{"id":20675,"date":"2016-03-24T13:00:40","date_gmt":"2016-03-24T13:00:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=207499"},"modified":"2016-03-24T13:00:40","modified_gmt":"2016-03-24T13:00:40","slug":"soja-alimenta-industrializacao-paraguaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/03\/ultimas-noticias\/soja-alimenta-industrializacao-paraguaia\/","title":{"rendered":"Soja alimenta industrializa\u00e7\u00e3o paraguaia"},"content":{"rendered":"<p>Unidade industrial sem uso de combust\u00edvel f\u00f3ssil e praticamente sem dejetos de sua mat\u00e9ria-prima\u00a0reflete a transi\u00e7\u00e3o que vive o Paraguai para a industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Por\u00a0Mario Osava, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Villeta, Paraguai, 24\/3\/2016 \u2013 O\u00a0Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), maior planta produtora de farinha e \u00f3leo, em um pa\u00eds cuja economia dependia quase exclusivamente de exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas, principalmente soja e carne bovina, recentemente passou a processar suas oleaginosas em grande escala e a exportar seus derivados, al\u00e9m de estimular outras ind\u00fastrias.<\/p>\n<div id=\"attachment_207500\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-207500\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/CAIASAcortesia-uno-629x472.jpg\" alt=\"Vista geral do Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa) a partir da lotada \u201cpraia de caminh\u00f5es\u201d, que chegam diariamente,em m\u00e9dia de 500, \u00e0 unidade processadora de soja vindosdas planta\u00e7\u00f5es no Paraguai. O Caiasa, localizado no munic\u00edpio de Villeta, \u00e9 um elo importante no processo de industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, desde sua entrada em opera\u00e7\u00e3o em 2013. Foto: Cortesia do Caiasa\" width=\"540\" height=\"405\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/CAIASAcortesia-uno-629x472-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/CAIASAcortesia-uno-629x472.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Vista geral do Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa) a partir da lotada \u201cpraia de caminh\u00f5es\u201d, que chegam diariamente,em m\u00e9dia de 500, \u00e0 unidade processadora de soja vindosdas planta\u00e7\u00f5es no Paraguai. O Caiasa, localizado no munic\u00edpio de Villeta, \u00e9 um elo importante no processo de industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, desde sua entrada em opera\u00e7\u00e3o em 2013. Foto: Cortesia do Caiasa<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o Caiasa, em opera\u00e7\u00e3o desde maio de 2013, \u00e0s margens do rio Paraguai, um dos principais da Am\u00e9rica do Sul, a moagem de soja no pa\u00eds se aproxima de metade de toda sua colheita, que deve atingir 8,8 milh\u00f5es de toneladas este ano, segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Al\u00e9m de produzir farinha de soja e \u00f3leo, de maior valor agregado, essa agroind\u00fastria beneficia os agricultores ao garantir a demanda de gr\u00e3os durante todo o ano, o que \u201creduz a sazonalidade e estabiliza os pre\u00e7os\u201d, destacou \u00e0 IPS o gerente-geral do Caiasa, Diego Puente.<\/p>\n<p>O Paraguai \u00e9 o quarto exportador e sexto produtor mundial de soja. Mas \u00e9 o primeiro entre os pa\u00edses de pequena dimens\u00e3o, superado apenas por gigantes como Estados Unidos, Brasil, Argentina, China e \u00cdndia, dos dois \u00faltimos somente em produ\u00e7\u00e3o. Assim, se destaca a import\u00e2ncia econ\u00f4mica dessa oleaginosa para os 6,78 milh\u00f5es de paraguaios, n\u00famero estimado pela Dire\u00e7\u00e3o Geral de Estat\u00edsticas em 2013. Seu processamento tamb\u00e9m oferece empregos qualificados, com capacita\u00e7\u00e3o realizada na Argentinapara algumas fun\u00e7\u00f5es produtivas doCaiasa.<\/p>\n<div id=\"attachment_207501\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-207501\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/armazem.jpg\" alt=\"Lateral dos armaz\u00e9ns do Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), com a unidade central ao fundo, onde a caldeira emite a \u00fanica fuma\u00e7a vis\u00edvel, de vapor, nesta processadora de soja sem uso de combust\u00edvel f\u00f3ssil e quase sem dejetos de mat\u00e9ria-prima, \u00e0s margens do rio Paraguai, no munic\u00edpio de Villeta, no Paraguai. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"540\" height=\"405\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/armazem-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/armazem.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Lateral dos armaz\u00e9ns do Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), com a unidade central ao fundo, onde a caldeira emite a \u00fanica fuma\u00e7a vis\u00edvel, de vapor, nesta processadora de soja sem uso de combust\u00edvel f\u00f3ssil e quase sem dejetos de mat\u00e9ria-prima, \u00e0s margens do rio Paraguai, no munic\u00edpio de Villeta, no Paraguai. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os modernos equipamentos, com tecnologia de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria do \u00f3leo, n\u00e3o exigem muita m\u00e3o de obra: apenas 200 pessoas de forma direta. Mas os empregos indiretos s\u00e3o numerosos, cerca de 2.500, principalmente em transporte e servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o, destacou Puente. Aproximadamente dois mil caminh\u00f5es abastecem de soja a unidade, onde chegam em n\u00famero de 500, em m\u00e9dia a cada dia, no per\u00edodo de safra, explicou \u00e0 IPS o gerente industrial, Norberto Vuyk.<\/p>\n<p>\u201cO Caiasa \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o. Aqui a recep\u00e7\u00e3o \u00e9 r\u00e1pida, demora no m\u00e1ximo 24 horas, enquanto nos portos mais desorganizados perdemos quatro ou cinco dias at\u00e9 descarregar\u201d, contou \u00e0 IPS o caminhoneiro Vitor Villamayor, apoiado por seu colega Martin Echauri. Ambos possuem ve\u00edculos com grande capacidade, que podem transportar at\u00e9 30 toneladas de soja, estacionados na \u201cpraia de caminh\u00f5es\u201d da empresa, n\u00e3o t\u00e3o repleta como no auge da colheita, em janeiro e fevereiro. \u00c9 que em mar\u00e7o as cargas come\u00e7am a ficar mais espa\u00e7adas, explicaram.<\/p>\n<div id=\"attachment_207502\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-207502\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caminhoes.jpg\" alt=\"Caminh\u00f5es descarregam soja no Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa). Aqui come\u00e7a o percurso da soja dentro da planta industrial, at\u00e9 ser transformada em farinha e \u00f3leo, que s\u00e3o exportados em barca\u00e7as pelo rio Paraguai, desde o parque industrial de Villeta, no Paraguai. Foto: Mario Osava\/IPS \" width=\"540\" height=\"405\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caminhoes-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caminhoes.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Caminh\u00f5es descarregam soja no Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa). Aqui come\u00e7a o percurso da soja dentro da planta industrial, at\u00e9 ser transformada em farinha e \u00f3leo, que s\u00e3o exportados em barca\u00e7as pelo rio Paraguai, desde o parque industrial de Villeta, no Paraguai. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra singularidade do Caiasa \u00e9 a de juntar grandes rivais do setor. \u201cUniram-se para cri\u00e1-la fortes competidores no mercado agr\u00edcola mundial, como a Bunge (corpora\u00e7\u00e3o norte-americana) e (o grupo franc\u00eas) Louis Dreyfus, buscando economias de escala e redu\u00e7\u00e3o de custos\u201d, apontou Puente.A unidade custou US$ 200 milh\u00f5es, em parte financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com a contribui\u00e7\u00e3o do fundo Opep de Desenvolvimento Internacional. Tem capacidade para processar 4.500 toneladas di\u00e1rias de soja e opera 330 dias do ano, dedicando um m\u00eas para opera\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outras gigantes transnacionais do setor, as norte-americanas Cargill e ADM, tamb\u00e9m instalaram suas unidades industriais no Paraguai, embora com menor capacidade de moagem, o que ampliou o desenvolvimento agroindustrial nesse pequeno pa\u00eds do Cone Sul americano.<\/p>\n<div id=\"attachment_207503\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-207503\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barcaca.jpg\" alt=\"Barca\u00e7a recebe, no cais, \u00a0farinha de soja processada no Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), enquanto outra espera. A carga ser\u00e1 transportada pelo rio Paraguai at\u00e9 o porto argentino de Ros\u00e1rio, 1.200 quil\u00f4metros ao sul, e exportada para v\u00e1rios continentes. A unidade agroindustrial, com tecnologia de vanguarda, opera desde 2013 no parque industrial de Villeta, no Paraguai. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"540\" height=\"405\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barcaca-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barcaca.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Barca\u00e7a recebe, no cais, \u00a0farinha de soja processada no Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), enquanto outra espera. A carga ser\u00e1 transportada pelo rio Paraguai at\u00e9 o porto argentino de Ros\u00e1rio, 1.200 quil\u00f4metros ao sul, e exportada para v\u00e1rios continentes. A unidade agroindustrial, com tecnologia de vanguarda, opera desde 2013 no parque industrial de Villeta, no Paraguai. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Complexo ocupa um ter\u00e7o da \u00e1rea de 136 hectares no parque industrial da Municipalidade de Villeta, a 45 quil\u00f4metros de Assun\u00e7\u00e3o, no departamento de Central, e nasceu com possibilidade de expans\u00e3o, embora enfrente um \u201crisco latente\u201d. \u201cA Argentina, que tem capacidade ociosa em sua ind\u00fastria, pode adotar um regime de admiss\u00e3o tempor\u00e1ria para importar soja do Paraguai e exportar derivados\u201d, pontuou Puente.<\/p>\n<p>Essa disputa poderia agravar a escassez da mat\u00e9ria-prima em anos de baixa produ\u00e7\u00e3o, alertou o gerente-geral. \u201cA soja paraguaia cont\u00e9m mais prote\u00edna, por ter melhor terra pela fotoss\u00edntese ampliada pelo tempo de sol mais prolongado do que na Argentina\u201d, despertando o interesse do vizinho, disse Puente. Comprar soja da Bol\u00edvia e do oeste do Brasil, cultivada nas margens do rio Paraguai que serve de fronteira entre esses dois pa\u00edses, \u00e9 uma alternativa futura, afirmou.<\/p>\n<div id=\"attachment_207504\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-207504\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Diego.jpg\" alt=\"Diego Puente, gerente-geral do Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), em seu escrit\u00f3rio de Assun\u00e7\u00e3o, capital paraguaia, a 45 quil\u00f4metros da unidade processadora de soja, em Angostura, no parque industrial do munic\u00edpio de Villeta, \u00e0s margens do rio Paraguai. Foto: Cortesia Caiasa.\" width=\"540\" height=\"442\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Diego-300x246.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Diego.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Diego Puente, gerente-geral do Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), em seu escrit\u00f3rio de Assun\u00e7\u00e3o, capital paraguaia, a 45 quil\u00f4metros da unidade processadora de soja, em Angostura, no parque industrial do munic\u00edpio de Villeta, \u00e0s margens do rio Paraguai. Foto: Cortesia Caiasa.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Caiasa possui localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, a 250 quil\u00f4metros dos cultivos paraguaios, em m\u00e9dia, e com hidrovia que pode trazer soja do norte a fretes baratos\u201d, observou Puente. O nome Angostura foi adotado porque \u00e9 o nome da localidade rural de sua sede, bem onde o rio Paraguai fica mais estreito e, portanto, mais profundo. Desde ali, podem navegar grandes barca\u00e7as rio abaixo, at\u00e9 o porto argentino de Ros\u00e1rio, 1.200 quil\u00f4metros ao sul, onde chegam navios oce\u00e2nicos. Rio acima, rumo ao Brasil e \u00e0 Bol\u00edvia, \u00e9 diferente. A navega\u00e7\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil na estiagem, obrigando a limitar o peso das cargas.<\/p>\n<p>Melhorar essa via fluvial exigiria dragagens e elimina\u00e7\u00e3o de rochas, interven\u00e7\u00f5es que teriam \u201cfortes impactos\u201d em mangues, reduzindo-os ao aumentar a velocidade do rio, advertiu \u00e0 IPS o coordenador-geral da organiza\u00e7\u00e3o ambientalista Sobreviv\u00eancia, El\u00edas D\u00edaz Pe\u00f1a. Essas quest\u00f5es afetam o Caiasa, mas enfrent\u00e1-las cabe aos seus propriet\u00e1rios internacionais, que respondem pela compra de mat\u00e9rias-primas e exporta\u00e7\u00e3o dos produtos finais.<\/p>\n<p>As tarefas da empresa industrial come\u00e7am na recep\u00e7\u00e3o dos caminh\u00f5es transportando soja e terminam quando as barca\u00e7as atracadas no cais s\u00e3o carregadas com farinha e \u00f3leo de soja, disse Vuyk. Entre as duas pontas, a soja percorre mais de um quil\u00f4metro passando pelo controle de qualidade, armazenamento, prepara\u00e7\u00e3o e moagem, sendo transformada nos produtos de exporta\u00e7\u00e3o que s\u00e3o levados por tubula\u00e7\u00f5es at\u00e9 o dique.<\/p>\n<div id=\"attachment_207505\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"wp-image-207505\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Martin.jpg\" alt=\"Martin Echauri concorda com outros caminhoneiros que transportam soja para o Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa) quanto a essa processadora de soja ser \u201cuma ben\u00e7\u00e3o\u201d, pela rapidez do processo de descarga dos 500 ve\u00edculos de grande tonelagem, que chegam \u00e0s suas instala\u00e7\u00f5es, em Angostura, no parque industrial de Villeta, no Paraguai. Echauri se distrai enquanto espera compartilhando com outros caminhoneiros o mate, bebida popular nos pa\u00edses do Cone Sul americano. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"540\" height=\"405\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Martin-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Martin.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Martin Echauri concorda com outros caminhoneiros que transportam soja para o Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa) quanto a essa processadora de soja ser \u201cuma ben\u00e7\u00e3o\u201d, pela rapidez do processo de descarga dos 500 ve\u00edculos de grande tonelagem, que chegam \u00e0s suas instala\u00e7\u00f5es, em Angostura, no parque industrial de Villeta, no Paraguai. Echauri se distrai enquanto espera compartilhando com outros caminhoneiros o mate, bebida popular nos pa\u00edses do Cone Sul americano. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O complexo tem capacidade para armazenar 300 mil toneladas em seus pr\u00e9dios e mais um ter\u00e7o em silos provis\u00f3rios a c\u00e9u aberto, em forma de imensas bolsas imperme\u00e1veis.Da soja, 72% \u00e9 convertida em farinha, 20% em \u00f3leo e 5,5% em pellets de casca e o restante \u00e9 \u00e1gua, detalhou o gerente industrial. O pellets servem de alimento para o gado, mas Caiasa decidiu us\u00e1-lo como combust\u00edveis na caldeira de vapor, adicionando lascas de madeira comprada de uma empresa certificada contra o desmatamento.<\/p>\n<p>Dessa forma o processo exclui os derivados de petr\u00f3leo que costumam ser usados em agroind\u00fastrias semelhantes, tornando o Complexo Angostura um modelo de novas tecnologias e de desenvolvimento limpo. O cuidado ambiental, indo al\u00e9m das normas legais do Paraguai, busca \u201cmanter a imagem de nossas empresas e cumprir as exig\u00eancias do BID\u201d, explicou Vuyk, que \u00e9 engenheiro qu\u00edmico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da energia limpa, a produtora de \u00f3leo pratica o sistema de efluente zero (ZED, em ingl\u00eas) de recircula\u00e7\u00e3o para recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1guas residuais.\u201cO Caiasa \u00e9 uma das melhores, entre as 73 empresas industriais implantadas em Villeta, a maioria nos \u00faltimos cinco anos\u201d, disse \u00e0 IPS seu prefeito, Teodosio G\u00f3mez. O munic\u00edpio, situado no leste do pa\u00eds, com 975 quil\u00f4metros quadrados e 70 quil\u00f4metros de margens do rio Paraguai, est\u00e1 se afirmando como \u201co polo mais importante de desenvolvimento industrial do pa\u00eds\u201d, acrescentou, entusiasmado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de v\u00e1rias empresas da agroind\u00fastria incluindo a ADM, est\u00e3o presentes companhias qu\u00edmicas e o Estaleiro TsuneishiParaguay, de capital japon\u00eas, que constr\u00f3i as barca\u00e7as que mobilizam a grande produ\u00e7\u00e3o nacional. Os paraguaios se orgulham de ter a terceira maior frota de barca\u00e7as do mundo.<\/p>\n<p>Uma pol\u00edtica de garantia dos investimentos \u00e9 fundamental na atra\u00e7\u00e3o de empresas para Villeta, afirmou o prefeito. G\u00f3mez tamb\u00e9m citou outros fatores, como \u201co rio naveg\u00e1vel todo o tempo e sem contratempos\u201d, boas estradas, proximidade de Assun\u00e7\u00e3o e a abundante energia el\u00e9trica fornecida pela binacional Itaipu, a gigantesca central hidrel\u00e9trica brasileiro-paraguaia. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>*Este \u00e9 o primeiro de dois artigos sobre a ind\u00fastria da soja no Paraguai.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Unidade industrial sem uso de combust&iacute;vel f&oacute;ssil e praticamente sem dejetos de sua mat&eacute;ria-prima&nbsp;reflete a transi&ccedil;&atilde;o que vive o Paraguai para a industrializa&ccedil;&atilde;o. 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