{"id":2069,"date":"2006-10-08T00:00:00","date_gmt":"2006-10-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2069"},"modified":"2006-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-08T00:00:00","slug":"energia-banco-mundial-vido-por-combustveis-fsseis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/energia-banco-mundial-vido-por-combustveis-fsseis\/","title":{"rendered":"Energia: Banco Mundial &aacute;vido por combust&iacute;veis f&oacute;sseis"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 08\/10\/2006 &ndash; No pr&oacute;ximo m&ecirc;s o Banco Mundial divulgar&aacute; um plano que, se for implementado, significar&aacute; o desperd&iacute;cio de recursos em \u201ctecnologia de carv&atilde;o limpo\u201d sem incentivar investimentos em fontes renov&aacute;veis de energia e sem atender a demanda dos mais pobres. <!--more--> Esta &eacute; a conclus&atilde;o a que chegou a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental Rede Internacional de Rios (IRN) ao analisar o projeto do Banco, intitulado \u201cInforme de avan&ccedil;os no contexto de investimentos para energia limpa e desenvolvimento\u201d. Funcion&aacute;rios do Banco Mundial examinar&atilde;o o documento no final do m&ecirc;s, antes de inseri-lo na agenda da pr&oacute;xima reuni&atilde;o anual conjunta dessa institui&ccedil;&atilde;o e do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI), que acontecer&aacute; em setembro, em Cingapura.<\/p>\n<p>Um programa semelhante, concentrado nos efeitos a longo prazo e na pesquisa cient&iacute;fica, dever&aacute; ser completado pelo Grupo dos Oito pa&iacute;ses mais poderosos do mundo em sua pr&oacute;xima c&uacute;pula, no Jap&atilde;o, dentro de dois anos. Mas o G-8 pediu no ano passado em sua c&uacute;pula na cidade escocesa de Gleneagles, que, enquanto isso, o Banco Mundial e outras institui&ccedil;&otilde;es financeiras internacionais preparem um plano para frear o aquecimento global e assegurar o fornecimento de energia. O informe do Banco surgiu em meio a crescentes preocupa&ccedil;&otilde;es pelo aumento do pre&ccedil;o da energia e pelo v&iacute;nculo entre o alto consumo de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e o aquecimento do planeta.<\/p>\n<p>Quando se conheceu o primeiro rascunho do documento, na reuni&atilde;o conjunta Banco Mundial-FMI na primavera boreal, observadores questionaram a falta de refer&ecirc;ncias &agrave; situa&ccedil;&atilde;o dos pobres do planeta. Entretanto, ambientalistas que tiveram acesso &agrave; uma vers&atilde;o do informe indicaram que o texto agora dedica um espa&ccedil;o consider&aacute;vel &agrave;s necessidades dos 1,6 bilh&atilde;o de pessoas que vivem com menos de um d&oacute;lar por dia, em particular na &Aacute;frica e &Aacute;sia meridional, que hoje carecem de acesso a fontes modernas de energia. Os defensores desta estrat&eacute;gia dentro do Banco afirmam que a institui&ccedil;&atilde;o tem muita experi&ecirc;ncia em assuntos ambientais, especialmente com a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica.<\/p>\n<p>\u201cEste documento atende &agrave; necessidade de produzir energia de maneira a reduzir a contamina&ccedil;&atilde;o regional e local do ar e as emiss&otilde;es de gases causadores do efeito estufa\u201d, disse &agrave; IPS o chefe de cientistas do Banco, Robert Watson. A IRN admitiu as melhorias, mas advertiu que o plano passa por cima \u201cdo duplo dividendo da energia renov&aacute;vel\u201d, isto &eacute;, combater a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e reduzir a pobreza, ao mesmo tempo. A rede de organiza&ccedil;&otilde;es ambientalistas argumentou que as tecnologias limpas, como a e&oacute;lica, solar e geot&eacute;rmica, a moderna biomassa e as pequenas turbinas hidrel&eacute;tricas est&atilde;o dispon&iacute;veis em n&iacute;vel local, geram empregos, t&ecirc;m custo ambiental muito baixo e melhor propor&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio.<\/p>\n<p>A IRN promove a amplia&ccedil;&atilde;o do elenco de fontes de energia e a redu&ccedil;&atilde;o dos megaprojetos ambientais perigosos, e acusou o Banco Mundial de priorizar \u201cgrandes hidrel&eacute;tricas e usinas t&eacute;rmel&eacute;tricas\u201d. Estas recomenda&ccedil;&otilde;es \u201crefletem as mal orientadas prioridades dos empr&eacute;stimos do Banco ao setor da energia, dos quais apenas 10% em 2005 foram destinados &agrave; efici&ecirc;ncia e &agrave;s fontes renov&aacute;veis\u201d, disse a rede. O Banco Mundial respondeu que o plano de a&ccedil;&atilde;o tem uma perspectiva global e afirmou que destinou este ano US$ 871 milh&otilde;es a projetos de energia renov&aacute;vel e &agrave; efici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Em seu &uacute;ltimo comunicado a respeito, divulgado este m&ecirc;s, o Banco Mundial assegura que seus investimentos nestas &aacute;reas representavam 20% do total dos compromissos, que em 2006 somam cerca de US$ 4,4 bilh&otilde;es dirigidos a 62 projetos em 35 pa&iacute;ses. \u201cA energia renov&aacute;vel e a efici&ecirc;ncia podem contribuir significativamente na concretiza&ccedil;&atilde;o dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio\u201d, disse o diretor do Departamento de Energia e &aacute;gua do Banco Mundial, Jamal Saghir. \u201cDe fato, oferecem um duplo dividendo: atender a demanda de energia essencial para o crescimento sustentado dos pa&iacute;ses e reduzir a pobreza, preservando o fortalecimento e, ao mesmo tempo, o meio ambiente\u201d, afirmou Saghir.<\/p>\n<p>Entretanto, a IRN argumentou que o Banco ainda incentiva em seu plano \u201ctecnologias avan&ccedil;adas de combust&iacute;veis f&oacute;sseis\u201d, como as usinas de g&aacute;s e carv&atilde;o, e tecnologias de combust&iacute;vel n&atilde;o-f&oacute;sseis questionadas por ambientalistas, como a hidrel&eacute;trica, e&oacute;lica e nuclear. Isto poderia ser contraproducente, pois os grandes projetos hidrel&eacute;tricos, especialmente em regi&otilde;es tropicais, emitem grande quantidade de gases que causam o efeito estufa, que podem superar a emiss&atilde;o de usinas t&eacute;rmicas de dimens&otilde;es semelhantes, acrescentou.<\/p>\n<p>A rede exortou o Banco a n&atilde;o desperdi&ccedil;ar dinheiro subsidiando projetos de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e oferecer empr&eacute;stimos a juros baixos e outros tipos de financiamento para reduzir o custo das tecnologias renov&aacute;veis. O plano de a&ccedil;&atilde;o do Banco Mundial n&atilde;o considera priorit&aacute;ria a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases causadores do efeito estufa por parte do Norte industrial. Os pa&iacute;ses do G-8 (Alemanha, Canad&aacute;, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha, It&aacute;lia, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia) representam 13% da popula&ccedil;&atilde;o mundial, mas 45% da emiss&atilde;o desses gases. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 08\/10\/2006 &ndash; No pr&oacute;ximo m&ecirc;s o Banco Mundial divulgar&aacute; um plano que, se for implementado, significar&aacute; o desperd&iacute;cio de recursos em \u201ctecnologia de carv&atilde;o limpo\u201d sem incentivar investimentos em fontes renov&aacute;veis de energia e sem atender a demanda dos mais pobres. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/mundo\/energia-banco-mundial-vido-por-combustveis-fsseis\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,5,10,4,11],"tags":[],"class_list":["post-2069","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-economia","category-energia","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2069"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2069\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}