{"id":20640,"date":"2016-03-14T13:38:22","date_gmt":"2016-03-14T13:38:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=207082"},"modified":"2016-03-14T13:38:22","modified_gmt":"2016-03-14T13:38:22","slug":"criancas-vivem-sitiadas-na-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/03\/ultimas-noticias\/criancas-vivem-sitiadas-na-siria\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as vivem sitiadas na S\u00edria"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_207083\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-207083\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/alepo.jpg\" alt=\"Meninas e meninos da cidade s\u00edria de Alepo s\u00e3o obrigados a frequentar escolas subterr\u00e2neas, em outubro de 2014. Foto: ShellyKittleson\/IPS\" width=\"340\" height=\"244\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/alepo-300x215.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/alepo.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Meninas e meninos da cidade s\u00edria de Alepo s\u00e3o obrigados a frequentar escolas subterr\u00e2neas, em outubro de 2014. Foto: ShellyKittleson\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Valentina Ieri, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 14\/3\/2016 \u2013 Trabalhadores humanit\u00e1rios s\u00e3o testemunhas de como morrem crian\u00e7as por falta de m\u00e9dicos e medicamentos e de como crescem sem alimentos, escola e livros, fato cotidiano na S\u00edria, onde vivem mais de 250 mil menores em \u00e1reas assediadas.As \u00e1reas sitiadas nesse pa\u00eds do Oriente M\u00e9diose tornaram pris\u00f5es a c\u00e9u aberto, onde fam\u00edlias, meninos e meninas, ficam presos, rodeados por combatentes de grupos contr\u00e1rios, que se enfrentam e impedem que cheguem alimentos, combust\u00edvel e outros suprimentos vitais, e tamb\u00e9m que as pessoas saiam.<\/p>\n<p>O contexto da crise \u00e9 detalhado no \u00faltimo informe <em>Inf\u00e2ncia Assediada<\/em>, divulgado pela organiza\u00e7\u00e3o Save The Children, apresentado em uma entrevista coletiva patrocinada pela Associa\u00e7\u00e3o de Correspondentes da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).O conflito s\u00edrio, que j\u00e1 dura cinco anos, deixou 250 mil mortos, 4,6 milh\u00f5es de refugiados e 6,6 milh\u00f5es de deslocados internos, al\u00e9m de mais de 13,5 milh\u00f5es de pessoas que necessitam de assist\u00eancia humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cEm muitas dessas \u00e1reas \u00e9 bastante dif\u00edcil encontrar cloro para potabilizar a \u00e1gua. Por\u00e9m, os grupos que se enfrentam teriam usado g\u00e1s de cloro para atacar e matar civis\u201d, diz o documento. \u201cO centro de sa\u00fade daqui \u00e9 apenas uma mesa, um esterilizador e uma gaze\u201d, contou uma m\u00e3e de Ghouta, um bairro de Damasco.<\/p>\n<p>A diretora regional da SaveThe Childrren, Sonia Khush, relatou que o \u00fanico m\u00e9dico que h\u00e1 em Madaya \u00e9 um combatente veterano, enquanto em Moadamiyeh tr\u00eas em cada oito s\u00e3o dentistas. Quando as pessoas precisam de analg\u00e9sicos, tomam um comprimido a cada tr\u00eas dias. N\u00e3o h\u00e1 vacinas nem medicamentos para as doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes ou problemas do cora\u00e7\u00e3o.As consequ\u00eancias da prec\u00e1ria situa\u00e7\u00e3o de escassez n\u00e3o s\u00e3o apenas f\u00edsicas, mas tamb\u00e9m psicol\u00f3gicas para as mulheres e crian\u00e7as, que s\u00e3o criadas em um ambiente longe de ser seguro e em estreito contato com uma cultura de guerra\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>\u201cAs crian\u00e7as vivem com o temor permanente dos bombardeios, que ocorrem mais em zonas sitiadas do que em qualquer outra parte da S\u00edria\u201d, acrescentouKhush.Os dados com os quais foi preparado o informe surgiram de 22 grupos de refer\u00eancia e de entrevistas com mais de 125 pais, m\u00e3es e filhos residentes em oito diferentes \u00e1reas assediadas da S\u00edria. Os resultados mostram que os s\u00edrios tiveram que reduzir o n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias pela metade, ou mais.<\/p>\n<p>Em sete dos grupos, 32% do total, algumas pessoas disseram que \u00e0s vezes passavam um dia sem colocar alimento na boca. Quatro dos grupos de adultos, 24%, disseram que h\u00e1 crian\u00e7as que morrem por falta de alimentos.Al\u00e9m disso, os pais de 14 grupos, 84%, relataram que seus filhos se tornam mais agressivos, retra\u00eddos ou deprimidos. Uma assistente humanit\u00e1ria, que pediu para n\u00e3o ser identificada e que fundou,em 2012,uma organiza\u00e7\u00e3o local para coordenar as atividades de ajuda nas zonas sitiadas, se referiu \u00e0 \u201carte de sobreviver\u201d praticada por milhares de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Ela contou que \u201ch\u00e1 m\u00e3es obrigadas a cozinhar mato e dar de comer aos filhos alimentos de animais. V\u00e1rios rec\u00e9m-nascidos morrem nos postos de controle porque n\u00e3o se consegue o medicamento adequado. Para mim isso que \u00e9 viver em uma \u00e1rea sitiada\u201d.Apesar de o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU ter emitido seis resolu\u00e7\u00f5es desde 2014, nas quais cobra o livre acesso para o pessoal humanit\u00e1rio na S\u00edria, o n\u00famero de pessoas que residem em lugares isolados pela guerra aumentou mais do que o dobro no ano passado, como tamb\u00e9m o de bombardeios.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o piorou\u201d, enfatizou Khush. \u201cEm 2015, apenas 1% das pessoas residentes em zonas sitiadas receberam assist\u00eancia gratuita da ONU. Mas as comunidades se tornam mais resilientes e determinadas em atuar para resolver seus pr\u00f3prios problemas\u201d,acrescentou, destacando que \u201ctoda a sociedade civil da S\u00edria, que n\u00e3o existia antes do conflito, tenta reconstruir uma sociedade quebrada, gra\u00e7as \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de mulheres e homens que, apesar dos riscos di\u00e1rios, est\u00e3o decididos a ser parte da solu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Khush, \u201c\u00e9 importante para n\u00f3s que tenha come\u00e7ado o processo de reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, para devolver \u00e0s pessoas sua dignidade e o sentido de apropria\u00e7\u00e3o. Instalados em Damasco, trabalhamos principalmente em \u00e1reas onde operam grupos insurgentes. Por meio de uma s\u00f3lida rede de volunt\u00e1rios e de conselhos locais, controlamos diariamente quais zonas foram bombardeadas, quais escolas foram atacadas e a seguran\u00e7a das crian\u00e7as \u00e0 sa\u00edda. Falamos diretamente com as pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Em \u00e1reas como Ghouta oriental, um territ\u00f3rio principalmente agr\u00edcola, as pessoas j\u00e1 n\u00e3o querem esmolas. Quando chegam os suprimentos, preferem sementes, ferramentas e implementos, contou a diretora regional da SaveThe Children.\u201c\u00c9 dada muita aten\u00e7\u00e3o aos comboios e \u00e0 assist\u00eancia alimentar, que \u00e9 muito importante. Mas n\u00e3o se atende outra infinidade de quest\u00f5es relacionadas com o que realmente as pessoas necessitam. N\u00e3o se concentra em como ajudar as comunidades a gerar renda por sua conta e de forma sustent\u00e1vel, que \u00e9 o que faz SaveThe Children\u201d, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Valentina Ieri, da IPS &ndash;&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 14\/3\/2016 &ndash; Trabalhadores humanit&aacute;rios s&atilde;o testemunhas de como morrem crian&ccedil;as por falta de m&eacute;dicos e medicamentos e de como crescem sem alimentos, escola e livros, fato cotidiano na S&iacute;ria, onde vivem mais de 250 mil menores em &aacute;reas assediadas.As &aacute;reas sitiadas nesse pa&iacute;s do Oriente M&eacute;diose tornaram pris&otilde;es [&hellip;] <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/03\/ultimas-noticias\/criancas-vivem-sitiadas-na-siria\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2470,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2830,1123,2458,2783,1325],"class_list":["post-20640","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias","tag-1-1-canais","tag-criancas","tag-inter-press-service","tag-news3","tag-siria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2470"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20640"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20643,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20640\/revisions\/20643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}