{"id":20648,"date":"2016-03-16T13:39:15","date_gmt":"2016-03-16T13:39:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=207179"},"modified":"2016-03-16T13:39:15","modified_gmt":"2016-03-16T13:39:15","slug":"freio-em-vaca-muerta-ja-faz-vitimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/03\/ultimas-noticias\/freio-em-vaca-muerta-ja-faz-vitimas\/","title":{"rendered":"Freio em Vaca Muerta j\u00e1 faz v\u00edtimas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_207180\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-207180\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Argentina.jpg\" alt=\"Vista de A\u00f1elo, um povoado da Patag\u00f4nia argentina \u2013 que viveu um explosivo desenvolvimento por ter como vizinho o maior campo de hidrocarbonos de xisto do pa\u00eds \u2013 come\u00e7a a perceber o impacto da desacelera\u00e7\u00e3o no desenvolvimento dessas jazidas devido a afundamento dos pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Argentina-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Argentina.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Vista de A\u00f1elo, um povoado da Patag\u00f4nia argentina \u2013 que viveu um explosivo desenvolvimento por ter como vizinho o maior campo de hidrocarbonos de xisto do pa\u00eds \u2013 come\u00e7a a perceber o impacto da desacelera\u00e7\u00e3o no desenvolvimento dessas jazidas devido a afundamento dos pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>Por\u00a0Fabiana Frayssinet, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A\u00f1elo, Argentina, 16\/3\/2016 \u2013 O vertiginoso crescimento de A\u00f1elo, um povoado do sudoeste da Argentina \u00e0 sombra da explora\u00e7\u00e3o dos hidrocarbonos n\u00e3o convencionais de Vaca Muerta, se transformou em raz\u00e3o da queda mundial dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, o que freou o desenvolvimento local e amea\u00e7a investimentos e empregos. A grande forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica de g\u00e1s e petr\u00f3leo de xisto, na prov\u00edncia de Neuqu\u00e9n, come\u00e7ou a ser explorada em meados de 2013, pela empresa estatal Yacimientos Petroliferos Fiscales (YPF) em associa\u00e7\u00e3o com a transnacional norte-americana Chevron.<\/p>\n<p>\u201cFoi quando tivemos uma explos\u00e3o interessante em mat\u00e9ria de crescimento, com o plano estrat\u00e9gico de desenvolvimento que v\u00ednhamos implantando de estabelecer todas as empresas de servi\u00e7os petroleiros em A\u00f1elo. Isso nos ajudou muit\u00edssimo a crescer, a nos desenvolver como povoado\u201d, destacou \u00e0 IPS seu prefeito, Dar\u00edo D\u00edaz.A popula\u00e7\u00e3o dessa localidade da Patag\u00f4nia, a cem quil\u00f4metros de Neuqu\u00e9n, a capital da prov\u00edncia, que era de aproximadamente tr\u00eas mil habitantes, aumentou para seis mil.<\/p>\n<p>Isso sem contar a enorme circula\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rios, t\u00e9cnicos, engenheiros e executivos das empresas petroleiras, junto com caminhoneiros que entregam materiais \u00e0 mina de Loma Campana, a oito quil\u00f4metros de A\u00f1elo. \u201cT\u00ednhamos cerca de dez empresas de servi\u00e7os assentadas em A\u00f1elo, e hoje j\u00e1 temos cerca de 40 operando e mais 160 conv\u00eanios assinados com outras companhias\u201d, disse o prefeito.<\/p>\n<p>Vaca Muerta, com 30 mil quil\u00f4metros quadrados ricos em petr\u00f3leo e g\u00e1s de xisto, tamb\u00e9m conhecido pela palavra inglesa <em>shale<\/em>, converteu esse pa\u00eds no segundo do mundo em produ\u00e7\u00e3o de hidrocarbonos n\u00e3o convencionais, atr\u00e1s dos Estados Unidos.Loma Campana, com 300 po\u00e7os ativos e investimento acumulado de US$ 3 bilh\u00f5es, produz atualmente 50 mil barris (de 159 litros) di\u00e1rios de petr\u00f3leo, segundo a YPF.<\/p>\n<p>A atra\u00e7\u00e3o pelo ouro negro animou grandes investimentos p\u00fablicos em A\u00f1elo e outros povoados pr\u00f3ximos. Antecipava-se que em 15 anos sua popula\u00e7\u00e3o poderia chegar a 25 mil habitantes.\u201cEstamos construindo duas escolas e um hospital. Foram ampliadas escolas prim\u00e1rias e secund\u00e1rias. Estamos fazendo pra\u00e7as e uma nova subesta\u00e7\u00e3o de energia. Fizemos uma unidade para tornar a \u00e1gua pot\u00e1vel, melhoramos servi\u00e7os de esgoto. Realmente, em mat\u00e9ria de obras p\u00fablicas, fizemos bastante, sempre pensando no crescimento\u201d, acrescentou D\u00edaz. Por\u00e9m, a expans\u00e3o do povoado trouxe problemastamb\u00e9m.<\/p>\n<p>O prefeito citou, como exemplo, que o aluguel mensal de uma moradia de dois dormit\u00f3rios passou de US$ 33 para US$ 100, e um terreno que antes valia US$ 1,7 mil, agora n\u00e3o se adquire por menos de US$ 130 mil. \u201cEssas s\u00e3o as mudan\u00e7as abruptas causadas pelo petr\u00f3leo\u201d, acrescentou. \u201cO que mais sofremos, n\u00f3s antigos moradores de A\u00f1elo, foi esse impacto social de tanto movimento, de tantos ve\u00edculos, de tanta gente, que traz inseguran\u00e7a e outras coisas mais, razo\u00e1veis em qualquer desenvolvimento\u201d, ressaltou D\u00edaz.<\/p>\n<div id=\"attachment_207181\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img class=\"wp-image-207181\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Yeil-chica-629x353.jpg\" alt=\"Trabalhadores de Loma Campana, um campo com 300 po\u00e7os abertos de petr\u00f3leo de xisto, dentro de Vaca Muerta. A decis\u00e3o de diminuir o desenvolvimento dos hidrocarbonos n\u00e3o convencionais na Argentina come\u00e7ou a provocar demiss\u00f5es na \u00e1rea. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS\" width=\"340\" height=\"191\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Yeil-chica-629x353-300x168.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Yeil-chica-629x353.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Trabalhadores de Loma Campana, um campo com 300 po\u00e7os abertos de petr\u00f3leo de xisto, dentro de Vaca Muerta. A decis\u00e3o de diminuir o desenvolvimento dos hidrocarbonos n\u00e3o convencionais na Argentina come\u00e7ou a provocar demiss\u00f5es na \u00e1rea. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Agora A\u00f1elo teme que, al\u00e9m dos custos pagos por um desenvolvimento explosivo, finalmente o prometido progresso n\u00e3o chegue.No dia 4 de mar\u00e7o, o presidente da YPS Miguel Galuccio, anunciou em uma confer\u00eancia com investidores internacionais que as redu\u00e7\u00f5es do setor em 2016 se refletir\u00e3o no fato de o bloco de Vaca Muerta \u201cir mais lentamente\u201d. Durante 2015, a companhia teve uma queda de 49% em seus lucros, enquanto seu investimento cresceu menos de 4%, abaixo dos n\u00edveis precedentes.<\/p>\n<p>Os custos de produ\u00e7\u00e3o de xisto, que exigem a cara tecnologia da fratura hidr\u00e1ulica, n\u00e3o s\u00e3o competitivos, em um cen\u00e1rio de afundamento das cota\u00e7\u00f5es, em que os tipos marcadores internacionais oscilam atualmente entre US$ 30 e US$ 40 o barril. Na Argentina, o custo de extra\u00e7\u00e3o em po\u00e7os convencionais est\u00e1 entre US$ 25 e US$ 30 o barril, e os n\u00e3o convencionais se aproximam dos US$ 70, segundo especialistas em quest\u00f5es petroleiras.<\/p>\n<p>Mas a cota\u00e7\u00e3o interna do barril na bacia de Neuqu\u00e9n est\u00e1 regulada em US$ 67,5 e nos demais po\u00e7os em US$ 54,9, valor artificial estabelecido para sustentar os planos de expans\u00e3o petroleira e em particular os de Vaca Muerta, embora agora em menor ritmo. A YPF anunciou que nessa bacia reduzir\u00e1 em 15% os gastos de explora\u00e7\u00e3o. Isso implica uma redu\u00e7\u00e3o de 21 equipamentos, e com as consequentes demiss\u00f5es, ou, como disse em sua linguagem, redu\u00e7\u00e3o de \u201ccustos trabalhistas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem complicada\u201d, disse D\u00edaz, que calculou que haver\u00e1 mil desocupados a mais na prov\u00edncia, que se somar\u00e3o a outros j\u00e1 demitidos. J\u00e1 se percebe \u201cuma queda da atividade, as pessoas trabalham menos horas\u201d, h\u00e1 uma queda nos sal\u00e1rios e isso provoca um impacto social. Sindicatos petroleiros da bacia de Neuqu\u00e9n situam as demiss\u00f5es, at\u00e9 agora nestes blocos, em mil pessoas, que se somam a outros mil desempregados em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>Eduardo Toledo, t\u00e9cnico agropecu\u00e1rio que decidiu viver em A\u00f1elo, deixando Buenos Aires e investindo suas economias em um restaurante, v\u00ea receoso a redu\u00e7\u00e3o da atividade em Vaca Muerta. \u201cCome\u00e7amos precariamente: um fog\u00e3o de tr\u00eas bocas e um forninho, e hoje temos uma cozinha totalmente equipada\u201d, contou Toledo, cujos clientes s\u00e3o caminhoneiros com altos sal\u00e1rios petroleiros, oper\u00e1rios e outros empregados de servi\u00e7os das ind\u00fastrias que est\u00e3o instaladas nos arredores.<\/p>\n<p>Foram muitos os que, como ele, investiram em hot\u00e9is, moradias para alugar, com\u00e9rcios e pequenos servi\u00e7os. \u201cTodos queriam ter algo onde seria a capital do n\u00e3o convencional\u201d, pontuou Toledo. Atualmente sua atividade caiu para um \u201cn\u00edvel de m\u00e9dio para baixo\u201d, acrescentou, apontando que \u201ctamb\u00e9m h\u00e1 a quest\u00e3o da sensa\u00e7\u00e3o. Se a pessoa sabe que vai perder o emprego, n\u00e3o quer gastar\u201d. Toledo ainda acredita que o interesse pelo g\u00e1s n\u00e3o convencional mantenha \u201co movimento\u201d, apesar da queda dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Em Vaca Muerta, 77% das reservas provadas de xisto s\u00e3o de g\u00e1s. Al\u00e9m disso, \u201ch\u00e1 recursos gas\u00edferos importantes que ainda n\u00e3o se converteram em reservas\u201d, explicou \u00e0 IPS o acad\u00eamico Ignacio Sabbatella, doutor em ci\u00eancias sociais da Universidade de Buenos Aires e coautor do livro <em>Hist\u00f3ria de Uma Privatiza\u00e7\u00e3o. Como e Por Que se Perdeu a YPF<\/em>, que voltou ao controle estatal em 2012.<\/p>\n<p>Sabbatella destacou que \u00e9 preciso considerar que, al\u00e9m das flutua\u00e7\u00f5es internacionais do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, os investimentos em Vaca Muerta \u201crendem seus frutos no longo prazo\u201d, estimado em cinco a dez anos.A explora\u00e7\u00e3o come\u00e7ou apenas em 2011, \u201csobretudo com a recupera\u00e7\u00e3o do controle estatal da YPF, em sociedade com empresas transnacionais como a Chevron\u201d,recordou. A maior empresa argentina esteve em m\u00e3os privadas entre 1992 e 2012, quando o governo de Cristina Fern\u00e1ndez (2007-2015) decidiu por sua reestatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O especialista observou que o an\u00fancio das redu\u00e7\u00f5es da YPF se d\u00e1 no contexto de \u201cuma mudan\u00e7a de pol\u00edtica\u201d desde a chegada \u00e0 Presid\u00eancia, em 10 de dezembro, de Mauricio Macri (centro-direita), que p\u00f4s fim ao ciclo centro-esquerdista iniciado em 2003 com o governo de N\u00e9stor Kirchner, seguido pelo de Fern\u00e1ndez, sua mulher.<\/p>\n<p>\u201cO governo anterior a Macri fez todo o poss\u00edvel para sustentar os investimentos, a produ\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o, mesmo com um contexto internacional desfavor\u00e1vel, e o que estamos vendo \u00e9 que este governo controla os investimentos e inclusive empurra a YPF para a redu\u00e7\u00e3o de seus investimentos\u201d, ressaltou Sabbatella.<\/p>\n<p>\u201cO governo atual acredita que o melhor \u00e9 ajustar a pol\u00edtica petroleira nacional \u00e0s condi\u00e7\u00f5es externas. Em um contexto de pre\u00e7os baixos,acreditam que o melhor \u00e9 n\u00e3o sustentar os investimentos internos, inclusive at\u00e9 dando alguns exemplos, como a conveni\u00eancia de importar petr\u00f3leo e combust\u00edvel mais barato\u201d, alertou o especialista.<\/p>\n<p>\u00c0 margem destas an\u00e1lises, Toledo prefere ser otimista porque, do contr\u00e1rio,\u201cterei que fechar o restaurante. N\u00e3o tenho fundos para ir para outro lugar e tamb\u00e9m n\u00e3o me interessa porque custa muito voltar a arraigar-se a um lugar como este\u201d, lamentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Fabiana Frayssinet, da IPS &ndash;&nbsp; A&ntilde;elo, Argentina, 16\/3\/2016 &ndash; O vertiginoso crescimento de A&ntilde;elo, um povoado do sudoeste da Argentina &agrave; sombra da explora&ccedil;&atilde;o dos hidrocarbonos n&atilde;o convencionais de Vaca Muerta, se transformou em raz&atilde;o da queda mundial dos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo, o que freou o desenvolvimento local e amea&ccedil;a investimentos e empregos. 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