{"id":20566,"date":"2016-02-24T13:23:16","date_gmt":"2016-02-24T13:23:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=206222"},"modified":"2016-02-24T13:23:16","modified_gmt":"2016-02-24T13:23:16","slug":"petroleo-cai-mas-armas-fluem-no-oriente-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/02\/ultimas-noticias\/petroleo-cai-mas-armas-fluem-no-oriente-medio\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3leo cai, mas armas fluem no Oriente M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_206223\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-206223\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/F35-629x420.jpg\" alt=\"Os Estados Unidos s\u00e3o o principal exportador de armas para o Oriente M\u00e9dio. Na foto, avi\u00e3o de combate F-35A. Foto: For\u00e7a A\u00e9rea dos Estados Unidos \" width=\"340\" height=\"227\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/F35-629x420-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/F35-629x420.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Os Estados Unidos s\u00e3o o principal exportador de armas para o Oriente M\u00e9dio. Na foto, avi\u00e3o de combate F-35A. Foto: For\u00e7a A\u00e9rea dos Estados Unidos<\/p><\/div>\n<p><em>Embora v\u00e1rios Estados que fornecem armas ao reino saudita tenham expressado preocupa\u00e7\u00e3o sobre os ataques a\u00e9reos no I\u00eamen, se prev\u00ea que a Ar\u00e1bia Saudita continuar\u00e1 recebendo armas desses pa\u00edses, especificamente de Estados Unidos, Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha, nos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/em><\/p>\n<p><em>Por\u00a0Thalif Deen, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 24\/2\/2016 \u2013 A queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo amea\u00e7a repercutir diretamente na ajuda ao desenvolvimento, nas remessas dos trabalhadores migrantes e na assist\u00eancia humanit\u00e1ria aos refugiados, entre outras \u00e1reas, mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel que afete a entrada de armas no Oriente M\u00e9dio. Os conflitos armados e a insurg\u00eancia no Iraque, L\u00edbia, S\u00edria e I\u00eamen n\u00e3o d\u00e3o sinais de distens\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA interven\u00e7\u00e3o militar no I\u00eamen por uma coaliz\u00e3o de Estados \u00e1rabes, que come\u00e7ou em 2015, foi facilitada pelos altos n\u00edveis de importa\u00e7\u00e3o de armas\u201d de v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o, segundo um informe publicado no dia 22, pelo Instituto Internacional de Estocolmo de Investiga\u00e7\u00e3o para a Paz (Sipri).<\/p>\n<p>A coaliz\u00e3o liderada pela Ar\u00e1bia Saudita e que combate a insurg\u00eancia huti no I\u00eamen est\u00e1 integrada por Bahrein, Egito, Emirados \u00c1rabes Unidos (EAU), Jord\u00e2nia, Kuwait, Marrocos, Catar e Sud\u00e3o. Em 2011-2015, as importa\u00e7\u00f5es de armas pela Ar\u00e1bia Saudita cresceram 275% em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo 2006-2010.<\/p>\n<p>Embora v\u00e1rios Estados que fornecem armas ao reino saudita tenham expressado preocupa\u00e7\u00e3o sobre os ataques a\u00e9reos no I\u00eamen, se prev\u00ea que a Ar\u00e1bia Saudita continuar\u00e1 recebendo armas desses pa\u00edses, especificamente de Estados Unidos, Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha, nos pr\u00f3ximos cinco anos, segundo o Sipri.<\/p>\n<p>O documento assegura que entre as armas pedidas, h\u00e1 150 avi\u00f5es de combate e milhares de m\u00edsseis ar-terra e antitanque dos Estados Unidos, 14 avi\u00f5es de combate da Gr\u00e3-Bretanha e um n\u00famero indeterminado, mas grande, de ve\u00edculos blindados do Canad\u00e1 com torres da B\u00e9lgica .Os Estados Unidos, que tamb\u00e9m fornecem intelig\u00eancia militar aos sauditas sobre a situa\u00e7\u00e3o no I\u00eamen, se queixam do crescente n\u00famero de v\u00edtimas civis atribu\u00eddo tanto \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita quanto \u00e0s for\u00e7as rebeldes.<\/p>\n<p>Como o pre\u00e7o do petr\u00f3leo continua caindo, \u201cfica dif\u00edcil ver como a Ar\u00e1bia Saudita manter\u00e1 o ritmo de compra de armas, embora isso dependa de quantos benef\u00edcios de longo prazo obt\u00e9m com o baixo pre\u00e7o do petr\u00f3leo, que afasta do mercado outros fornecedores com custos de produ\u00e7\u00e3o muito mais altos\u201d, afirmou PieterWezeman, pesquisador do Sipri.<\/p>\n<p>Atualmente est\u00e3o sendo entregues v\u00e1rios contratos de armas para Ar\u00e1bia Saudita, Emirados, Kuwait e Catar, e v\u00e1rias entregas se concretizar\u00e3o em breve, afirmou Wezeman, acrescentando que \u201ca previs\u00e3o \u00e9 que os volumes das importa\u00e7\u00f5es de armas desses pa\u00edses continuem sendo altos durante os pr\u00f3ximos cinco anos, aproximadamente\u201d.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo caiu ao seu n\u00edvel mais baixo em quase 13 anos, j\u00e1 que o pre\u00e7o do barril baixou para menos de US$ 30 nos \u00faltimos dias, em compara\u00e7\u00e3o com os US$ 110 alcan\u00e7ados em 2014. A recess\u00e3o no mercado do petr\u00f3leo tamb\u00e9m gerou importantes demiss\u00f5es em diferentes empresas do setor nos Estados Unidos, entre elas produtoras de xisto, que se declararam em quebra ou que lutam para sobreviver.As divisas obtidas com o petr\u00f3leo cobrem entre 25% e 75% dos or\u00e7amentos nacionais dos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>O informe do Sipri diz que os Estados Unidos foram o principal exportador de armas no per\u00edodo 2011-2015, com 33% do total. As exporta\u00e7\u00f5es de armas pelos norte-americanos cresceram 27% em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo 2006-2010 e o pa\u00eds exportou armas para 96 Estados entre 2011 e 2015, um n\u00famero muito maior de destinos em rela\u00e7\u00e3o aos demais fornecedores.<\/p>\n<p>Os maiores receptores foram Ar\u00e1bia Saudita com 9,7% das exporta\u00e7\u00f5es de armas pelos Estados Unidos, e os Emirados, com 9,1%. Em n\u00edvel regional, o Oriente M\u00e9dio foi o maior receptor de armas norte-americanas, com 41% do total exportado. Por sua vez, \u00c1sia e Oceania receberam 40% e a Europa 9,9%.Os avi\u00f5es equivalem a 59% das exporta\u00e7\u00f5es de armas pelos Estados Unidos. No final de2015, Washington tinha numerosos contratos de exporta\u00e7\u00e3o de armas pendentes, entre eles a entrega de 611 avi\u00f5es de combate F-35 para nove pa\u00edses.<\/p>\n<p>Wezeman informou \u00e0 IPS que a maioria dos pa\u00edses da coaliz\u00e3o liderada pelos sauditas emprega principalmente armas norte-americanas ou europeias. China e R\u00fassia ainda n\u00e3o conseguiram grandes contratos com Ar\u00e1bia Saudita, Emirados \u00c1rabes Unidos, Marrocos ou Catar, indicou. \u201cEm sua maior parte, equipamentosusados pelos l\u00edderes da coaliz\u00e3oforamfornecidos pelos Estados Unidos, seguidos de armamento da Gr\u00e3-Bretanha e Fran\u00e7a\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Em particular a R\u00fassia e a China, esta em menor grau, tiveram melhor sorte com o Egito, que historicamente busca diversificar seus fornecedores de armas, sabendo que os Estados Unidos t\u00eam a tend\u00eancia de impor restri\u00e7\u00f5es ou embargos tempor\u00e1rios segundo as circunst\u00e2ncias pol\u00edticas. Al\u00e9m disso, o pre\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 um fator importante, recordou Wezeman.<\/p>\n<p>O informe do Sipriaponta que os Emirados mant\u00eam altos n\u00edveis de importa\u00e7\u00e3o de armas desde 2001, com crescimento de 35% entre os per\u00edodos 2006-2010 e 2011-2015. As importa\u00e7\u00f5es do Catar aumentaram 279% entre 2006-2010 e 2011-2015. Entre as entregas pendentes a esse pa\u00eds, 24 helic\u00f3pteros de combate, nove sistemas de defesa a\u00e9rea e tr\u00eas avi\u00f5es de alerta dos Estados Unidos, 24 avi\u00f5es de combate da Fran\u00e7a e 52 tanques da Alemanha.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es de armas do Egito cresceram 37% entre 2006-2010 e 2011-2015, e tiveram alta importante no ano passado, quando os Estados Unidos levantaram uma suspens\u00e3o parcial de exporta\u00e7\u00f5es ao pa\u00eds e lhe entregou 12 avi\u00f5es de combate. A Fran\u00e7a tamb\u00e9m enviou uma fragata, poucos meses depois de assinado o acordo. Em 2014 e 2015, o Egito assinou v\u00e1rios contratos de venda de armas com Alemanha, Fran\u00e7a e R\u00fassia.<\/p>\n<p>O informe do Sipri acrescenta que seis dos dez maiores importadores de armas no per\u00edodo 2011-2015 se encontram na \u00c1sia e Oceania, liderados por \u00cdndia (14% das importa\u00e7\u00f5es mundiais de armas), China (4,7%), Austr\u00e1lia (3,6%), Paquist\u00e3o (3,3%), Vietn\u00e3 (2,9%), e Coreia do Sul (2,6%). Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora v&aacute;rios Estados que fornecem armas ao reino saudita tenham expressado preocupa&ccedil;&atilde;o sobre os ataques a&eacute;reos no I&ecirc;men, se prev&ecirc; que a Ar&aacute;bia Saudita continuar&aacute; recebendo armas desses pa&iacute;ses, especificamente de Estados Unidos, Fran&ccedil;a e Gr&atilde;-Bretanha, nos pr&oacute;ximos cinco anos. 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