{"id":21241,"date":"2016-09-26T12:45:26","date_gmt":"2016-09-26T12:45:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=214371"},"modified":"2016-09-26T12:45:26","modified_gmt":"2016-09-26T12:45:26","slug":"poucos-superam-desterro-forcado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/09\/ultimas-noticias\/poucos-superam-desterro-forcado\/","title":{"rendered":"Poucos superam desterro for\u00e7ado"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_214372\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-214372\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/alunos-1.jpg\" alt=\" Alunos da escola de Vila Nova Teot\u00f4nio, que ficou com metade dos alunos, esperam o \u00f4nibus que os levar\u00e1 para suas casas nas proximidades ou ao barco que cruza a represa da hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, porque moram do outro lado do rio Madeira, no munic\u00edpio de Porto Velho, em Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS \" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/alunos-1.jpg 629w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/alunos-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\"><br \/> Alunos da escola de Vila Nova Teot\u00f4nio, que ficou com metade dos alunos, esperam o \u00f4nibus que os levar\u00e1 para suas casas nas proximidades ou ao barco que cruza a represa da hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, porque moram do outro lado do rio Madeira, no munic\u00edpio de Porto Velho, em Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>A constru\u00e7\u00e3o de grandes centrais hidrel\u00e9tricas no Brasil constitui uma trag\u00e9dia para milhares de fam\u00edlias deslocadas, e um pesadelo para as empresas que procuram reassent\u00e1-las seguindo a legisla\u00e7\u00e3o local. Mas n\u00e3o \u00e9 exclusivo do Brasil.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Por Mario Osava, da IPS &#8211;\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Porto Velho, Rond\u00f4nia, 26\/9\/2016 \u2013 \u00a0Em todo o mundo resultou empobrecida a maioria da popula\u00e7\u00e3o afetada por 36 de 44 hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas desde 1936, segundo um estudo de 2005,realizado por Thayer Scudder, professor de antropologia no Instituto Tecnol\u00f3gico da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Na realidade, apenas tr\u00eas das centrais permitiram melhorar a vida das pessoas. Em outros cinco casos, conseguiu-se recompor o n\u00edvel de vida anterior. Das 50 centrais pesquisadas, foram 19 da \u00c1sia, 10 da Am\u00e9rica Latina e o restante de outras regi\u00f5es, mas apenas 44 apresentavam dados suficientes para o estudo comparativo.<\/p>\n<p>Duas hidrel\u00e9tricas gigantes rec\u00e9m-constru\u00eddas no rio Madeira, na Amaz\u00f4nia brasileira,no trecho que cruza o extenso munic\u00edpio de Porto Velho, capital de Rond\u00f4nia, tendem a engrossar as estat\u00edsticas negativas, apesar do esfor\u00e7o desenvolvido, com investimentos milion\u00e1rios nos reassentamentos. Seis anos depois do deslocamento, as fam\u00edlias reassentadas pelas centrais de Jirau e Santo Ant\u00f4nio, a terceira e quarta do pa\u00eds, respectivamente, continuam dependentes da ajuda das empresas concession\u00e1rias e uma parte minorit\u00e1ria renunciou \u00e0 nova moradia.<\/p>\n<p>A escola da Vila Nova Teot\u00f4nio tem metade dos \u201cquase 300 alunos\u201d de sua localiza\u00e7\u00e3o anterior, e o n\u00famero \u201ctende a continuar diminuindo a cada ano\u201d, apesar de suas novas instala\u00e7\u00f5es mais amplas e modernas, disse \u00e0 IPS a vice-diretora, Aparecida Veiga. A aldeia de pescadores, surgida h\u00e1 sete d\u00e9cadas junto \u00e0 cascata Teotonio, minguou juntamente com a escola, ao ser reassentada em um local mais alto, ficando a salvo da inunda\u00e7\u00e3o da represa de Santo Ant\u00f4nio, constru\u00edda entre 2008 e 2012, a seis quil\u00f4metros de Porto Velho.<\/p>\n<p>\u201cTemos salas com cinco alunos pela manh\u00e3, em contraste com os at\u00e9 42 na antiga sede, com professores subutilizados, necess\u00e1rios em outras escolas\u201d, contou Veiga. \u201cAbaixo\u201d, como a vice-diretora se refere \u00e0 vila inundada, \u201ca comunidade estava muito ligada \u00e0 escola, favorecendo o ensino; aqui temos o problema das drogas, meninas gr\u00e1vidas. Tiraram suas ra\u00edzes, sua cultura\u201d, afirmou. Uma perda foi a cascata submersa.<\/p>\n<div id=\"attachment_214373\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img class=\"wp-image-214373\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/casas-vazias.jpg\" alt=\"Casas vazias em Vila Nova Teot\u00f4nio, onde h\u00e1 47 fam\u00edlias, segundo a concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, que construiu uma comunidade de 72 casas, 17 cedidas para a escola, associa\u00e7\u00f5es de moradores, centros de sa\u00fade e outros servi\u00e7os. Parte das fam\u00edlias reassentadas nessa comunidade de Rond\u00f4nia, a abandonou. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/casas-vazias.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/casas-vazias-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Casas vazias em Vila Nova Teot\u00f4nio, onde h\u00e1 47 fam\u00edlias, segundo a concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, que construiu uma comunidade de 72 casas, 17 cedidas para a escola, associa\u00e7\u00f5es de moradores, centros de sa\u00fade e outros servi\u00e7os. Parte das fam\u00edlias reassentadas nessa comunidade de Rond\u00f4nia, a abandonou. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Com o olhar de homem de neg\u00f3cios, Carlos Afonso Damasceno, de 48 anos e seis filhos, acredita que o problema da nova vila \u201cn\u00e3o \u00e9 que as pessoas n\u00e3o gostem, mas n\u00e3o haver fonte de renda\u201d. Afirmou que \u201cacabaram os peixes, o rio secou, est\u00e1 sedimentado e morto, sem os peixes de \u00e1gua corrente. Al\u00e9m disso, a estrada de terra foi alongada em 11 quil\u00f4metros, ao ser reconstru\u00edda rodeando uma ramifica\u00e7\u00e3o da represa e afastando os turistas\u201d.<\/p>\n<p>Com o pescado escasso e o acesso mais dif\u00edcil, al\u00e9m dos mosquitos que proliferam por causa da \u00e1gua parada, Teot\u00f4nio j\u00e1 n\u00e3o atrai os visitantes que antes vinham desfrutar sua gastronomia, sua praia e a cascata, segundo Damasceno, dono de um com\u00e9rcio e do maior restaurante do lugar. Para ele, restaurar a antiga estrada, aterrando o trecho submerso, seria suficiente para superar a decad\u00eancia econ\u00f4mica local, devolvendo, a aceit\u00e1veis 30 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia de Porto Velho, um mercado de 510 mil habitantes.<\/p>\n<p>Apenas 48 fam\u00edlias da antiga Teot\u00f4nio aceitaram o reassentamento na nova localiza\u00e7\u00e3o, e delas \u201crestam somente 18, mas algumas n\u00e3o s\u00e3o as originais\u201d, explicou Damasceno.S\u00e3o diferentes os dados do cons\u00f3rcio Santo Ant\u00f4nio Energia (SAE), que construiu a central e tem sua concess\u00e3o por 35 anos. \u201cVivem atualmente em Vila Nova Teot\u00f4nio 47 fam\u00edlias\u201d e, das 72 casas constru\u00eddas, 17 foram cedidas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o de Moradores e a outras institui\u00e7\u00f5es, informou a empresa \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>\u201cMenos de cinco fam\u00edlias venderam suas casas\u201d, indicou o cons\u00f3rcio, que apresenta a vila como \u201cum caso de refer\u00eancia\u201d, cujo potencial tur\u00edstico se reflete em eventos ali promovidos e estruturas constru\u00eddas pelo SAE, como a praia artificial, um embarcadouro de madeira, trilha ecol\u00f3gica, quiosques para refei\u00e7\u00f5es e casas de hospedagem.<\/p>\n<div id=\"attachment_214374\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img class=\"wp-image-214374\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Carlos-1.jpg\" alt=\"Carlos Damasceno em seu com\u00e9rcio, que vende g\u00e1s, alimentos e outros bens aos moradores de Vila Nova Teot\u00f4nio, com 72 casas constru\u00eddas para reassentar moradores que viviam \u00e0s margens do rio Madeira e cujas comunidades foram inundadas pela represa da hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, em Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS\" width=\"340\" height=\"255\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Carlos-1.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Carlos-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Carlos Damasceno em seu com\u00e9rcio, que vende g\u00e1s, alimentos e outros bens aos moradores de Vila Nova Teot\u00f4nio, com 72 casas constru\u00eddas para reassentar moradores que viviam \u00e0s margens do rio Madeira e cujas comunidades foram inundadas pela represa da hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, em Rond\u00f4nia. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>A piscicultura do tambaqui (<em>Piaractus macropomus<\/em>), o peixe amaz\u00f4nico mais rent\u00e1vel em sua cria\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o decolou porque o grupo de moradores escolhido para a atividade recha\u00e7a o projeto oferecido para sua capacita\u00e7\u00e3o, os insumos, tanques e ve\u00edculos necess\u00e1rios, lamentou o SAE.<\/p>\n<p>Cada fam\u00edlia de Teot\u00f4nio continua recebendo ajuda mensal de R$ 1.250 da empresa, fixada pelas autoridades ambientais, por reconhecer que ainda n\u00e3o conseguem se manter por conta pr\u00f3pria, ap\u00f3s seis anos em novas casas de concreto, em \u00e1reas de dois mil metros quadrados, com saneamento e servi\u00e7os b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>Dificuldades similares de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova vida ocorrem nos outros seis reassentamentos promovidos pelo SAE e dois da Energia Sustent\u00e1vel do Brasil (ESBR), concession\u00e1ria da hidrel\u00e9trica de Jirau, a 120 quil\u00f4metros de Porto Velho.<\/p>\n<p>No Reassentamento Rural Coletivo Vida Nova, da ESBR, restam apenas 22 das 35 fam\u00edlias iniciais. Ao final de 2016, caber\u00e1 a elas assumir a piscicultura de tambaqui em tanques cavados no solo, cujos efluentes fertilizam hortas e pomares, segundo seu projeto-piloto desenvolvido durante seis anos.<\/p>\n<p>Em Nova Mutum, um complexo urbano de 1.600 casas constru\u00eddo principalmente para alojar seus empregados, a ESBR assentou uma parte dos deslocados por sua represa. Em sua paisagem de fazenda de pecu\u00e1ria, de pastos sem \u00e1rvores, se tentou reassentar centenas de fam\u00edlias da velha Mutum Paran\u00e1, um povoado de gente ribeirinha e estreita rela\u00e7\u00e3o com a mata, que foi inundada pela represa de Jirau.<\/p>\n<div id=\"attachment_214375\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img class=\"wp-image-214375\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Brasil-5.jpg\" alt=\"Panor\u00e2mica de Nova Mutum Paran\u00e1, com 1.600 casas constru\u00eddas, em uma \u00e1rea desmatada e afastada do rio Madeira, onde foram reassentadas as pessoas deslocadas pela hidrel\u00e9trica de Jirau. Uma mudan\u00e7a cultural para uma popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, com profunda conviv\u00eancia com o rio e as florestas. Foto: Cortesia da ESBR\" width=\"340\" height=\"227\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Brasil-5.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Brasil-5-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Brasil-5-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Panor\u00e2mica de Nova Mutum Paran\u00e1, com 1.600 casas constru\u00eddas, em uma \u00e1rea desmatada e afastada do rio Madeira, onde foram reassentadas as pessoas deslocadas pela hidrel\u00e9trica de Jirau. Uma mudan\u00e7a cultural para uma popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, com profunda conviv\u00eancia com o rio e as florestas. Foto: Cortesia da ESBR<\/p><\/div>\n<p>Longe do rio e de seus peixes, das florestas com suas frutas, substituindo casas de madeira pelas de concreto e a tradicional praia fluvial por uma piscina, o novo habitat foi um choque cultural para os reassentados. Algumas fam\u00edlias o deixaram, buscando recompor por contra pr\u00f3pria o modo de vida anterior em Vila Jirau, uma pequena comunidade \u00e0 margens do rio.<\/p>\n<p>Mas Nova Mutum \u00e9 uma das exce\u00e7\u00f5es de sucesso dos reassentamentos for\u00e7ados, segundo Berenice Sim\u00e3o, coautora do ensaio <em>Resili\u00eancia Socioecol\u00f3gica em Comunidades Deslocadas por Hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia<\/em>, junto com a ecologista Simone Athayde, da Universidade da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos. Essa pequena comunidade de reassentados \u00e9 \u201corganizada, conta com uma associa\u00e7\u00e3o de moradores e outra de mulheres muito ativa, que s\u00e3o persistentes nas negocia\u00e7\u00f5es, lutam e n\u00e3o desistem de suas reclama\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou Sim\u00e3o \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Para isso contribui a presen\u00e7a de muitos comerciantes e funcion\u00e1rios p\u00fablicos entre os reassentados. Al\u00e9m disso, a ESBR tem Nova Mutum como \u201cvitrine\u201d e parece decidida a investir o que for preciso para o desenvolvimento da nova comunidade, pontuou a autora.A empresa mant\u00e9m o Observat\u00f3rio Ambiental de Jirau, uma organiza\u00e7\u00e3o social com participa\u00e7\u00e3o das comunidades que promove a educa\u00e7\u00e3o ambiental, por meio de hortas e reflorestamento, e que incentiva o cooperativismo entre agricultores.<\/p>\n<p>Uma f\u00e1brica de m\u00f3veis est\u00e1 se instalando no lugar, em um galp\u00e3o sem uso depois de conclu\u00edda a constru\u00e7\u00e3o da represa. \u201cPode ser o embri\u00e3o do polo industrial\u201d, que estava nos planos da ESBR e n\u00e3o foi adiante, e gerar empregos, favorecendo o desenvolvimento da comunidade, concluiu Sim\u00e3o. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/opiniao\/poucos-superam-desterro-forcado\/\">Poucos superam desterro for\u00e7ado<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru&ccedil;&atilde;o de grandes centrais hidrel&eacute;tricas no Brasil constitui uma trag&eacute;dia para milhares de fam&iacute;lias deslocadas, e um pesadelo para as empresas que procuram reassent&aacute;-las seguindo a legisla&ccedil;&atilde;o local. Mas n&atilde;o &eacute; exclusivo do Brasil. 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