{"id":21359,"date":"2016-11-04T19:27:39","date_gmt":"2016-11-04T19:27:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.envolverde.com.br\/?p=215871"},"modified":"2016-11-04T19:27:39","modified_gmt":"2016-11-04T19:27:39","slug":"assassinato-de-jornalistas-e-a-maxima-forma-de-censura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2016\/11\/ultimas-noticias\/assassinato-de-jornalistas-e-a-maxima-forma-de-censura\/","title":{"rendered":"Assassinato de jornalistas \u00e9 a m\u00e1xima forma de censura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_215872\" style=\"width: 688px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/lasantha-629x418.jpg\"><img class=\" wp-image-215872\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/lasantha-629x418-300x199.jpg\" alt=\"O assassinato em 2009 do destacado jornalista Lasantha Wickrematunge causou como\u00e7\u00e3o nos meios de comunica\u00e7\u00e3o do Sri Lanka. Foto: Amantha Perera\/IPS\" width=\"678\" height=\"450\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/lasantha-629x418-300x199.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/lasantha-629x418-272x182.jpg 272w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/lasantha-629x418.jpg 629w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O assassinato em 2009 do destacado jornalista Lasantha Wickrematunge causou como\u00e7\u00e3o nos meios de comunica\u00e7\u00e3o do Sri Lanka. Foto: Amantha Perera\/IPS<\/p><\/div>\n<p>por\u00a0Lindah Mogeni, da IPS<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 4\/11\/2016 \u2013 A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) condenou o assassinato de mais de 800 jornalistas desde 2006 em todo o mundo, dos quais apenas 7% foram esclarecidos. A prote\u00e7\u00e3o dos profissionais e a luta contra a impunidade fazem parte de uma das metas do 16\u00ba dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), que prop\u00f5e \u201cgarantir o acesso p\u00fablico \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e proteger as liberdades fundamentais, de acordo com as leis nacionais e os acordos internacionais\u201d.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea de Prote\u00e7\u00e3o dos Jornalistas (CPJ) divulgou este ano o \u00edndice de impunidade anual que classifica os pa\u00edses em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de jornalistas assassinados na \u00faltima d\u00e9cada. O documento, publicado \u00e0s v\u00e9speras do Dia Internacional para Acabar com a Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, celebrado no dia 2, situa Som\u00e1lia, Iraque, S\u00edria, Filipinas e Sud\u00e3o do Sul entre os cinco primeiros pa\u00edses com maior n\u00famero de profissionais assassinados, entre setembro de 2006 e agosto de 2016.<\/p>\n<p>\u201cEsses cinco pa\u00edses concentram 40% dos casos de crimes contra jornalistas que n\u00e3o foram resolvidos no mundo\u201d, disse a diretora de campanha do CPJ, Courtney Radsch. \u201cOs assassinatos de jornalistas raramente s\u00e3o isolados, s\u00e3o ordenados, pagos e orquestrados e 40% das v\u00edtimas recebem amea\u00e7as antes de serem mortas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Consultada se o desaparecimento de profissionais em zonas de conflito \u00e9 investigado, Radsch disse \u00e0 IPS que \u201cum grande n\u00famero de recursos \u00e9 destinado a investigar esses casos, mas \u00e9 extremamente dif\u00edcil encontrar informa\u00e7\u00e3o sobre jornalistas desaparecidos. Temos uma p\u00e1gina especial para esses casos em nosso site, mas n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas no \u00edndice de impunidade cada uma das mortes n\u00e3o confirmadas\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1ria mais mobiliza\u00e7\u00e3o para implantar o Plano de A\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Seguran\u00e7a dos Jornalistas e a Quest\u00e3o da Impunidade, impulsionado pela Unesco\u201d, destacou sua diretora-geral, Irina Bokova. Ela tamb\u00e9m exortou os pa\u00edses membros a redobrarem esfor\u00e7os para processar os respons\u00e1veis \u201cfortalecendo e desenvolvendo mecanismos e leis em fun\u00e7\u00e3o do direito humanit\u00e1rio internacional e das rela\u00e7\u00f5es existentes por meio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, existem oito resolu\u00e7\u00f5es da ONU a respeito, entre as quais se destaca a 29 \u2013 Condena\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra os Jornalistas \u2013, adotada pelos Estados membros da Unesco em 1997. Al\u00e9m disso, no come\u00e7o deste ano foi criado um grupo permanente de amigos de embaixadores das Na\u00e7\u00f5es Unidas para promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a dos jornalistas, presidido por Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia e Litu\u00e2nia. \u201cA impunidade engendra impunidade, e \u00e9 uma injusti\u00e7a para todos n\u00f3s\u201d, afirmou Bokova.<\/p>\n<p>Em um painel sobre seguran\u00e7a dos jornalistas e o fim da impunidade em conflito, organizado pela Unesco e a embaixada da Gr\u00e9cia na sede da ONU, a embaixadora Catherine Boura destacou que os rep\u00f3rteres locais, as mulheres, os blogueiros e os trabalhadores independentes eram os mais vulner\u00e1veis. De acordo com Boura, \u201csomente um em cada dez casos de assassinatos de jornalistas tem solu\u00e7\u00e3o, o que reflete a quase total impunidade dos respons\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>O subdiretor-geral de Comunica\u00e7\u00f5es da Unesco, o guatemalteco Frank La Rue, afirmou que \u201catualmente existe a sensa\u00e7\u00e3o de que, se n\u00e3o h\u00e1 uma investiga\u00e7\u00e3o, aceita-se a viol\u00eancia como algo natural para um jornalista porque o jornalismo \u00e9 uma profiss\u00e3o perigosa; devemos acabar com essa percep\u00e7\u00e3o\u201d. E ressaltou que \u201chouve 76 casos de jornalistas executados em 2016, o que faz deste ano um dos mais violentos da d\u00e9cada\u201d.<\/p>\n<p>O funcion\u00e1rio da Unesco tamb\u00e9m detalhou os quatro elementos fundamentais de um plano efetivo para promover a seguran\u00e7a: analisar o contexto legal em mat\u00e9ria de liberdade de express\u00e3o, analisar as pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra os jornalistas e os meios de comunica\u00e7\u00e3o, criar um mecanismo de emerg\u00eancia com uma linha telef\u00f4nica, e adotar medidas progressivas para erradicar a impunidade.<\/p>\n<p>\u201cCada pa\u00eds membro da ONU deve contar com um mecanismo que garanta a seguran\u00e7a dos jornalistas, independente do grau do problema no pa\u00eds\u201d, apontou La Rue. Prevenir e fazer frente \u00e0 deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria de profissionais e, em particular, o ass\u00e9dio sexual contra as jornalistas, tamb\u00e9m faz parte de um plano de seguran\u00e7a. Os profissionais tamb\u00e9m s\u00e3o alvo de agress\u00f5es em pa\u00edses que n\u00e3o vivem conflitos armados, mas o painel se concentrou principalmente na seguran\u00e7a dos jornalistas na S\u00edria, onde nove deles morreram este ano.<\/p>\n<p>Os jornalistas s\u00edrios Mazen Darwish e Abdalaziz Alhamza, agraciados h\u00e1 pouco com prestigiosos pr\u00eamios \u00e0 liberdade de express\u00e3o, falaram sobre a muito dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o que vivem os profissionais em seu pa\u00eds. \u201cTodas as partes em conflito na S\u00edria se sentem livres para atacar jornalistas, porque sabem que n\u00e3o ter\u00e3o de prestar contas a ningu\u00e9m\u201d, lamentou Darwish.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ambos ficaram muito surpresos quando a ONU homenageou o embaixador s\u00edrio, Bashar Jafaari, que Darwish chamou de \u201cJoseph Goebbels da S\u00edria\u201d, se referindo a um dos colaboradores mais pr\u00f3ximos de Adolf Hitler e criminoso de guerra. \u201cExorto todos a apoiarem a Unesco na condena\u00e7\u00e3o de cada um dos ataques mortais contra um jornalista, a cobrar investiga\u00e7\u00e3o desses crimes e punir apropriadamente os respons\u00e1veis por essas viola\u00e7\u00f5es\u201d, enfatizou Bokova. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/ips-rede\/assassinato-de-jornalistas-e-maxima-forma-de-censura\/\">Assassinato de jornalistas \u00e9 a m\u00e1xima forma de censura<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/\">Envolverde<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por&nbsp;Lindah Mogeni, da IPS Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 4\/11\/2016 &ndash; A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco) condenou o assassinato de mais de 800 jornalistas desde 2006 em todo o mundo, dos quais apenas 7% foram esclarecidos. 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