{"id":20474,"date":"2016-02-01T12:27:28","date_gmt":"2016-02-01T12:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=205405"},"modified":"2016-02-01T12:27:28","modified_gmt":"2016-02-01T12:27:28","slug":"sete-pecados-capitais-da-mulher-africana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/02\/ultimas-noticias\/sete-pecados-capitais-da-mulher-africana\/","title":{"rendered":"Sete pecados capitais da mulher africana"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_205406\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-205406\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/africa.jpg\" alt=\"Participantes da oitava reuni\u00e3o preparat\u00f3ria sobre temas de g\u00eanero em Adis Abeba, capital da Eti\u00f3pia, anterior \u00e0 C\u00fapula da Uni\u00e3o Africana, que se reunir\u00e1 na mesma cidade e ter\u00e1 como tema principal os direitos da mulher. Foto: Cortesia da Uni\u00e3o Africana\" width=\"340\" height=\"225\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/africa-300x199.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/africa.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Participantes da oitava reuni\u00e3o preparat\u00f3ria sobre temas de g\u00eanero em Adis Abeba, capital da Eti\u00f3pia, anterior \u00e0 C\u00fapula da Uni\u00e3o Africana, que se reunir\u00e1 na mesma cidade e ter\u00e1 como tema principal os direitos da mulher. Foto: Cortesia da Uni\u00e3o Africana<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0BaherKamal, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Cairo, Egito, 1\/2\/2016 \u2013 Exclus\u00e3o econ\u00f4mica, sistemas financeiros que perpetuam sua discrimina\u00e7\u00e3o, escassa participa\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica e p\u00fablica, falta de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e baixa presen\u00e7a das meninas nas escolas, viol\u00eancia de g\u00eanero, pr\u00e1ticas culturais nocivas e marginaliza\u00e7\u00e3o das conversa\u00e7\u00f5es de paz. Estas s\u00e3o as principais barreiras permanentes no caminho para a igualdade de g\u00eanero na \u00c1frica.Esses desafios integravam a agenda da oitava reuni\u00e3o preparat\u00f3ria sobre temas de g\u00eanero, realizada em Adis Abeba entre 17 e 21 de janeiro, no que representa a abertura da celebra\u00e7\u00e3o de 2016 como Ano Africano dos Direitos Humanos com Especial Aten\u00e7\u00e3o aos Direitos da Mulher.<\/p>\n<p>O evento na capital et\u00edope foi preparat\u00f3rio para a 26\u00aa C\u00fapula da Uni\u00e3o Africana, que reunir\u00e1 chefes de Estado e de governo dos 54 pa\u00edses do continente, entre eles os \u00e1rabes do norte da \u00c1frica, como Egito, Tun\u00edsia, L\u00edbia, Arg\u00e9lia, Marrocos e Maurit\u00e2nia, al\u00e9m do Saara.O tema da reuni\u00e3o dos m\u00e1ximos l\u00edderes africanos, realizada entre os dias 21 e 31 de janeiro, tamb\u00e9m em Adis Abeba, foi definido, precisamente, como C\u00fapula de Direitos Humanos com Especial Aten\u00e7\u00e3o aos Direitos da Mulher.<\/p>\n<p>As mulheres representam mais da metade dos 1,2 bilh\u00e3o de africanos que habitam uma vasta extens\u00e3o de mais de 30,2 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados e falam at\u00e9 duas mil l\u00ednguas nativas diferentes. Al\u00e9m disso, mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o africana \u00e9 de menores de 25 anos de idade.<\/p>\n<p>Devido aos numerosos conflitos armados no continente \u2013 palco de quase metade dos 42 em curso \u2013, as mulheres africanas est\u00e3o encarregadas da maioria das fam\u00edlias, s\u00e3o as principais produtoras de alimentos, e constituem mais de 43% da for\u00e7a de trabalho agr\u00edcola, al\u00e9m de seu papel fundamental nas atividades relacionadas com a pecu\u00e1ria, cria\u00e7\u00e3o de aves dom\u00e9sticas, pesca, aquicultura e comercializa\u00e7\u00e3o de artesanato e produtos alimentares.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o preparat\u00f3ria contou com forte participa\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e incluiu uma reuni\u00e3o de especialistas do Comit\u00ea T\u00e9cnico Especializado em G\u00eanero e Empoderamento da Mulher, e tamb\u00e9m uma sess\u00e3o a portas fechadas de ministros africanos, culminando em uma reuni\u00e3o conjunta de todas as partes envolvidas.<\/p>\n<p>De acordo com a Comiss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana (AUC), o continente continua enfrentando \u201cenormes desafios\u201d em mat\u00e9ria de respeito, promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e cumprimento dos direitos humanos que, se n\u00e3o forem abordados urgente e adequadamente, poder\u00e3o jogar por terra todos os \u00eaxitos obtidos neste cap\u00edtulo ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cEsses desafios incluem, mas n\u00e3o se limitam a: inadequada destina\u00e7\u00e3o de recursos para as institui\u00e7\u00f5es de direitos humanos, falta de capacidade, insuficiente vontade pol\u00edtica, falta de vontade dos Estados para ceder compet\u00eancias \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia supranacionais, e falta de vontade de alguns Estados para aplicar os tratados internacionais de direitos humanos em seus pa\u00edses\u201d, afirma a Comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>AComiss\u00e3o acrescenta que a esses desafios se somam \u201cviol\u00eancia persistente em todo o continente, que se traduz na destrui\u00e7\u00e3o da vida e da propriedade e reverte os \u00eaxitos em mat\u00e9ria de direitos humanos, pobreza generalizada, ignor\u00e2ncia e falta de consci\u00eancia, os efeitos do colonialismo que se caracterizam por leis hostis aos direitos humanos, mau governo, corrup\u00e7\u00e3o e indiferen\u00e7a com o estado de direito\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a AUC, 2016 apresenta, em n\u00edveis continental e mundial, marcos importantes na agenda da luta da mulher pela igualdade de g\u00eanero e pelo empoderamento da mulher. No caso espec\u00edfico da \u00c1frica, este ano tamb\u00e9m acontece o 30\u00ba anivers\u00e1rio da entrada em vigor, em 1986, da Carta Africana de Direitos Humanos e dos Povos, e o come\u00e7o da segunda fase da D\u00e9cada da Mulher Africana 2010-2020.<\/p>\n<p>\u201cA D\u00e9cada da Mulher Africana \u00e9 o marco de aplica\u00e7\u00e3o dessa agenda da Uni\u00e3o Africana que tem por objetivo promover a igualdade de g\u00eanero por meio da acelera\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es globais e regionais sobre a igualdade de g\u00eanero e o empoderamento das mulheres\u201d, segundo a AUC.<\/p>\n<p>Em n\u00edvel mundial, 2016 comemora 36 anos da aprova\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o Contra a Mulher (Cedaw), um tratado internacional adotado em 1979 pela Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), descrito como a declara\u00e7\u00e3o universal de direitos para as mulheres, bem como o 21\u00ba anivers\u00e1rio da Declara\u00e7\u00e3o de Pequim e sua Plataforma de A\u00e7\u00e3o, que constituem a pedra angular da pol\u00edtica mundial em mat\u00e9ria de igualdade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Para comemorar \u201cesses marcos importantes\u201d, informa a AUC, os mandat\u00e1rios da Uni\u00e3o Africana declararam em sua 25\u00aa C\u00fapula Ordin\u00e1ria, realizada em junho de 2015 na \u00c1frica do Sul, 2016 como Ano da \u00c1frica dos Direitos Humanos com Especial Aten\u00e7\u00e3o aos Direitos da Mulher\u201d.<\/p>\n<p>E essa c\u00fapula anterior ocorreu sob o lema Ano de Empoderamento da Mulher e do Desenvolvimento Para a Agenda 2063 da \u00c1frica e por isso o tema de 2016 \u201cmarca o segundo ano consecutivo em que a igualdade de g\u00eanero e o empoderamento das mulheres s\u00e3o adotados como as mais altas prioridades na agenda continental\u201d, destaca a AUC. Com a Agenda 2063, a Uni\u00e3o Africana tra\u00e7ou em 2013, quando completou meio s\u00e9culo de sua constitui\u00e7\u00e3o, a estrat\u00e9gia global de desenvolvimento para o continente nos 50 anos seguintes.<\/p>\n<p>O objetivo geral da C\u00fapula africana \u00e9 reunir as vozes dos principais atores em mat\u00e9ria de igualdade de g\u00eanero e de empoderamento das mulheres, para atualizar e revisar a evolu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, avaliar o grau de cumprimento dos compromissos, em especial da Declara\u00e7\u00e3o de 2015 proclamando o Ano de Empoderamento da Mulher e do Desenvolvimento, Para a Agenda 2063 da \u00c1frica, bem como avaliar os resultados obtidos at\u00e9 agora pela D\u00e9cada da Mulher Africana, informa a AUC.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tem por objetivo identificar as \u00e1reas priorit\u00e1rias de a\u00e7\u00e3o futura incluindo a celebra\u00e7\u00e3o em 2016 do Ano dos Direitos Humanos com Especial Aten\u00e7\u00e3o aos Direitos da Mulher, bem como impulsionar maior acelera\u00e7\u00e3o na aplica\u00e7\u00e3o efetiva dos compromissos em mat\u00e9ria de igualdade de g\u00eanero e empoderamento das mulheres.A reuni\u00e3o preparat\u00f3ria da C\u00fapula encerrou com um documento que incluiu um pacote de decis\u00f5es concretas apresentadas na 26\u00aa C\u00fapula da Uni\u00e3o Africana. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;BaherKamal, da IPS &ndash;&nbsp; Cairo, Egito, 1\/2\/2016 &ndash; Exclus&atilde;o econ&ocirc;mica, sistemas financeiros que perpetuam sua discrimina&ccedil;&atilde;o, escassa participa&ccedil;&atilde;o na vida pol&iacute;tica e p&uacute;blica, falta de acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e baixa presen&ccedil;a das meninas nas escolas, viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero, pr&aacute;ticas culturais nocivas e marginaliza&ccedil;&atilde;o das conversa&ccedil;&otilde;es de paz. 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