{"id":20424,"date":"2016-01-21T12:25:15","date_gmt":"2016-01-21T12:25:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=204975"},"modified":"2016-01-21T12:25:15","modified_gmt":"2016-01-21T12:25:15","slug":"fogo-e-fonte-de-trabalho-para-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/01\/ultimas-noticias\/fogo-e-fonte-de-trabalho-para-jovens\/","title":{"rendered":"Fogo \u00e9 fonte de trabalho para jovens"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_204976\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-204976\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Fire-fighters-from-629x418-629x418.jpg\" alt=\"Bombeiros do WoF combatendo um inc\u00eandio em Muizenberg, perto da Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul. Foto: IPS-WoF1 \" width=\"340\" height=\"226\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Fire-fighters-from-629x418-629x418-300x199.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Fire-fighters-from-629x418-629x418.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Bombeiros do WoF combatendo um inc\u00eandio em Muizenberg, perto da Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul. Foto: IPS-WoF1<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Munyaradzi Makoni, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul,21\/1\/2016 \u2013 Nolukhanyo Babalaza terminou seu \u00faltimo ano do curso secund\u00e1rio na \u00c1frica do Sul e recebeu seu diploma em 2000, mas este n\u00e3o foi um passaporte imediato para a boa vida. A jovem se sentia frustrada ao ver que outros prosperavam enquanto ela lutava para pagar refei\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. \u201cProvoca pensamentos negativos. Acaba-se fazendo coisas das quais se arrepende\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos mais tarde, Babalaza havia se convertido em bombeira do programa Trabalhando Contra os Inc\u00eandios (WoF), do Departamento de Assuntos Ambientais da \u00c1frica do Sul, pa\u00eds onde os inc\u00eandios s\u00e3o um problema persistente.Nos meses \u00e1ridos do ver\u00e3o na regi\u00e3o do Cabo Ocidental, ou nos meses secos do inverno no restante do pa\u00eds, raios ou pessoas descuidadas provocam inc\u00eandios florestais que causam a perda anual de milh\u00f5es de d\u00f3lares em propriedades, al\u00e9m de vidas humanas e destrui\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse problema tamb\u00e9m trouxe coisas boas. Desde que o programa WoF foi implantado, em 2003, se transformou em um meio de luta contra o desemprego e a pobreza. Gra\u00e7as a\u00a0 ele, muitos jovens conseguiram trabalho.\u201cEsses jovens est\u00e3o capacitados para ajudar a combater inc\u00eandios florestais indesejados em todo o pa\u00eds, e frequentemente utilizam suas habilidades como um primeiro degrau no mercado de trabalho formal\u201d, explicou Linton Resnburg, gerente de comunica\u00e7\u00f5es do programa.<\/p>\n<p>Os jovens s\u00e3o capacitados como motoristas, em capina\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a de helic\u00f3pteros e educa\u00e7\u00e3o ambiental. O dinheiro que recebem n\u00e3o \u00e9 muito, mas proporciona um porta de entrada para o futuro.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego sul-africana subiu para 25,5% no terceiro trimestre de 2015, contra 25% no per\u00edodo anterior, segundo a empresa Trading Economics. O desemprego no pa\u00eds teve m\u00e9dia de 25,27% entre 2000 e 2015 e alcan\u00e7ou o m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 31,2% no primeiro trimestre de 2003, segundo a estatal Estat\u00edsticas da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Babalaza avan\u00e7ou com o programa. Desde seu in\u00edcio como bombeira comum, se converteu em l\u00edder de equipe e depois em assistente de administra\u00e7\u00e3o. Hoje \u00e9 funcion\u00e1ria de controle das finan\u00e7as do WoF no Cabo Ocidental. \u201cAs coisas est\u00e3o muito melhor. Pelo menos posso manter minha fam\u00edlia e pagar as contas\u201d afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Rensburg, o exemplo de Babalaza \u00e9 um dos muitos no programa. \u201cMilhares de jovens encontraram sua primeira oportunidade de trabalho importante no programa e mais adiante, gra\u00e7as \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o do WoF, puderam passar de bombeiros ganhando por jornada a empregados assalariados\u201d, explicou.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de Justine Lekalakala, ex-bombeira na base Dinokeng de Hammanskra, ao norte de Pret\u00f3ria, que agora trabalha na For\u00e7a de Defesa Nacional da \u00c1frica do Sul. \u201cTive a oportunidade de utilizar o dinheiro que ganhava no programa para me candidatar a outros empregos e estudar inform\u00e1tica. Ficou mais f\u00e1cil entrar nas for\u00e7as armadas, gra\u00e7as \u00e0 autodisciplina e \u00e0 capacidade f\u00edsica que adquiri no WoF\u201d, contou.<\/p>\n<p>Christalene De Kella n\u00e3o sabia o que queria fazer na vida depois de terminar o curso secund\u00e1rio, em 2004, mas aproveitou a oportunidade de se formar bombeira em sua cidade natal, Uniondale. Esta m\u00e3e solteira de uma filha de sete anos come\u00e7ou como bombeira rasa, depois fez v\u00e1rios cursos intensivos em manejo de inc\u00eandios e inclusive participou da abertura de uma nova base. Em 2005, foi promovida a funcion\u00e1ria de controle de estoque do WoF.<\/p>\n<p>Em 2009, Kella se converteu na encarregada dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e da comunidade na regi\u00e3o de Cabo do Sul, e em 2013 teve se converteu em jornalista de v\u00eddeo para o programa. \u201cO WoF teve um impacto positivo em minha vida\u201d, destacou. Atualmente, ela viaja por todo o pa\u00eds para entrevistar e gravar hist\u00f3rias para o notici\u00e1rio que o programa mant\u00e9m no YouTube.<\/p>\n<p>Dois bombeiros, que come\u00e7aram seus dois anos de forma\u00e7\u00e3o em maio de 2015, decidiram se converter em pilotos de avistamento de inc\u00eandios na Academia de Avia\u00e7\u00e3o de Kishugu. Themba Maebela, de 27 anos, e Siyabonga Varasha, de 26, trabalham como assistentes pessoais em helic\u00f3pteros do WoF. \u201cFoi como um sonho, minha fam\u00edlia n\u00e3o acreditou quando contei que faria curso para piloto\u201d, contou Maebela, que come\u00e7ou a trabalhar no programa em 2010.<\/p>\n<p>Naome Nkoana percorre as ruas como agente da pol\u00edcia metropolitana de Pret\u00f3ria, e recorda como o programa do WoF a ajudou, quando foi capacitada no manejo avan\u00e7ado de condu\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis em Nelspruit, o que foi fundamental para conseguir seu atual emprego.<\/p>\n<p>Rensburg assegurou que, desde que o programa foi implantado, mudou a vida de seus cinco mil participantes e beneficiou indiretamente 25 mil pessoas dependentes deles. Um estudo de 2012 sobre o impacto social do programa concluiu que a capacita\u00e7\u00e3o que o WoF oferece melhorou o conhecimento dos benefici\u00e1rios e sua autoestima. Segundo o estudo, \u201ccom o programa WoF, puderam conhecer melhor suas fraquezas e fortalezas\u201d. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Munyaradzi Makoni, da IPS &ndash;&nbsp; Cidade do Cabo, &Aacute;frica do Sul,21\/1\/2016 &ndash; Nolukhanyo Babalaza terminou seu &uacute;ltimo ano do curso secund&aacute;rio na &Aacute;frica do Sul e recebeu seu diploma em 2000, mas este n&atilde;o foi um passaporte imediato para a boa vida. 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