{"id":21355,"date":"2016-11-03T18:08:52","date_gmt":"2016-11-03T18:08:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=215740"},"modified":"2016-11-03T18:08:52","modified_gmt":"2016-11-03T18:08:52","slug":"areas-rurais-do-malawi-terao-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/areas-rurais-do-malawi-terao-internet\/","title":{"rendered":"\u00c1reas rurais do Malawi ter\u00e3o internet"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_215738\" style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malawi-629x420.jpg\"><img class=\" wp-image-215738\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malawi-629x420-300x200.jpg\" alt=\"Given Mbwira (esquerda) e Obed Nkhoma trabalham com internet na reda\u00e7\u00e3o do The Nation, na cidade de Blantyre, no Malawi. Logo a popula\u00e7\u00e3o rural do pa\u00eds contar\u00e1 com um acesso barato e r\u00e1pido \u00e0 rede gra\u00e7as ao projeto WhiteSpaces. Foto: Bobby Kabango\/IPS\" width=\"614\" height=\"409\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malawi-629x420-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malawi-629x420-272x182.jpg 272w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malawi-629x420.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Given Mbwira (esquerda) e Obed Nkhoma trabalham com internet na reda\u00e7\u00e3o do The Nation, na cidade de Blantyre, no Malawi. Logo a popula\u00e7\u00e3o rural do pa\u00eds contar\u00e1 com um acesso barato e r\u00e1pido \u00e0 rede gra\u00e7as ao projeto WhiteSpaces. Foto: Bobby Kabango\/IPS<\/p><\/div>\n<p>por Charity Chimungu Phiri, da IPS &#8211;<\/p>\n<p>Blantyre, Malawi, 3\/11\/2016 \u2013 A partir deste m\u00eas, muitas pessoas no Malawi, especialmente nas zonas rurais, poder\u00e3o se conectar \u00e0 internet, e ser\u00e1 t\u00e3o f\u00e1cil quanto abrir uma torneira. Pelo menos esse \u00e9 o sonho da C3, uma provedora de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es e a primeira empresa comercial que distribuir\u00e1 a TV White Spaces (TVWS) por um per\u00edodo de testes de noves meses em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A maioria dos mais de 16 milh\u00f5es de habitantes do Malawi vive em \u00e1reas rurais e \u00e9 pobre, e somente 6,5% t\u00eam conex\u00e3o com a internet. Para que ela chegue a toda a popula\u00e7\u00e3o, a C3 constr\u00f3i uma nova rede que depende de frequ\u00eancias n\u00e3o utilizadas na televis\u00e3o e conhecidas como \u201cbanda branca da TV\u201d, com a ideia de estend\u00ea-la a todo o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A conectividade \u00e9 facilitada aos usu\u00e1rios mediante uma nova tecnologia eficiente e de acesso din\u00e2mico ao espectro e espa\u00e7os em branco, gra\u00e7as ao qual os usu\u00e1rios podem se conectar \u00e0 rede por meio de uma conex\u00e3o sem fio Wi-Fi. \u201c\u00c9 uma forma barata e efetiva de ter internet\u201d, disse Elizabeth Kananji, de 17 anos e cursando a segunda s\u00e9rie do curso Polit\u00e9cnico do Malawi.<\/p>\n<p>\u201cNem todos podem ter acesso \u00e0 rede porque \u00e9 preciso pagar ao provedor, o que \u00e9 dif\u00edcil por ser caro, mas com a TVWS n\u00e3o se tem de pagar, desde que se tenha os aparelhos. Est\u00e1 pronto para come\u00e7ar\u201d, observou a adolescente \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>O Malawi terminou h\u00e1 pouco o projeto de teste t\u00e9cnico da TVWS, um esfor\u00e7o conjunto da Autoridade Reguladora das Comunica\u00e7\u00f5es (Macra), do departamento de f\u00edsica da Universidade Chancellor College e o laborat\u00f3rio italiano Marconi Wireless Lab T\/ICT4D. A iniciativa busca promover a pesquisa e o desenvolvimento em mat\u00e9ria de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o, segundo o subdiretor de gest\u00e3o do espectro da Macra, Jonathan Pinifolo.<\/p>\n<p>A TVWS teve v\u00e1rios projetos-piloto na cidade de Zomba, em 2013, na escola secund\u00e1ria Saint Mary, na \u00e1rea de avia\u00e7\u00e3o da For\u00e7a de Defesa do Malawi, no hospital rural de Pirimiti e no universit\u00e1rio Departamento de Estudos Geol\u00f3gicos. H\u00e1 outros pa\u00edses que realizaram projetos semelhantes, como Estados Unidos, Gr\u00e3-Bretanha, \u00c1frica do Sul e Qu\u00eania.<\/p>\n<p>O Malawi ser\u00e1 o primeiro pa\u00eds no mundo a expandir a TVWS para todo o territ\u00f3rio, uma iniciativa que recebeu elogios de todo o mundo. A Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) destacaram que \u00e9 uma forma vi\u00e1vel e rent\u00e1vel de levar a internet \u00e0s zonas rurais.<\/p>\n<p>A TVWS se mostrou como alternativa para levar o servi\u00e7o \u00e0s \u00e1reas afastadas, de dif\u00edcil acesso e mais atrasadas, sem usar a tradicional banda larga (radiofrequ\u00eancia), que, segundo alertam os especialistas, est\u00e1 ficando saturada. No Malawi, a C3 \u00e9 a \u00fanica companhia que demonstrou interesse em levar adiante o projeto, segundo a Macra.<\/p>\n<p>\u201cPrevemos o lan\u00e7amento inicial de algumas partes da infraestrutura este m\u00eas, mas como n\u00e3o visamos apenas \u00e0 TVWS, constru\u00edmos torres e instalamos pontos de acesso Wi-Fi e conex\u00f5es troncais. Ent\u00e3o poderemos anunciar a data oficial de lan\u00e7amento\u201d, detalhou \u00e0 IPS Richard Chisala, da C3.<\/p>\n<p>\u201cFizemos pesquisas para avaliar os provedores de servi\u00e7os de internet no Malawi e conclu\u00edmos que s\u00e3o mais caros do que no Qu\u00eania, por exemplo, o que faz com que apenas 10% da popula\u00e7\u00e3o tenha acesso \u00e0 rede. Isso se deve principalmente \u00e0 cobi\u00e7a e \u00e0 inefici\u00eancia\u201d, afirmou Chris Shaeke, diretor-geral da C3. \u201cAssim, decidimos mudar, mesmo com nossa licen\u00e7a da Macra dizendo que temos que nos concentrar nas \u00e1reas rurais\u201d, acrescentou<\/p>\n<p>O servi\u00e7o ser\u00e1 confi\u00e1vel e acess\u00edvel, pontuou Shaeke. \u201cComo a eletricidade \u00e9 intermitente no Malawi, nossos equipamentos funcionam com energia solar. Al\u00e9m disso, montamos nossa infraestrutura onde a popula\u00e7\u00e3o rural possa ter acesso f\u00e1cil \u00e0 internet de onde estiver\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Shaeke contou \u00e0 IPS que se associaram com a Malawi Posts Corporation (MPC) para que os usu\u00e1rios rurais possam ter acesso \u00e0 internet por meio de sua caixa postal. A pessoa s\u00f3 ter\u00e1 que conectar seus dispositivos e fazer conex\u00e3o com a rede como faz quando quer ter eletricidade ou \u00e1gua. Atualmente, a C3 adquire o necess\u00e1rio para montar a infraestrutura com apoio econ\u00f4mico da Microsoft, que tamb\u00e9m financiou um projeto semelhante no Qu\u00eania.<\/p>\n<p>\u201cRecebemos apoio econ\u00f4mico e t\u00e9cnico dessa empresa e somos benefici\u00e1rios da Microsoft Affordable Access Initiative (Iniciativa de Acesso Rent\u00e1vel), que procura fazer com que milhares de milh\u00f5es de pessoas no mundo tenham um acesso rent\u00e1vel \u00e0 internet\u201d, ressaltou Chisala. \u201cTemos um centro de dados em Lilongwe e outro de recupera\u00e7\u00e3o de desastres na cidade de Blantyre, que ser\u00e3o os primeiros na \u00c1frica a fornecer o que se conhece como servi\u00e7os de nuvem. Somos uma rede de acesso aberto\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es de armazenamento e de nuvem inform\u00e1tica oferecem aos usu\u00e1rios particulares e \u00e0s empresas v\u00e1rias possibilidades de armazenamento e de processamento de dados em centros de terceiros e que podem estar longe dos usu\u00e1rios. Entre as institui\u00e7\u00f5es que utilizar\u00e3o a rede da C3 se destacam organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, minist\u00e9rios e ag\u00eancias do governo, bem como micro, pequenas e m\u00e9dias empresas, al\u00e9m de revendedores.<\/p>\n<p>Entre as companhias que demonstraram interesse pelo servi\u00e7o est\u00e1 a Health Point Media, que planeja oferecer mensagens audiovisuais aos centros de sa\u00fade e hospitais distritais e instalar telas, disse seu diretor, Tapiwa Bandawe. \u201cNossas mensagens est\u00e3o dirigidas \u00e0s 1,9 milh\u00e3o de pessoas que visitam nossas instala\u00e7\u00f5es mensalmente. Como a propor\u00e7\u00e3o de pacientes por profissional de sa\u00fade \u00e9 muito elevada no Malawi (um para mil), \u00e9 dif\u00edcil para os m\u00e9dicos dedicarem tempo explicando como prevenir doen\u00e7as\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Bandawe acrescentou que a ideia \u00e9 que \u201ccom nossas mensagens as pessoas aproveitem para se inteirar de quest\u00f5es importantes para a sa\u00fade enquanto aguardam nas salas dos hospitais.<\/p>\n<p>A estudante Kananji contou que o projeto da TVWS a inspirou a estudar engenharia eletr\u00f4nica e telecomunica\u00e7\u00f5es. \u201cConheci o projeto em 2013, quando foram \u00e0 minha escola (secund\u00e1ria Saint Mary) para instala\u00e7\u00e3o de antenas na fase piloto. No come\u00e7o n\u00e3o sabia o que fazer na universidade, mas a TVWS me mostrou como as telecomunica\u00e7\u00f5es podem mudar o mundo\u201d, ressaltou \u00e0 IPS. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/ips-rede\/areas-rurais-do-malawi-terao-internet\/\">\u00c1reas rurais do Malawi ter\u00e3o internet<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Charity Chimungu Phiri, da IPS &ndash; Blantyre, Malawi, 3\/11\/2016 &ndash; A partir deste m&ecirc;s, muitas pessoas no Malawi, especialmente nas zonas rurais, poder&atilde;o se conectar &agrave; internet, e ser&aacute; t&atilde;o f&aacute;cil quanto abrir uma torneira. 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