{"id":20875,"date":"2016-05-23T14:54:51","date_gmt":"2016-05-23T14:54:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=209608"},"modified":"2016-05-23T14:54:51","modified_gmt":"2016-05-23T14:54:51","slug":"refugiados-vivem-sem-atencao-basica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/05\/ultimas-noticias\/refugiados-vivem-sem-atencao-basica\/","title":{"rendered":"Refugiados vivem sem aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_209606\" style=\"width: 486px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420.jpg\"><img class=\" wp-image-209606\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-300x200.jpg\" alt=\"Acampamento de refugiados Al-Jamea, em Bagd\u00e1, onde residem 97 fam\u00edlias da regi\u00e3o do departamento de Anbar. Foto: Khuzaie\/Unicef Iraque\/2015\" width=\"476\" height=\"317\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 476px) 100vw, 476px\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Acampamento de refugiados Al-Jamea, em Bagd\u00e1, onde residem 97 fam\u00edlias da regi\u00e3o do departamento de Anbar. Foto: Khuzaie\/Unicef Iraque\/2015<\/p><\/div>\n<p><strong>por Baher Kamal, da IPS &#8211;<\/strong><\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia, 23\/5\/2016 \u2013 \u00c9 certo que milh\u00f5es de refugiados residem em acampamentos, especialmente na \u00c1frica e no Oriente M\u00e9dio, mas representam apenas um quarto do n\u00famero total de pessoas for\u00e7adas a abandonar seus pa\u00edses em raz\u00e3o de conflitos b\u00e9licos. Al\u00e9m disso, mais de um em cada dois refugiados vivem em assentamentos prec\u00e1rios ou informais, \u00e0 margem das cidades, em bairros superpovoados ou em \u00e1reas propensas a inunda\u00e7\u00f5es, problemas de saneamento e em risco de contrair diferentes doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cMais da metade dos refugiados vive em centros urbanos e cidades fr\u00e1geis, com elevado grau de desigualdade\u201d, afirmou o vice-secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Jan Eliasson, com base em dados do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (Acnur).<\/p>\n<p>\u201cDiariamente, milh\u00f5es de meninas e meninos refugiados n\u00e3o podem ir \u00e0 escola. A cada dia, a dignidade e o bem-estar de milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o em risco por falta de servi\u00e7os b\u00e1sicos e de oportunidades de trabalho\u201d, afirmou Eliasson na confer\u00eancia Grandes Movimentos de Refugiados e Migrantes: Desafios Cr\u00edticos Para uma Urbaniza\u00e7\u00e3o Sens\u00edvel, realizada no dia 18 deste m\u00eas na sede da ONU em Nova York.<\/p>\n<div id=\"attachment_209604\" style=\"width: 290px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-2.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-209604\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-2.jpg\" alt=\"Vice-secret\u00e1rio-geral da ONU, Jan Eliasson. Foto: ONU\" width=\"280\" height=\"186\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Vice-secret\u00e1rio-geral da ONU, Jan Eliasson. Foto: ONU<\/p><\/div>\n<p>O drama de milh\u00f5es de refugiados, solicitantes de asilo e pessoas deslocadas, bem como de migrantes, ser\u00e1 o tema principal da primeira C\u00fapula Humanit\u00e1ria Mundial (CHM), que acontece hoje e amanh\u00e3 na cidade turca de Istambul.<\/p>\n<p>Eliasson explicou que, entre os temas a serem debatidos, se destacam as causas do deslocamento for\u00e7ado, a seguran\u00e7a de migrantes e refugiados quando cruzam as fronteiras, e o apoio aos pa\u00edses de acolhida para integrar os rec\u00e9m-chegados \u00e0s suas comunidades. A quest\u00e3o \u00e9 que a maior parte da ajuda humanit\u00e1ria se destina \u00e0s pessoas que residem em acampamentos, e, em geral, se passa por alto em rela\u00e7\u00e3o aos \u201crefugiados urbanos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Eliasson tamb\u00e9m pontuou que, em 2009, o Acnur mudou sua pol\u00edtica e pr\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o aos refugiados residentes em cidades, e agora trabalha em colabora\u00e7\u00e3o com as autoridades nacionais, municipais e comunidades locais para brindar prote\u00e7\u00e3o respeitando seu status.<\/p>\n<p>O informe preparado pelo secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, para a c\u00fapula sobre refugiados e migrantes, convocada pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas para 19 de setembro, chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do papel das autoridades locais, principais encarregadas de lhes proporcionar moradia, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e emprego, acrescentou o vice-secret\u00e1rio-geral.<\/p>\n<p>\u201cDevemos considerar que os refugiados e os deslocados costumam ser apenas uma pequena propor\u00e7\u00e3o dos que engrossam a popula\u00e7\u00e3o das cidades, enquanto a velocidade da urbaniza\u00e7\u00e3o se torna mais r\u00e1pida\u201d, destacou Eliasson. Al\u00e9m disso, embora as cidades possam ter dificuldades para alojar um grande fluxo de migrantes, tamb\u00e9m se beneficiam muito de sua presen\u00e7a e seu trabalho, pois em muitos pa\u00edses do mundo os migrantes costumam assumir tarefas e oferecer servi\u00e7os como trabalho dom\u00e9stico e agr\u00edcola, prosseguiu.<\/p>\n<p>\u201cOs migrantes e refugiados continuar\u00e3o chegando, e n\u00e3o h\u00e1 sinais de que o fluxo vai diminuir em breve, devemos respeitar e implantar o princ\u00edpio de igualdade de todos os seres humanos. \u00c9 um direito humano fundamental que nunca se pode negociar\u201d, ressaltou Eliasson. E acrescentou que, por sua vez, a comunidade internacional deve dar aten\u00e7\u00e3o aos discursos pol\u00edticos que estigmatizam os refugiados e migrantes, e \u201cfazer todo o poss\u00edvel para enfrentar falsas declara\u00e7\u00f5es negativas. Devemos erradicar os mitos sobre os migrantes e a migra\u00e7\u00e3o, que envenenam o discurso p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_209605\" style=\"width: 484px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-3.jpg\"><img class=\" wp-image-209605\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-3-300x204.jpg\" alt=\"Abrigos provis\u00f3rios e novas barracas de campanha na se\u00e7\u00e3o de rec\u00e9m-chegados no acampamento de Ifo, no Qu\u00eania. Foto: E. Hockstein\/Acnur\" width=\"474\" height=\"322\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-3-300x204.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/desplazados-629x420-3.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Abrigos provis\u00f3rios e novas barracas de campanha na se\u00e7\u00e3o de rec\u00e9m-chegados no acampamento de Ifo, no Qu\u00eania. Foto: E. Hockstein\/Acnur<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No mesmo dia 18 deste m\u00eas, o Acnur alertou que a falta de US$ 500 milh\u00f5es dos fundos para ajudar os refugiados prejudica os esfor\u00e7os para enfrentar a maior crise de pessoas deslocadas desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A Ag\u00eancia lan\u00e7ou uma campanha convocando o setor privado para colaborar com fundos a fim de oferecer solu\u00e7\u00f5es de alojamento a dois milh\u00f5es de refugiados.<\/p>\n<p>\u201cO alojamento \u00e9 a pedra fundamental para que os refugiados possam sobreviver e se recuperar, e deve ser considerado um direito humano inegoci\u00e1vel\u201d, ressaltou Filippo Grandi, alto comiss\u00e1rio para os refugiados. A campanha Que Ningu\u00e9m Fique de Fora foca em pessoas, empresas, funda\u00e7\u00f5es e filantropos de todo o mundo. no lan\u00e7amento da campanha, O Acnur destacou que os deslocamentos for\u00e7ados, em sua maioria produto de guerras, dispararam na \u00faltima d\u00e9cada, principalmente devido ao conflito na S\u00edria, mas tamb\u00e9m pela prolifera\u00e7\u00e3o de novos deslocados e pelas crises n\u00e3o resolvidas.<\/p>\n<p>Atualmente h\u00e1 60 milh\u00f5es de pessoas deslocadas pela for\u00e7a, informou o Acnur, das quais quase 20 milh\u00f5es tiveram que cruzar fronteiras internacionais, enquanto o restante precisou abandonar suas casas, mas permanece no pa\u00eds. A campanha procura reunir fundos do setor privado para construir e melhorar alojamentos para dois milh\u00f5es de refugiados at\u00e9 2018, o que representa uma em cada oito pessoas dos 15,1 milh\u00f5es sob o amparo do Acnur em meados de 2015.<\/p>\n<p>\u201cSem um lugar seguro para comer, dormir, guardar seus pertences e ter privacidade, as consequ\u00eancias sobre sua sa\u00fade e seu bem-estar ser\u00e3o profundas\u201d, alertou a Ag\u00eancia. O Acnur destaca que, na medida em que precisa enfrentar enormes dificuldades de alojamento com limitados recursos econ\u00f4micos, a prioridade que se apresenta s\u00e3o os abrigos de emerg\u00eancia para um n\u00famero m\u00e1ximo de pessoas, em detrimento de um investimento em solu\u00e7\u00f5es mais duradouras e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Fora dos acampamentos, os refugiados dependem do Acnur para encontrar moradia e pagar o aluguel em povoados e cidades em dezenas de pa\u00edses vizinhos a conflitos armados. A previs\u00e3o \u00e9 de que essas opera\u00e7\u00f5es ter\u00e3o custo de US$ 724 milh\u00f5es este ano. Mas atualmente est\u00e3o dispon\u00edveis apenas US$ 158 milh\u00f5es, um d\u00e9ficit que amea\u00e7a deixar milh\u00f5es de homens, mulheres e crian\u00e7as sem abrigo adequado e com problemas para reconstruir suas vidas. Segundo o Acnur, o setor privado \u00e9 uma fonte cada vez mais importante de fundos, tendo concentrado mais de 8% do or\u00e7amento de 2015.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es com mais necessidade de assist\u00eancia, de acordo com o Acnur, s\u00e3o \u00c1frica subsaariana, onde s\u00e3o necess\u00e1rios US$ 255 milh\u00f5es, mas se disp\u00f5e de apenas US$ 48 milh\u00f5es, e Oriente M\u00e9dio e norte da \u00c1frica, onde s\u00e3o necess\u00e1rios US$ 373 milh\u00f5es, mas se conta com apenas US$ 91 milh\u00f5es. Por sua vez, a \u00c1sia necessita de US$ 59 milh\u00f5es e disp\u00f5e de apenas U$ 8 milh\u00f5es, enquanto a Europa precisa de mais ajuda, cerca de US$ 36 milh\u00f5es, mas tem apenas US$ 10 milh\u00f5es dispon\u00edveis, pois o fluxo de refugiados continua. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>* Este artigo integra uma s\u00e9rie elaborada pela IPS sobre a C\u00fapula Humanit\u00e1ria Mundial, que acontece hoje e amanh\u00e3 em Istambul, na Turquia.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Baher Kamal, da IPS &ndash; Roma, It&aacute;lia, 23\/5\/2016 &ndash; &Eacute; certo que milh&otilde;es de refugiados residem em acampamentos, especialmente na &Aacute;frica e no Oriente M&eacute;dio, mas representam apenas um quarto do n&uacute;mero total de pessoas for&ccedil;adas a abandonar seus pa&iacute;ses em raz&atilde;o de conflitos b&eacute;licos. 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