{"id":20491,"date":"2016-02-04T12:47:01","date_gmt":"2016-02-04T12:47:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=205613"},"modified":"2016-02-04T12:47:01","modified_gmt":"2016-02-04T12:47:01","slug":"mulheres-vitimas-da-politica-migratoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/02\/ultimas-noticias\/mulheres-vitimas-da-politica-migratoria\/","title":{"rendered":"Mulheres, v\u00edtimas da pol\u00edtica migrat\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_205614\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-205614\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/mulheres.jpg\" alt=\"Duas vendedoras de frutas, gr\u00e3os e vegetais, no mercado de rua em Pequeno Haiti, em Santo Domingo, capital da Rep\u00fablica Dominicana. Elas permitiram ser fotografadas, mas preferiram n\u00e3o falar de sua situa\u00e7\u00e3o. O medo faz parte da vida das imigrantes haitianas no pa\u00eds. Foto: Dionny Matos\/IPS\" width=\"340\" height=\"227\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/mulheres-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/mulheres.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Duas vendedoras de frutas, gr\u00e3os e vegetais, no mercado de rua em Pequeno Haiti, em Santo Domingo, capital da Rep\u00fablica Dominicana. Elas permitiram ser fotografadas, mas preferiram n\u00e3o falar de sua situa\u00e7\u00e3o. O medo faz parte da vida das imigrantes haitianas no pa\u00eds. Foto: Dionny Matos\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Ivet Gonz\u00e1lez, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Santo Domingo, Rep\u00fablica Dominicana, 4\/2\/2016 \u2013 Uma mulher prepara ramos de rosas amarelas no mercado de rua em Pequeno Haiti, um bairro pobre da capital da Rep\u00fablica Dominicana. \u201cN\u00e3o quero falar, n\u00e3o tire fotos\u201d, pediu \u00e0 IPS essa trabalhadora, acompanhada de uma menina que parecia ser sua filha.Outras vendedoras do grande mercado informal em que se converteram as ruas do bairro, todas afrodescendentes, tamb\u00e9m se recusam a conversar.<\/p>\n<p>\u201cT\u00eam medo porque pensam que ser\u00e3o deportadas\u201d, disse, sussurrando, uma comerciante, enquanto mexia um caldo em um fog\u00e3o \u00e0 lenha em plena cal\u00e7ada.Esse medo se deve \u00e0 \u00faltima onda de deporta\u00e7\u00f5es, dentro do conflito migrat\u00f3rio, algumas vezes aberto e outras escondido, que domina as rela\u00e7\u00f5es deste pa\u00eds com o Haiti, o mais pobre da Am\u00e9rica Latina e com sua popula\u00e7\u00e3o majoritariamente negra, com o qual compartilha a ilha caribenha La Espanhola.<\/p>\n<p>Segundo dados oficiais, a Dire\u00e7\u00e3o Geral de Migra\u00e7\u00e3o dominicana deportou, entre agosto de 2015 e janeiro de 2016, 15.754 haitianos sem documentos, e regressaram voluntariamente ao seu pa\u00eds outros 113.320, inclu\u00eddos 23.286 menores de idade. \u201cEsse processo afeta em maior grau as mulheres, porque, quando a identidade dominicana \u00e9 negada a um filho ou uma filha, as m\u00e3es s\u00e3o as respons\u00e1veis diretas por n\u00e3o ter legalizado sua situa\u00e7\u00e3o\u201d, explicou \u00e0 IPS Lilian Dolis, coordenadora do n\u00e3o governamental Movimento de Mulheres Dominicano-Haitiana (Mudha).<\/p>\n<p>\u201cSe a m\u00e3e n\u00e3o tem os documentos, ent\u00e3o a documenta\u00e7\u00e3o dos filhos\u00e9 questionada. E, no caso das migrantes haitianas, n\u00e3o basta se casar com um dominicano, embora a Constitui\u00e7\u00e3o lhe conceda a nacionalidade do marido. Muitas vezes esse direito \u00e9 violado, por isso elas ainda carregam uma carga muito tortuosa\u201d, acrescentou a ativista do movimento nascido em 1983.<\/p>\n<p>A mais recente crise migrat\u00f3ria come\u00e7ou em 2013, quando uma senten\u00e7a do Tribunal Constitucional determinou os novos par\u00e2metros para obter a nacionalidade. A medida mais conflituosa \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o considerados dominicanos os filhos de imigrantes ilegais nascidos no pa\u00eds, inclusive aqueles inscritos no registro civil. As pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o ficam em um limbo sem nacionalidade, ou ap\u00e1tridas, segundo cr\u00edticas de muitos organismos internacionais.<\/p>\n<p>Com base nessa decis\u00e3o, o governo promoveu a Lei Especial de Naturaliza\u00e7\u00e3o, que p\u00f4de ser aplicada uma \u00fanica vez, entre 23 de maio de 2014 e 1\u00ba de fevereiro de 2015, \u00e0s filhas e aos filhos de estrangeiros residentes que nasceram em solo dominicano entre 16 de junho de 1929 e 18 de abril de 2007. Durante esse per\u00edodo a norma de regime especial foi aplicada a 8.755 pessoas.<\/p>\n<div id=\"attachment_205615\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img class=\"wp-image-205615\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/florista.jpg\" alt=\"A florista Antonia Abreu, uma das poucas vendedoras ambulantes que aceitaram falar sobre a dura realidade das imigrantes haitianas na Rep\u00fablica Dominicana, em seu posto de venda no bairro de Pequeno Haiti, em Santo Domingo, capital da Rep\u00fablica Dominicana. Foto: Dionny Matos\/IPS\" width=\"340\" height=\"227\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/florista-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/florista.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">A florista Antonia Abreu, uma das poucas vendedoras ambulantes que aceitaram falar sobre a dura realidade das imigrantes haitianas na Rep\u00fablica Dominicana, em seu posto de venda no bairro de Pequeno Haiti, em Santo Domingo, capital da Rep\u00fablica Dominicana. Foto: Dionny Matos\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Paralelamente, as autoridades implantaram, de 1\u00ba de junho de 2014 a 17 de junho de 2015, o Plano Nacional de Regulariza\u00e7\u00e3o de Estrangeiros para todos os imigrantes radicados no pa\u00eds que estivessem em situa\u00e7\u00e3o irregular. Nesse programa puderam se inscrever 288.466 imigrantes sem documentos, na maioria haitianos, para obter uma autoriza\u00e7\u00e3o de perman\u00eancia e trabalho. Mas apenas 240 mil cumpriram todos os requisitos e conseguiram <em>status<\/em> legal.<\/p>\n<p>Desde agosto, as for\u00e7as policiais realizam cont\u00ednuas opera\u00e7\u00f5es e os que n\u00e3o est\u00e3o com documentos em dia v\u00e3o para \u201ccampos de boas-vindas\u201d, instalados em v\u00e1rios pontos da fronteira para serem devolvidos ao Haiti. \u201cA maioria das haitianas trabalha fora de casa, e poucas t\u00eam situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que permita serem donas de casa\u201d, apontou Antonia Abreu, umadominicano-haitiana que h\u00e1 40 anos vende arranjos de flores para festas, presentes e tamb\u00e9m funerais no mercado em Pequeno Haiti.<\/p>\n<p>Conhecida pelo seu sobrenome, La Ara\u00f1a contou \u00e0 IPS que \u201cas mulheres vendem roupas, comida, aplicam perucas, s\u00e3o empregadas dom\u00e9stica e h\u00e1 trabalhadoras sexuais. Muitas s\u00e3o <em>paleteras<\/em> (vendedoras ambulantes) que sofrem os abusos da pol\u00edcia, que apreende seus carrinhos e suas mercadorias quando n\u00e3o t\u00eam documentos\u201d. Ela ressaltou que \u201cas que trabalham de forma saud\u00e1vel conseguem se inserir na sociedade e contribuir para o pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Entre a rara mescla de odores de especiarias, esgoto a c\u00e9u aberto, comidas t\u00edpicas e lixo, muitas mulheres subsistem a duras penas nesse mercado do bairro de maioria haitiana, com a venda de flores, refei\u00e7\u00f5es, alimentos crus, roupas, utens\u00edlios dom\u00e9sticos e equipamentos eletrodom\u00e9sticos de segunda m\u00e3o.O bairro, localizado bem perto de uma grande via comercial e da tur\u00edstica Cidade Colonial de Santo Domingo, est\u00e1 abandonado pelas autoridades municipais, ao contr\u00e1rio de seus pujantes vizinhos.<\/p>\n<p>Isso transformou o local em um submundo onde sobrevive uma popula\u00e7\u00e3o incalcul\u00e1vel em um entorno decadente. Entretanto, quase n\u00e3o h\u00e1 criminalidade, destacam moradorese n\u00e3o moradores.A clientela de seus pontos de venda na rua costuma ser de imigrantes haitianos, que trabalham em condi\u00e7\u00f5es qualificadas como escravid\u00e3o por organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Tamb\u00e9m recebe pessoas de renda muito baixa, nesse pa\u00eds de 9,3 milh\u00f5es de habitantes, onde 33% das fam\u00edlias vivem na pobreza, de acordo com o Mapa da Pobreza na Rep\u00fablica Dominicana 2014.<\/p>\n<div id=\"attachment_205616\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-205616\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/imigrante.jpg\" alt=\"Uma imigrante haitiana no assentamento rural de Mata Mam\u00f3n, na Rep\u00fablica Dominicana, onde trabalha como diarista. As mulheres haitianas que trabalham nas fazendas dominicanas s\u00e3o invis\u00edveis, tanto para as estat\u00edsticas como para os programas de apoio aos migrantes rurais, denunciam ativistas. Foto: Dionny Matos\/IPS\" width=\"340\" height=\"227\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/imigrante-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/imigrante.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Uma imigrante haitiana no assentamento rural de Mata Mam\u00f3n, na Rep\u00fablica Dominicana, onde trabalha como diarista. As mulheres haitianas que trabalham nas fazendas dominicanas s\u00e3o invis\u00edveis, tanto para as estat\u00edsticas como para os programas de apoio aos migrantes rurais, denunciam ativistas. Foto: Dionny Matos\/IPS<\/p><\/div>\n<p>\u201cAs imigrantes ilegais n\u00e3o podem trabalhar, nem estudar ou ter uma vida p\u00fablica. Acabam indo diretamente para o setor do servi\u00e7o dom\u00e9stico e trabalho informal. E, mesmo que tenham a documenta\u00e7\u00e3o, as dominicano-haitianas sempre s\u00e3o exclu\u00eddas dos projetos sociais\u201d, afirmou Dolis.Neste pa\u00eds de arraigada cultura machista, as haitianas e suas filhas sofrem uma profunda exclus\u00e3o em virtude de um coquetel de xenofobia, racismo e discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, segundo diferentes estudos e especialistas.<\/p>\n<p>\u201cElas est\u00e3o invis\u00edveis. Nem mesmo sabemos quantas s\u00e3o\u201d, lamentou a ativista. \u201cOs dados dos censos n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis para saber a popula\u00e7\u00e3o dominicana de ascend\u00eancia haitiana e a pesquisa do Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA) j\u00e1 est\u00e1 desatualizada\u201d apontou.Dessa forma Dolis se referiu aos \u00faltimos dados sobre a mat\u00e9ria, colhidos pela Pesquisa Nacional de Imigrantes, que o estatal Escrit\u00f3rio Nacional de Estat\u00edsticas realizou em 2012 com apoio do UNFPA.<\/p>\n<p>O estudo estimou que na \u00e9poca viviam em territ\u00f3rio dominicano cerca de 560 mil imigrantes, dos quais 458 mil nascidos no Haiti.A falta de estat\u00edsticas \u00e9 um obst\u00e1culo ao trabalho do Mudha, que est\u00e1 presente em quatro prov\u00edncias e cinco munic\u00edpios dominicanos, com suas mensagens e a\u00e7\u00f5es para reivindicar os direitos das mulheres dominicano-haitianas, com \u00eanfase nos sexuais e reprodutivos.<\/p>\n<p>O movimento \u00e9 liderado por um coletivo de 19 mulheres e conta com 62 promotoras, que realizam atividades em comunidades urbanas e rurais. Com seu acompanhamento, o grupo beneficia de maneira indireta mais de seis mil pessoas. A Mudha assegura que o Estado dominicano nunca reconheceu as mulheres haitianas e suas filhas como sujeitos de direito. \u201cSempre se falou da imigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores bra\u00e7ais, mas nunca das trabalhadoras bra\u00e7ais, ou seja, as mulheres que acompanhavam os seus maridos ou vinham, e v\u00eam, para realizar esse trabalho\u201d, pontuou Dolis.<\/p>\n<p>Fontes hist\u00f3ricas identificam, desde antes de 1844, a presen\u00e7a de trabalhadores bra\u00e7ais haitianos nos <em>bateyes<\/em> (assentamentos ao redor de usinas de a\u00e7\u00facar), que suportaram sobre seus ombros os duros trabalhos no cultivo da cana e na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, o motor durante s\u00e9culos da economia dominicana.Atualmente, a for\u00e7a de trabalho haitiana no pa\u00eds \u00e9 importante demais no setor agr\u00edcola, nos ramos da constru\u00e7\u00e3o, manufatura, hotelaria e com\u00e9rcio. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Ivet Gonz&aacute;lez, da IPS &ndash;&nbsp; Santo Domingo, Rep&uacute;blica Dominicana, 4\/2\/2016 &ndash; Uma mulher prepara ramos de rosas amarelas no mercado de rua em Pequeno Haiti, um bairro pobre da capital da Rep&uacute;blica Dominicana. &ldquo;N&atilde;o quero falar, n&atilde;o tire fotos&rdquo;, pediu &agrave; IPS essa trabalhadora, acompanhada de uma menina que parecia ser sua filha.Outras vendedoras do [&hellip;] <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/02\/ultimas-noticias\/mulheres-vitimas-da-politica-migratoria\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2830,2458,1168,24,2979],"class_list":["post-20491","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias","tag-1-1-canais","tag-inter-press-service","tag-migracao","tag-mulheres","tag-politica-migratoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20491"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20491\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20492,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20491\/revisions\/20492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}