\u00e7\u00e3o familiar s\u00e3o ferramentas que podem permitir aos refugiados encontrar a seguran\u00e7a em outros pa\u00edses, \u201cn\u00e3o pelo tr\u00e1fico, mas pelo que chamamos de vias legais\u201d.<\/p>\n<p>O Programa Mundial de Alimentos (PMA) informou na semana passada que tem dinheiro suficiente para dar assist\u00eancia alimentar a 526 mil refugiados s\u00edrios na Jord\u00e2nia, durante os primeiros cinco meses deste ano. \u201cEsta \u00e9 a primeira vez, desde dezembro de 2013, que recebemos fundos suficientes para garantir a assist\u00eancia durante os cinco meses seguintes\u201d, destacou Shaza Moghraby, porta-voz do PMA na Jord\u00e2nia. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Katherine Mackenzie, da IPS &ndash; Roma, It&aacute;lia, 12\/1\/2016 &ndash; O governo da S&iacute;ria permitir&aacute; a entrega de ajuda humanit&aacute;ria &agrave; cidade de Madaya, controlada por for&ccedil;as rebeldes e assediada pelo governo h&aacute; seis meses, depois que um informe jornal&iacute;stico revelou que v&aacute;rios de seus habitantes morreram de inani&ccedil;&atilde;o. 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