{"id":2045,"date":"2006-10-08T00:00:00","date_gmt":"2006-10-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2045"},"modified":"2006-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-08T00:00:00","slug":"direitos-humanos-conselho-da-onu-condena-israel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/direitos-humanos-conselho-da-onu-condena-israel\/","title":{"rendered":"Direitos Humanos: Conselho da ONU condena Israel"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 08\/10\/2006 &ndash; O Conselho de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas emitiu uma en&eacute;rgica condena&ccedil;&atilde;o contra Israel pelas viola&ccedil;&otilde;es dessas garantias e pelas infra&ccedil;&otilde;es do direito internacional humanit&aacute;rio que comete no contexto de suas opera&ccedil;&otilde;es militares no L&iacute;bano. <!--more--> Este m&aacute;ximo &oacute;rg&atilde;o especializado da ONU, que na sexta-feira manteve uma sess&atilde;o especial para analisar este aspecto do conflito no Oriente M&eacute;dio, tamb&eacute;m resolveu enviar uma comiss&atilde;o de alto n&iacute;vel &agrave; regi&atilde;o para investigar \u201cos ataques e as matan&ccedil;as sistem&aacute;ticas de civis (cometidos) por Israel no L&iacute;bano\u201d. A resolu&ccedil;&atilde;o foi aprovada por 27 votos a favor, 11 contra e oito absten&ccedil;&otilde;es. A delega&ccedil;&atilde;o do Djibuti esteve ausente durante a vota&ccedil;&atilde;o. Os votos contr&aacute;rios ao projeto foram dos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia membros do Conselho, mais Canad&aacute;, Jap&atilde;o e Ucr&acirc;nia.<\/p>\n<p>A Comiss&atilde;o, integrada por 47 Estados-membros da ONU, exigiu de Israel o acatamento total de suas obriga&ccedil;&otilde;es contra&iacute;das sob o direito internacional humanit&aacute;rio, que regulamenta as condutas dos beligerantes durante os conflitos e o tratamento dispensado a feridos, prisioneiros e n&atilde;o-combatentes. Mas, neste ponto, o Conselho introduziu de &uacute;ltima hora uma emenda ao projeto de resolu&ccedil;&atilde;o patrocinado pelos pa&iacute;ses isl&acirc;micos mais China, Cuba e R&uacute;ssia. O par&aacute;grafo acrescentado exige de \u201ctodas as partes envolvidas\u201d o respeito a essas normas humanit&aacute;rias e que se abstenham de usar a viol&ecirc;ncia contra civis. Esta foi a &uacute;nica refer&ecirc;ncia do texto ao grupo armado liban&ecirc;s Hezbollah (Partido de Deus), pr&oacute;-S&iacute;rio, que luta contra as tropas israelenses invasoras no sul do L&iacute;bano e ataca com foguetes as popula&ccedil;&otilde;es do norte de Israel.<\/p>\n<p>O restante da resolu&ccedil;&atilde;o condenou as a&ccedil;&otilde;es militares israelenses, como os bombardeios em massa contra popula&ccedil;&otilde;es civis, especialmente as matan&ccedil;as de Qana, Maruain, Al Dueir, Al Qaa, Chiyah, Ghazieh e outras localidades libanesas. O Conselho afirmou que esses ataques causaram milhares de mortos e feridos, principalmente entre mulheres e crian&ccedil;as, e a fuga de um milh&atilde;o de pessoas. A decis&atilde;o censurou os bombardeios de infra-estruturas civis vitais que causaram ampla destrui&ccedil;&atilde;o e enormes preju&iacute;zos &agrave;s propriedades p&uacute;blicas e privadas. A comiss&atilde;o investigadora dever&aacute; examinar, al&eacute;m dos ataques a matan&ccedil;as de civis no L&iacute;bano, os tipos de armas usadas por Israel e se cumpre, ou n&atilde;o, as normas internacionais.<\/p>\n<p>A miss&atilde;o, que dever&aacute; ser integrada por relatores especiais do sistema de direitos humanos da ONU e por especialistas em direito humanit&aacute;rio, exigir&aacute; um gasto de US$ 420 mil, segundo funcion&aacute;rios do Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Direitos Humanos. O Conselho, que ainda est&aacute; em etapa de forma&ccedil;&atilde;o, pois foi criado em mar&ccedil;o e manteve sua primeira sess&atilde;o entre 19 e 30 de junho, foi colocado &agrave; prova na semana passada com o debate sobre esta face do conflito no Oriente M&eacute;dio, uma das quest&otilde;es mais controvertidas em mat&eacute;ria de direitos humanos.<\/p>\n<p>Sua antecessora, a Comiss&atilde;o de Direitos Humanos, desaparecida em junho &uacute;ltimo, era reprovada por pa&iacute;ses ocidentais por suas resolu&ccedil;&otilde;es \u201cdesequilibradas\u201d que sempre acabavam condenando Israel. Nesta ocasi&atilde;o, o debate do novo Conselho aconteceu em termos muito parecidos, com um texto de resolu&ccedil;&atilde;o que concentrou todas as recrimina&ccedil;&otilde;es em Israel. Por esse motivo, os pa&iacute;ses-membros pertencentes &agrave; Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e outros do grupo ocidental rejeitaram a iniciativa das na&ccedil;&otilde;es isl&acirc;micas. A representa&ccedil;&atilde;o da Finl&acirc;ndia disse em nome do bloco europeu que o debate n&atilde;o tinha lugar porque o projeto de resolu&ccedil;&atilde;o s&oacute; se referia &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es de uma das partes em conflito.<\/p>\n<p>A Fran&ccedil;a disse que preferiria uma resolu&ccedil;&atilde;o de consenso e rejeitou o texto por seu car&aacute;ter \u201cunilateral, tanto na quest&atilde;o de fundo quanto na maneira como foi elaborado\u201d. A Su&iacute;&ccedil;a tentou at&eacute; o &uacute;ltimo momento conseguir o entendimento entre as partes. Ao fracassar em sua tentativa em favor de um consenso, a delega&ccedil;&atilde;o su&iacute;&ccedil;a preferiu se abster. Eric Sottas, diretor da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial contra a Tortura (OMCT), disse que \u201cna presen&ccedil;a de uma guerra &eacute; in&uacute;til a busca de um consenso\u201d. Por outro lado, este especialista independente afirmou que o Conselho deve desempenhar um novo papel que favore&ccedil;a o &ecirc;xito de resultados concretos. Com essa inten&ccedil;&atilde;o, o Conselho deveria evitar as resolu&ccedil;&otilde;es \u201cret&oacute;ricas e desequilibradas\u201d que anteriormente desacreditaram a Comiss&atilde;o de Direitos Humanos, afirmou Sottas.<\/p>\n<p>Para isso, o organismo teria que se ater &agrave; sua especifica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a de garantir que todas as partes respeitem os direitos humanos e, em caso de conflito, todo o rigor do direito humanit&aacute;rio, insistiu. Entretanto, o representante do Ir&atilde;, Alireza Moaiyeri, advertiu que n&atilde;o h&aacute; lugar para outro debate que n&atilde;o seja um chamado do Conselho de Direitos Humanos da ONU a estabelecer um cessar-fogo imediato e incondicional no L&iacute;bano e uma investiga&ccedil;&atilde;o internacional sobre \u201cas cont&iacute;nuas matan&ccedil;as de Israel no L&iacute;bano\u201d. O delegado de Israel, Itzhak Levanon, perguntou por que n&atilde;o se pedia investiga&ccedil;&otilde;es sobre as \u201catrocidades cometidas pelo Hezbollah, pela S&iacute;ria e pelo Ir&atilde;\u201d.<\/p>\n<p>O representante do Congresso Judeu Mundial, Lior Herman, afirmou que o juda&iacute;smo, como o islamismo, se baseia na \u201csantidade da vida humana e na dignidade do homem\u201d. Esses princ&iacute;pios se aplicam tamb&eacute;m ao milh&atilde;o de israelenses que vivem em abrigos antibombas por causa dos m&iacute;sseis do Hezbollah, acrescentou. Herman disse perante o Consleho que os mesmos valores amparavam \u201cos 85 inocentes assassinados no ataque do Hezbollah contra a sede da comunidade judia argentina, em Buenos Aires, h&aacute; 12 anos\u201d. Os cinco pa&iacute;ses latino-americanos que votaram a favor da iniciativa (Brasil, Argentina, Equador, Peru e Uruguai) reclamaram que \u201cIsrael e o Hezbollah se abstenham do uso da for&ccedil;a e garantam a prote&ccedil;&atilde;o da sociedade civil\u201d. O outro pa&iacute;s da regi&atilde;o membros do Conselho, a Guatemala, se absteve. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 08\/10\/2006 &ndash; O Conselho de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas emitiu uma en&eacute;rgica condena&ccedil;&atilde;o contra Israel pelas viola&ccedil;&otilde;es dessas garantias e pelas infra&ccedil;&otilde;es do direito internacional humanit&aacute;rio que comete no contexto de suas opera&ccedil;&otilde;es militares no L&iacute;bano. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/direitos-humanos-conselho-da-onu-condena-israel\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":86,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,4,11],"tags":[16],"class_list":["post-2045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-mundo","category-politica","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/86"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2045"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}