{"id":2082,"date":"2006-10-08T00:00:00","date_gmt":"2006-10-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=2082"},"modified":"2006-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-08T00:00:00","slug":"energia-plano-nuclear-irrita-ecologistas-argentinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/america-latina\/energia-plano-nuclear-irrita-ecologistas-argentinos\/","title":{"rendered":"Energia: Plano nuclear irrita ecologistas argentinos"},"content":{"rendered":"<p>Buenos Aires, 08\/10\/2006 &ndash; O governo da Argentina lan&ccedil;ou um plano para reativar o desenvolvimento nuclear que prev&ecirc; a finaliza&ccedil;&atilde;o das obras de uma central de energia que est&atilde;o paralisadas, estudar a possibilidade de construir uma nova e voltar a produzir ur&acirc;nio enriquecido e &aacute;gua pesada. <!--more--> Os ambientalistas espernearam. O governo de Nestor Kirchner tem o desejo de impulsionar \u201cuma produ&ccedil;&atilde;o em massa de energia n&uacute;cleo-el&eacute;trica\u201d, anunciou na quarta-feira o ministro de Planejamento Federal Julio De Vido, ao divulgar o plano ao lado do presidente, funcion&aacute;rios e embaixadores de pa&iacute;ses da regi&atilde;o.<\/p>\n<p>O projeto pretende ampliar a oferta de energia el&eacute;trica para a ind&uacute;stria a fim de atender a demanda crescente. Mas tamb&eacute;m se busca utilizar o desenvolvimento nuclear para melhorar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blica, explicou De Vido. \u201cSer&aacute; apenas para usos pac&iacute;ficos\u201d, ressaltou o ministro. O surpreendente an&uacute;ncio provocou a rejei&ccedil;&atilde;o por parte de organiza&ccedil;&otilde;es ambientalistas que se op&otilde;em &agrave; reabertura de centrais nucleares representam risco de graves acidentes. Al&eacute;m disso, o desenvolvimento nuclear acumula lixo radioativo de dif&iacute;cil controle e disposi&ccedil;&atilde;o. Os ecologistas preferiram que os recursos fosse destinados ao desenvolvimento de fontes energ&eacute;ticas alternativas com potencial na Argentina, como a energia e&oacute;lica.<\/p>\n<p>O Greenpeace na Argentina divulgou um comunicado acusando o governo de \u201cdesconhecer a opini&atilde;o da maioria\u201d da popula&ccedil;&atilde;o, referindo-se a uma pesquisa realizada em maio pela consultoria Mori e na qual 67% dos consultados se pronunciaram a favor de que o Estado investisse em energia e&oacute;lica e outras fontes e suspendesse a atividade de centrais nucleares. Nessa pesquisa, somente 3% dos entrevistados preferiram que parte do or&ccedil;amento p&uacute;blico fosse destinado &agrave; expans&atilde;o das centrais nucleares. A Funda&ccedil;&atilde;o para a Defesa do Ambiente (Funam) j&aacute; havia antecipado sua posi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; possibilidade de reativar a produ&ccedil;&atilde;o nuclear com novas usinas. \u201c&Eacute; descabido e inaceit&aacute;vel\u201d, disse &agrave; IPS o titular dessa entidade, Ra&uacute;l Montenegro, ao saber do projeto governamental.<\/p>\n<p>Na Argentina, 51% da energia el&eacute;trica prov&ecirc;m de centrais t&eacute;rmicas, 42% de hidrel&eacute;tricas e apenas 7% de centrais nucleares. H&aacute; duas centrais nucleares atualmente em funcionamento: Atucha I, na prov&iacute;ncia de Buenos Aires, e Embalse, na prov&iacute;ncia de C&oacute;rdoba. Constru&iacute;da em 1974, Atucha I foi a primeira de seu tipo na Am&eacute;rica Latina e produz 357 megawatts. Embase entrou em funcionamento em 1984 e fornece 650 megawatts. O plano do governo &eacute; investir US$ 600 milh&otilde;es no t&eacute;rmino de Atucha II, que come&ccedil;ou a ser constru&iacute;da em 1981 e ficou paralisada nos anos 90.<\/p>\n<p>Segundo De Vido, Atucha II, pr&oacute;xima de Atucha I, poder&aacute; estar pronta no final de 2010 e produzir 740 megawatts. \u201cEste rein&iacute;cio das obras de Atucha II tem um significado vital para o pa&iacute;s\u201d, j&aacute; que colocar&aacute; a Argentina na lideran&ccedil;a da produ&ccedil;&atilde;o nuclear na Am&eacute;rica Latina, disse o ministro. Mais pol&ecirc;mico ainda foi o an&uacute;ncio de estudos sobre a constru&ccedil;&atilde;o de uma quarta central que produziria mil megawatts. O ministro n&atilde;o esclareceu onde seria instalada essa central, mas Montenegro j&aacute; anunciou resist&ecirc;ncia &agrave; sua instala&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\u201cOs militares instalaram uma central nuclear sem nos consultar, por&eacute;m desta vez isso n&atilde;o acontecer&aacute;\u201d, alertou o dirigente ambientalista, ganhador do pr&ecirc;mio Nobel Alternativo 2004. Montenegro se referia a Embalse, obra iniciada pela &uacute;ltima ditadura militar (1976-1983) na prov&iacute;ncia onde fica a sede da Funam. De Vido tamb&eacute;m informou sobre o projeto de prolongar a vida &uacute;til de Embalse, que dever&aacute; deixar de funcionar em 2018. Com esse objetivo ser&atilde;o investidos cerca de US$ 400 milh&otilde;es para adequar o velho reator e prolongar seu funcionamento at&eacute; 2043.<\/p>\n<p>Para abastecer as centrais at&ocirc;micas, o governo colocar&aacute; novamente em funcionamento uma unidade de enriquecimento de ur&acirc;nio na prov&iacute;ncia de Neuqu&eacute;n, que tinha sido fechada em 1983,e outra para produzir &aacute;gua pesada localizada no mesmo distrito. O programa contempla, ainda, a assinatura de conv&ecirc;nios para a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos com a ag&ecirc;ncia espacial norte-americana (Nasa) e para a entrega gratuita a hospitais p&uacute;blicos de medicamentos contra radia&ccedil;&atilde;o elaborados em unidades da Comiss&atilde;o Nacional de Energia At&ocirc;mica. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Buenos Aires, 08\/10\/2006 &ndash; O governo da Argentina lan&ccedil;ou um plano para reativar o desenvolvimento nuclear que prev&ecirc; a finaliza&ccedil;&atilde;o das obras de uma central de energia que est&atilde;o paralisadas, estudar a possibilidade de construir uma nova e voltar a produzir ur&acirc;nio enriquecido e &aacute;gua pesada. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2006\/10\/america-latina\/energia-plano-nuclear-irrita-ecologistas-argentinos\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":129,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,10,11],"tags":[],"class_list":["post-2082","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-energia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2082","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/129"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2082"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2082\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}