{"id":20678,"date":"2016-03-28T12:56:42","date_gmt":"2016-03-28T12:56:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=207545"},"modified":"2016-03-28T12:56:42","modified_gmt":"2016-03-28T12:56:42","slug":"agroindustria-melhora-a-vida-no-paraguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/03\/ultimas-noticias\/agroindustria-melhora-a-vida-no-paraguai\/","title":{"rendered":"Agroind\u00fastria melhora a vida no Paraguai"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_207546\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-207546\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Negumi.jpg\" alt=\"A engenheira qu\u00edmica NegumiKosaka se capacita h\u00e1 mais de um ano para dirigir qualquer das fases da produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e farinha de soja no Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), no parque industrial de Villeta, no Paraguai. Seus pais, imigrantes japoneses, cultivam soja em outra regi\u00e3o do pa\u00eds, que d\u00e1 passos em sua industrializa\u00e7\u00e3o de m\u00e3os dadas com projetos como este. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Negumi-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Negumi.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">A engenheira qu\u00edmica Negumi Kosaka se capacita h\u00e1 mais de um ano para dirigir qualquer das fases da produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e farinha de soja no Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa), no parque industrial de Villeta, no Paraguai. Seus pais, imigrantes japoneses, cultivam soja em outra regi\u00e3o do pa\u00eds, que d\u00e1 passos em sua industrializa\u00e7\u00e3o de m\u00e3os dadas com projetos como este. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>A chegada de dezenas de ind\u00fastrias, com investimentos de US$ 800 milh\u00f5es nos \u00faltimos cinco anos, est\u00e1 mudando a paisagem e o n\u00edvel de vida do munic\u00edpio de Villeta, a 45 quil\u00f4metros de Assun\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><strong><em>Por\u00a0Mario Osava, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Villeta, Paraguai, 28\/3\/2016 \u2013 Trabalhei em muitas empresas, de constru\u00e7\u00e3o, fertilizantes, qu\u00edmicas, mas nenhuma t\u00e3o boa como esta\u201d, disse Dario Cardozo, operador de recep\u00e7\u00e3o no Complexo Agroindustrial Angostura SA (Caiasa). O tratamento dado pelos donos e gerentes, \u201cgente bem preparada\u201d, o sal\u00e1rio melhor e o ambiente de trabalho s\u00e3o as vantagens destacadas por este oper\u00e1rio de 32 anos e dois filhos, um veterano entre os jovens que compartilham o controle dos caminh\u00f5es que chegam do interior do pa\u00eds carregados de soja para a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e farinha.<\/p>\n<p>\u201cSomos a cara da Caiasa\u201d,\u00a0destacou\u00a0Cardozo \u00e0 IPS para definir sua fun\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada do complexo, o maior processador de soja do Paraguai. Promover a descarga r\u00e1pida de 500 caminh\u00f5es por dia na \u00e9poca de colheita \u00e9 uma tarefa fundamental, porque \u201cpara os caminhoneiros tempo \u00e9 ouro\u201d, afirmou. Contratado logo ap\u00f3s o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es, em 2013, na localidade de Angostura, ele p\u00f4de construir sua casa em um bairro novo de Villeta, munic\u00edpio onde fica o parque industrial em que est\u00e1 instalada a unidade processadora \u00e0s margens do rio Paraguai.<\/p>\n<p>A moradia \u00e9 modesta, com paredes ainda sem reboque ou pintura, mas um grande passo para sua fam\u00edlia, ressaltou o funcion\u00e1rio.\u201cAntes viv\u00edamos com meu sogro, que faleceu\u201d, contou Lourdes Ram\u00edrez, mulher de Cardozo, contente pelo seguro-sa\u00fade e outros benef\u00edcios oferecidos pelo Caiasa. \u201cO \u00f4nibus traz meu marido at\u00e9 a algumas centenas de metros de casa, mas quando chove o trazem at\u00e9 a porta\u201d, acrescentou, diante de sua resid\u00eancia.<\/p>\n<div id=\"attachment_207547\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img class=\"wp-image-207547\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caminhao.jpg\" alt=\"Dois motoristas esperam para descarregar seus caminh\u00f5es no Complexo Agroindustrial Angostura (Caiasa), que processa soja. Cerca de dois mil caminh\u00f5es transportam a soja at\u00e9 a unidade, que na \u00e9poca de safra recebe, em m\u00e9dia, 500 ve\u00edculos de grande tonelagem por dia, cuja descarga n\u00e3o demora mais que um dia nas datas mais intensas. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caminhao-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caminhao.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Dois motoristas esperam para descarregar seus caminh\u00f5es no Complexo Agroindustrial Angostura (Caiasa), que processa soja. Cerca de dois mil caminh\u00f5es transportam a soja at\u00e9 a unidade, que na \u00e9poca de safra recebe, em m\u00e9dia, 500 ve\u00edculos de grande tonelagem por dia, cuja descarga n\u00e3o demora mais que um dia nas datas mais intensas. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>\u201cMinhas vendas aumentaram, h\u00e1 mais dinheiro na cidade nos \u00faltimos anos, s\u00f3 neste quarteir\u00e3o vivem tr\u00eas empregados do Caiasa\u201d, declarou \u00e0 IPS a comerciante Marina C\u00e1ceres, dona do Supermercado La Carapegue\u00f1a 2, cuja sede principal, \u201cdo meu sogro\u201d, fica na entrada da cidade.<\/p>\n<p>Villeta, a 45 quil\u00f4metros de Assun\u00e7\u00e3o continua sendo principalmente um munic\u00edpio rural. De seus estimados 40 mil habitantes metade ainda vive no campo, informou \u00e0 IPS o prefeito Teodosio G\u00f3mez. Mas a chegada de dezenas de ind\u00fastrias, com investimentos de US$ 800 milh\u00f5es nos \u00faltimos cinco anos, est\u00e1 mudando a paisagem e o n\u00edvel de vida desse munic\u00edpio que fica no departamento Central.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Caiasa, produto da associa\u00e7\u00e3o de dois gigantes da agroind\u00fastria mundial, a corpora\u00e7\u00e3o norte-americana Bunge e o grupo franc\u00eas Louis Dreyfus, outra transnacional, a norte-americana ADM, tamb\u00e9m instalou uma unidade agroindustrial no munic\u00edpio, atraente por ficar em um ponto do rio Paraguai com profundidade para receber as grandes barca\u00e7as, com capacidade superior a duas mil toneladas.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 \u201cum \u00edndice m\u00ednimo de desocupa\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia\u201d, afirmou o prefeito. Al\u00e9m de empregos diretos, as ind\u00fastrias geraram mercado para os alimentos de produ\u00e7\u00e3o local e variados servi\u00e7os. A cidade, fundada em 1714 em torno de um porto fluvial, para o embarque principalmente de laranjas, hoje \u00e9 o centro de uma economia diversificada, com pecu\u00e1ria, pequenos agricultores e a recente voca\u00e7\u00e3o de se tornar \u201ccapital industrial do Paraguai\u201d, com a consequente prolifera\u00e7\u00e3o de portos, comemorou G\u00f3mez.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o uma m\u00e3o de obra local qualificada, nos n\u00edveis de oper\u00e1rios, t\u00e9cnicos e gerentes para as ind\u00fastrias. Megumi Kosaka, engenheira qu\u00edmica de 28 anos, h\u00e1 15 meses se capacita para estar em condi\u00e7\u00f5es de assumir a condu\u00e7\u00e3o de qualquer setor do Caiasa, desde a recep\u00e7\u00e3o da soja, sua an\u00e1lise de qualidade, a caldeira e o tratamento da \u00e1gua no processamento para produ\u00e7\u00e3o de farinha, \u00f3leo e pallets de casca.<\/p>\n<div id=\"attachment_207548\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-207548\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Teodosio.jpg\" alt=\" O prefeito de Villeta, Teodosio G\u00f3mex, em seu escrit\u00f3rio. Ele est\u00e1 convencido de que seu munic\u00edpio ser\u00e1 a capital industrial do Paraguai, gra\u00e7as ao fato de ficar na margem naveg\u00e1vel do rio Paraguai e contar com um florescente parque industrial, a apenas 45 quil\u00f4metros de Assun\u00e7\u00e3o, a capital. Foto: Mario Osava\/IPS \" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Teodosio-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Teodosio.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\"><br \/> O prefeito de Villeta, Teodosio G\u00f3mex, em seu escrit\u00f3rio. Ele est\u00e1 convencido de que seu munic\u00edpio ser\u00e1 a capital industrial do Paraguai, gra\u00e7as ao fato de ficar na margem naveg\u00e1vel do rio Paraguai e contar com um florescente parque industrial, a apenas 45 quil\u00f4metros de Assun\u00e7\u00e3o, a capital. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Tudo isso, \u201cna teoria e na pr\u00e1tica\u201d, substituindo \u00e0s vezes o chefe de um setor durante dias ou semanas. \u201cPara mim \u00e9 espetacular, vejo todas as opera\u00e7\u00f5es, aprendo tudo, tenho a oportunidade de trabalhar com variados profissionais\u201d, enfatizou Megumi. Mas sua \u00e1rea de prefer\u00eancia \u00e9 a de produ\u00e7\u00e3o. \u201cAs m\u00e1quinas variam muito em opera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o seres vivos, que com pequenas a\u00e7\u00f5es nossas produzem algo diferente, em termos de qualidade do subproduto\u201d, explicou a jovem.<\/p>\n<p>\u201cSe secamos muito, a soja racha, n\u00e3o gera todo \u00f3leo poss\u00edvel, \u00e9 preciso saber a medida exata da umidade. \u00c9 interessante ver as mudan\u00e7as, o que rende mais\u201d, pontuou Megumi. Filha de imigrantes japoneses, ela j\u00e1 trabalhou antes em uma pequena produtora de \u00f3leo. \u201cEm uma unidade grande como o Caiasa, pagam um sal\u00e1rio melhor para eu aprender, depois devolverei o que aprendi\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O sonho de Megumi no longo prazo \u00e9 \u201clevar uma f\u00e1brica \u00e0 Col\u00f4nia Iguaz\u00fa, onde vivem seus pais e 200 fam\u00edlias japonesas\u201d, no sudeste do Paraguai, perto da fronteira com o Brasil. Ali cultivam soja, mas sem process\u00e1-la, como acontece com 90% dos produtores paraguaios dessa oleaginosa. Uma moenda geraria empregos qualificados e a possibilidade de perman\u00eancia dos jovens que estudam. Hoje, sem trabalho adequado, \u201celes partem\u201d, lamentou a engenheira.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o dos recursos humanos \u00e9 vital no Paraguai e o Caiasa adotou a boa decis\u00e3o de capacitar sua gente, um processo lento\u201d, afirmou Julio Fleck, chefe de produ\u00e7\u00e3o do complexo, que se encarregou de selecionar e treinar os oper\u00e1rios e t\u00e9cnicos em um quadro de 200 pessoas. Foram reunidos oper\u00e1rios de outras \u00e1reas, gente do com\u00e9rcio e alguns mec\u00e2nicos ou eletricistas locais. \u201cEnviamos todos \u00e0 Argentina para a capacita\u00e7\u00e3o\u201d, contou.<\/p>\n<p>\u201cVenho de uma escola distinta\u201d, disse Fleck \u00e0 IPS, se referindo ao trabalho anterior na Cooperativa Col\u00f4nias Unidas, no sul do Paraguai, dedicada \u00e0 agricultura diversificada e com uma pequena f\u00e1brica de \u00f3leo de variadas mat\u00e9rias-primas. Segundo o chefe de produ\u00e7\u00e3o, que acompanhou a constru\u00e7\u00e3o de todo o complexo desde 2012, \u201cno Caiasa conseguiu \u201co foco\u201d que buscava. \u201cA ind\u00fastria grande onde aprofundar seus conhecimento\u201d, alcan\u00e7ando o m\u00e1ximo de produtividade.<\/p>\n<p>\u201cO bom no Caiasa \u00e9 a oportunidade de melhoras em uma ind\u00fastria moderna, nova, com muita automa\u00e7\u00e3o. Mas exige definir prioridades entre as muitas fontes a serem atendidas\u201d, ressaltou Fleck. Uma prioridade foi o combust\u00edvel da caldeira. O fato de os pellets de casca, um subproduto da soja, carecerem de demanda suficiente no Paraguai e apresentarem defici\u00eancias de qualidade para sua exporta\u00e7\u00e3o ajudou a eleg\u00ea-lo como combust\u00edvel, j\u00e1 que se descartava o uso de fontes f\u00f3sseis.<\/p>\n<div id=\"attachment_207549\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img class=\"wp-image-207549\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barcaca2.jpg\" alt=\"Uma barca\u00e7a navega pelo rio Paraguai, um dos mais importantes da Am\u00e9rica do Sul, em frente \u00e0 cidade de Villeta, que tem em seu entorno v\u00e1rios portos, p\u00fablicos e privados, e um parque industrial que se converteu no epicentro da agroind\u00fastria paraguaia, focada em processar soja, da qual esse pequeno pa\u00eds \u00e9 um de seus maiores exportadores. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barcaca2-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/barcaca2.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Uma barca\u00e7a navega pelo rio Paraguai, um dos mais importantes da Am\u00e9rica do Sul, em frente \u00e0 cidade de Villeta, que tem em seu entorno v\u00e1rios portos, p\u00fablicos e privados, e um parque industrial que se converteu no epicentro da agroind\u00fastria paraguaia, focada em processar soja, da qual esse pequeno pa\u00eds \u00e9 um de seus maiores exportadores. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Por\u00e9m, o excesso de cinza gerada em sua queima afetava a produtividade da caldeira, ao encarecer a manuten\u00e7\u00e3o. Por isso tamb\u00e9m foi mantido o uso de lascas de madeira, uma op\u00e7\u00e3o inicial e sustent\u00e1vel, j\u00e1 que os fornecedores t\u00eam a certifica\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o praticam o desmatamento. O desafio \u00e9 como melhorar a produtividade da caldeira com esses dois insumos, admitiu Fleck, engenheiro qu\u00edmico de 44 anos obcecado pela competitividade.<\/p>\n<p>A log\u00edstica, por exemplo, afeta a soja paraguaia e seus derivados na competi\u00e7\u00e3o com a vizinha Argentina, mais pr\u00f3xima aos mercados importadores. Cercada por gigantes da produ\u00e7\u00e3o de soja, Argentina e Brasil, a expans\u00e3o do Caiasa depende do que far\u00e3o esses competidores, pontuou Fleck. Os caminhoneiros, que s\u00e3o os trabalhadores mais numerosos entre os vinculados ao Caiasa, reconhecem que essa agroind\u00fastria lhes deu melhor remunera\u00e7\u00e3o, embora isso n\u00e3o aconte\u00e7a agora, quando os pre\u00e7os da soja ca\u00edram muito no mercado internacional.<\/p>\n<p>\u201cAntes eu ganhava entre oito milh\u00f5es e nove milh\u00f5es de guaranis (US$ 1.400 e US$ 1.580) por m\u00eas, agora s\u00f3 consigo 3.500 (US$ 615)\u201d, queixou-se Mario Ortellano, no estacionamento do Caiasa, enquanto esperava para descarregar seu caminh\u00e3o.Mas sua alternativa, aos 41 anos e 13 como caminhoneiro, seria voltar \u00e0 sua terra, Villa Rica, a 160 quil\u00f4metros de Assun\u00e7\u00e3o, e ao trabalho de operador de m\u00e1quinas e empilhadeiras, ganhando apenas o sal\u00e1rio m\u00ednimo, equivalente a US$ 315. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>*Segundo e \u00faltimo artigo sobre a ind\u00fastria da soja no Paraguai. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chegada de dezenas de ind&uacute;strias, com investimentos de US$ 800 milh&otilde;es nos &uacute;ltimos cinco anos, est&aacute; mudando a paisagem e o n&iacute;vel de vida do munic&iacute;pio de Villeta, a 45 quil&ocirc;metros de Assun&ccedil;&atilde;o. 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